
Se há algo que chama atenção nessa pré campanha presidencial é a comunicação do representante da direita Bolsonarista. Flávio Bolsonaro tem adotado um tom equilibrado, convidativo e, mais estratégico do que propriamente conflituoso.
Para além da habilidade retórica, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também dispara nas frases e apelidos que grudam no imaginário popular.
Muita gente não entendeu quando ouviu @FlavioBolsonaro chamar o Lula de "filho do Gepeto" e achou que era só mais um xingamento aleatório.
Mas quem parou para pensar um pouco entendeu que era uma referência direta ao Geppetto (o carpinteiro que criou o Pinóquio) na história de Carlo Collodi.

E todos sabem o que acontece com Pinóquio: cada mentira faz o nariz crescer.
Logo, chamar alguém de "filho do Gepeto" é dizer que a pessoa é um Pinóquio ambulante, um mentiroso contumaz.
É mais uma crítica afiada, irônica e cheia de camadas culturais. Não é um xingamento de boteco; é alusão literária clássica, adaptada ao contexto político atual.
Flávio Bolsonaro tem demonstrado uma habilidade notável para criar apelidos e metáforas que grudam na memória e viralizam.

Alguns exemplos recentes: "Produto vencido"; "Analógico": "Opala velho"
Um político parado no tempo, desconectado da era digital, retrógrado em um mundo que avançou.
E ainda emplacou o "ministroda fazenda do Paraguai", fazendo referênciadireta ao Fernando Haddad, além do "tesouraço", se referindo ao seu plano de governo.

Essas são críticas criativas, com humor e referências que todo brasileiro entende.
Flávio transforma ataques políticos em memes culturais, faz a oposição rir e pensar ao mesmo tempo.
Enquanto muitos se limitam a repetir "ladrão", "corrupto" ou adjetivos genéricos, ele vai além: usa literatura infantil, nostalgia automotiva e linguagem cotidiana para desmontar o adversário de forma elegante e memorável.
No fundo, isso mostra que a direita brasileira não é só gritaria e memes. Tem capacidade de crítica inteligente, cultural e bem-humorada. Flávio Bolsonaro também é cultura. E quem não entendeu o "filho do Gepeto" talvez precise reler Pinóquio... ou prestar mais atenção nas próximas falas de Flávio.
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