
O editorial do O Estado de S. Paulo, que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro de ser um “patriota fajuto” e o aponta como egocêntrico, reflete uma postura seletiva e enviesada que ignora tanto a perseguição política sofrida por Bolsonaro quanto a própria história do jornal, marcada por apoio explícito a movimentos golpistas no Brasil, incluindo episódios cruciais anteriores a 1964. Este texto refuta as acusações do Estadão, contextualiza seu histórico de envolvimento em golpes e defende a legitimidade de Bolsonaro como líder que representa milhões de brasileiros, vítima de uma campanha orquestrada para silenciá-lo.

Fundado em 1875 pela família Mesquita, o Estadão tem uma trajetória que se confunde com os principais episódios autoritários da história política brasileira. Muito antes do golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura de 21 anos, o jornal já atuava de forma decisiva no apoio e até mesmo na articulação de movimentos que derrubaram governos legítimos, sempre alinhado às elites oligárquicas e econômicas.
Na transição da Monarquia para a República, o Estadão foi um dos veículos que deram suporte ativo à conspiração que culminou na Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Sob a liderança de Júlio de Mesquita, fundador e então comandante do jornal, o Estadão apoiou o golpe militar que depôs Dom Pedro II, fomentado por setores militares e civis descontentes com o regime monárquico. Essa ruptura, embora marcasse o fim da monarquia, instaurou uma República oligárquica centrada nas elites paulistas e mineiras, excluindo amplas camadas populares da participação política, conforme detalhado por historiadores como Boris Fausto.
Durante a Primeira República (1889-1930), o Estadão manteve seu papel como porta-voz das chamadas “oligarquias café com leite”, influenciando eleições e políticas em favor das elites que detinham o poder econômico, e deslegitimando movimentos populares ou reformistas, como as revoluções e greves que questionavam a ordem vigente.

O papel golpista do Estadão atingiu seu ápice em 1964, quando o jornal não apenas apoiou, mas assumiu papel ativo na articulação do golpe que derrubou o presidente João Goulart. Documentos históricos e reportagens investigativas recentes, incluindo aquelas publicadas pelo The Intercept Brasil e pesquisadas por Breno Altman, revelam que Júlio de Mesquita Filho, então dirigente do jornal, admitiu ter tramado a queda de Jango desde janeiro de 1962 — quase dois anos antes da queda efetiva do presidente. Em sua edição de 12 de abril de 1964, o Estadão reconheceu sua participação ativa, confirmando o alinhamento do jornal aos interesses das elites econômicas e políticas que buscaram interromper um governo democraticamente eleito.

Durante o regime militar, o jornal manteve-se alinhado aos governos autoritários, participando da censura, manipulação da informação e da legitimação da repressão política e violação dos direitos humanos. Essa postura consolidou o Estadão como um pilar das forças conservadoras e reacionárias que historicamente resistem à ampliação da democracia e à inclusão social.
Esse histórico mostra que o Estadão não é um observador neutro da política brasileira, mas um ator político que sempre defendeu narrativas favoráveis aos interesses das elites dominantes. Sua crítica feroz e seletiva a Bolsonaro, ignorando a perseguição política que ele sofre, é uma continuidade dessa tradição de apoiar forças que buscam controlar o jogo político e silenciar dissidências.
Desde o fim de seu mandato em 2022, Jair Bolsonaro tem sido alvo de uma campanha sistemática de deslegitimação. Investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), muitas vezes frágeis em fundamentos jurídicos, são usadas para justificar medidas draconianas contra o ex-presidente. A tentativa de sua prisão, citada no editorial do Estadão, insere-se nessa estratégia de silenciamento político.
As acusações referentes aos eventos de 8 de janeiro de 2023 não foram acompanhadas de provas diretas que comprovem envolvimento ilícito de Bolsonaro, mas serviram para fundamentar pedidos que beiram a perseguição política, violando princípios básicos da presunção de inocência e do devido processo legal.

O Estadão desqualifica Bolsonaro chamando-o de “patriota fajuto”, desconsiderando sua trajetória como líder que defendeu valores caros a milhões de brasileiros, como soberania nacional, valorização das tradições culturais, resistência a agendas globalistas e políticas de fortalecimento da economia. Seu governo (2019-2022) promoveu, mesmo diante da pandemia, crescimento do PIB em 2021 e 2022, flexibilizou o acesso a armas para autodefesa e defendeu a família tradicional, compromissos que não podem ser reduzidos a mero egocentrismo.
A acusação de egocentrismo ignora a resistência que Bolsonaro enfrentou desde o início do mandato, com ataques ferozes da mídia tradicional, setores do Judiciário e do establishment político. Sua perseverança em manter uma agenda conservadora sob intensa pressão demonstra convicção, não vaidade.
Foi-se o tempo em que o espírito infantil e peralta do povo brasileiro, permitia excessos de epítetos pejorativos contra um determinado indivíduo da sociedade, somente por não apreciá-lo, ou por reprovar o tom crítico por ele utilizado. Parece que o Brasil está amadurecendo, e entende que é tempo de pensar de modo proativo e, como diria Norberto Bobbio: é hora de escutar o "Elogio da serenidade". E falo isso com um certo pesar, pois aprecio um debate acalorado, com pitadas de sarcasmos e porções de ironia. Contudo, não podemos ser irresponsáveis ao ponto de ignorarmos as agruras que atingiram o nosso povo. De modo que não podemos colaborar para esse clima de eterna beligerancia nessa toada de torcida, sem visar algo propositivo para o nosso povo, para o nosso país. Onde o Estadão quer chegar com essa perseguição jurídica, política e midiática contra o presidente @jairbolsonaro?
Agora, façamos um exercício de imaginação: se fosse qualquer um de nós, que tivesse feito o melhor e sofresse uma "derrota", tendo uma filha adolescente, uma aposentadoria do exército, podendo pedir aposentadoria como congressista e viajar pelo Brasil e pelo mundo, deixando esse embate ideológico e dando paz para a sua esposa, já não teríamos feito? Pois é, Bolsonaro, "derrotado e inelegível, tem arrebatado multidões em todo o território nacional. Ele tem sido uma espécie de remédio para o nosso povo sofrido, o sorriso dele é esperança para essa nação.
Então, senhoras e senhores do Glorioso Estadão, independente de vocês gostarem ou não de Jair, ou discordar de como ele se expressou em algumas ocasiões, está na hora de baixar essa guarda, tirar essa luva e, reconhecer que o homem — com todas as suas possíveis falhas— , é um símbolo de amor à pátria e ao seu povo. jamais um "patriota fajuto". Não podemos continuar aceitando esse regime de caça implacável, que não vai trazer nada de positivo para nosso país, apenas para afagar o ego ferido de algum agente político, jurídico ou jornalístico. Serenidade pessoal, serenidade.

Enquanto o Estadão e parte da grande mídia nacional parecem alinhar-se ou apoiar pedidos de condenação e prisão de Bolsonaro, a postura da imprensa internacional e de autoridades estrangeiras revela um cenário distinto e preocupante. Nos últimos meses, diversas manifestações têm denunciado a politização das instituições brasileiras e a perseguição ao ex-presidente.
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e aliado declarado de Bolsonaro, publicou recentemente um post em sua rede social Truth, chamando a atenção para o que qualificou como uma “caça às bruxas” contra o líder brasileiro, denunciando a instrumentalização política das instituições para eliminar adversários. Paralelamente, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu comunicados públicos expressando preocupação com a escalada da polarização política e o uso de processos jurídicos para silenciar opositores. Além disso, parlamentares americanos têm se manifestado, por meio de cartas e discursos, em defesa da preservação do estado democrático de direito no Brasil, criticando o que percebem como excessos contra Bolsonaro.
No plano da mídia internacional, jornais como o Wall Street Journal e veículos italianos destacaram a deterioração do ambiente democrático no Brasil, alertando para o risco de autoritarismo camuflado sob a justificativa da defesa da democracia. Essa disparidade entre a cobertura nacional — marcada por um editorial enviesado e seletivo — e a visão crítica e preocupada da comunidade internacional expõe uma grave contradição que merece reflexão.
O Brasil vive um momento delicado de fragilidade democrática, com instituições frequentemente instrumentalizadas para fins políticos e uma polarização que ameaça a estabilidade nacional. O Estadão, ao invés de promover um debate equilibrado e plural, contribui para a divisão ao legitimar narrativas que endossam a perseguição política a Bolsonaro.
Sua trajetória histórica de apoio a golpes, desde a derrubada da Monarquia em 1889 até o golpe militar de 1964, e sua atual postura editorial demonstram coerência na defesa de interesses específicos que muitas vezes se sobrepõem à vontade popular.
Essa postura prejudica a imagem do Brasil internacionalmente, afastando investimentos e alimentando narrativas de instabilidade e autoritarismo. Ao se alinhar com órgãos como a PGR na perseguição a Bolsonaro, o Estadão torna-se parte ativa na erosão da confiança nas instituições democráticas brasileiras.
O editorial do Estadão é uma peça de desinformação que ignora a perseguição política contra Jair Bolsonaro e perpetua a tradição golpista do jornal, evidente desde o apoio à derrubada do Império em 1889 até a conspiração para derrubar Jango em 1964. Acusar Bolsonaro de “patriota fajuto” é uma tentativa de deslegitimar um líder que representa milhões de brasileiros, enquanto o jornal fecha os olhos para a instrumentalização das instituições contra ele. A verdadeira ameaça à democracia não está em Bolsonaro, mas naqueles que, como o Estadão, usam sua influência para silenciar vozes dissidentes e perpetuar narrativas que dividem o país. O Brasil merece um debate honesto, plural e democrático — algo que o Estadão, com seu passado e presente, está longe de oferecer.
Sérgio Júnior