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Se o Brasil não parar, mesmo, eles não vão parar.

Se o Brasil não parar, mesmo, eles não vão parar.

O Brasil vive a maior crise de sua existência como país. Tudo que um dia se pensou ou se planejou para esse país virou pó nas mãos do maior sistema de corrupção da história da humanidade. Não há precedentes em nenhum país democrático, em volume, tamanho, organização e valores desviados.

É mais do que claro que o sistema de corrupção domina os 3 poderes da república, ora no papel de quem manda, ora no papel de quem é obrigado a ceder e obedecer; ainda que não participe ativa ou diretamente, se vê obrigado a conviver com os personagens que protagonizam as várias faces que esse sistema tem. E com o que eles fazem.

Costumo dizer que não há diálogo, leis ou estruturas capazes de enfrentar e vencer o sistema, muito menos com os tais personagens que hoje ocupam os mais importantes cargos da república. Muitos entendem isso como sendo uma intervenção militar a única solução, mas não é.

A desobediência civil é uma arma extremamente poderosa porque ela corta o financiamento dessa criminalidade republicana. Sem geração de impostos municípios, estados e União ficam sem dinheiro. Simples assim, como efeito. O problema está na capacidade de praticar. Esse é o preço que ninguém quer pagar.

Funcionários tem medo de perder o emprego porque o patrão pode não aderir. Empresários medo de perder vendas para um concorrente que pode não quer aderir. Ambos esquecem, porém, de que se ninguém sair para comprar, ninguém vai vender. E outro problema está naquelas pessoas que terão orgulho de dizer que pagaram 20 reais em um litro de gasolina, 200 reais em um quilo de carne, porque alguns empresários resolveram aproveitar a oportunidade para ganhar dinheiro nas costas desse tipo de trouxa. Mas essa não é a questão de fundo.

Por que parar o Brasil por um dia?

Apenas no último dia 24 de setembro, São Paulo arrecadou R$ 2.412.675.217,63 em impostos. Até o dia já arrecadou R$ 57.891.874.032,65 até o momento que eu consultei o número, se você entrar no site impostômetro agora já verá alguns milhares de reais a mais nesses números. A arrecadação de São Paulo representa 37,39% da arrecadação do Brasil.

Fonte: impostômetro.com.br

Isso não é e não poderia ser entendida como uma ação contra o governo federal, mas contra a república que virou pó sob o comando desses que agora rasgam leis, recriam leis que os favorecem, que os libertam, que voltam a lhes dar liberdade para roubar.

Tudo o que foi feito durante esse ano de 2019, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal, foi feito contra o Brasil. O governo Jair Bolsonaro é apenas mais uma vítima – vítima importante, claro – da revanche da criminalidade contra as leis.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal estão reinventando a Constituição Federal através de Propostas de Emendas à Constituição (PECs), elaboração de leis ordinárias, revogação de leis, alteração e revogação de artigos e dispositivos, revogação de entendimentos e jurisprudências, invenção de dispositivos que não constam de lei nenhuma, aplicação retroativa de novos entendimentos jurisprudenciais, anulação de sentenças com aplicação de leis inexistentes, instauração de inquéritos secretos, ilegais e inconstitucionais e sem a participação do Ministério Público Federal.

Lei de Abuso de Autoridade, que veio com o objetivo explícito de amarrar as mãos de juízes, procuradores da república, policiais federais, policiais militares, policiais civis. Já são centenas de casos de pessoas sendo soltas ou deixando de ser presas por medo da aplicação da lei, que nem entrou em vigor ainda. Reduziram o poder da autoridade e aumentaram a amplitude da impunidade.

A nova Lei eleitoral, que favorece o Caixa 2, permite o pagamento de advogados e compra de imóveis com dinheiro do fundo eleitoral, permite que qualquer pessoa física possa doar dinheiro sem limite para pagamento de advogados a favor do partido ou de políticos mesmo não exercendo cargo eletivo. São dezenas de absurdos em favor da corrupção em uma lei só.

E quando o presidente da república aplica parcos vetos (na minha opinião pessoal as 2 leis deveriam ter sido vetadas por inteiro, mas…) ainda sofre a humilhação política de ver seus vetos derrubados pelo Congresso Nacional, porque simplesmente não pode fazer mais nada além de, como todos nós, sofrer dos efeitos da lei que passará a vigorar.

Há quem ainda sonhe com os militares salvando o Brasil em seus cavalos brancos, mas esse é um sonho que, de maneira espontânea, se mostra cada dia mais difícil para acontecer. Não dá para entender a posição dos militares no Brasil de hoje quando comparamos o Brasil de 1964. Antes era pura ideologia. Hoje vivemos um grave sistema de corrupção travestido de ideologia, que enquanto estuprava mentes, saqueava os cofres públicos, e não quer parar.

A sociedade civil não é aquela formada por empresários que se sentam com o governo para negociar. A sociedade civil somos todos nós, qualquer cidadão brasileiro que pratique uma profissão honesta. E é um bom momento para começarmos a nos entender dessa maneira.

Se o Brasil não parar, eles não vão parar. E se o povo brasileiro não começar a pensar seriamente nisso, a vingança do sistema de corrupção também entrará para a história como algo difícil de ser repetido em outro canto do planeta.

Que ninguém se assuste se Sérgio Moro e Deltan Dallgnol vierem a ser processados criminalmente muitíssimo em breve.

E no fim das contas, tudo é por causa de Lula. Tudo no Brasil continua sendo por causa de Lula.

Temos que parar, senão eles não vão parar.

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Gilmar Mendes lidera ataque contra a Lava Jato. Vamos ficar olhando?

Particularmente, sou fã de Star Wars. E parece que Gilmar Mendes também é. A diferença é que eu sempre torci para os Jedis, e ele, claramente, torce pelo império.

O retorno do recesso no STF foi também o retorno do retrocesso ao judiciário brasileiro. E não para meses, anos ou décadas atrás, mas para pelo menos um século e meio. Voltamos ao tempo do império. E Gilmar Mendes se considera o imperador.

As decisões tomadas hoje pelo STF, através da caneta de Alexandre de Moraes, evidenciam que a defesa da corrupção e da impunidade são infinitamente maiores do que a defesa da Constituição Federal. Em bom português, o STF deu um enorme foda-se ao estado democrático de direito, blindando, especialmente, os próprios ministros do STF.

Reproduzo a seguir quais são os cargos que a Receita Federal está impedida de investigar:

1) Servidores federais da administração direta, mais os 65 mil maiores rendimentos tributáveis de pessoa jurídica da administração indireta, e todos do Ministério da Fazenda. (aqui entram todos os negócios particulares dessas pessoas)

2) Servidores federais com cargos comissionados em março de 2016 (DAS e equivalentes) compilada pela Corregedoria da Receita Federal. (Por que 2016? Exatamente no governo Temer, quando Gilmar Mendes assumiu o protagonismo do combate à Lava Jato)

3) Agentes públicos (Judiciário, Ministério Público e parlamentares) indicados pelo TCU à Receita em 2016 com indícios de variação patrimonial a descoberto, totalizando 770 ocorrências. (Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Fernando Collor, Gleisi Hoffmann, Eduardo Braga, Davi Alcolumbre e demais senadores e deputados federais)

4) Servidores estaduais/distritais e municipais cujos rendimentos de pessoa jurídica tenham sido iguais ou superiores a R$ 150 mil, totalizando aproximadamente 315 mil CPFs. (Entendeu isso? Se você ou eu tivermos uma empresa que faturou estranhos 150 mil ou mais, nós podemos ser investigados, eles não.

O STF blindou todos aqueles que podem ser acusados de corrupção. A Receita Federal do Brasil está proibida de comunicar ou investigar qualquer agente público corrupto, por ordem e graça de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Mas isso não é tudo. Reproduzo a seguir trecho de notícia de O Antagonista:

Gilmar Mendes defendeu apurações sobre a atuação da força-tarefa, pelos conselhos do Ministério Público e da Justiça, baseadas nas mensagens roubadas à Lava Jato. Na chegada ao STF, criticou o relacionamento dos procuradores com Sergio Moro.”

Atento para a última frase “Na chegada ao STF, criticou o relacionamento dos procuradores com Sergio Moro” e ofereço a você a análise desses dois grampos da Polícia Federal feitos com autorização judicial:Gilmar Mendes falando com o ex-governador Silval Barbosa que acabava de sair da cadeia e promete interceder junto a Dias Toffoli.

Aqui Gilmar Mendes fala com Aécio Neves e promete tentar interferir no voto do senador Flexa Ribeiro.

Que moral tem Gilmar Mendes para contestar qualquer coisa que qualquer pessoa? Ele foi flagrado conversando com gente que estava sendo investigada pela Polícia Federal. E eu pergunto: onde foi parar a delação do ex-governador Silval Barbosa? Por que nunca aconteceu nada com Aécio Neves?

A Lava Jato é o maior patrimônio nacional, e a única oportunidade para chegar nos maiores corruptos do Brasil. E sabemos que eles estão no topo da pirâmide.

Gilmar Mendes e sua esposa caíram na malha do COAF. Dias Toffoli e sua esposa idem. Até hoje ninguém explicou a mesada de 100 mil reais que Dias Toffoli recebeu regularmente da mulher. Muito menos os patrocínios do IDP de Gilmar Mendes com a Odebrecht e a JBS ou o fato de que 60% dos professores desse mesmo IDP exercem cargos públicos. Ficou tudo por isso mesmo.

Gilmar Mendes se escandaliza com as mensagens roubadas pelo hacker, mas não se escandaliza com suas conversas com bandidos. Defende que o ministro Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato sejam investigados pelo Conselho Nacional do Ministério Público e Polícia Federal, mas não aceita ser investigado por ninguém. Acusa a Receita Federal, órgão absolutamente técnico, da prática de pistolagem.

O que estamos assistindo é o contra ataque dos corruptos sobre a Lava Jato, liderado pelas mais altas autoridades do judiciário brasileiro.

Além disso, estamos vendo o judiciário legislar e interferir negativamente no governo Bolsonaro com decisões como a de hoje que mantém na FUNAI a demarcação de terras indígenas, que, por decreto, foram transferidas pelo governo para o Ministério da Agricultura.

Mais do que isso, hoje o ministro Luiz Barroso deu 15 dias para que Jair Bolsonaro apresente explicações sobre as declarações sobre o pai do presidente da OAB.

Tem mais. Alexandre de Moraes prorrogou por mais 180 dias o inquérito que investiga os supostos ataques ao STF, o tal inquérito inconstitucional que investiga cidadãos comuns pelo crime de opinião, através do qual eu, um cisco de insignificância na república, posso ser arguido ou incriminado, e até preso, por expressar minhas opiniões em redes sociais ou aqui nesse blog.

Caro amigo, cara amiga, usando uma expressão bem mineira, estamos na tábua da beirada. Estamos sendo sufocados por uma justiça corrupta, que abre mão da Constituição Federal para proteger corruptos e garantir a manutenção eterna da impunidade.

O império da corrupção está contra atacando e o povo continua inerte.

Há tempos expresso que não há caminho dentro das leis ou do diálogo para desatar o nó da nossa república. Não há instrumentos constitucionais para reparar os danos causados por tantas décadas de corrupção institucionalizada. Ela não começou com Lula, começou com Sarney. Lula ampliou a limites nunca antes vistos nesse país, mas quem já roubava antes continuou roubando.

O depoimento de Emílio Odebrecht não deixa dúvidas sobre isso:

https://www.youtube.com/watch?v=Cd0Wp-VHsL4

O que faremos com esse país? O que faremos para nos proteger de quem devia estar fazendo isso, mas, ao contrário, nos acua?

Onde estão os rebeldes da aliança dispostos a enfrentar esse império do mal? Esse enredo não tem prometido final feliz.

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Fachin e 2ª Turma podem soltar Lula hoje. Só faltava um bom factoide.

Não é difícil imaginar que ao invés de pautar o famigerado habeas corpus negado pelo ministro Felix Fischer do STJ em dezembro o ministro Edson Fachin tenha sido pautado para isso pela banda podre do STF. O assunto que estava parado desde dezembro de 2018 e teve nesta segunda-feira um pedido da defesa de Lula para que fosse apreciado, exatamente após o vazamento das conversas do ministro Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.

Tudo o que o STF precisava para libertar Lula era um bom factoide que colocasse em xeque a imparcialidade e correção do processo que condenou o apedeuta a 12 anos de cadeia. E Glenn Grenwald, que nem brasileiro é, deu às suas excelências os argumentos que faltavam para mandar para casa, sem tornozeleira eletrônica ou qualquer outro tipo de sanção.

Posso estar absolutamente errado na leitura dos fatos, mas me parece óbvio que está tudo armado nesse sentido. Fachin não tem força para confrontar a banda podre, nem vergonha de se aliar a ela se necessário. É uma questão de sobrevivência para que ficou pagando o mico de andar de braço dado com a esposa e pires na mão pelo Senado Federal mendigando a aprovação de sua indicação pelos senadores.

Porém, o habeas corpus em questão não pede apenas a libertação de Lula, mas a anulação da condenação proferida por Sérgio Moro na 13ª Vara Criminal de Curitiba e ratificada pelo TRF4.

Um agravante que reforça a teoria de que Fachin foi pautado ao invés de pautar é que o mandato do ministro Ricardo Lewandowski na presidência da segunda turma termina na próxima sexta-feira, e é o presidente da turma que tem a prerrogativa de definir a pauta de julgamentos. E para piorar para os bandidos, quem assumirá no seu lugar é a ministra Cármen Lúcia.

O vazamento das conversas de Sérgio Moro com os procuradores não teve apenas o intuito de constranger ou colocar sub judice a conduta de Sérgio Moro, mas especialmente criar um ambiente que desse aos ministros petistas e anti-lavajatistas uma excelente desculpa para soltar Lula, antes que Lula começasse a vazar o que sabe deles.

É isso mesmo. O Brasil está cansado de saber que Lula mantém sob ameaça todos aqueles que compactuaram com ele em algum momento, e que vinham mantendo-o sob controle com a promessa de que seria libertado na primeira oportunidade. E a oportunidade é essa.

Quem tiver paciência e estômago para ouvir os argumentos de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski escutará mais um festival de agressões a Sérgio Moro, desafeto de Gilmar, aos procuradores da Lava Jato, a quem Gilmar chama de moleques e cretinos, e à própria operação Lava Jato, que não sua versão carioca já chegou no judiciário.

Em outras frentes, o corregedor do Ministério Público Federal abriu processo de investigação contra o procurador Deltan Dallagnol e seus parceiros de Lava Jato, a OAB pede o afastamento de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, juízes trabalhistas resolveram encarar e repudiar as associações de magistrados que apoiam Moro e a oposição liderada pelo PT avisou que vai obstruir todas as votações no Congresso Nacional enquanto Moro continuar na equipe de ministros de Jair Bolsonaro.

Porém, acima da derrocada de Sérgio Moro, a ideia de obstruir as votações no Congresso Nacional, se der ser, impactará na não votação do PLN4 e, portanto, o governo estará descumprindo a Lei de Responsabilidade fiscal e Jair Bolsonaro incorrendo em crime de responsabilidade, passível de abertura de processo de impeachment, que é tudo o que a esquerda quer.

O que é certo é que a quebra ilegal e criminosa do sigilo telefônico e telemático de Moro e dos procuradores virou gasolina na mão da esquerda, e hoje Fachin vai acender uma fogueira na 2ª Turma do STF, por vontade própria ou não.

O Brasil não caminha para a pacificação, e não é Jair Bolsonaro o responsável pelo acirramento dos ânimos, muito menos Sérgio Moro.

A ORCRIM está viva. O mecanismo está reagindo e preparando um conflito cujas consequências ninguém sabe, de fato, quais serão, mas que interessa diretamente ao PT e seus satélites. Há inclusive a convocação de uma greve geral para o dia 14. E por que Gleisi Hoffmann marcou exatamente para dia 14? Porque Lula deverá estar solto e esse seria o cenário perfeito para o seu retorno.

Os políticos e o STF apostam na leniência de sempre do povo brasileiro. A direita se mostra incapaz de articular uma aglutinação de forças para mobilizar a população para além das redes sociais. E a esquerda continua tumultuando o Brasil.

Edson Fachin é constantemente voto vencido na 2ª Turma. Gilmar Mendes, Lewnadowski e Celso de Mello costumam fazer a maioria, deixando vencida com ele a ministra Cármen Lúcia. E quando era Toffoli no lugar de Cármen Fachin costumava perder de 4 a 1 com certa constância e facilidade.

O Brasil pode pegar fogo hoje. Pelo menos em termos de retórica. Daí para a ação é algo imprevisível.

O fato é que o PT comprou o Chopp. Agora temos que esperar para saber se será tomado com aguado ou gelado na temperatura ideal.

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Sérgio Moro ministro não mete medo no PT. O medo é Moro presidente.

Sérgio Moro foi indicado para o Ministério da Justiça e eu me manifestei contra no artigo “Sérgio Moro no Ministério da Justiça será um “Sérgio Morto”. Não aceite.“. É só clicar no link caso queira ler na íntegra.

No final do primeiro parágrafo eu disse o seguinte: ” Um ministro da justiça pode muito menos do que um juiz, e ainda pode ser demitido da função, por não apresentar resultados satisfatórios ou até mesmo por pressão política e midiática. “

E continuei no segundo parágrafo dizendo “Por que Sérgio Moro é Sérgio Moro? Porque ele é juiz, e apesar do STF, foi na primeira instância que ele começou a mudar a história do Brasil. Jogado no Ministério da Justiça ele deixará de sentenciar para ser sentenciado.

Obviamente eu não contava com invasão de celulares e privacidades de Sérgio Moro nem de ninguém quando escrevi essas coisas em outubro de 2018. Aliás, no momento que escrevia não contava nem com a hipótese de ele aceitar o cargo. Mas aceitou, no mesmo dia. E o que estão tentando fazer é “matar” o juiz Sérgio Moro, para, com isso, tirá-lo do comando do Ministério da Justiça, porque sabem de sua capacidade. Mas sabem também das limitações que esse cargo político lhe impõe.

Há quem enxergue na revelação das mensagens entre Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, em especial Deltan Dallagnol, a solução para o problema número 1 do PT, que é tirar Lula da cadeia, principalmente depois que José Dirceu, principal cérebro de tudo de ruim que a esquerda faz, voltou para lá. Mas eu faço a aposta de que a coisa é ainda mais ambiciosa.

A esquerda quer acabar com a imagem ilibada de Sérgio Moro por dois motivos: vingança e medo. Vingança pelo óbvio. Medo porque ele cada vez mais, mesmo sem fazer nada para isso e negar categoricamente que não quer, se cacifa como candidato do povo à presidência da república quando for o momento da sucessão de Jair Bolsonaro, em 2022 ou 2026. E isso é tudo o que o PT e seus “puxadinhos” não querem.

A invasão dos telefones do ministro Sérgio Moro, dos procuradores da república, de juízes dos TRFs, é apenas mais um crime da ORCRIM. O apenas não diminui o crime, gravíssimo, mas ressalta uma sequência de absurdos patrocinados pela esquerda e pela imprensa brasileira, que dão eco a todo e qualquer absurdo que venha dessa facção criminosa.

O absurdo fica ainda mais escandaloso quando vemos que por trás do vazamento do conteúdo das mensagens de Sérgio Moro e dos procuradores está Glenn Greenwald, que sequer é brasileiro, ainda que tenha se naturalizado. O mesmo Glenn Greenwald que patrocinou a publicação dos arquivos roubados por Edward Snowden que revelaram segredos de estado norte americanos e de outras superpotências. Tanto é que seu parceiro, atual deputado federal David Miranda, foi preso no aeroporto de Heathrow em Londres de posse de documentos secretos, motivo pelo qual responde a processo no Reino Unido por espionagem e terrorismo.

Em qualquer país sério do mundo, um cidadão não natural – naturalizado ou não – que se envolva em crimes que espionagem, invasão de privacidade e divulgação de conteúdos privados que remetem à segurança nacional teria sua naturalização cassada (caso fosse naturalizado) e seria no mínimo deportado, se não preso. Basta vermos que para se quebrar o sigilo telefônico e telemático de investigados e acusados de crimes comprovados tem que haver autorização expressa da justiça, que costuma negar, como já fez em inúmeros casos dentro da operação Lava Jato.

Quando Jean Wyllys saiu do Brasil eu perguntei no Twitter quanto teria custado sua renúncia em favor de David Miranda. E não deve ter sido barata, pois David Miranda no Congresso Nacional era uma porta aberta para seu parceiro Glenn Greenwald atuar diretamente no dia a dia dos congressistas, como, claramente, aconteceu.

Sérgio Moro representa tudo o que os brasileiros de bem desejam para o Brasil. E o completo oposto do que a esquerda não deseja.

A esquerda brasileira não tem responsabilidade ou compromisso com o Brasil ou com o povo brasileiro, e não se cansará de criar factoides que objetivem destruir a reputação de todos que foram fundamentais na revelação e elucidação dos graves crimes que cometeram contra o estado e contra a nação.

Agora a tarde, nessa data, Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados (é impressionante que um ser tão repulsivo e desprezível tenha conseguido enganar tanta gente tanto tempo e ainda assim ter sido reeleito) avisou que a oposição fará obstrução às pautas do Congresso Nacional até que Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato sejam afastados e tenham seus celulares retidos pela Polícia Federal para investigação. Era a desculpa que eles precisavam para empatar o Brasil e não votarem o PLN4 para autorizar ao governo um crédito suplementar de 284 bilhões de reais.

O objetivo dessa obstrução à votação do PLN4 é o estrangulamento financeiro do governo e que redundará no descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (que o PT votou contra) e com isso no acometimento de crime de responsabilidade do presidente da república, abrindo assim a possibilidade daquilo que o PT mais fez desde que chegou à Brasília, que é apresentar pedidos de impeachment. Mas não fica nisso.

A não aprovação do PLN4 implicará na falta de recursos para pagamentos de benefícios como aposentadorias e bolsas família, e com isso a chance de jogar o povo contra o governo de Jair Bolsonaro.

Estamos vivendo um momento crucial da vida política nacional, uma encruzilhada que nos põe diante do futuro ou do abismo, e o PT e a esquerda estão optando pelo abismo, sua única chance de sobrevivência.

Devemos ficar atentos ao Supremo Tribunal Federal, no qual chegou um pedido de suspeição de Sérgio Moro em função dos vazamentos das mensagens pelo site de Glenn Greenwald, e que, coincidentemente, caiu exatamente nas mãos do ministro Gilmar Mendes, notório desafeto de Sérgio Moro e árduo opositor da Lava Jato. É aí que mora o perigo.

Sérgio Moro não deve se afastar ou ser afastado, muito pelo contrário. É hora do governo e da sociedade ampliar e amplificar o apoio ao ministro.

Sobre as mensagens vazadas por Glenn Greenwald não há absolutamente nada que remeta a qualquer ilegalidade. No máximo comentários pessoais que não configuram nenhum crime ou descumprimento das leis. Ministros do STF fazem comentários muito mais complicados para os microfones das rádios e TVs. Gilmar Mendes já foi flagrado em interceptações da Polícia Federal em conversas nada republicanas com investigados, julga e solta conhecidos e clientes do escritório de advocacia da qual sua mulher é sócia (será que só ela é sócia mesmo ou seria ela uma laranja de Gilmar?) e jamais se declarou suspeito. E todos sabemos que é.

Penso que Sérgio Moro realmente não será candidato à presidência da república. Mas pensava também que ele recusaria o cargo de ministro da justiça. E concluo com o mesmo antepenúltimo parágrafo que escrevi no artigo ao qual me referi no início desse : ” Que Jair Bolsonaro, deixe Sérgio Moro aonde está, e que Sérgio Moro, aguarde para ir para o STF na hora certa, um assento que sem dúvida ele merece, mas sem pressa.”

Mas que o PT continue vivendo com esse pesadelo. O que é pesadelo para eles é sonho para quem quer viver num Brasil livre de ladrões e corruptos.

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Comissão da reforma administrativa decidiu devolver o Brasil aos bandidos

O Brasil está a caminho de um gravíssimo retrocesso promovido pela comissão da reforma administrativa. O retorno do COAF para a Economia e a demarcação de terras para a FUNAI, além de uma clara interferência do legislativo na formação do governo Bolsonaro, é uma demonstração do compromisso com o atraso, com a corrupção e com a impunidade.

Estamos presenciando um golpe branco na Constituição Federal, com o Congresso Nacional atribuindo para si responsabilidades que não tem, tal qual faz o STF em relação a este mesmo congresso. Temos um legislativo que resolveu agir como executivo e um judiciário que resolver legislar. E o executivo nem executar consegue.

A Comissão da reforma administrativa deu uma demonstração da força de reação do sistema. Quem achava que o combate à Orcrim já era vitorioso enganou-se por completo. A Orcrim está mais viva do que nunca. Tal qual acontece no tráfico de drogas, quando um líder é abatido outro ocupa seu lugar imediatamente. A Lava Jato fez uma limpa em políticos corruptos, mas a capacidade do sistema de multiplicar bandidos parece inesgotável.

Agora tudo depende dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados, que poderão ratificar ou não o que foi aprovado na Comissão da reforma administrativa. E mais uma vez o governo se vê dependente do Congresso Nacional para poder ser governo. Aliás, desde a redemocratização, nunca um Presidente da República esteve tão sob o jugo do Congresso Nacional como Jair Bolsonaro. Todos os anteriores tinham o hábito de usar moeda para obter maioria na aprovação de medidas de seu interesse. Esse governo não tem.

Foram 541 emendas apresentadas na Comissão da Reforma administrativa, para um total de 594 senadores e deputados federais. Isso é quase uma emenda por parlamentar, o que traduz o absurdo da guerrilha estabelecida no legislativo. E cerca de 90% das emendas foram apresentadas pelo PT, PSOL, PCdoB, PSB e PDT, numa clara iniciativa com o objetivo de impedir o governo de governar e a justiça de investigar.

Além de devolver o COAF para a Economia e a demarcação de terras indígenas para a FUNAI, a Comissão da reforma administrativa ainda aprovou por 15 votos – incluindo aí a senadora Simone Tebet a quem tantos idolatram – a emenda que proíbe os auditores fiscais de compartilhar indícios de crimes diretamente com o Ministério Público Federal, o que tira do ministério da economia a prerrogativa de compartilhar espontaneamente investigações com o ministério da justiça. Essa emenda, de certa forma, é uma cacetada no serviço de inteligência da Receita Federal e mais um impedimento para que a corrupção seja revelada como aconteceu com a Lava Jato.

A devolução do COAF para a economia baseou-se no fato de que na grande maioria dos países esse tipo de órgão de fiscalização fica ligado ao seu respectivo ministério da economia, e que, então, seria um descompasso com a modernidade vinculá-lo à pasta da justiça.

Seguindo esse raciocínio, pergunto então aos nobres parlamentares: na imensa maioria dos país, condenados começam a cumprir a pena após condenação em segunda instância, e em muitos país já após a condenação em primeira instância, não deveríamos estar seguindo também esse exemplo de modernidade?

A verdade é que a democracia exercida no Brasil não é mais capaz de resolver os graves e crônicos problemas da governança do país. Com as atuais composições do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal o Brasil não sairá desse atoleiro. O relatório e os destaques aprovados na Comissão da Reforma Administrativa deixaram isso cristalino. O compromisso do parlamento é com o atraso, com a corrupção e com a impunidade.

Não há solução democrática que não parta do povo brasileiro. Só a sociedade civil tem o poder de promover as mudanças necessárias. Enquanto cada cidadão continuar trabalhando e gerando impostos para financiar essa palhaçada toda sem reação, eles continuarão fazendo tudo como sempre fizeram.

Os que sonham com uma intervenção militar, lamento, mas não creio na hipótese. Penso que ela não é nem uma hipótese remota. Seria uma resposta dura, mas que não faz parte do cardápio de soluções para o Brasil, pelo menos nesse momento. Já uma revolução civil, essa sim, é possível e viável. E ninguém tem que pegar em armas ou praticar atentados para mostrar a força do povo. Bastaria parar de gerar impostos. Em uma semana sufocam-se os municípios, em duas os estados, em três o governo federal. O país apenas para, sem que uma gota de sangue precise ser derramada em lugar algum. Mas isso é utopia.

O povo brasileiro é acomodado, comodista, sonhador, acredita em salvadores da pátria e heróis, e entende que a cidadania pode ser terceirizada para um deles. E os políticos sabem disso, e se deleitam com essa leniência e capacidade de procrastinação do povo.

Estamos no quinto mês do governo de Jair Bolsonaro, e ele ainda não conseguiu governar da maneira como disse que seria enquanto candidato. Um governo recheado de crises internas e externas, um congresso absolutamente adverso que juntamente com um judiciário irresponsável ajuda a criar impactos negativos para os cofres públicos, e um povo incapaz de reagir à altura dos acontecimentos. Esse é o Brasil.

Não há muito de positivo a esperar da votação nos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados na votação do relatório da Comissão da reforma administrativa. A comissão quis devolver o Brasil aos bandidos. Agora os bandidos votarão dizendo se querem o Brasil de volta. E nós, mais uma vez, ficaremos só olhando.

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Violência no Ceará é o antiBrasil em funcionamento

Poucos são os fatores que fazem com que facções se unam para fazer alguma coisa, uma delas é ter um inimigo em comum. No caso da violência desencadeada o inimigo é o estado. Mas não é o estado do Ceará. O alvo é o governo de Jair Bolsonaro, que tem como meta fazer do enfrentamento à criminalidade uma política de estado.

O antiBrasil se divide em dois grupos básicos: o dos bandidos que não querem ser punidos e o dos bandidos que não querem parar de roubar. Mas o que isso tem a ver com a violência no Ceará? Tudo. As facções criminosas só existem porque existe um sistema político-jurídico-policial que permite. E o controle disso tudo está nas cabeças de cada uma dessas categorias.

Era claro que haveria uma reação do sistema contra o que pretendem Bolsonaro e Sérgio Moro no combate à criminalidade em todos os níveis. Mas é mais fácil e incisivo organizar uma reação que produza violência social do que enfrentar o novo governo no congresso nacional através das ideias. A esquerda brasileira não aceita perder, muito menos renovar o modus operandis.

A esquerda brasileira ainda age como se estivesse em 1968. A diferença é que há 50 anos atrás ela era representada por cerca de uma centena de retardados. Hoje, são milhões, são associados ao tráfico de drogas, às facções criminosas, às FARCS, e os fuzis entram no país às centenas e estão nas mãos de milhares de retardados, inclusive nos movimentos sociais.

A situação do Ceará faz parte do rol de ações que visam desestabilizar o governo de Jair Bolsonaro desde o princípio, de preferência produzindo e tentando debitar algumas dezenas de cadáveres na conta do presidente e do ministro Sérgio Moro. E precisam fazer isso com urgência insistência é urgência porque sabem que as mentiras contadas durante todos os anos no poder, e em especial agora na campanha eleitoral, cairão por terra, e será natural que boa parte da militância cobre, do PT e da esquerda, por ter sido enganada tanto tempo.

Hoje já é quarto dia de governo Bolsonaro. Nenhum tanque de guerra ou carro de combate foi para a rua. Nenhuma milícia antigays foi formada ou espancou alguém. Nenhum negro foi mais vítima de racismo do que já tenha sido em outro momento, nenhuma mulher foi espancada em nome da direita, nenhum jornalista ou político foi preso ou torturado em nome de coisa alguma.

Esses são apenas os exemplos práticos usados pela própria esquerda para apresentar aos eleitores o que poderia ser o governo Jair Bolsonaro.

O Bolsa Família não acabou, os programas sociais não foram encerrados ou alterados, os trabalhadores não têm menos direitos do que tinham no último dia de 2018, nenhum estado de exceção foi implantado, os militares continuam fazendo ginástica e jogando vôlei nos quartéis, e a esquerda não sabe como explicar para sua militância o porquê da catástrofe bolsonarista não ter se concretizado como prometido e profetizado.

Lula continua preso e parece cada dia mais propenso a continuar assim. Em fevereiro a juíza Harter deve pronunciar a sentença que envolve o terreno do instituto Lula e a cobertura de São Bernardo do Campo, e certamente, imputará mais uma pena significativa na ficha corrida do ex-presidente que necessitará de mais uma série de mentiras e versões hollywoodianas para tentar continuar convencendo os incautos de que ele é um inocente.

Assim, na falta de argumentos fáticos, na clara deterioração da imagem da esquerda, fortemente associada à corrupção, aos ditos movimentos sociais que invadem propriedades privadas agrícolas e urbanas, é mais fácil e surte mais efeito aterrorizar a população e provocar uma reação do governo que gere um fato novo que possa ser usado como discurso, de preferência baseado em violência Roque produza “óbitos úteis” à causa.

Não imaginemos que esse tipo de ação violenta ficará restrita ao Ceará, e que o tipo de violência praticada ficará restrito a pôr fogo em ônibus. O que estamos presenciando é um ataque direto ao estado democrático de direito, às autoridades constituídas, às instituições, à constituição e ao povo brasileiro.

Ao desafiarem abertamente o governo Jair Bolsonaro essas facções criminosas fazem o que a bandidagem infiltrada na política e na justiça não podem fazer de cara limpa. Através da violência, da qual ele mesmo foi vítima, a ORCRIM, nas suas mais altas instâncias de poder, manda um recado de que vai jogar o mais sujo que puder para que nada mude no Brasil.

Cabe agora ao governo uma resposta incisiva para debelar a violência urbana no Ceará e para isso é preciso que as forças de segurança envolvidas nesse enfrentamento tenham autorização para agir como deve agir a polícia quando enfrenta bandidos.

O Ceará não pode virar exemplo para que essas mesmas facções criminosas se animem a reproduzir a violência urbana nos presídios e em outras cidades do país. Contudo, para que isso não aconteça, exemplar tem que ser a resposta das tropas federais enviadas pelo governo Jair Bolsonaro. É bom que o antiBrasil e a bandidagem associada saibam que no governo Bolsonaro as tropas federais não se deslocam à passeio.

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Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT. Assim será 2019.

Foi assim contra Sarney, Collor e Fernando Henrique. Porque seria diferente com Bolsonaro?

Antes da prática de corrupção se tornar sua maior especialidade, o PT era especialista em antigoverno. Da redemocratização em 1985 até o dia da posse de Lula, tudo que o PT fez foi para tumultuar o ambiente político: criar instabilidades, provocar greves, protestos, criar celeumas no Congresso Nacional, votar contra tudo que não viesse da esquerda, apresentar seguidos pedidos de impeachment, se recusar a assinar a constituição, votar contra o plano real, destruir reputações.

“Si hay gobierno, soy contra!” Essa frase, atribuída a Che Guevara, na verdade não pertence a ele. “Na verdade, a origem da máxima estará na historieta anedótica do anarquista vítima de naufrágio que, ao chegar à praia de um país desconhecido, logo proclama perante os seus acolhedores habitantes: “Obrigado por me salvarem! Mas se há Governo, sou contra!” Mas ela é pouco para o PT. A frase que melhor define o partido seria “si hay gobierno que no sea mío, soy contra” (se há governo que não seja meu, sou contra).

O PT já se preparava para ser antigoverno Bolsonaro. Não engoliria uma derrota para ninguém, muito menos para Bolsonaro. Mas ele ganhou. E o cenário, que já era ruim, com Sérgio Moro no Ministério da Justiça ficou muito pior. O maior combatente que a corrupção já teve em toda a história do Brasil, profundo conhecedor de todos os meandros desse câncer na política brasileira, e algoz de Lula, vai comandar a justiça.

Assim, já não bastará mais ao PT ser apenas antigoverno. O partido terá que se assumir também antijustiça, o que Gleisi Hoffmann já começou a fazer. Segundo o site O Antagonista, “Gleisi Hoffmann apresentou um projeto para sustar o decreto de Michel Temer que cria uma força-tarefa de enfrentamento ao crime organizado.” É isso mesmo, um projeto que combate o enfrentamento ao crime organizado.

Mas não ficou nisso. Antes mesmo disso, após a reunião da executiva nacional do PT, Gleisi Hoffmann informou que “o partido sugere proteção física e retaguarda jurídica” para os grupos MST e MTST, em contraponto ao projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados para qualificar como terrorismo as ações desses grupos ao invadir propriedades privadas.

Sem a maioria que durante os governos petistas, alimentada por mensalões e petrolões, permitia que o partido aprovasse ou barrasse o que quisesse, o PT não vai poder contar apenas com os gritos de Maria Rosário, as caras e bocas de Gleisi ou a verborragia cínica de “Paulos Pimentas” e “Josés Guimarães”. Sabem que o antipetismo também frequenta as bancadas do congresso nacional.

Penso que 2019 veremos um embate entre corruptos e anticorruptos como nunca se viu antes na história desse país. Mas penso também que no final dele os mocinhos prevalecerão sobre os bandidos, e poderemos, então, em 2020 ter um clima político que possibilite ao Brasil traçar com mais assertividade o rumo do seu futuro.

Entretanto, enquanto a posse não vem, o PT e a esquerda farão de tudo para melar o jogo como for para tentar impedir até que Jair Bolsonaro tome posse em 1° de janeiro de 2019. Não à toa, hoje mesmo, o general Sérgio Etchegoyen disse para o Estadão: “O GSI não comenta detalhes de sua responsabilidade com a segurança presidencial, mas confirma que existem ameaças contra Jair Bolsonaro que efetivamente preocupam”.

É preciso que venham à luz, urgentemente, o resultado das investigações sobre a tentativa de assassinato de Bolsonaro por Adélio Bispo de Oliveira, assim como o teor das delações premiadas de Antônio Palocci e Marcos Valério. O povo brasileiro precisa conhecer essas verdades, que além de elucidar o sistema de corrupção criado pelo PT em seus governos, vai retirar da boca de muita gente os discursos hipócritas que insistem em sustentar.

O PT voltará a ser o que sempre foi, um partido antidemocracia, sem a menor vocação para conviver com a alternância de poder. Ser antigoverno passa a não ser apenas estratégia, mas também sua única saída, enquanto os 30 de seus 62 eleitos são apenas investigados ou réus, pois do jeito que esperamos que a justiça funcione, corre o risco de boa parte desses investigados ou réus adquirirem o status de presos.

De verdade mesmo, o PT será o que sempre foi, um partido interessado apenas em si mesmo, em suas ideologias, em sua manutenção no poder a qualquer preço, lícito ou ilícito (com preferência para a segunda hipótese), e antiBrasil, porque só participa e endossa aquilo que vem dos seus ou que condiz com seus interesses.

E depois não entendem de onde veio o antipetismo.

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Sérgio Moro no Ministério da Justiça será um “Sérgio Morto”. Não aceite.

Euforias precisam ser contidas, muitas delas implicam em atitudes de extrema burrice e descompasso com a realidade, como é o caso de indicar o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma coisa seria tê-lo no STF, e também não agora. Outra coisa é “enterrá-lo vivo” no ministério da justiça. Um ministro da justiça pode muito menos do que um juiz, e ainda pode ser demitido da função, por não apresentar resultados satisfatórios ou até mesmo por pressão política e midiática.

Por que Sérgio Moro é Sérgio Moro? Porque ele é juiz, e apesar do STF, foi na primeira instância que ele começou a mudar a história do Brasil. Jogado no Ministério da Justiça ele deixará de sentenciar para ser sentenciado. Ministro da Justiça é um cargo político, que a gosto do presidente em exercício poderia ser até o Tiririca ou a brilhante petista Regina Sousa, porque não tem que, necessariamente, ser alguém ligado à justiça, basta que seja politicamente ligada ao presidente.

O juiz Sérgio Moro tem como maior mérito o estrito cumprimento da justiça, independente do que o acusam aqueles que têm sido alcançados por ela. Parece ser difícil aos políticos e militantes, especialmente do PT, entender que eles só são as maiores vítimas do juiz Sérgio Moro porque eles são os protagonistas dos maiores crimes de corrupção cometidos contra o país, tendo a Petrobrás como maior vítima, motivo pelo qual o escândalo foi chamado de “Petrolão“. E quem mandava no país no período era o PT, que deixou a coisa correr solta.

Contudo, desde que o escândalo do “Petrolão” eclodiu e expôs a sujeira política até as vísceras, a Lava Jato foi sendo dividida e distribuída para outras varas da justiça federal, tendo, hoje, ramificações em quase todos os estados, com ênfase para o trabalho de juízes como Marcelo Bretas no Rio de Janeiro e Vallisney de Souza Oliveira em Brasília, cujas sentenças tem colocado na mira da justiça e na cadeia políticos que não são do PT. Já tem presos do PSDB, MDB, PP e gente enrolada em grande parte dos partidos.

Quem já trabalhou com vendas na vida deve ter ouvido a expressão que fala que “um bom vendedor não será necessariamente um bom gerente”. Penso que isso se aplica também a essa ideia de levar Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

Na primeira instância, Sérgio Moro depende dele. No Ministério da Justiça ele dependeria da burocracia, do corporativismo, dos interesses, dos vazamentos, da política. Hoje, Moro recebe a denúncia do MPF, a Polícia Federal investiga, ele valida provas e indícios, interroga, sentencia, condena e manda o preso para a cadeia ou absolve e manda para casa. No Ministério da Justiça não fará nada disso.

O assento correto para Sérgio Moro é o STF. Mas também não agora. A Lava Jato precisa de Sérgio Moro porque ele é um dos poucos que conhece cada mínimo detalhe da operação, dos personagens envolvidos, dos crimes cometidos, coisas que outro juiz, mesmo com todo o apoio do mundo que possa receber, levará tempo para saber.

E por que não Moro no STF agora? Porque o próprio STF anda precisando passar por uma Lava Jato. Porque o STF age contra a Lava Jato, Porque no STF existem personagens com os quais Sérgio Moro não se misturaria e não deveria nem ser visto sentado no mesmo plenário.

Álvaro Dias, durante sua campanha eleitoral, tentou alavancar sua candidatura explorando a ideia de colocar Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Em um dos debates esse anúncio soou inclusive como desespero, como quem diz “prestem atenção em mim!”, mas não colou.

Jair Bolsonaro não pode cair na mesma cilada. Muito menos Sérgio Moro deveria ceder.

A divisão mais importante da Lava Jato continua sendo Curitiba, e ela depende fundamentalmente da seriedade, da competência e da independência de um juiz que fez o Brasil inteiro ter respeito pela justiça novamente, ao contrário do Ministério da Justiça que nos governos Lula, Dilma e Temer foi ocupado partidariamente e, especialmente no governo Dilma e Temer, fez de tudo para enterrar a Lava Jato.

Sobre o STF, estrategicamente aparelhado por Lula, Dilma e Temer, nem preciso falar muito. O Brasil sabe do que certos membros da mais alta instância da justiça têm sido capazes, inclusive jogando no lixo o trabalho do próprio Sérgio Moro. Vejam aí José Dirceu livre, mesmo condenado a mais de 30 anos de cadeia.

Que Jair Bolsonaro, deixe Sérgio Moro aonde está, e que Sérgio Moro, aguarde para ir para o STF na hora certa, um assento que sem dúvida ele merece, mas sem pressa.

O Brasil precisa de um juiz Sérgio Moro vivo e não enterrar um excelente juiz no Ministério da Justiça.

Se Bolsonaro quer mesmo que a justiça impere no nosso país, deixe quietos aqueles que realmente fazem com que ela seja cumprida.

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Lula continua preso, José Dirceu continua solto, a justiça continua a mesma

Sérgio Moro teria sido ovacionado pela imprensa brasileira se no lugar de Lula o habeas corpus tivesse sido impetrado em favor de Fernandinho Beira Mar, Marcola ou outro traficante de mesmo grau de periculosidade. Não faltariam elogios à nobreza do juiz de primeira instância que interrompeu suas férias para impedir um esquema para soltar um bandido. Mas o bandido em questão é Lula.

Nada foi ao acaso. Nem a data, nem o momento, nem o juiz de plantão (que por mais visualização que possa a dar a este artigo no Google eu me nego a reproduzir), nem o teor do HC, muito menos os impetrantes. Um esquema vagabundo, urdido ao estilo gangsterista que é comum a quem está acostumado a praticar crimes por troca de favores e ameaças.

O juiz plantonista foi indicado por Dilma Rousseff. Trabalhou com Tarso Genro. Foi filiado ao PT por 19 anos. Tem foto com Lula. Tem foto com Fidel Castro. Foi o único juiz do TRF4 a votar a favor de uma investigação de Sérgio Moro. Podemos dizer que ele é o “Dias Tóffoli do TRF4”. Não tinha como dar certo.

Porém, é preciso mais do que audácia para tentar um absurdo desses. É preciso inteligência, coisa que Wadih Damous, Paulo Teixeira e, principalmente, Paulo Pimenta não tem. Esse tipo de golpe, tão característico dos que costumam acusar os outros daquilo que fazem, precisa de um cérebro para ligar os pontos e encontrar a oportunidade. E cérebro não apenas foi solto pela Segunda Turma do STF, como teve revogada qualquer medida cautelar e até mesmo a tornozeleira eletrônica.

José Dirceu é o cérebro do PT. Lula nunca teria chegado ao Planalto sem José Dirceu, nem teria permanecido lá sem a permanente ajuda dele. Antônio Palocci até assumiu suas funções diretas em relação à Lula, mas Palocci só tem capacidade para planejar crimes contra os cofres públicos, não tem a mente maligna de Dirceu, não é soldado do PT.

As principais ofensivas do PT contra a Lava Jato e contra a justiça em geral, se deram nos períodos em que José Dirceu estava solto. E não foi diferente agora. Sozinha na presidência do PT, com Lula e José Dirceu presos, Gleisi Hoffmann só aprofundou a desgraça do partido. Não havia um mentor ou uma mente capaz de dar direcionamento às ofensivas permanentes contra a realidade. Então soltaram José Dirceu, às vésperas do sempre vergonhoso recesso judiciário.

A situação vista no TRF4 nesse domingo, 8 de julho de 2018, demonstra como a destruição do judiciário, iniciada no STF chegou às instâncias inferiores. Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Ricardo Lewandowski estão fazendo escola. Na figura desses 4 ministros, o STF dá aulas diárias de ativismo partidário, corporativismo, compadrio, protecionismo e, o pior exemplo, de cumplicidade com a criminalidade do colarinho branco, e sabe-se lá mais com que tipo de atividade ilícita.

E se um ministro do STF defende “os seus”, porque não faria um juiz do STJ ou dos TRFs, ou mesmo da primeira instância? Lula não é querido apenas nos tribunais superiores. Grande parta dos juízes de segunda instância e do STJ também foram nomeados por Lula ou Dilma, assim como ministros do Tribunal de Contas. Imagine você quanto vale ganhar o direito a uma aposentadoria dessas?

Lula continua preso, mas não se sabe por quanto tempo. Essa não foi a última tentativa de tirá-lo da cadeia, e não terá sido também a última tentativa estúpida de o fazer.

José Dirceu continua solto, mas não se sabe por quanto tempo. Essa não foi a primeira vez que tiraram ele da cadeia e não faltará quem aceite comprometer a biografia para cometer essa estupidez novamente caso ele volte a ser preso.

E a justiça brasileira continua a mesma, com uma gangue de ministros diariamente interpretando as leis de acordo com o “réu” do dia.

Talvez a única coisa 100% certa na Constituição Federal de 1988 foi chamá-la de “Constituição Cidadã”, afinal, a dureza da lei só é aplicada ao cidadão comum. Não custa lembra que no dia 30 de junho de 2018, apenas 10 dias atrás, Dias Tóffoli negou habeas corpus para um réu reincidente por furto de uma bermuda de 10 reais, a qual ele inclusive devolveu.

 

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O PT é o primeiro. Mas veremos a desintegração total da corrupção sistêmica.

Só o STF salva José Dirceu. Só o STF salva os corruptos. Só o STF salva o STF, fechando, para isso, acordos e compromissos espúrios com todo mundo, inclusive com o PT, aliás, cujos parlamentares se tornaram assíduos frequentadores de corredores e determinados gabinetes. Tudo institucional, claro.

O PT pode não estar acabado no ponto de vista de quem ganha um sanduíche de mortadela e 30 reais, mas seu comprometimento é tão profundo que, a partir de janeiro de 2019, corre o risco de não ter nem quem fale por ele ou consiga arrecadar o dinheiro do sanduba e da diária de 30 pilas. A esmagadora maioria de gritões e falastrões está mais para escrever cartinha de trás das grades do que ler cartinha enviada da cadeia por alguém.

A delação de Antônio Palocci está por pouco para ser homologada. Pelo que especula a imprensa, vai faltar ventilador. Lula, Dilma, José Dirceu, Guido Mantega, José Sérgio Gabrielli, Graça Foster, Gleisi Hoffmann, todos foram finalmente dedurados por Palocci, e falo dedurados porque teriam sido delatados lá atrás se o MPF tivesse feito o acordo, mas como ninguém deu bola para o italiano, e ainda lhe cagaram na cabeça, o que ele fez agora foi dedurar mesmo. Não sei porque não entregou as togas, segundo o que dizem ele não concordou em incluir essa parte da podridão no acordo.

Mas o que realmente torna o momento interessante é ver que o MDB segue o mesmo caminho do PT, assim como o PSDB. Todos em processo de desintegração, tendo em seus protagonistas um elenco de encrencados com a Lava Jato e outras operações e modalidades de criminalidade. Para quem nunca acreditou que Lula seria preso um dia, com um mês e meio de cadeia e todos os recursos – até agora – negados, imaginar que Renan Calheiros e Aécio Neves possam ter o mesmo destino já não é uma fantasia.

A Lava Jato pegou a espinha dorsal do sistema de corrupção sistêmica implantado e superdesenvolvido nos governos do PT, com a cumplicidade, apoio, oportunismo e gula do MDB. Tudo isso com a aquiescência do PSDB, que continuou tendo suas oportunidades para a prática de delitos criminosos sem ser molestado, uns fazendo vista grossa para os outros.

Sérgio Moro, Marcelo Bretas e Vallisney Oliveira ultrapassaram todos os limites a que se auto impunha a justiça brasileira de primeira instância, até então de comportamento subordinado ao establishment. E conseguiram isso por três motivos simples: se prepararam para estar aonde estão, utilizaram extremamente os limites da lei e fizeram cumprir a lei.

Sempre haverá quem vai dizer que Moro descumpriu a lei quando divulgou os áudios de Lula e Dilma. E sempre haverá também quem dirá que é dever de um juiz federal revelar o acometimento de um crime quando ele sabe que está sendo cometido, e se ele não fizer isso estará prevaricando. Por outro lado, se isso foi um ultrapassar de limites, que bom que ele teve essa coragem, e que outros mais tenham a mesma.

O final dessa legislatura em 31 de dezembro de 2018 será a despedida da pior representação legislativa, judiciária e executiva de toda a história do Brasil. Nunca soubemos tanto sobre o funcionamento das engrenagens da corrupção, jamais imaginamos o volume de dinheiro que isso envolveu desde a redemocratização do Brasil, em momento algum tínhamos tido até então a clareza do preço que a sociedade para com tanta roubalheira.

É quase impossível imaginar que exista 1 único município entre os 5570 do Brasil que não tenha algum escândalo de corrupção na câmara municipal ou na sua prefeitura. E é certo que não há 1 estado brasileiro entre os 27 que não tenha um escândalo de corrupção na sua assembleia legislativa ou no governo do estado.
Nos governos federais, os escândalos se sucedem desde a posse de José Sarney em 1985, época em que Lula era inimigo mortal de José Sarney, Michel Temer, Fernando Collor, Fernando Henrique. Mas nós éramos muito mais bobos do que somos hoje, apesar de muito bobos ainda.

Usando a física como referência quando afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, a desintegração desses partidos é a oportunidade para a concretização de um novo movimento de patriotismo e espírito de civilidade e nacionalidade. Esse espaço precisa ser preenchido por uma nova mentalidade sobre cidadania acima de ideologias, já não faz o menor sentido que o povo brigue por elas quando os próprios políticos apenas as usam como escudo e não tem nenhum real compromisso com o que pregam.

A corrida eleitoral começa a se aproximar da parte mais fina do funil, as alianças e repúdios começarão a ficar mais assanhados, os discursos cada vez mais mentirosos, as promessas cada vez mais utópicas ou radicais, e acabaremos elegendo um presidente, seja ele qual for, por exclusão e não necessariamente pelos seus méritos pessoais, ainda que os tenha.

Por esse critério, Jair Bolsonaro continua representando a maior expectativa por mudanças e o provável segundo turno com ele será o verdadeiro todos contra um, talvez a maior aliança de partidos da história contra um único candidato, PT, MDB, PSDB, DEM, STF (ops, esse não é partido) encabeçando a luta, quer dizer, se o processo de desintegração não levar mais meia dúzia de cabeças até as eleições.

A verdade é que a desintegração do PT e da corrupção sistêmica era tão improvável que acabou acontecendo.  De modo que podemos pensar que existem outras improbabilidades possíveis, como o povo reagir, uma intervenção militar… afinal, somos ou não somos o país onde o improvável sempre acontece?

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