
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de uma audiência na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos para defender a Corte brasileira, após críticas do senador americano Marco Rubio, segundo o Brasil Paralelo. Rubio sugeriu sanções contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas violações à liberdade de expressão, como censura a jornalistas e políticos. A intervenção de Mendes, longe de apaziguar, expõe a crise de credibilidade do STF, que enfrenta acusações de extrapolar seus poderes. Enquanto o Judiciário brasileiro busca apoio externo, o povo brasileiro cobra imparcialidade e respeito à Constituição. A soberania nacional não pode ser negociada em palcos internacionais.
A audiência nos EUA, realizada em 28 de maio de 2025, foi motivada por um relatório de Rubio que acusa Moraes de liderar uma “cruzada contra a liberdade de expressão”. Segundo o Washington Examiner, o senador citou a remoção de mais de 1.500 conteúdos online e a prisão de deputados e ativistas como evidências de autoritarismo. Dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) confirmam que, entre 2020 e 2024, o STF ordenou a suspensão de 47 contas de políticos e jornalistas no X, sob alegação de desinformação. Essas ações geraram reações internacionais, com a Freedom House reduzindo a pontuação do Brasil em liberdade de imprensa em 2024.
Gilmar Mendes, em sua fala, defendeu a independência do STF e acusou Rubio de interferir em assuntos internos do Brasil. No entanto, muitos brasileiros veem a audiência como uma tentativa de blindar Moraes, cujo inquérito das fake news é criticado por falta de transparência. A crise de imagem do STF se agravou após decisões polêmicas, como a prisão do ex-deputado Daniel Silveira em 2021 e a suspensão de perfis de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.
A defesa de Gilmar Mendes nos EUA é um sintoma da crise do STF, que, ao invés de buscar diálogo interno, apela a palcos internacionais para justificar suas ações. A interferência de Rubio é preocupante para ‘o sistema’, uma vez que, segundo esse grupo, ameaça a soberania nacional. Mas a resposta do STF não resolve o problema de fundo: a percepção é de que a Corte age com parcialidade. O povo brasileiro, que enfrenta desafios econômicos e sociais, não aceita um Judiciário que parece mais preocupado em proteger sua imagem do que em aplicar a Constituição. A solução está em mais transparência e menos ativismo judicial, para que o STF recupere a confiança da nação.
A tensão entre o STF e críticos internacionais pode isolar o Brasil no cenário global, enquanto a crise interna ameaça a democracia. O Judiciário precisa respeitar os limites constitucionais e dialogar com a sociedade, não com parlamentos estrangeiros.