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ENDIVIDAMENTO RECORDES: 70,2 MILHÕES DE BRASILEIROS NA INADIMPLÊNCIA

QUASE METADE DA POPULAÇÃO ADULTA ENFRENTA DÍVIDAS, EXPONDO A FRAGILIDADE ECONÔMICA DO PAÍS.

Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
25/05/2025 às 11h13
ENDIVIDAMENTO RECORDES: 70,2 MILHÕES DE BRASILEIROS NA INADIMPLÊNCIA

A crise financeira das famílias brasileiras alcançou níveis alarmantes, com 70,2 milhões de pessoas inadimplentes, equivalente a 43,36% da população adulta do país. Dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram um aumento de 4,6% em relação a maio de 2024. A Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, confirma que 46% dos inadimplentes já recorreram a apostas online na tentativa de quitar dívidas, com 44% buscando dinheiro para pagar contas, uma prática arriscada que agrava a situação financeira. 

 

O endividamento reflete a combinação de inflação persistente, juros altos e políticas públicas ineficazes. 77% dos brasileiros estão endividados em cheque especial e cartão de crédito, o que limita o consumo e o crescimento econômico. O aumento da Selic, projetada para ultrapassar 15% em 2025, encarece o crédito e pressiona ainda mais as famílias, com risco de aumento na inadimplência empresarial, conforme alerta o economista Bueno, da CNN Money. A região Nordeste é a mais afetada, com 51% dos moradores relatando impacto das apostas no orçamento familiar, segundo o Instituto Ipespe. 

 

A má gestão fiscal do governo Lula é apontada como um dos principais culpados do endividamento familiar. A gastança desenfreada e a falta de reformas estruturais para reduzir a carga tributária sufocam os brasileiros, que enfrentam um dólar valorizado e um custo de vida elevado. O governo prioriza medidas populistas, como o aumento do salário mínimo acima da inflação, sem atacar a raiz do problema: a burocracia e a ineficiência estatal, mas não cogitam cortes drásticos nos gastos públicos nem incentivos ao empreendedorismo para aliviar a pressão financeira sobre as famílias. 

Enquanto o governo não apresenta soluções concretas, a sociedade paga o preço de uma economia fragilizada, onde a inadimplência se tornou um ciclo vicioso. A ausência de educação financeira e a dependência de promessas governamentais agravam o cenário, exigindo uma mudança urgente de rumo. 

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