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QUEDA DA ECONOMIA ENTERRA A POPULARIDADE DE LULA A MENOS DE UM ANO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

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NPDF Virtual
Por: NPDF Virtual
01/12/2025 às 17h50
QUEDA DA ECONOMIA ENTERRA A POPULARIDADE DE LULA A MENOS DE UM ANO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A recessão técnica já bate à porta e o preço político começa a ser cobrado em tempo real: o apoio ao governo Lula despenca exatamente quando o PT mais precisa de capital eleitoral para as municipais de 2026.

Os números são implacáveis. O PIB do terceiro trimestre veio negativo, confirmando o segundo resultado consecutivo no vermelho. Analistas de mercado revisaram as projeções de crescimento de 2025 para abaixo de 1%, alguns já falam em contração de até 0,5%. A indústria encolhe, o consumo das famílias cai pelo terceiro mês seguido e o desemprego voltou a subir – agora acima de 9% pela primeira vez desde o início do mandato.

O efeito imediato é o derretimento da aprovação presidencial. Pesquisas internas de partidos da oposição, realizadas em novembro, mostram Lula abaixo dos 30% de avaliação positiva em estados-chave como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na região Sudeste, o rejeição já ultrapassa 55%. Entre eleitores de renda até três salários mínimos – base histórica do PT – a queda de apoio chega a 18 pontos percentuais em apenas seis meses.

O governo tenta culpar fatores externos: juros altos nos Estados Unidos, guerra comercial e seca no agronegócio. Internamente, porém, o diagnóstico é outro. A combinação explosiva de gasto público descontrolado (déficit primário acima de 2% do PIB), juros reais ainda acima de 6% e inflação de serviços rodando perto de 7% sufocou a economia. O pacote de R$ 200 bilhões em emendas e benefícios eleitorais de 2024 produziu apenas um crescimento temporário, seguido do inevitável ajuste recessivo.

Para prefeitos e vereadores do PT e aliados, o cenário é dramático. Candidatos em capitais relatam que o “efeito Lula” virou peso morto. Em São Paulo, Guilherme Boulos já aparece atrás nas pesquisas internas mesmo com todo o apoio da máquina federal. No Rio, Eduardo Paes (PSD) se distancia do Planalto para não ser contaminado. Em Belo Horizonte, o prefeito Fuad Noman (PSD) fala abertamente em “governo tóxico” para 2026.

A oposição fareja sangue. Partidos como PL, União Brasil e Republicanos aceleram a captação de prefeitos e vereadores descontentes, prometendo palanques fortes para 2026 e 2028. Nos bastidores, já se fala em mais de 1.200 prefeitos em exercício prontos para migrar de campo até março do próximo ano – número que, se confirmado, pode repetir o tsunami de 2016.

O Planalto reage com desespero: anuncia novo pacote de bondades para o início de 2026 e pressiona o Banco Central por corte agressivo de juros. A resposta do mercado foi imediata: dólar acima de R$ 6,30 e risco-país em disparada.

Faltando menos de um ano para a largada oficial da campanha municipal, o governo Lula vive o pior dos mundos: economia em recessão, popularidade em queda livre e base aliada em debandada. Para o PT, as eleições de 2026 deixaram de ser trampolim para a reeleição em 2028 e se transformaram em batalha pela sobrevivência política.

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