
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em 20 de maio de 2025 que o fim da guerra contra o Hamas, iniciada em outubro de 2023, depende de um plano americano para o deslocamento seguro de civis na Faixa de Gaza. O conflito, que já matou mais de 40 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, foi intensificado por documentos vazados que confirmam apoio logístico e financeiro do Irã ao Hamas. A exigência de Netanyahu reflete sua desconfiança em negociações mediadas pela ONU, que ele considera enviesadas contra Israel. O Irã é o principal obstáculo à paz, acusando Teerã de financiar o terrorismo na região.
A guerra começou após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses e levou ao sequestro de 250 reféns. Israel respondeu com uma ofensiva em Gaza, destruindo grande parte da infraestrutura da região. Em 2024, o conflito se expandiu, com trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano. Documentos obtidos pela Reuters revelam que o Irã forneceu ao Hamas US$ 500 milhões em armas e treinamento desde 2022, intensificando a escalada militar. A crise humanitária em Gaza, com 1,9 milhão de deslocados, pressiona por um cessar-fogo.
Netanyahu, líder do Likud, enfrenta pressão interna e externa. Em Israel, protestos exigem a libertação dos reféns, enquanto a comunidade internacional, incluindo a UE e a ONU, pede o fim das hostilidades. Netanyahu rejeitou propostas de cessar-fogo sem garantias de segurança, como a desmilitarização do Hamas e a criação de zonas seguras em Gaza. O plano americano, ainda em negociação, envolveria a retirada parcial de tropas israelenses e a entrada de forças internacionais para monitorar a região, mas os EUA hesitam em se comprometer devido ao risco de confronto com o Irã.
A influência iraniana, que também financia o Hezbollah e milícias no Iraque e Iêmen, é uma ameaça à estabilidade global. Para conservadores, a relutância dos EUA em pressionar Teerã reflete uma política externa vacilante, que prejudica Israel, seu maior aliado no Oriente Médio. O governo Biden, em 2024, tentou retomar negociações nucleares com o Irã, mas a volta de Trump em 2025 sinaliza uma postura mais dura, ainda que indefinida.
O conflito expõe a complexidade geopolítica, com os EUA divididos entre apoiar Israel e evitar uma guerra regional com o Irã, que poderia disparar os preços do petróleo (atualmente em US$ 80 por barril). A crise humanitária em Gaza, com 80% da população dependente de ajuda externa, exige uma solução urgente. A prioridade deve ser neutralizar o Hamas e seus financiadores, não ceder a pressões internacionais que ignoram a segurança de Israel. A resolução parece distante, enquanto civis em Gaza e Israel sofrem as consequências de um conflito alimentado por interesses externos.