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DEFESA DE BRAGA NETTO EXIGE SOLTURA: JUSTIÇA OU PERSEGUIÇÃO?

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Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
30/05/2025 às 15h48
DEFESA DE BRAGA NETTO EXIGE SOLTURA: JUSTIÇA OU PERSEGUIÇÃO?
Walter Braga Netto

 

A defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua soltura, argumentando que a denúncia contra ele já foi recebida e que a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid não está mais sob sigilo. Preso desde 2024, Braga Netto é investigado por suposta participação na trama golpista de 2022, mas a falta de transparência no processo levanta suspeitas de perseguição política. A justiça deve ser imparcial, não uma arma contra adversários políticos.

Braga Netto, general da reserva e figura-chave no governo Bolsonaro, foi preso em dezembro de 2024, acusado de integrar um suposto plano para impedir a posse de Lula após as eleições de 2022. A investigação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, baseia-se em delações, como a de Mauro Cid, que detalhou reuniões de militares e políticos. Segundo o STF, a denúncia contra Braga Netto foi formalizada em abril de 2025, mas detalhes permanecem sob sigilo. Dados da Polícia Federal mostram que o inquérito da trama golpista resultou em 12 prisões e 45 indiciamentos até maio de 2025, com foco em aliados de Bolsonaro.

A defesa de Braga Netto, liderada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, argumenta que a prisão preventiva é desnecessária, já que o general não representa risco e a delação de Cid está pública. Postagens no X mostram apoio de conservadores, que chamam a prisão de “abuso de autoridade”, enquanto críticos do bolsonarismo defendem a atuação do STF. A detenção de um militar de alta patente, sem julgamento, reacende o debate sobre o uso do Judiciário para fins políticos.

A prisão de Braga Netto é mais um capítulo na escalada de tensões entre o STF e setores conservadores. A falta de acesso público às provas e o uso prolongado de prisões preventivas sugerem que o Supremo age com motivações políticas, não jurídicas. A presunção de inocência, garantida pela Constituição, parece ignorada em favor de uma narrativa que criminaliza opositores do governo Lula.

O caso de Braga Netto pode aprofundar a crise de confiança no Judiciário, polarizando ainda mais o país. Se o STF não justificar a prisão com provas claras, a narrativa de perseguição ganhará força, inflamando tensões.

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