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Partido político ou só uma combinação de letrinhas na sopa?

Partido político ou só uma combinação de letrinhas na sopa?Qual partido político está realmente preocupado com o Brasil? Todos dirão que estão. Mas tem algum partido realmente preocupado com o Brasil?

Temos o mais moderno sistema eleitoral do mundo e a pior representação política de toda nossa história. E quiçá ficasse apenas na representatividade política. Temos também a pior representatividade judiciária da história republicana, juízes e ministros que não deveriam ter ou tomar partido, mas que fazem política no judiciário.

Não importa nesse momento citar siglas, nem as antigas, nem as novas. Não há novidade na política atual. Os discursos estão cheios de utopias, ufanismos, propostas indecentes, e a mesma capacidade de sempre de se apresentar como novidade ou como a solução para todas as mazelas do país. Como disse Cazuza, “Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O que estará em disputa nessa eleição não é o futuro do Brasil, mas o futuro de políticos e juízes. E esmagadora maioria dos candidatos postos até o momento está comprometida com o futuro desses políticos e juízes, porque seus passados já estão há muito tempo. Não há partido ou viés ideológico. A briga, para ficar no poder ou retomar o poder, é vencer a todo custo, com o compromisso tácito entre eles de que uma megaoperação pós vitória vai livrar a cara de todo mundo.

Talvez até tenhamos candidatos interessados no futuro do Brasil, mas nenhum partido trabalhará para isso, basta ver a divisão do bolo do fundo partidário que privilegiou nitidamente aqueles que buscam a reeleição para poder continuar a influenciar quem pode protegê-los. Sem mandato isso fica muito mais difícil. E se ainda por cima estiver preso a influência só vai funcionar sendo transformada em chantagem.

O que vemos é um grotesco espetáculo de pré-campanha, recheado de atores de quinta categoria, que em países sérios não se elegeriam vereadores em suas cidades. Coronéis, religiosos, militares, mentirosos compulsivos, presidiários, falsos santos. Nenhum deles apresenta uma proposta séria para o Brasil, que nesse cenário não passa de pano de fundo para protagonismos bizarros numa guerra de facções.

A política em Brasília equivale ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. São gângsteres instalados nos três poderes, uma minoria de ladrões ditando as leis e as regras de uma sociedade de 200 milhões de habitantes. Genocidas que matam através dos mais de 60 mil homicídios ao ano, das centenas de milhares de pessoas que morrem por falta de assistência médica decente.

Não há partido de esquerda preocupado com o povo brasileiro. Estão preocupados apenas em fugir da polícia federal e da justiça. Querem o poder.

Nenhum partido de direita está preocupado com o Brasil. Estão preocupados em derrotar a esquerda acima de qualquer coisa. Querem o poder.

É zero o número de partidos de centro preocupados com o povo brasileiro e com o Brasil. Estão preocupados em escolher uma aliança que garanta a vitórias nas urnas, não importa quem, nem de onde. As pesquisas eleitorais são os rumos desse vento.

Não há partido comprometido com um plano para o país. No Brasil, partido tem dono e não presidente. Ex-presidiário é dono, presidiário é dono, bandido é dono, religioso é dono, banqueiro é dono. Aqui se aluga partido, se compra e se vende partido, assim como vaga para concorrer a um cargo eletivo.

Alguém explique, por favor, porque um candidato se dispõe a pagar R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais) do próprio bolso numa campanha presidencial se ele ganhará cerca de R$ 1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil reais) em um mandato de 4 anos? No máximo R$ 3.200.000,00 (três milhões e duzentos mil reais) se ficar dois mandatos seguidos, mas para isso terá que fazer uma outra campanha eleitoral onde precisará gastar no mínimo os mesmos R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais).

Como essa conta fecha? Só com vontade cívica? Desejo de ajudar o Brasil?

De fato, não temos nenhum partido político no Brasil do qual devamos esperar alguma coisa. E poucos são os políticos que merecem alguma expectativa, até mesmo os que podem ser considerados bons, porque sozinhos eles não são nada.

Alguém precisa tomar partido do povo brasileiro e do Brasil. No mínimo o povo deveria fazer isso verdadeiramente.

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QUANDO FOI QUE O PT TRABALHOU PELO BRASIL?

O QUE REALMENTE EXISTE POR TRÁS DISSO?

Basta uma olhada de leve para a história recente do país para responder a essas questões.

Como oposição, o PT votou contra a constituição de 1988, votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e votou contra a CPMF de FHC. Elegeu-se falando mal de Sarney, de Maluf, de Lobão, de Collor, e de toda a fina casta empresarial brasileira, a que faz o país funcionar.

No poder, jurou honrar a constituição contra a qual votou, pedalou para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal contra a qual também votou, tentou comprar qualquer alma que aceitasse renovar a CPMF contra a qual coerentemente votou contra, e aliou-se a Sarney, Maluf, Lobão, Collor e toda a casta que ele, PT, decidiu que deveria ser a fina.

A mais comprovada capacidade do PT é a de se desdizer. Ninguém se desdiz com tanta habilidade, veemência e naturalidade como o PT. São incapazes de ficar rubros quando se vêem obrigados a desdizer algo que foi desdito ontem sobre alguma coisa que desdisseram no verão passado.

Para ser PT, o PT não pode deixar que nada dê certo. Não permitir que o outro faça alguma coisa positiva é sua única chance de insistir num modelo comprovadamente falido aonde foi implantado. Então, o PT não precisa fazer nada além de ser contra, de ser PT.

Desde a eleição de Lula, o primeiro operário a chegar ao poder, sem que o eleitor soubesse, a cada sufrágio ajudava a encaminhar o naufrágio.

Quando todos já sabiam que o Comandante Lula havia esbarrado feio num iceberg, deram a ele uma nova chance para seguir no navio. Quando ele saiu, já com a água pelas coxas, o povo topou colocar Comandante Dilma no comando. E mesmo depois dela ter enfiado o navio num arquipélago de icebergs e estar caminhado direto para um praticamente sem chance de retorno, resolveram deixar ela lá.

O Brasil talvez tenha sido salvo do impacto final graças ao motim de uma parte da tripulação que, antes disso, era especializada em roubar sorrateiramente os passageiros, além de comandar o rentável negócio de tráfico de boltes salva vidas para passageiros e tripulantes. E ninguém tem chance de sair do navio sem a ajuda deles. E foi o PT, mais uma vez, que escolheu sua própria tripulção, numa dessas desditas de sempre.

O PT nunca trabalhou pelo Brasil e muito menos pelos brasileiros. E é triste que a maior parte dos petistas não tenha percebido isso, ou não queria perceber, ou nem consiga perceber, até porque esse entendimento implica em ter que assumir que foi feito de tolo nos últimos 15 anos de sua vida. Talvez semelhante ao impacto da criança quando descobre que papai noel realmente não existe.

Os outros partidos são iguais? Não, não são iguais ao PT. Ainda que o sejam enquanto sujos e corruptos, muitos partidos tiveram participação positiva no futuro do Brasil. E para não usarmos exemplos de hoje, fiquemos com as 15 usinas hidrelétricas feitas no governo Médici, ou na CLT de Vargas, ou na industrialização de Juscelino. Não houve corrupção? Sim, houve corrupção, provavelmente muita. Mas isso quando corrupção significava apenas ganhar uma comissãozinha por alguma coisa.

A única coisa que o PT fez pelo Brasil foi loteá-lo. E para um partido que tanto cita a história de injustiça contra o povo, nada mais lógico do que o resgate das capitanias hereditárias, quando o país todo era de um só dono e todos rendiam homenagens e tributos ao Rei, que na versão petista deveria ser Lula.

O PT sempre trabalhou apenas para o PT.

O país deu PT.

PT saudações.