
O senador americano Marco Rubio, recém-nomeado Secretário de Estado dos Estados Unidos, anunciou que o governo de Donald Trump avalia sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acusado de promover censura no. A declaração, feita durante uma entrevista à Fox News, reacendeu o debate sobre a liberdade de expressão no país, gerando reações imediatas no Judiciário brasileiro. O ministro Gilmar Mendes, em resposta, defendeu o STF, classificando as acusações como “infundadas” e uma interferência externa. Para a oposição brasileira, a iniciativa americana é um alerta contra o que chamam de autoritarismo judicial.
As acusações contra Moraes têm origem em decisões polêmicas no âmbito do inquérito das fake news, iniciado em 2019, e da investigação sobre a suposta trama golpista de 2022. A Brasil Paralelo destaca que Moraes ordenou a remoção de conteúdos e perfis em redes sociais, além do bloqueio de contas de jornalistas e políticos conservadores, como os deputados Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, sem transparência ou direito pleno à defesa. A Revista Oeste aponta que o ministro acumula funções de investigador, acusador e julgador, o que viola princípios constitucionais e alimenta a percepção de perseguição à direita. Postagens no X, como as de ThiagoResiste, sugerem que as sanções americanas podem incluir restrições de visto e congelamento de ativos, visando pressionar o STF a rever práticas vistas como antidemocráticas.
A Gazeta do Povo revelou que Moraes criou uma unidade informal no Judiciário, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, para monitorar opositores, incluindo jornalistas como Rodrigo Constantino. Essa estrutura, segundo o jornal, produziu relatórios que embasaram ações contra bolsonaristas, intensificando as críticas de censura. Nos EUA, a iniciativa de Rubio é apoiada por congressistas republicanos, que veem semelhanças com restrições à liberdade de expressão em países como a China, conforme a Revista Oeste. No Brasil, a base bolsonarista celebrou a notícia, enquanto o governo Lula classificou a possibilidade de sanções como “ingerência inaceitável”, segundo a Agência Brasil.
O contexto global reforça a relevância do caso. A BBC News Brasil destaca que a liberdade de expressão é um tema sensível em democracias ocidentais, e ações do STF têm sido comparadas a medidas autoritárias em nações como Turquia e Hungria. A Brasil Paralelo argumenta que as sanções americanas podem forçar o Brasil a rever suas práticas judiciais, mas alertam para o risco de escalada diplomática. “Moraes age como intocável, mas o mundo está de olho”, afirmou um colunista da Revista Oeste.
A possibilidade de sanções dos EUA a Alexandre de Moraes é um divisor de águas na crise institucional brasileira. O STF, sob a liderança de Moraes, é visto por muitos como uma ameaça à democracia, usando o combate às fake news como pretexto para silenciar a oposição. A concentração de poderes do ministro e a falta de transparência nas investigações alimentam a desconfiança do povo, que já sofre com inflação e desemprego. A iniciativa americana, embora bem-vinda por conservadores, pode tensionar as relações Brasil-EUA, beneficiando o governo Lula, que se vitimiza como alvo de “ingerência”.