
O Ministério das Cidades, comandado por Jader Filho (MDB), deu início hoje, 28 de maio de 2025, a uma série de reuniões com as prefeituras de Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá, na região do Grande ABC, em São Paulo. O objetivo é claro: destravar obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que promete injetar R$ 856,3 milhões em projetos de infraestrutura. A iniciativa, segundo o governo, busca tirar do papel obras paralisadas, algumas desde 2008, que vão de saneamento básico a mobilidade urbana. As discussões, que seguem até sexta-feira (30), são vistas como um passo para retomar o desenvolvimento local, mas o histórico de promessas não cumpridas levanta questionamentos.
Para o cidadão comum, o impacto dessas obras é direto: ruas pavimentadas, transporte público mais eficiente e menos alagamentos em épocas de chuva. No entanto, o atraso de quase duas décadas em alguns projetos expõe a ineficiência de gestões passadas, especialmente sob governos de esquerda, que priorizaram programas assistencialistas em vez de investimentos estruturais. A região do Grande ABC, historicamente um polo industrial, sofre com a deterioração de sua infraestrutura, o que afasta empresas e empregos. O Novo PAC, anunciado pelo governo Lula como uma solução, precisa provar que não é apenas mais uma vitrine política.
O ministro Jader Filho afirmou que o foco é “garantir que o dinheiro chegue onde precisa”, mas a falta de transparência sobre os cronogramas e a execução orçamentária preocupa. Para os conservadores de modo geral, que defendem a eficiência na gestão pública, o desafio é fiscalizar cada centavo investido. O contribuinte, que sustenta esses projetos com seus impostos, merece resultados concretos, não apenas reuniões. Até sexta-feira, espera-se que as prefeituras apresentem planos claros para evitar que o dinheiro do PAC vire mais uma promessa esquecida.