
A financeira Crefisa cobra a maior taxa de juros no cartão de crédito rotativo do Brasil, com 995,58% ao ano, enquanto a Zema, ligada ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cobra 501,05%, segundo o Jornal do Brasil, com base em dados do Banco Central de maio de 2025. Essas taxas abusivas são um roubo legalizado contra o trabalhador, que recorre ao crédito para sobreviver à inflação e ao desemprego. A inação do governo Lula em regular o setor financeiro expõe sua negligência com o povo, enquanto bancos lucram bilhões. Para o brasileiro, que luta para pagar as contas, a mensagem é clara: o sistema financeiro precisa de freios, não de privilégios.
O cartão de crédito rotativo, usado quando o consumidor não paga a fatura integral, é uma armadilha para milhões de brasileiros. Segundo o Banco Central, 30% dos usuários de cartão recorreram ao rotativo em 2024, com taxa média de 430% ao ano, a mais alta do mundo. A Crefisa, líder no ranking, atende principalmente trabalhadores informais, que representam 38% da força de trabalho, conforme o IBGE. A Zema, financeira do grupo do governador mineiro, também explora essa fatia, com empréstimos de fácil acesso, mas juros exorbitantes. Em 2024, os bancos lucraram R$ 150 bilhões, segundo a Febraban, enquanto 60 milhões de brasileiros estavam endividados, conforme a Serasa.
A falta de regulação, demonstra que o governo protege o setor financeiro em vez do consumidor. O Conselho Monetário Nacional, ligado ao Banco Central, tentou limitar os juros do rotativo em 2023, mas a medida foi revertida após pressão dos bancos. Enquanto isso, países como o Canadá, com juros médios de 20% no cartão, mostram que é possível equilibrar lucro e proteção ao cidadão.
As taxas de juros abusivas da Crefisa e Zema são um sintoma de um sistema financeiro que explora a vulnerabilidade do trabalhador. O governo Lula, que prometeu defender os mais pobres, falha ao permitir que bancos cobrem taxas que beiram o absurdo. A falta de regulação reflete a influência do setor financeiro sobre Brasília, enquanto o povo paga a conta com endividamento e empobrecimento. O brasileiro, que enfrenta uma inflação de 4,5% (IBGE, 2024), merece proteção contra a ganância dos bancos, não conivência do governo.
Os juros abusivos aprofundam a desigualdade, empurrando milhões para a inadimplência. Se o governo não regular o setor financeiro, o trabalhador continuará refém de bancos que lucram com sua miséria.