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Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriam

Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriamDessa vez a Globo terá que se contentar com imagens e falas antigas de Bolsonaro para tentar repetir o que fez com Lula em 1989 na famosa edição do Jornal Nacional que foi ao ar na véspera daquela eleição.

O não comparecimento de Bolsonaro ao tradicional debate que encerra as campanhas eleitorais frustrou não apenas os editoriais do jornalismo da emissora, mas, principalmente, seus adversários, que não puderam fazer a ele as perguntas que tinham o objetivo de produzir material para ser editado e fartamente distribuído nessas nas redes sociais nessas 48 horas que antecedem a eleição.

Sem Jair Bolsonaro no debate, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin só puderam mesmo expor ao respeitável público o quanto são medíocres e o tanto que podem ser sujos durante uma campanha eleitoral, justificando ainda mais os motivos pelos quais o capitão lidera as pesquisas eleitorais.

Num debate que mais parecia um jogo de vôlei de praia, onde um jogador recebe e passa para que o parceiro levante a bola e devolva para o ataque, praticamente todas as bolas ficaram na rede, muitas vezes voltando no meio da cara de quem atacou, sem que esse pudesse fazer algo além de ver a bola caindo na sua própria quadra.

A sistemática do debate, onde candidatos debateram em dupla, com direito à pergunta, réplica e tréplica, evidenciaram a caracterização de duplas como Ciro Gomes e Marina Silva, Guilherme Boulos e Fernando Haddad, e até mesmo Geraldo Alckmin com Ciro Gomes, se mostrassem perdidos incapazes de passar a bola para o outro lado da quadra, onde sequer havia um adversário para fazer o bloqueio. Já Álvaro Dias e Henrique Meirelles tiveram que se contentar com a realidade de que ninguém, em nenhum momento da campanha, quis fazer dupla com eles. E se já era difícil para quem tinha um parceiro para jogar junto, ficou impossível para quem teve que jogar sozinho.

Assim, a campanha do primeiro turno termina com a forte perspectiva de não haver um segundo turno, deixando claro que a força de Jair Bolsonaro vem muito mais da incompetência de seus adversários, do que propriamente só de suas qualidades como oponente.
Enquanto pode, antes de ser criminosamente esfaqueado Bolsonaro jogou o jogo, enquanto seus adversários preferiram passar a campanha jogando areia nos olhos da plateia.

A campanha eleitoral de 2018 deixou claro que o eleitorado está aprendendo a valorizar o jogo que é jogado dentro das quatro linhas, repudiando com veemência que tenta ganhar burlando as regras e agredindo, até fisicamente, o adversário e o juiz.

A fortaleza de Jair Bolsonaro não está necessariamente nas suas qualidades, mas certamente está na fraqueza de seus oponentes, acostumados a resultados fraudados com o aval de juízes comprados.

A verdade é que desde antes do início da campanha eleitoral os adversários e a mídia subestimaram Bolsonaro, entendendo que desmerecê-lo seria suficiente para tirá-lo do páreo. Só que, ao subestimá-lo, estavam subestimando também – e principalmente – o eleitor, já de saco cheio dos 33 anos e meio de desgovernos e roubalheiras que saquearam o Brasil depois do regime militar.

O povo brasileiro está cansado das caras que se repetem em todas as eleições, e que repetem as mesmas promessas sem a menor intenção de cumpri-las. MDB, PSDB e PT foram os partidos que governaram o Brasil desde que o General Figueiredo desocupou o Palácio do Planalto sem terem resolvido ou encaminhado soluções sólidas e duradouras para os problemas que mais afligem nossa sociedade. Por que, então, o eleitor haveria de dar-lhes uma nova chance?

Tudo o que vimos desses partidos foram roubos e desvios do dinheiro do contribuinte para aplicar em campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito e até mesmo para interferir na soberania de outros países, financiando ditadores e governos de esquerda, enquanto nosso povo sofre sem emprego, saúde, educação, segurança pública, moradia, infraestrutura…

A liderança de Jair Bolsonaro não é uma representação direta da sua capacidade de fazer essas mudanças que o Brasil precisa, mas a inequívoca certeza de que os outros serão absolutamente incapazes, afinal, tiveram a oportunidade e não fizeram. Nomes como Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meirelles, Álvaro Dias e Fernando Haddad, se não tiveram em suas mãos o poder para fazer, foram no mínimo coniventes e cúmplices daqueles que não fizeram, além de não reunirem predicados que indiquem que farão.

O principal enfrentamento do próximo presidente será o combate à corrupção, garantindo à justiça o livre desempenho de suas funções para atingir e punir os verdadeiros culpados pela situação na qual o país se encontra.

A ausência de Jair Bolsonaro ao debate da Globo, por indicação médica ou não (afinal ele tem o direito de não ir) foi um ato de legítima defesa, sabendo que existia ali um circo armado para tentar tirá-lo da condição de leão do circo e tentar transformá-lo em palhaço diante das câmeras da mais poderosa emissora de televisão do Brasil diante da população brasileira.

Contudo, sem ele, o feitiço virou contra o feiticeiro, e o povo brasileiro pode, mais uma vez, de maneira clara e inconteste, ver quem são os verdadeiros palhaços da campanha eleitoral à presidência de 2018.

Sem munição, e com as pesquisas indicando uma consistente probabilidade de Bolsonaro ser eleito já no primeiro turno, resta-nos agora esperar o resultado das urnas a partir das 17 horas do próximo domingo, rezando para que a ministra Rosa Weber não repita Dias Tóffoli e fique sozinha na sala de apuração nos 20 minutos finais da apuração.

Já a Globo terá que se reinventar se ainda pensa em fazer alguma coisa na tentativa de prejudicar Jair Bolsonaro através de seus canais e telejornais daqui até amanhã à noite, mas sabendo que muito dificilmente terá sucesso, porque não é só desses políticos viciados que o povo está “até às tampas”. O povo não é mais bobo, já conhece a Rede Globo.

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