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A LIDERANÇA NECESSÁRIA

O exemplo para o Brasil

Alana Figueiredo
Por: Alana Figueiredo
06/01/2026 às 09h00 Atualizada em 06/01/2026 às 11h31
A LIDERANÇA NECESSÁRIA
Imagem gerada por IA

No último sábado, dia 03 de janeiro, por volta de 3h da manhã (horário de Brasília), o mundo acompanhou uma operação internacional envolvendo o regime venezuelano, amplamente noticiada pela imprensa, que reacendeu o debate sobre autoridade, limites e ação política em cenários de exceção. O episódio provocou reações diversas na comunidade internacional.

Independentemente das leituras e controvérsias, o fato expôs uma realidade incontornável: em momentos críticos, não é a retórica que sustenta a ordem, mas a liderança capaz de decidir, impor limites e assumir consequências.

Não há narrativa que substitua a realidade quando ela se impõe.

A cena internacional também evidenciou o esvaziamento prático de organismos multilaterais como a ONU, que acumulam discursos, mas demonstram pouca efetividade diante de regimes autoritários e crises profundas.

Voltemos ao Brasil

A realidade brasileira hoje é marcada por um problema central — um verdadeiro elefante na sala: o descrédito das instituições.

O Judiciário concentra poder e reage de forma ofensiva (para eles, a melhor defesa é o ataque) a questionamentos públicos, o que amplia a percepção do autoritarismo empregado.

O Executivo enfrenta desgaste político e moral, agravado por escândalos recorrentes de corrupção e alinhamentos internacionais questionáveis com regimes ditatoriais.

O Legislativo, por sua vez, mostra-se frequentemente incapaz de exercer plenamente seu papel de representação popular.

O resultado é uma sociedade que já não confia que o sistema seja capaz de produzir justiça, previsibilidade econômica ou ordem institucional.

Quando instituições perdem autoridade, o país entra em paralisia. E paralisia não se resolve com discursos emocionados, mas com liderança funcional.

O tipo de liderança que o momento exige

Já diz a sabedoria divina que toda sociedade alterna necessidades ao longo do tempo.

Há momentos de reconstrução e outros de correção; tempos de conter excessos e tempos de restabelecer ordem.

O Brasil, hoje, vive claramente o segundo.

O debate, portanto, não é sobre estilo pessoal, popularidade ou intenções.

É sobre capacidade de decisão, assunção de responsabilidades e sustentação das consequências.

Em momentos de instabilidade institucional, liderar significa decidir — inclusive quando isso gera desgaste.

Por que Flávio Bolsonaro se encaixa nesse contexto

É ano eleitoral e ignorar nomes seria desonesto.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro surge como uma liderança coerente com a demanda do momento. Ele atua dentro do sistema e tem assumido o custo político das falas e decisões que toma, sem terceirizar responsabilidades.

Até agora, Flávio mostra sua preocupação em priorizar previsibilidade institucional em vez de aplauso imediato. E tem corrigido rumos, quando necessário, sem espetáculo, mantendo a capacidade de seguir adiante.

Em um ambiente marcado por hesitação e recuos, esse comportamento demonstra posicionamento de líder.

Não se trata de idolatria, muito menos de unanimidade. Trata-se de reconhecer que, em tempos de crise, lideranças capazes de sustentar ordem cumprem uma função essencial.

O que estamos aprendendo...

O episódio internacional recente nos lembrou de algo básico: autoridade não se constrói com bravatas, mas com ação — ainda que isso gere reações adversas.

Se o Brasil quiser recuperar confiança, estabilidade e capacidade de decisão, precisará investir em lideranças que compreendam essa realidade e estejam dispostas a assumir responsabilidades.

Porque liderança, no fim das contas, não é sobre agradar.

É sobre decidir — e lidar com as consequências.

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Alana Figueiredo
Alana Figueiredo
Engenheira com MBA em Gestão de Projetos, possui experiência no setor de agrárias e se destaca por suas habilidades de escrita e comunicação. Ao longo de sua carreira, desenvolveu um profundo interesse por temas culturais e políticos, que agora compartilha como colunista. Tem visão crítica e informada, sempre com um olhar atento às dinâmicas sociais e econômicas que moldam a sociedade.
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