
O procurador Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, alertou para a necessidade urgente de união entre instituições no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras facções criminosas. Em entrevista publicada em 29 de maio de 2025 na Revista Veja, Gakiya destacou que o crime organizado ameaça a segurança pública e até a soberania nacional, infiltrando-se em comunidades e instituições. A leniência de governos passados, que minimizaram o problema, permitiu que o PCC se tornasse uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
O PCC, fundado em 1993, controla o tráfico de drogas em 24 estados brasileiros e opera em países como Paraguai e Bolívia, segundo a Polícia Federal. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que a facção movimenta R$ 2 bilhões por ano, financiando crimes como homicídios, assaltos e lavagem de dinheiro. Em 2024, o Brasil registrou 39.000 homicídios, sendo 30% ligados ao crime organizado, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Gakiya, que atua no combate ao PCC há duas décadas, destacou que a facção explora a fragilidade de políticas públicas, como a falta de controle nas fronteiras e a superlotação carcerária, com 850 mil presos em 2024, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
O procurador defende a integração entre Polícia Federal, Ministérios Públicos estaduais e Judiciário, além de mais investimento em inteligência policial, porém, o governo Lula destinou apenas 0,8% do orçamento de 2025 à segurança pública, conforme o Ministério da Economia.
O avanço do PCC é um reflexo do fracasso de governos que priorizaram discursos populistas em vez de políticas efetivas de segurança. A leniência com o crime organizado, somada à falta de investimentos em inteligência e fiscalização, transformou o Brasil em um terreno fértil para facções. A proposta de Gakiya é um chamado à responsabilidade: o Estado precisa agir com força e coordenação, sem ceder a narrativas que relativizam o crime. O governo Lula deve abandonar agendas ideológicas e investir em medidas concretas, como o fortalecimento das polícias e o controle das fronteiras, para proteger a nação.
O combate ao PCC é uma questão de soberania. Se as instituições não se unirem, o crime organizado continuará a ditar as regras em comunidades e até em esferas do poder. O povo brasileiro, que paga impostos altos, tem o direito de viver sem medo. O governo precisa priorizar a segurança, com mais recursos para inteligência e menos tolerância com bandidos. A nação não pode ser refém do crime.