
O presidente dos EUA, Donald Trump ontem, 25 de maio, o adiamento de uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia, de 1º de junho para 9 de julho, após uma ligação com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Concordei com a extensão até 9 de julho. Foi um privilégio”, escreveu Trump no Truth Social. Von der Leyen elogiou a decisão, afirmando no X que a UE está pronta para negociar um acordo comercial, destacando a importância da relação EUA-UE, que movimentou US$ 600 bilhões em 2024.
Na sexta-feira, Trump havia ameaçado as tarifas, frustrado com o ritmo lento das negociações, acusando a UE de “tirar vantagem” dos EUA. A medida afetaria carros, aviões e bebidas, podendo elevar preços nos EUA e provocar retaliações europeias contra US$ 95 bilhões em produtos americanos. A prorrogação aliviou os mercados, mas o prazo curto mantém a pressão. A UE planeja novas propostas em junho, enquanto Trump insiste em acordos que favoreçam a indústria americana.
Trump acerta ao pressionar por reciprocidade comercial, mas uma guerra de tarifas pode prejudicar consumidores e aliados. Para o Brasil, a tensão comercial pode encarecer commodities. A data de 9 de julho será crucial para evitar um conflito econômico que ninguém deseja.