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Onda de calor aumenta risco de incêndios em SP; veja como se prevenir

Tempo seco, baixa umidade e vegetação ressecada favorecem propagação do fogo; cuidados devem ser redobrados em áreas urbanas, rurais e rodovias

Por: Redação Fonte: Secom SP
29/08/2026 às 11h40
Onda de calor aumenta risco de incêndios em SP; veja como se prevenir
A ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação das chamas. Foto: Divulgação Governo de SP.

Combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e vegetação ressecada aumenta o risco de incêndio em diferentes regiões de São Paulo. Em período de calor intenso, pequenos focos de fogo podem se espalhar rapidamente, principalmente quando há vento e grande quantidade de material seco disponível para queima.

A massa de ar quente sobre o estado de São Paulo entre sexta-feira (28) e a segunda-feira (31) favorece temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar em praticamente todo o território paulista, segundo a Defesa Civil.

As condições mais críticas são previstas para as regiões norte e noroeste, onde as máximas podem se aproximar dos 40°C e a umidade pode atingir valores inferiores a 12% nos períodos mais quentes do dia.

Diante desse cenário, a Defesa Civil do Estado de São Paulo reforça a importância de evitar qualquer ação que possa provocar fogo, como a queima de lixo e resíduos, o uso de fogo para limpeza e terrenos de descarte de cigarros em áreas de vegetação.

A maior parte dos incêndios florestais registrados em áreas rurais do estado não tem origem natural. Hábitos cotidianos, descuidos e atividades que envolvem fontes de calor podem provocar focos que, em condições de tempo seco, ganham força e avançam rapidamente.

Por que o risco aumenta durante o calor?

A ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação das chamas. A baixa umidade relativa do ar também contribui para a perda de umidade da vegetação, enquanto o vento pode transportar brasas e faíscas para áreas mais distantes.

No campo, uma referência utilizada para identificar condições de maior perigo é o chamado “quatro-trinta”: períodos prolongados sem chuva, umidade relativa abaixo de 30%, temperaturas acima de 30°C e ventos superiores a 30 km/h.

Quando essas condições aparecem simultaneamente, o fogo pode começar com mais facilidade, se espalhar mais rapidamente e dificultar o trabalho das equipes de combate. Por isso, em dias de risco elevado, a recomendação é suspender atividades que envolvam fogo e intensificar o monitoramento das áreas vulneráveis.

Como evitar incêndios em áreas urbanas

A ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação das chamas. A baixa umidade relativa do ar também contribui para a perda de umidade da vegetação, enquanto o vento pode transportar brasas e faíscas para áreas mais distantes.

No campo, uma referência utilizada para identificar condições de maior perigo é o chamado “quatro-trinta”: períodos prolongados sem chuva, umidade relativa abaixo de 30%, temperaturas acima de 30°C e ventos superiores a 30 km/h.

Quando essas condições aparecem simultaneamente, o fogo pode começar com mais facilidade, se espalhar mais rapidamente e dificultar o trabalho das equipes de combate. Por isso, em dias de risco elevado, a recomendação é suspender atividades que envolvam fogo e intensificar o monitoramento das áreas vulneráveis.

Cuidados em propriedades rurais

Nas áreas rurais, a prevenção começa pela manutenção da propriedade. A vegetação seca e alta nos limites do terreno pode funcionar como combustível e facilitar a entrada do fogo. Por isso, é importante manter essas áreas roçadas e limpas.

Aceiros precisam de manutenção

Os aceiros são faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para impedir ou retardar a passagem do fogo entre áreas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento recomenda largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.

A manutenção deve ser feita durante toda a estiagem. Um aceiro tomado por mato seco deixa de cumprir adequadamente sua função de proteção, podendo gerar multas para o dono do terreno.

Evite qualquer fonte de ignição

Cigarros, fósforos, churrasqueiras, fogueiras e velas podem provocar incêndios quando utilizados próximos à vegetação seca. Cinzas de fogões a lenha e churrasqueiras também exigem cuidado, pois podem manter brasas ativas mesmo quando aparentam estar frias.

O descarte deve ser feito em local sem vegetação, depois de o material estar completamente resfriado e, sempre que possível, umedecido.

A queima de resíduos de poda, restos de culturas e lixo também deve ser evitada. O uso do fogo para fins agrossilvipastoris depende de autorização prévia dos órgãos competentes e pode ser suspenso ou não autorizado durante períodos críticos.

Rodovias também exigem cuidados

O risco de incêndios também é monitorado na malha rodoviária estadual. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) , órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), mantém ações preventivas para reduzir a ocorrência e a propagação de incêndios às margens das estradas.

Na malha estadual não concedida sob administração do DER-SP, que possui mais de 12 mil quilômetros, os trechos são divididos em segmentos de 500 metros. A partir dessa divisão, o sistema classifica os níveis de risco e orienta as equipes sobre as medidas necessárias em cada região.

A estrutura de prevenção conta atualmente com 224 brigadistas e 56 caminhonetes equipadas com sistema de autobomba, além do monitoramento realizado pelas Coordenadorias Regionais.

O DER-SP possui 14 Coordenadorias Regionais responsáveis pela administração e fiscalização dos trechos sob responsabilidade do Departamento. As unidades também atuam no atendimento a ocorrências e no acionamento de equipes operacionais, como as Unidades Básicas de Atendimento (UBAs) e brigadistas.

Para quem passa pelas rodovias, a principal orientação é não jogar cigarros, fósforos ou qualquer material inflamável pela janela do veículo. Em períodos secos, uma pequena fonte de ignição pode iniciar um incêndio às margens da estrada.

Viu fumaça ou fogo? Saiba o que fazer

Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a recomendação é não tentar combater o fogo sozinho. O combate deve ser realizado por pessoas treinadas e com equipamentos adequados.

O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193, inclusive pelo aplicativo Bombeiros Emergência, e a Defesa Civil pelo 199.

Em propriedades rurais, depois de acionar as equipes de emergência, é importante avisar os vizinhos para que todos possam seguir as orientações dos Bombeiros e da Defesa Civil.

Incêndios criminosos ou atividades suspeitas também podem ser denunciados anonimamente pelos telefones 190 ou 181.

Como acompanhar o risco de incêndios

A população pode acompanhar as condições meteorológicas e os níveis de risco por diferentes canais oficiais.

A Defesa Civil disponibiliza o serviço gratuito de alertas por SMS. Para receber informações sobre condições meteorológicas adversas, dicas e orientações, basta enviar uma mensagem com o CEP para o número 40199. É possível cadastrar mais de um CEP.

Também é possível acompanhar:

  • CIIAGRO : Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, com dados sobre temperatura, umidade relativa do ar e outros parâmetros;
  • Painel do Fogo : plataforma do Censipam que apresenta focos de incêndio identificados por satélite.

Para produtores rurais, o Governo de São Paulo também disponibiliza o Guia Interativo de Prevenção a Incêndios Florestais em Propriedades Rurais , elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento em parceria com o Corpo de Bombeiros. O material reúne orientações sobre prevenção, atuação durante um incêndio e medidas após a ocorrência.

Acompanhar os alertas, manter áreas vulneráveis seguras e evitar qualquer atividade que possa gerar fogo são medidas que ajudam a reduzir o risco de incêndios e proteger pessoas, propriedades, áreas de vegetação e a infraestrutura do estado.

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