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Palocci pode calar muita gente. Está na hora de sabermos o que ele falou.

Palocci pode calar muita gente. Está na hora de sabermos o que ele falou.O Ministério Público Federal não quis fazer acordo com de Antônio Palocci. Rejeitaram o conhecimento de alguém que viveu nas profundezas do lulopetismo, sendo linha de frente desde o início do PT, além de ter sido fundamental para que a corrupção chegasse à profundidade que chegou.

Acontece, a Polícia Federal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal a fechar acordos de delação premiada, se interessou pelo que o “língua presa” tinha para falar. E fechou uma delação com ele. Consta que a delação tem 28 anexos. Só o primeiro deles veio a público, pouco antes de eleição, quando Sérgio Moro anexou esse capítulo da sujeira ao processo de Lula sobre o terreno que a Odebrecht comprou para o Instituto Lula e sobre a cobertura vizinha ao seu apartamento em São Bernardo.

Para isso, antes, teve todo o processo de demora na homologação da delação de Palocci para o TRF4, outra novela. O Desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato na 8ª Turma do TRF4, demorou uma eternidade para homologar. Cumpriu rigorosamente todos os pré-requisitos, validou todas as provas apresentadas por Palocci à Polícia Federal, deu vistas ao MPF, depois pediu o parecer do MPF sobre a validação das provas e, por fim, homologou, em 22 de junho de 2018, portanto há 4 meses atrás.

A eleição acabou, o PT perdeu, Lula perdeu dobrado. Já não há mais motivos para manterem sob sigilo a delação de Palocci. Aliás, não há mais motivo para manter sob sigilo da delação de ninguém. Marcos Valério é outro que também fechou delação com a Polícia Federal e que já teve mesma homologada pelo ministro Celso de Mello, do STF. Mais um sigilo que precisa cair para que, finalmente, possamos saber os detalhes sórdidos da quadrilha comandada pelo maior bandido que já passou por esse país.

Não há mais justificativa para a manutenção desses segredos. Mas há muitas justificativas para que eles sejam revelados, um deles é dar um choque de realidade na gangue petista que ainda ocupa cargos no Congresso Nacional e que se sustenta em mentiras que as delações de Palocci e Marcos Valério podem desmentir, além de revelar fatos e nomes que esclareçam culpas e responsabilidades.

Mais do que isso, a delação de Palocci ajudará a pôr fim numa insurgência absurda e burra que o PT pretende comandar para criar um clima de desordem e desobediência que podem levar o país a um conflito que só mesmo a eles interessa. O PT quer transformar-se em vítima da legítima vitória de Jair Bolsonaro, tentando colocar o país contra o presidente eleito que só tomará posse daqui a dois meses. E é nesse período que eles pretendem afrontar o Brasil, as instituições e o povo que deu ao Capitão 57 milhões de votos.

O Brasil precisa e merece saber o conteúdo da delação de Antônio Palocci. Só assim muita gente ficará definitivamente calada, especialmente Lula e seus petistas amestrados.

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Palocci soltou a língua para ficar solto ou para Lula ficar preso?

A despeito do que pensa o Ministério Público Federal, 6 dos 11 ministros do STF já votaram a favor de a Polícia Federal fazer acordos de delação premiada como o de Palocci. Acordos que, inclusive, foram homologados como, por exemplo, o da ex-amante de Alberto Yousseff Nelma Kodama e outros.

A verdade é que a Polícia Federal deve não apenas poder fazer os acordos, como também, no caso de Palocci, receber um prêmio de fonoaudiologia. Tirou o freio da língua de Palocci sem cirurgia.

Será que ele falou tudo? Provavelmente não. Membros do Ministério Público Federal estranham que Palocci não tenha citado ninguém com foro privilegiado, o que faria com que sua delação tivesse que ser homologada pelo ministro Edson Fachin, responsável no STF pela Lava Jato, obrigatoriamente passando antes pela mão da Procuradoria Geral da República, que não quis fechar acordo com Palocci anteriormente.

Ora bolas, então está explicado porque ele não citou ninguém com foro privilegiado. Se falasse a delação iria para a PGR e não seria homologada. Não citando, cabe a Sérgio Moro homologar ou não o acordo. E muito provavelmente o acordo fechado deve ter sido pensado de maneira que a delação se referisse a temas específicos, deixando uma porta aberta para que uma delação complementar seja feita a partir da liberdade de Palocci. Se não for assim, apesar de fazer sentido para fatos imediatos, não faz sentido no todo.

Vamos ao fato. Todo mundo está apavorado, principalmente os imundos. Só José Dirceu, João Vaccari Neto, Paulo Okamoto, Guido Mantega e Dilma Rousseff tem o mesmo potencial destruidor que Antônio Palocci. Por mais que muita gente saiba de muita coisa, só esses têm o mesmo tipo de veneno que a língua presa de Palocci destila quando resolve se soltar. A outra seria Marisa Letícia, mas tanto ela quanto Chico Xavier já morreram, e carta dele já valei até como prova em absolvição.

E agora vejam vocês, até carta do Chico Xavier serviu como prova em um julgamento, e as delações de Marcelo Odebrecht, dadas de viva voz, de corpo presente, sem precisar de um médium para transcrever o que ele dizia, guardado em mídia digital periciável, espontaneamente, não serviram no julgamento da chapa Dilma e Temer no TSE e também foram retiradas do processo que julga os casos do sítio de Atibaia e da compra do Instituto Lula.

O PT só solta nota para sua própria militância. A mídia só publica porque pouco se importa com o conteúdo, o que importa é a audiência. E se bobagem da audiência, publicam sem dó e dão o máximo de destaque possível. Não se viu, por exemplo, a grande mídia espernear contra a recusa da PGR de fechar acordo de delação com Palocci.

Antônio Palocci é o primeiro grão cacique petista a expor com detalhes de estratégia o funcionamento do sistema lulopetista. Palocci conhece a estratégia macro, participou da elaboração e da execução dela. Enquanto foi ministro da Fazenda e, portanto, chefe do chefe da Receita Federal, só os otários pagaram impostos e foram investigados. Até pobres, como o caseiro Francenildo Santos Costa teve seus dados invadidos, a mando do próprio Palocci. É só uma questão de quantas e que tipo de ordens com esse nível de absurdo foram dadas em benefício e malefício de outras pessoas?

Os integrantes da esquerda sabem que o fim do teatro está próximo. Estão tentando criar para si mesmos um estado de vitimização coletiva, algo que possa ser usado como tese na tentativa patética de se defender do que já passou de indefensável. A delação de Antônio Palocci é a pá de cal na carreira da maioria dos políticos que se amontoa na porta da Polícia Federal de Curitiba.

O problema do Brasil continua sendo a justiça, a briga da parte que faz com a parte que nem faz e nem quer deixar fazer. A delação de Palocci com a PGR não andou nem com Janot e nem com Raquel Dodge porque é para não andar mesmo. Ainda que ele não cite nominalmente pessoas com foro privilegiado, a exposição das relações e meandros de quem deu com quem recebeu e como pagou irá respingar no governo e em dezenas de parlamentas do Congresso Nacional. Vai acertar também Fernando Pimentel. As evidências cuidarão de mostrar como os caminhos desses personagens se cruzam.

Falem o que quiserem os petistas, a realidade dos fatos está simbolizada no patético comício de Lindbergh Farias em Duque de Caxias, no qual nem um cachorro se interessou em chegar perto para mijar nas suas pernas. Lindbergh foi copiosamente ignorado pela população, exposto como um maluco falando sozinho com microfone na mão, gesticulando como se tivesse plateia, sem a menor noção do ridículo a que estava se expondo e expondo o partido e a causa que defende.

O PT é esse tipo de pastelão no qual personagens como Wadih Damous, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, Maria do Rosário, entre outros, não cansam de nos fazer rir quando, a cada aparição, aprofundam o ridículo que vivem. É, na verdade, impressionante ver a maneira como essas pessoas expõem a falta de caráter e compromisso com a verdade, consideração que estendo também a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Essas pessoas não perceberam ainda que não se constrói mais uma realidade alternativa como a que foi feita desde o fim do regime militar. Não dá para recontar a história no mesmo momento que ela acontece. Foi fácil fazer isso antes da informação se tornar imediatamente disponível a qualquer um em qualquer lugar. Um pseudo-ataque fascista ao acampamento do PT não demorou 2 horas para ser esclarecido. Ao invés de fascismo, um cara que teve seu carro apedrejado por seguranças do acampamento decidiu revidar a agressão. Sérgio Moro, Bolsonaro e Donald Trump não tiveram nada a ver com isso.

Pouco importa o motivo que o motivou. O que realmente interessa a todos é que Sérgio Moro homologue a delação de Antônio Palocci, e que dela surjam importantes esclarecimentos, muitas provas – principalmente e essencialmente provas – e possam dar origem a novas operações que terminem de minar a resistência daqueles que se escondem atrás do falseamento da verdade e do foro privilegiado. No mais, que Moro mande ligar o ventilador.

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O STF amarelou porque está com medo do Brasil esverdear

O simples twitte do general Villas Boas na véspera do julgamento de Lula no STF, mereceu críticas violentas do ministro Celso de Mello, que além de evocar memórias de um regime militar que salvou o Brasil do comunismo, chamou os militares de pretorianos, numa alusão à guarda pretoriana do exército romano. Não o fez para dar recado, muito menos para enaltecer a democracia. Aqui foi uma reclamação, porque o simples twitte do General foi um aviso. Para quem sabe ler, pingo é letra.

Também não por acaso, Gilmar Mendes, enquanto escarrava soberba em apartes e durante seu voto, fez menções ao nazismo e ao fascismo, que, mais do que regimes de governo, eram regimes militares. Também não foi crítica, nem ameaça, no máximo uma contra ameaça. E a maioria demais ministros do STF assistiu passivamente aquela fala recheada de ódio de quem oprime seus protegidos, sem falar na inveja da fama de Sérgio Moro estampada na cara. Chega a babar quando cita o nome do juiz de Curitiba.

Ricardo Lewandowski é o ministro que mais faz com que o STF pareça um teatro, porque ele é um péssimo ator, e fica fácil da gente identificar quando um ator não sabe atuar. Ricardinho, que, acredite quem ainda não sabe, foi indicado para Lula pelo dono do restaurante que o ex-palanque ambulante frequentava em São Bernardo do Campo. E, convenhamos, ninguém melhor do que um dono de restaurante para afirmar o notório saber e vida ilibada de um indicado ao STF.

Marco Aurélio Mello… coitado. Ele se auto intitula voto vencido porque não tem coragem de se nomear como um ministro com data de validade vencida. Continua no STF porque a PEC da bengala, que passou de 70 para 75 anos a obrigatoriedade da aposentadoria compulsória. E sabe-se lá qual foi a barganha que deu celeridade a votação dessa PEC no Congresso Nacional. Fato é que Renan Calheiros, Romero Jucá e, especialmente, o primo do ministro, Fernando Collor, que o colocou lá, ainda não foram molestados pela justiça, mesmo com os quilos de denúncias aceitas e investigações em andamento.

Quem parece que continua na base de apoio da ORCRIN, mas que tem se resguardado mais é o bacharel de toga Dias Tóffoli, tendo, eventualmente, aderido ao bloco que enfrenta Gilmar Mendes e sua turma. Mas não vale gastar mais uma linha falando dele. É um nada capaz de tudo.

Hoje, tivemos a finalização do julgamento do habeas corpus de Antônio Palocci, o réu confesso e delator que pode terminar de explodir os poucos alicerces da república e algumas caras que ainda posam de “bons moços”, inclusive, segundo ele, em tribunais superiores. Ele ameaça entregar 2 deles. E a mambembe encenação “em defesa da presunção de inocência” continuou, com um conjunto interpretativo de fazer inveja a teatrinhos de criança de maternal.

Confesso que chega a ser enfadonho falar de STF e dessa milícia de toga tantas vezes, reiterando sempre as mesmas suspeitas e certezas a respeito das intenções de um certo quinteto, que se fosse de cordas elas deveriam estar em seus pescoços. São pessoas mal-intencionadas, comprometidas com corruptos, com corruptores, com a manutenção do poder na mão desses quadrilhões partidários, que, tirando a elegibilidade e o foro privilegiado, em pouco diferem de facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte. No fundo, funciona tudo da mesma forma.

Palocci vai ficar na cadeia. O habeas corpus foi votado de todas as maneiras que podia e não podia, que devia e não devia. Até a prerrogativa do relator, Édson Fachin, de conceder ou denegar monocraticamente o habeas corpus de ofício foi posta em votação. E foi rejeitado em todas elas, e dessa vez até por Celso de Mello, que ontem fez parte dos 5 ministros que foram vencidos a favor de conceder o habeas corpus para a soltura de Palocci.

Coincidentemente, ontem pela manhã, o general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa deu uma entrevista para o jornalista Milton Cardoso, na Band AM de Porto Alegre (você pode ouvir o áudio clicando aqui), onde falou claramente sobre intervenção militar, dizendo que há tempos essa iniciativa ronda a caserna, e que tudo tem um limite, e ele enxerga que chegamos a esse limite.

Muito mais do que isso, o general Lessa dirigiu suas palavras diretamente ao STF, fazendo ásperos questionamentos e responsabilizando previamente os ministros da corte pela situação de insegurança jurídica que vive o país. O general Lessa falou em derramamento de sangue, vítimas, e tal qual fez inteligentemente o juiz Sérgio Moro, jogou a bomba no colo do STF.

Estamos chegando num momento crítico no Brasil, onde todos os que se movimentam contra o combate à corrupção e a favor da impunidade não estão tendo mais como se esconder atrás de votos eruditos e discursos floreados. É impossível frear a velocidade da informação. Nada é mais poderoso do que a informação, especialmente a informação correta, que abre mentes e ilumina pensamentos, nos deixado capazes de olhar a cara desses ministros e enxergar neles os verdadeiros farsantes que são.

O habeas corpus de Paulo Maluf, que poderia ser útil para salvar Lula da cadeia, teve a votação adiada para a próxima semana. A ADC do PEN, impetrada à boca miúda pelo advogado bandidista juramentado (tem gente que chama de criminalista) Kakay, já havia sido adiado no fim da tarde de ontem por Marco Aurélio Mello, a pedido do PEN, que se disse traído pelos plenos poderes que deu ao referido Kakay. Tempos estranhos, como diria o próprio Marco Aurélio Mello. Parece que o tempo está é fechando.

Gilmar Mendes que se cuide. Os ataques frontais feitos aos juízes Sérgio Moro e Marcelo Bretas, símbolos maiores do combate à corrupção, não ficarão impunes, coisa com a qual ele é tão acostumado. Muitos menos ficarão impunes as acusações de corrupção nos membros da Operação Lava Jato, mais especificamente o ministério público federal, de onde, inclusive, veio Gilmar Mendes, que nunca havia sido magistrado antes. O CNJ – Conselho Nacional de Justiça precisa investigar Gilmar Mendes, e não apenas por esse episódio.

Tempos estranhos, muito estranhos.

O Brasil verde-amarelou. O STF só amarelou. Morre de medo do verde.

Errata: a entrevista do General Lessa à Band AM de Porto Alegre foi no dia 1° de abril e não na véspera do julgamento do habeas corpus de Palocci, como consta no texto.

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Marisa Letícia. A galinha dos ovos de ouro de Lula.

Ditado que se aprende dos mais sábios, se você quer continuar a colher ovos de ouro, cuide da galinha. E foi o que Lula fez com Marisa Letícia. Cuidou dela para que ela, sem que ele soubesse, acumulasse um pequeno patrimônio de 11 milhões de reais em imóveis, planos de previdência privada e até um pretenso ganho de uma ação por danos morais contra o juiz Sérgio Moro.

Lula deveria lavar a boca quando imputa responsabilidades à sua falecida Marisa Letícia, pois enquanto ele vivia viajando pelo país era ela quem cuidava dos quatro filhos e administrava o patrimônio da família, tirando dele qualquer responsabilidade que não fosse se eleger presidente do Brasil. E era por isso que Lula não sabia do tríplex, do sítio e da dinheirama na previdência privada.

Marisa Letícia era, sobretudo, muito calada, não ficava colocando na cabeça do marido problemas de cotidiano como comprar um tríplex no Guarujá, ao qual ele teve que ir uma única vez arrastado, contra sua vontade, só para satisfazer um capricho da galega.

O que não se fala é que dos dois planos de previdência privada que aparecem no inventário, em nome da Marisa Letícia e dos filhos, não se incluem os planos de previdência privada bloqueados pela justiça. Se somarmos os 9,5 milhões de reais tomados à caneta por Sérgio Moro ao inventário de Marisa Letícia, a soma sobre para impressionantes 20 milhões de reais. Mais o tríplex, mais o sítio de Atibaia, isso chega nos 23 ou 24 milhões de reais.

Não se fala também nos valores circulantes pelas contas das Organizações Lulinhas da Silva, pelo Instituto Lula ou pela empresa de palestra LILS. E muito menos dos valores que certamente ainda estão perdidos por aí e que em breve também virão à tona, como fazendas no Pará e na Argentina e dinheiro em espécie, para o qual Antônio Palocci deverá dar o caminho.

Marisa Letícia não era santa, nem galinha, muito menos botava ovos de ouro. O que ela fazia mesmo era ocultar o dinheiro que Lula ganhava, servindo de testa de ferro para toda e qualquer necessidade do marido. Mas não era uma mulher inteligente o suficiente para entender o risco que correu a vida inteira sendo casada com quem era, inclusive o de levar muitos chifres.

E por falar em chifres, caberia à outra personagem de nome Rosemary Noronha, a explicação sobre a entrada em Portugal com um malote diplomático contendo 25 milhões de euros, coisa de 90 milhões de reais. Não se fala mais nisso. E ele está documentado pelo equivalente à Receita Federal em Portugal, pela empresa de transporte de valores que movimentou essa grana pelas ruas lusitanas e pelo Banco Espírito Santo, no qual o dinheiro foi depositado pela digníssima primeira-amante à época.

Fica a dica. A galinha dos ovos de ouro da justiça chama-se Rosemary Noronha. Marisa Letícia, que Deus perdoe seus pecados.

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Lula procura a luz no fim do túnel. Palocci enxergou o fim da linha.

LULA PROCURA A LUZ NO FIM DO TÚNEL. PALOCCI ENXERGOU O FIM DA LINHA.

NÃO EXISTE TRAIÇÃO NUM AMBIENTE ONDE TODOS SÃO TRAÍRAS E TRAÍDOS

Enquanto a grande e poderosa imprensa ainda escolhe lados e termos adequados para tratar da delação de Antônio Palocci, eu optei por seguir apenas a lógica, que talvez até corrobore a fala de Lula quando disse que Palocci é frio e calculista. Pois ele é. E não está errado.

Lula se digladia com um mundo de evidências e provas, procurando brechas e frases de efeito que possam reverter decisões e opiniões. Já Palocci apenas se rendeu a esse mesmo mundo de evidências e provas, e entendeu que preenchendo brechas e dando efeito às suas frases seria muito mais bem-sucedido. Ele foi frio e calculista ao render-se ao óbvio.

Palocci não está entregando Lula. Lula já foi entregue por dezenas de pessoas e fatos comprovados. Palocci não está nem mesmo afundando Lula, só está pulando fora do barco que mais cedo ou mais tarde vai afundar de qualquer jeito, e se ficar nele ainda terá um Lula se afogando tentando se agarrar nele para não morrer sozinho.

Um dos principais motivos pelo qual a estratégia de defesa de Lula não vai dar certo é porque ela conta sempre, necessariamente, com ações subterrâneas que possam mudar o rumo das coisas. Não há em nenhum momento uma ação de defesa que comprove que as acusações contra Lula são falas. Lula e seus advogados preferem continuar a acusar os acusadores.

Palocci já sabe o que é a cadeia. Muito mais inteligente que Lula, sabe também que não sairá dela se não assumir seu papel de acusado e colaborar para que as coisas sejam encaminhadas para a verdade.

Porém, não foi apenas o tempo de cadeia que mudou a maneira de agir de Antônio Palocci, nem tão somente uma questão de render-se às evidências. O PT abandonou Palocci. Lula abandonou Palocci. E Palocci não é soldado do PT como o idiota inútil João Vaccari Neto que provavelmente morrerá na cadeia para não ser ele o motivador da cadeia de Lula.

Não há mais como desqualificar Palocci, um dos mais qualificados petistas nos governos Lula e Dilma. Como não há mais como desqualificar delações, testemunhos e provas. Palocci sabe disso. Lula finge que não.

Que fique Lula com o inábil e arrogante Cristiano Zanin como guia nessa busca pela luz no fim do túnel, e que insista nisso até que seja tarde para perceber que a luz que se aproximava era a do trem vindo de frente. Difícil escapar vivo desse tipo de acidente. Palocci preferiu estar dentro do trem, e chegar confortavelmente ao fim da linha, mesmo que o trem passe por cima de Lula, fria e calculadamente.

ANtÕNIO PALOCCI. UM ASNO DESENCANTADO.

O PROBLEMA DE LULA AGORA NÃO É MAIS ENCANTAR ASNOS, MAS LIDAR COM OS ASNOS DESENCATADOS

No seu comentário de hoje na rádio CBN, Arnaldo Jabor falou de Lula e do lulismo como uma religião que cega as pessoas a ponto delas continuarem votando nele mesmo que tudo seja provado e comprovado, sem deixar dúvidas. Vou discordar.

Talvez isso fosse uma verdade um ano atrás, mas não hoje.

Lula vem tomando sucessivas sovas da justiça, das quais a condenação no processo do triplex é só a mais espetaculosa. Praticamente todos os recursos às instâncias superiores são negados, assim como são demolidas todas as estratégias de defesa cada vez que alguém abre o bico, via colaboração premiada ou não, como os casos de Léo Pinheiro, Renato Duque e agora Antônio Palocci. Esses falaram porque quiseram, e porque entenderam que chegou o fim da linha.

Ao contrário de João Vaccari Neto, um estúpido idiota útil que vai morrer na cadeia como idiota inútil, porque ninguém do PT fará nada para tirá-lo de lá, Antônio Palocci não é soldado petista, era oficial de alta patente; e não é idiota.

A tarefa de desqualificar o depoimento de Palocci foi talvez uma das atitudes mais ridículas de Cristiano Zanin (e olha que ele é bom em atitudes patéticas) porque ele tratou daquele que foi um dos homens mais poderosos do PT por 13 anos como se falasse de um entregador de malas qualquer contratado por Alberto Youssef.

Palocci não ouviu dizer as coisas que disse. Ele participou de tudo, de cada ato lícito e ilícito dos governos Lula e Dilma. E não apenas como coadjuvante, foi ator principal de praticamente tudo que já se sabe sobre a podridão dos governos petistas.

Antônio Palocci não é André Vargas a quem o petismo deu as costas sem medo, nem é um lunático do estilo José Dirceu que se propõe a mártir na certeza de que um comandante revolucionário vira montado num cavalo branco tirá-lo da prisão. Palocci é um homem de negócios que sabe ganhar e perder. E que sabe que dessa vez perdeu.

O depoimento de Palocci ao juiz Sérgio Moro é o começo do momento derradeiro de Lula no cenário político. Se ele acabará preso ou não ainda é uma dúvida, e o STF parece tender a colaborar com isso se vier a reverter o entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância. Mas na política, Lula está morto, e tanto ele quanto o PT sabem disso.

Toda e qualquer tentativa de desqualificar o conteúdo de depoimentos, ou de uma eventual delação premiada de Antônio Palocci, será inútil porque a figura de Antônio Palocci é indissociável das figuras de Lula, Dilma e do próprio PT. E a insistência nessa estratégia só dará ao “italiano” mais prazer na hora de começar a contar tudo o que sabe.

Lula não encanta mais ninguém, a caravana da vergonha mostrou isso. Os asnos estão em debandada.