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EMBARGOS AO FRANGO BRASILEIRO PERSISTEM E AMEAÇAM SETOR AVÍCOLA

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Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
31/05/2025 às 20h14
EMBARGOS AO FRANGO BRASILEIRO PERSISTEM E AMEAÇAM SETOR AVÍCOLA

 

Nove países mantêm embargos à exportação de frango brasileiro sete meses após o fim de um surto de influenza aviária. A restrição prejudica o setor avícola, que exportou US$ 9,7 bilhões em 2024, representando 40% da receita da indústria de carne de frango, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Brasil, maior exportador global de frango, enfrenta perdas significativas, enquanto o governo é criticado por sua lentidão em negociações diplomáticas.

O surto, detectado em 2023 em granjas comerciais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foi controlado em outubro de 2024, segundo o Ministério da Agricultura. Mesmo com certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), países como China, Japão e Arábia Saudita mantêm restrições parciais, afetando 20% das exportações brasileiras, per ABPA. O embargo da China, maior comprador do Brasil, reduziu as exportações em 12% em 2024, enquanto o Japão impõe barreiras a produtos de estados específicos. Isso elevou os estoques internos, derrubando o preço do frango em 8% no mercado doméstico, segundo o Cepea.

A demora nas negociações reflete a ausência de uma estratégia comercial robusta. O Brasil poderia pressionar por acordos bilaterais ou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas o governo prioriza agendas políticas internas. “O agro sustenta o Brasil, mas é tratado como secundário”, criticou a CNA. O impacto no consumidor também preocupa: a queda nos preços internos pode beneficiar momentaneamente, mas a redução da receita exportadora ameaça investimentos no setor.

Os embargos ao frango brasileiro são um golpe no setor avícola, que sustenta milhões de empregos e divisas para o país. A inércia do governo Lula em negociar com parceiros comerciais expõe a falta de prioridade ao agronegócio, que carrega o PIB enquanto enfrenta barreiras externas. Sem uma diplomacia ativa e apoio ao produtor, o Brasil arrisca perder mercado para concorrentes como os Estados Unidos. O governo precisa agir rápido para proteger um dos pilares da economia nacional.

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