
O povo brasileiro tem o feio hábito de cair em contos do vigário perpetrados pelo conluio entre grande mídia e governos, sendo que nos últimos tempos também alguns influencers digitais se uniram ao golpe.
Para melhor situar o leitor e podermos ir direto ao assunto, basta lembrar um dos maiores descalabros – completamente divorciado da realidade social brasileira – que engolimos sem reclamar e, pior, hoje acreditamos como verdade absoluta: a afirmação que negros e pardos são “minorias raciais” no Brasil e, por isso, precisam de leis e regulamentações, com nossos governantes sempre a postos para legislar, ansiosos por qualquer ferramenta que facilite seu processo de controle e engenharia social.
Qualquer cidadão tupiniquim que ande pelas ruas verá, facilmente, que se existe alguma minoria racial nestas plagas é a do homem branco, mas nossa disfunção cognitiva nos impele – apesar do choque de realidade evidente – a achar que “isso não sairia na TV e não fariam leis se não fosse verdade”. E engolimos, obedientes, aceitando tudo – leis, principalmente, pois ninguém pára e pensa que as famigeradas “cotas”, por exemplo, seriam muito mais justas se fossem “sociais”, e não “raciais”.
Vamos direto ao ponto, com papel e caneta na mão para anotar mais essa desavergonhada receita de engenharia social, dada pelos cozinheiros da narco-ditadura e seus aliados “influencers”: um obscuro palpiteiro das redes sociais conhecido como “Felca” – cujo nome é Felipe Bressanim e mais parece filho do lendário Voldemort – fez, recentemente, um vídeo-denúncia onde pretendia mostrar como é fácil detectar “predadores sexuais de crianças” na internet e a “adultização” de crianças na internet. Para isso, criou um perfil falso no Instagram (já um crime) como fosse um jovenzinho e, com base nisso, disse que alguns pervertidos teriam tentado entrar em contato com ele para propósitos escusos – o que não duvido, eis que a humanidade é farta de podridões. Também afirmou que, disfarçado sob tal perfil, teve acesso a informações de seus “coleguinhas” que relataram, em suas inocências juvenis, “conversas” com alguns degenerados, e nada disso reputo eu como falso. Para completar, também denunciou a “adultização” das crianças, em sua sexualização precoce – e este é o ponto central, que define seus objetivos, como veremos abaixo.
Este grande objetivo se somou à sua pergunta, supostamente desafiadora: “por quê a Polícia Federal achava tão difícil detectar predadores infantis se ele, em pouquíssimo tempo, já havia identificado tantos?” E estes são os sombrios pontos, disfarçados de benemerência.
“Coincidentemente” a totalidade da esquerda “esqueceu” os antigos programas da Xuxa, na TV Globo, e abraçou a causa – inclusive o inefável Felipe Neto – e o número de visualizações de seu vídeo-denúncia ultrapassou até mesmo os portentosos alcances de Nikolas Ferreira, ajudado inclusive por grandíssima parte da direita. Sim, esta mesma direita, a nossa, sempre inocente e pronta para cair no primeiro golpe – desde que recheado de emoção – que se lhes ofereça.
Nossa conhecidíssima Karina Michelin foi direto ao ponto, em seu relato no X: “O regime Lula é obcecado em controlar as redes, Lula e Janja pediram um agente do Partido Comunista Chinês para ajudar na missão. Criaram o clima perfeito para aprovar o PL 2628 – vendido como ‘proteção infantil’ – mas com um núcleo perigosíssimo: identificar todos os usuários da internet e dar ao Executivo o poder de impor ‘diretrizes de controle parental’ sobre qualquer serviço acessível a crianças e adolescentes. Na prática, toda a internet passará pelo crivo do regime Lula. É o modelo chinês de censura digital – e agora com aval legal no Brasil.
Muito antes do Felca falar em adultização e citar Hytalo Santos, Antonia Fontenelle (comunicadora e apresentadora, nota do autor) já havia feito acusações públicas mas a Justiça determinou a remoção de seu vídeo em 24 horas. A senadora Damares Alves (também) já denunciou tráfico e prostituição infantil na Ilha do Marajó e foi ameaçada de morte – sem investigação. Proteger crianças nunca foi a prioridade dos comuno-socialistas; calar opositores, sim. E quem criticar essa PL poderá ser rotulado de ‘pedófilo”.
Por acaso lembrarão os amigos leitores da Lei Maria da Penha, cuja verdadeira causa jamais escapou de círculos restritos e muito difere da versão oficial? Lembrarão também dos índices alarmantes de mortes por assassinato entre os gays – os quais tiveram o devido cuidado de omitir que 80% dos mesmos eram crimes passionais, causados por seus próprios parceiros – e que motivou mais um arreganho do STF, legislando no lugar do Congresso e determinando a “criminalização da homofobia”?
Não se culpe. A mídia – até recentemente detentora do monopólio da verdade – nos impunha tudo isso, pela voz de Willian Bonner e recheada de toneladas de emoção e empatia pelos “pobres coitados”. E a aprovação de leis e regulamentações divisivas da família e sociedade eram facilmente impostas, com seus autores levando – de ganho extra – enxurradas de votos agradecidos.
A narco-ditadura mira na liberdade da internet há anos, e esta é mais uma – e pérfida – tentativa. Eles jogaram a isca e agora, Hugo Motta já apressou-se a afirmar que poderá pautar a votação do PL 2628 “em regime de urgência”. Coincidência ou confirmação de todo o exposto acima?
Teremos finalmente a frieza necessária para ver os lobos escondidos sob peles de cordeiro?
Breve saberemos.
Walter Biancardine