
Uma crise diplomática entre Brasil e EUA ganhou força após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sugerir sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, em audiência na Câmara dos Deputados dos EUA em 21 de maio de 2025, segundo a CNN Brasil. Rubio respondeu a deputados republicanos, como Cory Mills, que acusam Moraes de perseguir opositores e limitar a liberdade de expressão, citando o bloqueio da plataforma X em 2024 e inquéritos contra bolsonaristas. As sanções, sob a Lei Magnitsky, poderiam incluir proibição de entrada nos EUA e bloqueio de bens.
O ministro Gilmar Mendes reagiu no X, defendendo a soberania do Brasil e do STF. “Não admitimos que estrangeiros cerceiem nossa jurisdição”, escreveu ele. As críticas de Rubio trazem uma percepção global de que o STF excede seus poderes, especialmente em decisões monocráticas de Moraes. O Itamaraty e a OAB repudiaram a ameaça, exigindo respeito à soberania.
A pressão americana foi impulsionada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se reuniu com deputados nos EUA. Governistas, como Gleisi Hoffmann, acusam-no de traição. A crise, que envolve o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, pode afetar acordos comerciais. Para a maioria da mídia conservadora, o STF precisa conter abusos, mas a soberania brasileira deve prevalecer.