
O governo Lula busca controlar a narrativa na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, prometendo punir servidores envolvidos em fraudes em benefícios previdenciários. A CPMI, registrada no Congresso Nacional, investiga desvios que custam bilhões, mas não divulgou relatórios até o dia de hoje. Enquanto o governo foca em punições individuais, ecoa a critica a estratégia como tentativa de desviar atenção de falhas estruturais, como filas de 1,5 milhão de pedidos e atrasos em perícias.
A CPMI apura fraudes em aposentadorias e auxílios, com o INSS revisando 1,2 milhão de benefícios em 2024, 10% com irregularidades. O ministro Carlos Lupi prometeu processos contra servidores, mas o que vemos são filas de até 180 dias para perícias e a falta de tecnologia que refletem má gestão, não apenas falhas individuais.
A Folha de S.Paulo, em 20/05/2025 destaca que apenas 20% das perícias cumprem o prazo legal de 45 dias, afetando aposentados e trabalhadores, enquanto a Revista Oeste acusa o governo de usar punições como cortina de fumaça para evitar críticas à gestão Lula, especialmente em ano pré-eleitoral. O TCU reforça que atrasos geram custos sociais elevados.
A CPMI é confirmada pelo Congresso, e dados do INSS e TCU validam os problemas. A ausência de relatórios oficiais da CPMI limita a transparência, mas a narrativa oficial pode minimizar falhas sistêmicas.
A CPMI deve propor mudanças até o fim de 2025. Especialistas cobram mais tecnologia e peritos, bem como reformas com participação privada. O governo aposta na digitalização, mas resultados são incertos.
A CPMI do INSS é real, mas o foco do governo em punições individuais pode mascarar problemas crônicos. São necessárias reformas estruturais, e o acompanhamento do TCU para avaliar os resultados.