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QUANDO O PERDEDOR CHAMA O JUIZ

A Safra de políticos frágeis

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
25/11/2025 às 10h26 Atualizada em 05/12/2025 às 14h15
QUANDO O PERDEDOR CHAMA O JUIZ

Quando o perdedor chama o Juiz: A Safra de políticos frágeis 

 

Muito se fala do ativismo judicial e da criminalização da política, mas fato é que foi a própria política que colocou esse crocodilo no pântano e o foi alimentando com queixas que podiam ser resolvidos na própria política. É inegável que existe um fenômeno de “lawfare” (uso estratégico do sistema judicial contra adversários políticos) no Brasil. 

Isso aconteceu: na Lava Jato contra o PT, no TSE contra Bolsonaro (decisões monocráticas ou por placares apertados, muitas vezes com interpretação extensiva de normas eleitorais).

Há um padrão: quando um lado perde, tende a usar as instituições (MPF, PF, tribunais) para enfraquecer o adversário. Isso é tóxico para a democracia. Quem não se lembra do Randolfe Rodrigues (agora é o Lindinho), o tempo todo levando muitos problemas de disputas políticas ao judiciário? O famoso tapetão.

Um político se torna frágil, quando não tem poder de convencer e não consegue mais se conectar com os anseios do povo. Foi o que Lula se tornou. Por isso se coligou com o STF para governar e para tirar Jair Bolsonaro fo campo político.

No dia 10 de fevereiro de 2023, durante uma entrevista à CNN Brasil, Lula disse:

 "E vou te dizer uma coisa: o Bolsonaro não tem nenhuma chance de voltar à Presidência da República! Agora vai depender da nossa capacidade de construir a narrativa correta do que ele representou para o Brasil."

Até aqui, era só sobre "narrativa" (invenção, retórica política), mas a coisa foi se aprofundando e virando uma perseguição jurídica. 

Na esfera política, quem deve punir ou julgar um candidato é o povo. É na urna que, o verdadeiro juiz (eleitor), decide a sua sentença. Quando um espectro político usa o poder judiciário para punir o seu adversário a fim de tirá-lo do pleito, revela a sua fraqueza e sua covardia. Se gloriar da prisão arbitrária de um adversário político, só porque ele muito forte, é agir como um câncer. É a autofagia da política. E o pior: aumenta a polarização.

E mais do que isso : inferioriza as instituições "presidência da República" e "Congresso Nacional". Algo que no Brasil, virou moda. O que resta? O judiciário. 

É o tempo todo: "fulano (deputado ou senador)aciona STF contra ciclano(adversário). É vicioso. É um político impotente. 

Mas quem se autossabota no fim?

O político frágil, o vingador, o inconformado, o mimado. Vetor de ADPFs ... E o prejuízo quem paga é o povo.

👉Collor: impeachment e preso, 

👉Dilma: impeachment,  

👉Lula: condenado e 580 dias preso. E agora, 

👉Bolsonaro: Condenado a 27 anos de prisão. 

Faça-me o favor, pense!

Será que não há ninguém sensato na República que não esteja vendo isso?

Não há honra nenhuma em enfrentar um adversário combalido, enfraquecido e psicologicamente abalado. 

A única solução para o Brasil nesse momento é a Anistia. 

A anistia ampla, geral e irrestrita, é a única forma de pacificação nacional. É por ela que evitaremos a perpetuação desse ciclo de vingança judicial e restauraremos a ideia de que a disputa política deve se resolver nas urnas, não nos tribunais. 

Resta-no duas alternativas:

1) Continuar nesse vale-tudo judicial até que um lado destrua completamente o outro e a democracia morra no processo (já está morrendo).

2) Fazer um grande acordo nacional (anistia) que devolva a disputa para as urnas e tire do STF/TSE o poder de decidir eleições por decisões monocráticas.

A opção 2 é a mais sensata. A opção 1 é o caminho para uma ruptura institucional violenta.

Não é razoável que o Brasil continue com ex-presidentes presos ou inelegíveis por decisões judiciais controversas enquanto mantém amplo apoio dos legítimos juízes: os eleitores.

E depois da Anistia, precisamos de uma reforma política, que tire do STF e do TSE esse poder de tomar decisões monocráticas com impacto eleitoral tão grande.

Isso vai desarmar o uso político do Judiciário de ambos os lados e devolver à urna o papel de juíza final. Até lá, o Brasil seguirá refém desse ciclo vicioso de políticos fracos e toscos, perdendo no voto e ganhando no tribunal. 

 

Sérgio Júnior

#AnistiaJá 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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