Quarta, 02 de Setembro de 2026
14°C 22°C
São Paulo, SP

Saiba o que fazer em caso de picada por serpente

Saúde SP indica os principais cuidados, sintomas e onde buscar atendimento

Por: Redação Fonte: Secom SP
02/09/2026 às 07h35
Saiba o que fazer em caso de picada por serpente
Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde. Foto: Governo de SP

Sugar o veneno, fazer torniquete, cortar o local da picada ou aplicar produtos naturais no ferimento. Embora muito conhecidas, essas práticas são mitos sobre os primeiros socorros a pessoas picadas por serpentes. Mas você saberia como agir corretamente?

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a primeira medida é procurar atendimento médico para avaliação e aplicação do soro antiveneno adequado. Quanto mais rápido o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves.

Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde.

O que fazer:

  • Lave o local da picada apenas com água e sabão;
  • Retire calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis ou outros objetos que possam dificultar a circulação em caso de inchaço na região afetada;
  • Mantenha a pessoa em repouso e evite esforços físicos;
  • Se possível e sem se aproximar da serpente, fotografe o animal para auxiliar na identificação.

O que não fazer:

  • Não utilize torniquete ou garrote;
  • Não corte ou perfure o local da picada;
  • Não tente sugar o veneno;
  • Não aplique qualquer substância na região atingida, como álcool, medicamentos caseiros, folhas ou pó de café.

Dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies) da SES-SP indicam que o estado registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco óbitos em 2026. Do total, 34,2% foram classificados como acidentes botrópicos, ou seja, causados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias , como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira.

Essas espécies são encontradas em diferentes habitats, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e zonas de transição entre os meios rural e urbano.

Nos acidentes com essas serpentes, os principais sintomas são dor e inchaço na região afetada, manchas arroxeadas e sangramentos no local da picada, nas gengivas, na pele e na urina.

Os dados e a série histórica de acidentes por animais peçonhentos estão disponíveis na plataforma do Nies, que pode ser acessada no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/acidentes-por-animais-peconhentos .

Onde buscar ajuda

Para facilitar o acesso rápido ao tratamento, a Secretaria da Saúde disponibiliza uma plataforma online que permite localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA) mais próximo, com disponibilidade de soro antiveneno.

Basta acessar a lista de serviços e inserir as informações de endereço nos campos correspondentes para encontrar a unidade mais próxima. A plataforma também disponibiliza informações sobre os serviços de atendimento soroterápico no estado, disponíveis no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/atendimento-soroteraptico .

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Paulo, SP
17°
Chuva
Mín. 14° Máx. 22°
17° Sensação
6.69 km/h Vento
70% Umidade
34% (0mm) Chance chuva
06h16 Nascer do sol
17h56 Pôr do sol
Quinta
27° 13°
Sexta
31° 17°
Sábado
22° 16°
Domingo
15° 12°
Segunda
11° 11°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,11 -0,87%
Euro
R$ 5,92 -0,88%
Peso Argentino
R$ 0,00 -3,12%
Bitcoin
R$ 417,512,87 -0,02%
Ibovespa
185,205,10 pts 3.05%
Publicidade
Publicidade
Publicidade