
A dívida das famílias brasileiras atingiu um novo pico, consumindo 27% da renda mensal em abril de 2025, segundo dados do Banco Central divulgados hoje. O endividamento cresceu 8% em relação a 2024, com 78% das famílias com alguma dívida, especialmente em cartões de crédito (45%) e empréstimos pessoais (30%). O comprometimento médio mensal é de R$ 1.800 por família, enquanto o salário mínimo está em R$ 1.640. O Boletim Focus de hoje revisou a inflação (IPCA) para 5,4%, ante 5,2% na semana passada, e reduziu o PIB para 1,5%, refletindo a queda no consumo. O IBGE aponta que 62% das famílias reduziram gastos com alimentação, com o preço do leite subindo 14% e do pão 11% em 12 meses.
O governo Lula anunciou um programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil, mas apenas 3,5 milhões de cadastros foram regularizados em 2024, contra 15 milhões esperados, segundo a Febraban. O TCU aponta que 40% dos R$ 50 bilhões previstos não foram aplicados, devido a falhas na gestão. A dívida pública bruta, em 79,5% do PIB, limita cortes de juros (Selic a 14,75%), encarecendo crédito. Dados podem falar de “alívio”, mas a verdade se revela em geladeiras vazias e cartões abarrotados de dívidas. O governo tem se mostrado incompetente para criar, de forma responsável, programas que realmente funcionem.