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O EFEITO DO OBSERVADOR

Partículas de um ideal

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
03/12/2025 às 04h16 Atualizada em 03/12/2025 às 04h24
O EFEITO DO OBSERVADOR

O EFEITO DO OBSERVADOR

(Partículas de um ideal indecifrável)

 

Um fenômeno é, por si só, difícil de explicar. Encanta, assusta, surpreende e incomoda. Logo, explicar Bolsonaro não é uma tarefa simples. Há algo transcendente que o adorna e o faz ainda mais admirável. É que ele parece usar o tempo a seu favor para dissolver os estereótipos e as caricaturas que se formaram a seu respeito. E faz isso sem pressa, com a simplicidade de um garoto e com a humildade de um sábio ancião; como se isso fosse algo acessível a qualquer pessoa.

Essa maneira de se contrapor às injustiças vividas é uma angústia para nós, seus admiradores, mas, para seus algozes, como um diploma apostilado da inferioridade deles. Portador de uma dádiva indecifrável com adjetivos coloquiais, Jair trafega entre o ontológico e o deontológico. Numa rara mistura de carisma e conexão, com potência de agir e coragem de expressar.

E é exatamente por essa multifacetada expressão de sua persona que ele consegue falar ao coração de vários estratos sociais ao mesmo tempo. 

Por isso suscita um élan, uma motivação, e inspira mudanças sociais e culturais.A sua voz de leão com seu olhar de cordeiro agora estão sufocados, arranhando o timbre mais amado e falado do Brasil desses últimos anos. Isso também é outro grande feito.

Se há cansaço e indignação com tanta crueldade, há ainda mais glória no fato dele não se importar de sofrer essa implacável perseguição; por entender que isso é uma “missão de Deus” e que seu sofrimento “serviu para amadurecer muita gente”.

Se já havia sido confirmado que @jairbolsonaro é um cidadão brasileiro que age e vive pelo fulcro sacrificial e não teme a própria morte, isso ficou ainda mais evidente após o seu afastamento da sociedade.

Sua solidariedade, amor ao próximo e postura de entrega pessoal, são questões que transcendem a política. E Bolsonaro vai além. 

Os espasmos do presidente se conectam com as dores de pais, mães e filhos que estão vivendo os piores momentos de suas vidas, vendo seus familiares presos e condenados a penas inconcebíveis. Todos juntos clamando por Anistia.

Esse suplício, que ecoa nas matérias de jornais que só agora reconhecem que os algozes dele ultrapassaram todos os limites, além de atravessar o oceano e ser traduzido para outras línguas; também atravessou as nebulosas de Órion e viajou em direção ao trono do Todo-Poderoso.

O Deus que tudo vê certamente se encarregará de dar a resposta cabal a seu tempo.

O homem que percorreu o Brasil arrebatando multidões, levando ânimo, alegria e motivação, hoje definha numa sala isolada.

Sua dor? A paixão de amar loucamente uma nação e de se submeter a sofrimentos por isso. Meu amigo, isso é de uma nobreza ímpar. 

Portanto, é inócua e contraproducente qualquer maximização de crueldade e humilhação contra alguém com propósito, que já conseguiu sair de si e se multiplicar em tantos outros corações. Estes, que já carregavam uma centelha desconhecida, a partir do encontro com seu líder, receberam um novo propósito de vida. E parecem não querer abrir mão disso.

O martírio, a humilhação e o destrato, são características conhecidas das pessoas que, inconformadas com a exposição de suas fraquezas ao público, tiraram de si o mais amargo numa frustrada tentativa de fazer desaparecer um corajoso herói que os desafiou.

O homem Jair Bolsonaro, que agora agoniza distante de seus filhos, amigos e admiradores, já se consagrou para a história como um (khárisma) — presente dos céus. O envelope já foi aberto e o conteúdo, totalmente espalhado. Logo, é inútil qualquer esforço de tentar apagá-lo. E serve até de manual de refino de estratégia para quem carrega a tocha que foi acesa por ele. Seus filhos estão aí e não me deixam mentir.

Não é mais sobre ser um estadista ou merecer o Nobel da Paz.

É sobre viver e morrer por um ideal que uma cela não pode conter.

É como o efeito do observador no “experimento da dupla fenda”: basta olhar, muda de direção e de ritmo — mas permanece lá, intrigando quem tenta detê-la.

 

Sérgio Júnior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

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