
A maior expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia em décadas, autorizada em 2025, pode inviabilizar a criação de um Estado palestino. O plano, aprovado pelo governo de Benjamin Netanyahu, prevê a construção de 5.295 novas unidades habitacionais em territórios ocupados, a maior desde 1993, conforme a Peace Now, uma ONG israelense. A medida intensifica o conflito com os palestinos, que reivindicam a Cisjordânia para seu futuro Estado, e é vista como um obstáculo às negociações de paz, já fragilizadas por décadas de tensões.
A Al Jazeera relata que a expansão ocorre em meio a uma crise humanitária em Gaza, onde 43 mil palestinos foram mortos desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde local, e 1,9 milhão de pessoas estão deslocadas. Os assentamentos, considerados ilegais pela ONU, ocupam 10% da Cisjordânia, abrigando 700 mil colonos israelenses. O governo Netanyahu, pressionado por partidos de extrema-direita, defende a expansão como “direito histórico”, mas enfrenta críticas internacionais. O presidente francês Emmanuel Macron chamou a criação de um Estado palestino de “dever moral” e ameaçou sanções contra colonos, segundo a Al Jazeera.
A Brasil Paralelo contextualiza o conflito como uma disputa geopolítica que afeta o equilíbrio global. “Enquanto potências se enfrentam, o povo palestino e israelense sofrem as consequências”, afirmou um analista. A Revista Oeste critica a pressão internacional sobre Israel, argumentando que a mídia ignora ataques do Hamas, como o de 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses. No Brasil, o governo Lula mantém uma postura pró-Palestina, mas falha em mediar soluções, segundo a Gazeta do Povo. “O Brasil poderia liderar um diálogo neutro, mas prefere alinhamentos ideológicos”, destacou um editorial.
A expansão dos assentamentos na Cisjordânia é um entrave à paz no Oriente Médio, aprofundando a desconfiança entre israelenses e palestinos. A postura de Netanyahu, pressionado por aliados radicais, dificulta negociações, enquanto a crise humanitária em Gaza agrava o cenário. Para o Brasil, que importa petróleo e fertilizantes da região, o conflito eleva custos e instabilidade. O governo Lula, ao adotar um lado, perde a chance de ser um mediador respeitado.