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TRUMP MIRA NO FORO DE SÃO PAULO -

Sanções a países integrantes do “Mais Médicos” é só o início

Walter Biancardine
Por: Walter Biancardine
14/08/2025 às 13h18
TRUMP MIRA NO FORO DE SÃO PAULO -

Você sabe realmente onde se escondem os chefes da ditadura? Pois não estão nos gabinetes chiques e refrigerados do STF, mas operando sob a máscara intocável de uma entidade chamada Foro de São Paulo.

De fato, no seio dessa rede sombria está a célula-mãe de um câncer metastático – e Trump finalmente acendeu holofote.

As sanções recentes – revogação de vistos a diplomatas ligados ao programa “Mais Médicos”, especialmente com Cuba, e restrições estendidas a países africanos e caribenhos – não são mero acaso: são parte de uma ofensiva direta contra essa rede. A medida atingiu, por exemplo, dois ex-servidores da saúde do Brasil ligados à gestão Dilma – Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman – cujos vistos foram cancelados por envolvimento em práticas supostamente coercitivas no envio de médicos cubanos. O Departamento de Estado dos EUA fala em “enriquecimento do regime cubano à custa da exploração dos profissionais e da população brasileira”.

Esses médicos não fizeram sequer o Revalida, obrigatório no Brasil. Aplicaram receitas sem critério, viraram meme nas redes sociais e ainda entregavam 70% dos salários ao governo cubano. Escravidão moderna, com recibo e selfie.

O que é o Foro de São Paulo?

Criada em 1990 por Lula e Fidel Castro logo após o colapso da União Soviética, o Foro é nada menos que a continuidade do projeto de internacionalização do comunismo – um coletivo que, ao invés de cair com o Muro de Berlim, se reinventou e ganhou força nas entranhas da América Latina.

Fundado como “Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e Caribe”, virou o ponto de convergência de mais de 48 grupos desde o primeiro conclave. Lula assumiu a liderança estratégica por 12 anos – ele próprio comandando o design da revolução continental. A meta? “Reconquistar, na América Latina, tudo o que perdemos na Europa Oriental” – palavras do próprio Foro, segundo o filósofo Olavo de Carvalho.

Esse não é um grupo de debates inocentes; antes, é uma internacional comunista camuflada, e os resultados provam: governos de esquerda como Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Chile, Colômbia, entre outros, foram ascendendo, reprisando o roteiro traçado no Foro. Pesquise, busque e verá a “incrível coincidência”.

Indo mais a fundo, este Foro é a engrenagem central de um projeto de poder que, como já disse, reposicionou a estratégia comunista para o hemisfério sul após o colapso da União Soviética. Quando o Kremlin ruiu e o socialismo real mostrou sua falência econômica e moral, a esquerda internacional não desistiu: mudou de nome, endereço e de tática. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva e do ditador Fidel Castro, em 1990, em Havana, nasceu o Foro como a nova Internacional Comunista – desta vez sem tanques, mas com sindicatos, ONGs, narcotráfico, guerrilhas e generosas doses de Gramsci.

Essa organização tornou-se o elo que uniu partidos políticos, movimentos sociais e grupos armados. As FARC, por exemplo, sempre foram parte ativa do Foro, assim como o ELN, ambos financiados pelo tráfico de cocaína e envolvidos em sequestros, assassinatos e terrorismo. O Foro lhes deu respeitabilidade política e canais de influência junto a governos, transformando criminosos internacionais em “atores políticos legítimos”, por iniciativa direta de Lula. O objetivo é claro: consolidar regimes aliados na América Latina, enfraquecer instituições nacionais e reduzir a soberania dos países a pó (sem trocadilhos, por favor), sob o pretexto de “integração regional”.

Olavo de Carvalho, ainda nos anos 1990, já alertava que o Foro era a mais ampla coalizão revolucionária desde a III Internacional de Lenin, mas camuflada sob a retórica democrática. A diferença é que, no lugar da Guerra Fria aberta, a nova ofensiva se infiltra pela política, pela cultura (Gramsci, consolidado no Brasil por FHC, em seu governo) e pela economia, corroendo por dentro os pilares das sociedades livres. Governos eleitos democraticamente, uma vez cooptados pelo Foro, passam a reescrever leis (temos os resultados do vídeo do Felca, como exemplo), aparelhar o Judiciário, controlar a imprensa e criminalizar opositores – tudo com a bênção de organismos internacionais e a distração da opinião pública.

A verdade incômoda é que o Foro de São Paulo não é um fóssil da Guerra Fria, mas a sua continuação adaptada ao século XXI. É o braço latino-americano de uma rede global que jamais abandonou o sonho de um mundo unificado sob a bandeira vermelha – apenas trocou a foice e o martelo pela linguagem suave dos direitos humanos, ecologia, políticas identitárias e justiça social. Por trás dessa cortina de fumaça, prossegue a mesma meta de sempre: a centralização total do poder, custe o que custar.

O exército da esquerda -

E o ataque pesado segue. Cartéis da América Latina – FARC, PCC, CV – são, na verdade, o exército armado da esquerda continental, e hoje vemos isso de maneira explícita através de Lula, Flávio Dino e seus bonés “CPX” e incursões em favelas dominadas pelo tráfico. Olavo de Carvalho não deixou borda: o Foro é o “abrigo e proteção política a organizações terroristas e quadrilhas de narcotraficantes e sequestradores”, “reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas”, “a maior organização política criminosa da América Latina”.

Os verdadeiros chefes não tramam numa favela qualquer. Estão em coberturas no Leblon, disfarçados de lobistas, procuradores, celebridades políticas – são cargos ainda de segundo escalão, mas é a roupagem de festa que oculta a canalhice criminosa. Os verdadeiros CEO estão em terras bem mais frias, sob a bandeira de outros países e se achando verdadeiros “Czares” da era moderna.

Não podemos esquecer: as narco-guerrilhas das FARC têm controle real sobre boa parte da criminalidade regional; o MST – financiado, invasor, bagunça com aval político do Governo Federal, e Olavo resumiu com a precisão de um bisturi: “Mais de uma centena de partidos legais se misturam a gangues criminosas… isto é algo jamais visto antes. É política e crime entrelaçados”.

Nas redes sociais, o público parece mais lúcido que muitos colunistas de jornais tradicionais:

Um afirmou: “Todo ano tem encontro desse grupo de bosta, e todo ano tem nego fazendo cara de Pikachu surpreso dizendo ‘ué, não era conspiração?’”

Disse outro: “Foro de São Paulo é teoria da conspiração” – mas todo mundo sabe que ele existe.

Enquanto a grande mídia exige provas “irrefutáveis”, a metástase se espalha. O verniz moral e a mistificação são blindagem ideológica, mas Trump parece ter entendido o que muitos fingem ignorar, e agora parece apontar sua artilharia para os alvos certos.

Quem são os verdadeiros chefes locais? Não são vultos. São líderes nacionais, guerrilheiros, chefes de cartéis, lobistas ideológicos, intelectuais de vitrine. O Foro institucionalizou a ilegalidade em escala regional – corroeu instituições, destruiu valores, domou a mídia e anestesiou a sociedade.

Em algum momento haveremos de acordar, pois a mídia cúmplice não vai nos contar essa matéria de forma verdadeira e crua jamais – e é preciso saber de onde vem a violência, a miséria, o estrangulamento moral. Essa aliança – Foro de São Paulo, transferência internacional de recursos, cartéis, intelectuais de fachada – não é mero acaso. É projeto.

Você vai continuar fingindo que isso é só teoria? A realidade bate na porta com força e quem não abrir, será engolido pelos acontecimentos.

Voltar à lei e ordem não é nostalgia, lembre-se: é a lâmina que corta o mal pela raiz, antes que ele corte você.

É preciso saber a verdade sobre as coisas, para podermos dar nomes certos aos bois.



Walter Biancardine



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JuarezHá 4 meses Jandira SP Deveria sancionar tudo e todos ao mesmo tempo e colocar pessoas corretas na Red Globo antes das eleições de 2026 !!
ROBERTO CARLOS DE OLIVEIRAHá 6 meses Afonso ClaudioMuito bom e esclarecedor
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Walter Biancardine
Walter Biancardine
Walter Biancardine é jornalista, ex-aluno de Olavo de Carvalho, autor de seis livros e já trabalhou em jornais, revistas, rádio e TV.
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