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Final do tratamento de choque: Flávio Bolsonaro

Bolsonarismo 2.0

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
14/12/2025 às 00h33 Atualizada em 14/12/2025 às 00h46
Final do tratamento de choque: Flávio Bolsonaro

FINAL DO TRATAMENTO DE CHOQUE : FLÁVIO BOLSONARO E O BOLSONARISMO 2.0

 

O brasileiro sempre tratou os mais diversos assuntos com ironia, desdém, impaciência e paixão. Sempre utilizando o coração, a alma ou o fígado. Raramente se via um cidadão comum falar com conduta verbal límpida e respeitosa. Quando isso ocorria, dizia-se que o tal era metido a intelectual, sonso, falso, político ou estava querendo comer alguém.

Eu trabalho em dois lugares, e em ambos, o contexto é com pessoas que usam energia comunicativa para conquistar terreno, intimidar e testar limites. E a psicologia da área que trabalho exige que a comunicação do agente também seja no tom, na energia e na linguagem não verbal. O tratamento é de choque. Após as vibrações terem sido liberadas e estabelecido o respeito mútuo, ambos baixamos o tom. É pedagógico.

Essa cultura requer que você se comunique da maneira que o povo entenda. E Jair Bolsonaro foi um perito nessa estratégia. 

Ele foi a "retroescavadeira" verde-folha produzida pelo exército de Caxias e pela Câmara dos deputados, que entrou pelas ruas das cidades e nos aeroportos, removendo entulhos culturais antigos; aplainando o solo e derrubando cativeiros da ignorância falando a linguagem do povão. No maior tratamento de choque que esse país já viu. Mas é hora de ampliar a nossa percepção.

 

De fato, devido ao período de três décadas (1985-2016) de supressão da "voz conservadora" e das constantes diatribes da sociedade, induzida pela mídia, que tripudiou e ridicularizou o Dr. Enéas Carneiro, se fazia necessário alguém que tivesse: um "grito beligerante", disposição para protestar e de demonstrar uma autêntica indignação. 

Entretanto, é extremamente importante entender esse perfil como uma ferramenta temporal — que encontrou em Jair Bolsonaro sua origem e sua força inicial que até hoje é venerada e inexplicável. Mas é chegado o momento de "virar a página".

 

Primeiro ponto: a essência do conservadorismo é proativa e carregada de: construção, reflexão, diálogo, estratégia e execução. 

Logo, na década inaugural da direita "pós-redemocratização" (nos 20 centavos)2013-2023, que se sedimentou milagrosamente na pessoa de Jair Bolsonaro e agora se consolida e amadurece na liderança de seu filho Flávio, convém que seus adeptos (novos ou antigos), não confundam aquela "época de guerra", onde a postura era de embate incessante, com o período atual, onde o terreno já foi conquistado e precisa ser administrado com sabedoria.

Sobretudo quando já aconteceram várias baixas e quando deve-se gastar um tempo para preparar a próxima fase da "guerra" (2026).

Certamente, alguém pode dizer: "mas o que foi conquistado? Só vimos "mortos" do nosso lado; prisões, censuras, ilegalidades, do lado de lá está tudo bem. Eles venceram". 

Bem, podemos realmente não termos conquistado o que desejávamos, mas o fato de ainda existirmos depois de tanta perseguição, prisão, exílios, condenações ilegais e ainda estarmos todos os dias nas manchetes dos jornais e nas redes, não pode ser subestimado. 

Não conseguimos a AAGI, mas ao menos a dosimetria já passou na Câmara. 

A verdade é que, antes do capitão, nós nem existíamos. E se de fato não tivéssemos um poder relevante, o adversário não empregaria tanta energia em tentativas de nos calar.

Portanto, menos emocionalismo, por favor.

 

Segundo ponto: a inteligência estratégica pós-conquista requer uma postura de firmeza e de vigilância constante, mas também de maturidade e de conciliação, a fim de evitar eternizar estereótipos que o "inimigo" possa utilizar para criar caricaturas e para inocular no imaginário popular a ideia de despreparo e de desequilíbrio da nossa parte. 

 

Nesse sentido, a direita, que só existe e permanece em crescente no Brasil em virtude da bravura de Jair Bolsonaro e agora se renova na figura serena e estratégica de Flávio Bolsonaro — indicado pelo pai como o continuador desse legado —, deve entender a sinalização dele, respeitando-o como o herdeiro natural e atual líder.

É dele o sinal de deslocamento, avanços ou recuos estratégicos. 

 

O "aluno-soldado" que permanecer afeiçoado ao método dos "primeiros combates" deve ser compreendido e respeitado como alguém de grande virtude, mas inapto para a fase de estabilidade do território conquistado. 

Este, deve ser honrado pelo serviço prestado e convocado para um eventual "fronte" onde suas competências possam ser melhor aproveitadas.

 

Esta é a essência atual do conservadorismo no Brasil que deságua do nascedouro chamado Bolsonaro e hoje se manifesta com plenitude em Flávio. E esta, foi refinada, provada, repensada e maximizada — tanto que, após o anúncio de sua pré-candidatura, Flávio só tem subido nas pesquisas, consolidando-se rapidamente como o nome mais competitivo da oposição.

 

Ao observar a postura de @FlavioBolsonaro nas suas últimas entrevistas e como discorre sobre os múltiplos cenários políticos e sociais do país, inclusive em assuntos complexos, fica consignado na sua pessoa: a maturidade, a profundidade da análise, a experiência e o indiscutível poder de criar identificação com os anseios do povo.

Nele, está patenteado o que se convencionou chamar de Bolsonarismo 2.0. E quando afirmo isto, estou falando do nítido líder político que ele é hoje — sereno, dialogador, mas firme nos princípios. Ele, que poderia se acomodar no Senado, preferiu assumir a responsabilidade de levar adiante o projeto iniciado pelo pai, mesmo em meio a perseguições e desafios.

 

É sobre isso, senhores: o homem que representa a transição do leão que ruge para o príncipe que constrói, que ri como sábio e chora pelos oprimidos do seu povo como um legítimo filantropo.

Flávio Bolsonaro não é perfeito, mas certamente carrega a bênção do legado familiar e divino que move o conservadorismo brasileiro.

E nós, cristãos ou não, bolsonaristas ou não, mas como brasileiros, somos beneficiados por essa graça que se renova.

A questão é, será que nós, no ápice dessa descoberta, de que nunca fomos um país realmente livre e independente: que sempre fomos alijados dos direitos fundamentais, como educação, saúde e segurança, estaríamos prontos para essa maximização da nossa essência recém-descoberta, ou preferimos continuar nos digladiando e nos destruindo?

Nosso "Moisés" está doente e preso, e não vai viver para sempre. Não seria a hora de honrar o seu esforço hercúleo e sua liderança, nos unindo para atravessarmos esse "mar vermelho"?

 

O que se pode constatar nesses últimos anos é que, dentre tantos outros vértices surpreendentes, ainda havia um grande segredo encoberto desse novo élan político-social criado por Bolsonaro( Bolsonarismo): a sua capacidade de se reinventar, crescer numérica e politicamente, mesmo em tempos de intensa perseguição.

E hoje, com Flávio, isso se confirma pelas recentes pesquisas que mostram sua ascensão. Depois de todo esse tempo estranho e opressor que vivemos, nao poderíamos perder tudo que ajudamos a construir. E graças a Deus, a partir do anúncio de Bolsonaro delegando ao seu filho o posto de sucessor, as coisas veem acontecendo e aquele movimento patriótico que teve seu ápice em 2018, tem um retorno apoteotico sete anos depois. Saúdem, reverenciem o Bolsonarismo 2.0. Saúdem o próximo presidente do Brasil: Flávio Bolsonaro. 

 

Sérgio Júnior 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

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