
A indicação de Jorge Messias para o STF transformou-se no maior confronto institucional do fim de 2025. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, declarou guerra aberta ao Planalto e não aceita o nome do procurador-geral da República. A resposta do governo foi imediata: liberação acelerada de bilhões em emendas parlamentares para senadores indecisos, numa clara tentativa de comprar votos antes da sabatina marcada para 10 de dezembro.
O senador já acelerou o rito, reduziu prazos e ameaça colocar em votação pautas-bomba que podem explodir o Orçamento de 2026. O recado é claro: sem acordo sobre o nome, não haverá trégua. O Planalto, por sua vez, aposta na pressão financeira para dobrar a Casa e garantir a vaga. O resultado é um Senado dividido, com risco real de paralisia legislativa no início do próximo ano e de um precedente perigoso de barganha aberta por cargos vitalícios no Supremo.