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O Pêndulo Virou: O Fim do Ciclo Esquerdista

30-40 anos de predominância da direita no Brasil

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
03/04/2026 às 11h20 Atualizada em 03/04/2026 às 11h39
O Pêndulo Virou: O Fim do Ciclo Esquerdista

O Pêndulo Virou: O Fim do Ciclo Esquerdista 

(30-40 anos de predominância da Direita)   Por Sérgio Júnior - 03/04/2026
 
Há exatos 47 anos, o Brasil entrava para a história com mais uma decisão inteligente e demonstração de capacidade de superar seus traumas sociais. A anistia de 1979 abria as portas para o retorno dos exilados e para a pacificação brasileira. 
 
Mas, o que foi um gesto de reconciliação nacional tornou-se, na prática, a maior engenharia política e cultural já realizada no país. A esquerda não apenas venceu a guerra de narrativas: ela eclodiu em importância cultural e política, moldando o imaginário popular por mais de três décadas. 
 
O discurso da “opressão militar”, da “ditadura” e da “necessidade de nunca mais” tornou-se o pano de fundo de quase tudo — da educação à música e à televisão, do cinema à universidade, da imprensa aos tribunais. Esse ciclo, porém, chegou ao fim. 
 
As mazelas (reais e imaginárias) do regime militar de 1964-1985 foram superadas. O Brasil redemocratizou, construiu instituições, realizou eleições livres, cresceu economicamente e superou as cicatrizes mais profundas. O discurso de opressão, tornou-se obsoleto e não correspondia mais à realidade do país. 
 
 
Entre 1985 e 2015, o povo brasileiro tolerou essa narrativa porque ainda carregava a memória recente; porque acreditava que era necessário “virar a página”. Mas a paciência se esgotou quando a retórica deu lugar à ineficácia das políticas públicas, à corrupção sistêmica e ao aparelhamento do Estado. O Mensalão e o Petrolão acordaram o povo e, o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, foi o marco simbólico dessa exaustão. Uma mulher na Presidência (apogeu da narrativa progressista), afastada não por machismo, mas porque o povo simplesmente não aguentava mais. Era a prova cabal de que o ciclo havia se esgotado.
Foi nesse contexto que o Brasil começou a dar a virada. O pêndulo histórico começava a se mover em direção contrário e com força.
 
A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 não foi um “acidente” ou um “retrocesso”. Foi o momento em que o país saiu, de forma clara e consciente, do eixo esquerdista e partiu para a direita e o centro-direita. O povo disse basta à hegemonia cultural que durava desde a redemocratização.
 
O fator que solidifica essa tese de forma irrefutável é a nova Anistia que o Brasil terá de enfrentar: a dos presos pela invasão e depredação do patrimônio público em 8 de janeiro de 2023. 
 
Assim como a Anistia de 1979 permitiu o retorno e a reorganização da esquerda, esta nova Anistia permitirá o retorno dos exilados da direita e todos aqueles que foram tratados como inimigos do regime atual. 
 
E, assim como ocorreu após 1979, essa Anistia deve ser seguida de uma Comissão da Verdade. Porém, desta vez, não para indenizar as vítimas dos militares, mas do ativismo jurídico dos últimos anos. A “Débora do batom”, a família do Clézão e tantos outros cidadãos que sofreram nas mãos de um sistema jurídico totalmente parcial, como revela as denúncias do escândalo do Master.
 
É a simetria perfeita. O que a esquerda fez em 1979, a direita fará agora — com justiça, com verdade e com memória. O pêndulo, que ficou preso à esquerda por décadas, agora se move com força para o lado oposto.
 
Minha tese é clara: o Brasil viverá 30 ou 40 anos de predominância da direita e do centro-direita. O pêndulo não vai mais retornar à esquerda. Ele vai permanecer inclinado à direita até se fixar, naturalmente, no centro do eixo político. 
 
Assim, se Lula e José Dirceu reinaram por quase quatro décadas no imaginário popular e no poder, agora é a vez da direita, do Bolsonaro e do Bolsonarismo. 
 
A linha do tempo : 2026, 2034, 2042, 2050. Quatro décadas: um propósito. Não se trata de revanche. Trata-se de equilíbrio histórico. 
O país que aceitou, por 30 anos, o domínio cultural e narrativo da esquerda agora quer exercitar o seu direito de experimentar a direita. E @FlavioBolsonaro é a peça perfeita para esse momento histórico que só o Brasil sabe proporcionar.
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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

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