
O Brasil anunciou medidas comerciais em resposta a restrições impostas pela China. As ações, que incluem barreiras a produtos chineses como eletrônicos e têxteis, visam proteger a economia nacional, que sofreu com embargos chineses a carnes brasileiras em 2024, segundo o Ministério da Agricultura. A tensão, agravada pela decisão de Donald Trump de dobrar tarifas sobre aço e alumínio chineses para 50% (Reuters), reflete um cenário global de guerra comercial, com impactos diretos no agronegócio brasileiro, que exportou US$ 47,2 bilhões para a China em 2024.
Os embargos chineses, iniciados após disputas sanitárias, afetaram 15% das exportações de carne bovina e suína, segundo a ABPA. A redução das importações brasileiras em 10% em 2024, se deve a lentidão do governo Lula em negociar com Pequim. O Brasil, refém da China como maior parceiro comercial, sofre com a falta de uma diplomacia assertiva.
A guerra comercial global, intensificada por tarifas americanas, pode reduzir o crescimento do PIB brasileiro, projetado em 2,9% para 2025 (IBGE). A CNA estima perdas de US$ 2 bilhões em exportações se os embargos persistirem. O Brasil precisa diversificar mercados.
Os embargos chineses são um golpe no agronegócio brasileiro, que sustenta o PIB, mas enfrenta barreiras crescentes. A resposta do Brasil é um passo tímido, mas necessário, em um cenário de guerra comercial global. O Brasil precisa negociar com firmeza e buscar novos mercados para não ficar refém da China.