
O governo Lula anunciou, em 22 de maio, um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a saída de dólares e estabilizar o real, que perdeu 10% em 2025, caindo para R$ 5,69, segundo o Banco Central. Em 2024, US$ 84,4 bilhões deixaram o país, segundo o Relatório Focus. O Decreto 12.466 elevou alíquotas para câmbio (de 0,38% a 3,5%), crédito empresarial (de 1,88% a 3,95%), e seguros (até 5% para VGBL). Após pressão, o governo recuou na taxação de fundos no exterior, mantendo alíquota zero.
A medida, que visa arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025, enfrenta resistência da oposição. Luciano Zucco (PL-RS) chamou-a de “confisco disfarçado”, e a CNI alerta que encarece crédito, prejudicando empresas. Compras internacionais e remessas agora custam até 3,5% a mais, impactando a classe média, enquanto a carga tributária de 33,9% do PIB (IBGE) sufoca o crescimento.
O governo defende a medida como necessária para a meta de déficit zero, mas analistas temem perda de investimentos, com apenas US$ 60 bilhões atraídos em 2024 (Banco Central). A sociedade está demonstrando rejeição a mais impostos e cobrando políticas que incentivem o crescimento do país. Enquanto Lula promete “saúde fiscal”, a medida é vista como um remendo que penaliza cidadãos e afasta investidores.