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Moro passou o Brasil a limpo. STF e Congresso sujaram tudo de novo.

Moro passou o Brasil a limpo. STF e Congresso sujaram tudo de novo.

Se podemos dizer que Sérgio Moro fez o melhor que pode, podemos dizer que o STF e o Congresso Nacional estão fazendo o pior que podem.

Já não é mais possível prever o que 2 dos 3 poderes da república são capazes de fazer para tornar o Brasil um país ainda pior do que era até a Operação Lava Jato. Numa dobradinha completamente anti-republicana, um grupo de ministros do STF e lideranças do Congresso Nacional mantém a Constituição Federal em cárcere privado e obrigam que ela valide toda e qualquer manobra nas leis efetuada por eles.

Ministros do STF interpretam e aplicam a Constituição Federal da forma que bem entendem. Deputados e senadores desfiguram projetos de lei como o da Reforma da Previdência, o da Liberdade Econômica, o Pacote Anticrime de Sérgio Moro, o da Reforma Tributária, escrevem novas leis e reescrevem as antigas para re-facilitar a prática de corrupção, suas vidas e as tais interpretações dos ministros do STF.

Que país é esse? Com Sérgio Moro, pensávamos que a resposta, enfim, havia aparecido. Mas a verdade é que até hoje não sabemos a resposta.

Chegamos ao cúmulo de saber que Lula está determinando a maneira como quer sair da cadeia, assim como determinou a maneira de ser preso. Para sair ele exige um aval do STF com o qual ele possa estufar o peito e dizer que é inocente. Exige que sua saída não atrapalhe as ações protelatórias de suas defesas. Exige que o STF garanta que a prisão após condenação em 2ª instância seja revogada. Exige não usar tornozeleira eletrônica. Exige dormir na sua casa e não na cadeia. Exige que a sentença do tripléx confirmada em 3 instâncias seja anulada. Exige que a sentença do sítio de Atibaia em 1ª instância seja anulada. E o STF está providenciando.

O poder executivo assiste passivamente a isso tudo. Assiste, lenientemente, serem aprovadas leis como a Lei de Abuso de Autoridade e a Lei Eleitoral, veta artigos mas não tem base congressual e nem se esforça para se articular para manter os próprios vetos. Já derrubaram os vetos à Lei de Abuso de Autoridade e derrubarão também os da Lei Eleitoral. Nomeia Augusto Aras para a PGR, um notório crítico da Lava Jato, ligado à esquerda, amigo do petista Jaques Wagner, que em seu discurso de posse já disse a que veio.

Aonde está o compromisso inarredável do governo com o combate à corrupção? Aonde estão os militares que foram colocados no governo como uma espécie de garantia de que os dias de corrupção e impunidade tinham chegado ao fim? Até quando Sérgio Moro resistirá como único bastião da verdadeira justiça nesse país?

As ações do STF e do Congresso Nacional não estão encontrando resistência em parte alguma. Apenas metem a caneta no papel e danem-se todos. Um avaliza a canetada do outro, e se alguém começar a perguntar muito ou a reclamar demais, um inquérito ilegal e inconstitucional aberto por um ministro do STF cuida de punir quem falou, seja ele o cidadão mais comum do país.

Vivemos um tempo no qual o STF se põe ao mesmo tempo no papel de vítima, denunciante, investigador e julgador, sem que o Ministério Público Federal, Conselho Nacional de Justiça, Conselho do Ministério Público Federal deem sequer pitaco. Enquanto isso, o Congresso Nacional aplaude e colabora com leis que facilitam o trabalho do STF. E o governo fica calado internamente quanto às ações malignas dos dois poderes, mas vai no ONU reafirmar seu compromisso com o combate à corrupção. E diz que Moro permanece prestigiado.

Centenas de juízes e procuradores da república pelo país já estão deixando de cumprir seus deveres com medo dos efeitos da Lei de Abuso de Autoridade. Estão soltando presos e deixando de prender toda sorte de bandidos: estupradores, homicidas, traficantes de drogas, traficantes de armas, lavadores de dinheiro. Além disso, tiraram da justiça, e reduziram a substrato de pó de mico, a poderosa arma de inteligência que era o COAF.

A corrupção sistêmica que foi introduzida por Lula em 2003 foi escancarada. O que fazem agora o STF e o Congresso Nacional é a ressistematização da corrupção, um “upgrade” nas ferramentas anti-controles, anti-justiça, uma versão 2019 que se fosse um livro teria escrito na capa: Edição Revista e Ampliada.

Não existe saída para o Brasil com as pessoas que comandam o STF e o Congresso Nacional. Não existe. Acreditar que o combate à corrupção vencerá a guerra que está sendo travada é mero exercício de fé. Poucos brasileiros em posição de poder nessa nação tem a vocação de Sérgio Moro. E muitos tem a mesmíssima vocação de certos ministros do STF, senadores e deputados. Nada errado em pensar o mesmo sobre estados e municípios.

A ditadura da injustiça está se apoderando do Brasil, comandada da cadeia pelo ex-presidente mais corrupto que já passou democraticamente pelo comando de um país, de deixar ditadores de republiquetas com inveja. E não há instituição ou povo que se movimente por uma oposição firme a esse propósito. O estado está aparelhado de corruptos em todos os poderes e gabinetes, e qualquer um que seja minimamente honesto nesse ambiente está sendo sufocado pelo sistema.

Diante do cenário que temos no Brasil, ou o país pára agora e enfrenta de vez o sistema de corrupção que nos mantém escravos financiadores de corruptos, ou levará mais 50 anos para que um novo Sérgio Moro apareça disposto a passar novamente o Brasil a limpo.

Dizem as palavras de ordem que nossa bandeira jamais será vermelha. Mas não adianta nada ela continuar verde, amarela, azul e branco se a lama que a encobre não nos deixa ver suas cores.

Ou a gente lava essa bandeira, ou o trabalho de Sérgio Moro terá sido em vão.

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PT, PDT E PSDB não querem o bem do Brasil. Eles querem o Brasil, querem a revanche.

Vejo agora a notícia de que PT, PDT e PSDB lançarão movimento chamado “Direitos Já”. E não é um movimento a favor do Brasil, mas um movimento contra Jair Bolsonaro e a favor de Lula Livre, pois só isso interessa a esses partidos.

Não tem muito tempo, toda e qualquer contestação feita aos governos Lula e Dilma eram tratados por esses partidos como movimentos do “quanto pior melhor”. E então pergunto: e o que fazem esses partidos desde que Temer assumiu no lugar de Dilma e Bolsonaro assumiu, legitimamente, pelas urnas, o governo brasileiro?

Desde o dia 1° de janeiro de 2019, qual foi o movimento que PT, PDT e PSDB fizeram a favor do Brasil? O que eles acrescentaram? Que tipo de diálogo eles estabeleceram com a sociedade e com o governo em busca da convergência de opiniões que pudessem fazer o país avançar nas reformas que todos sabemos serem necessárias para atingirmos, juntos, paz e desenvolvimento social?

PT, PDT e PSDB não travam diálogos. Diálogo se estabelece quando as partes falam, ouvem e discutem algum tema ou proposta. O que esses partidos fazem são monólogos, pois não estão interessados no que a outra parte diz, muito menos em discutir algum tema ou proposta, porque a eles só interessa o que pensam e o que querem, e isso se traduz em uma única palavra: poder.

Acima dessa questão, porém, existe um pano de fundo mais complexo a justificar o comportamento desses partidos, que é a impunidade. E para alcançar esse objetivo eles não estão preocupados com o bem do Brasil, mas, sim, em ter o Brasil nas mãos e usar esse poder para acabar com toda e qualquer ação do estado (que não é o governo, mas as instituições do estado) no combate à corrupção, está diretamente ligada ao PT, PDT e ao PSDB. Pode-se colocar o MDB, o PP e outros partidos nessa conta também, mas aqui me restrinjo aos 3, especialmente PT e PSDB.

Não existem partidos de oposição no Brasil. O que temos são partidos de imposição. Para eles só serve impor a todos, estado e povo, o seu pensamento, as suas ideias, não importa o que a sociedade pense a respeito.

Dos 35 anos pós regime militar, PSDB e PT tiveram o poder nas mãos por 21 anos e meio. Durante todo esse tempo fingiram brigar entre si apenas para facilitar a manutenção da polarização que sempre desembocaria na eleição de um ou de outro. O jogo era forçar uma dualidade perpétua, até que chegou a Lava Jato, e proveniente de tudo que ela revelou chegou Jair Bolsonaro, quebrando de vez a hegemonia que nos trouxe à desgraça política, econômica e social que vivemos hoje.

Jair Bolsonaro está longe de ser o presidente dos sonhos de todos os brasileiros, mas foi o único que conseguiu chegar próximo dos anseios da maioria do povo, cansada de tanta roubalheira, de tantos desmandos e aparelhamentos que transformaram as instituições do estado em reféns desses partidos. Esses partidos lotearam órgãos de estado e estatais e os usaram para financiar um projeto de poder perpétuo, ignorando que um dia o povo perceberia isso e reagiria. Mas o povo reagiu.

O movimento encabeçado por PT, PDT e PSDB é uma revanche contra o povo, atacando Jair Bolsonaro, minimizando e desmerecendo todas as ótimas iniciativas que o atual governo já promoveu, sem, na verdade, apresentarem soluções alternativas diferentes do que já praticaram nos anos em que estiveram no poder e que, como todos sabemos, não deram certo.

Cabe ao povo rechaçar essa iniciativa, sustentando e ampliando o apoio ao governo Jair Bolsonaro, não apenas por ele, mas apesar dele, pois ainda que ele venha a se reeleger em 2022, em 2026 teremos eleições das quais ele não poderá participar, e não ainda sabemos quais serão os candidatos habilitados a guiar o Brasil para o futuro, mas sabemos que qualquer um que venha do PT, PDT ou PSDB estará compromissado com tudo aquilo que não queremos mais.

PT, PDT e PSDB continuam de mãos dadas (falei disso exatamente um ano atrás, você pode ler clicando aqui), principalmente para fugir da polícia. E contam com o judiciário e o legislativo para isso. Temos que nos manter firmes.

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O Brasil sem Bolsonaro teria esse senhor na presidência.

Existe uma pauta trabalhada pela imprensa em conjunto com a esquerda, mais especificamente o PT e seus puxadinhos, para fazer a população acreditar que o Brasil de Jair Bolsonaro não está dando certo.

É um esforço hercúleo, e para isso não poupam nada que possa ser negativo à imagem do presidente. Se Bolsonaro pisar num chiclete isso vira tema para colunistas de todos os grandes jornais desfiarem teses e teorias conspiratórias psicológicas que dirão que a pisada no chiclete é um ato autoritário que representa o desejo de pisar no povo. Ou qualquer outra balela do gênero, a Globo não economizará especialistas.

O Brasil da imprensa e do PT só não é trágico porque não consegue deixar de ser muito cômico. O desespero é risível. Eu já falava sobre isso no artigo “Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT”. Assim será 2019, que você pode ler clicando aqui.

Para não se deixar contaminar, é preciso, porém, que a gente pense a partir de uma realidade fática, e não apenas olhando o momento como se ele fosse isolado ou não impactado pelo resto da história.

Em outubro de 2018, com sólidos 55.205.640 votos, 55% dos votos válidos, O Brasil, acima de tudo, disse não ao PT e à esquerda.

Milhões de votos recebidos por Jair Bolsonaro foram contra o PT e tudo o que ele representou e ainda representa de ruim para o Brasil.

Então, quando alguém questiona e incentiva o sentimento de arrependimento naqueles que votaram em Bolsonaro, o faz sem considerar o que teria sido do Brasil caso o eleito tivesse sido Fernando Haddad.

Se o PT tivesse ganho a eleição, Lula já estaria solto. Mais do que governar o Brasil essa era a grande meta do PT. Além de solto, Lula estaria interferindo na política econômica do Brasil, teria nomeado todos os ministros.

Se fosse Haddad o presidente, o STF já teria acabado de vez com a Lava Jato e com a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Sérgio Moro teria abandonado a magistratura da mesma forma, mas para sair do país, porque seria impossível que ele tivesse paz sob um novo governo petista.

Um novo mandato petista teria condecorado Nicolás Maduro e denunciado Juan Guaidó na ONU como subversivo e antidemocrático. O Brasil estaria ainda mais alinhado ao lixo socialista mundial e a esquerda teria ganho uma sobrevida na América do Sul.

Com Haddad no poder Cesare Battisti jamais teria sido entregue à justiça italiana e admitido seus crimes.

A Petrobras já estaria novamente sendo loteado entre os amigos e os amigos dos amigos, não estaríamos vendo uma reforma trabalhista tramitando no Congresso Nacional, e nunca, em momento algum, ouviríamos falar de um pacote anticrime tão bem elaborado e funcional no combate à corrupção e à impunidade.

O Congresso Nacional provavelmente estaria debatendo temas importantes como o sexo de anjos gays, ou proibir pais e mães de colocar roupas rosas ou azuis nas crianças na maternidade.

Se a esquerda tivesse ganho, os gays protagonistas da Golden Shower no carnaval teriam sido condecorados com medalhas na Câmara de Vereadores do Rio, na ALERJ e no Congresso Nacional, e ambos teriam tirado fotos com Gleisi Hoffmann fazendo o “L” com os dedos.

E se você ainda não achou ruim o suficiente, três coisas podem fazer você pensar melhor:a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais; Renan Calheiros seria presidente do Senado e Rodrigo Maia continuaria sendo o presidente da Câmara dos Deputados.

a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais.

Para pensar no Brasil sem Jair Bolsonaro é preciso pensar no que seria o Brasil com Fernando Haddad. E não fui a fundo em nenhuma questão e nem citei questões como saúde e educação.

O que existe no Brasil é uma extensa pauta para criar a falsa imagem de desgaste de Bolsonaro, criar intrigas dentro do governo, e a imprensa é o grande agente desse processo que visa desmoralizar, desinformar e deformar o pensamento e a percepção das pessoas.

A imprensa brasileira está a serviço da desmoralização do Brasil em todos os aspectos, sendo a maior fomentadora e divulgadora das notícias negativas que ela mesma cria através da promoção de intrigas, fofocas e fake news. Sim, a imprensa é a maior criadora e divulgadora de fake news, e faz isso desde que você e eu nos conhecemos por gente, porque faz para quem paga mais.

Jair Bolsonaro não era o presidente dos sonhos do Brasil inteiro. Mas de 55% de quem votou no segundo turno. O resto foi derrotado. O lulopetismo foi derrotado, a esquerda foi derrotada, a imprensa foi derrotada. E eles vão ter que aprender a respeitar que Jair Bolsonaro é e será o presidente do Brasil nos próximos 4 anos.

Qualquer coisa fora disso é choro de perdedor. Ou golpe.

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STF julga Eduardo Cunha. Mas quem está de olho no resultado é Lula.

O STF tem tarde de bandidos na pauta. Uns querendo sair, outros querendo não entrar. O mais ferrado deles, Eduardo Cunha, continua gastando os tubos para se defender do indefensável.

O ex-deputado pede que o STF reconheça – acredite no que vai ler – que a propina recebida no exterior tem que ser entendida como a concretização do crime de corrupção e não lavagem de dinheiro. Mas em outros processos ele se defende dizendo não ser corrupto. Consegue entender isso?

Porém, o que acontece com os entendimentos do STF, seja no pleno, na Primeira Turma ou na Segunda Turma gera reflexo nos processos de outras pessoas. E aí vem a parte mais engraçada. Lula, o ilibado santo da esquerda, usa a mesma argumentação no STJ, dizendo que a propina aplicada no tríplex é apenas a concretização do crime de corrupção e não lavagem de dinheiro.

Bem, se você conseguiu entender que Eduardo Cunha admite ser corrupto para se livrar do crime de lavagem de dinheiro e ter sua pena reduzida, entendeu também que Lula admite ser corrupto para ter o mesmo benefício. E no caso de Lula esse benefício o leva para prisão domiciliar, ou seja, ele sai da cadeia.

Em janeiro de 2018 publiquei um artigo falando da relação direta entre Eduardo Cunha e Lula, que você pode ler clicando aqui, se quiser..

O tal sítio Fubangos, na margem da represa Billings, de propriedade da família Lula da Silva, foi recentemente desembargado e a obra está acelerada para se transformar em presídio particular de Lula, com direito a receber amigos, fazer reuniões e… convenhamos, e o que ele quiser.

Em torno disso tudo, existe uma condicionante que facilita a vida da Segunda Turma do STF para facilitar a vida de Lula. Mesmo que Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Edson Fachin concedam, por qualquer placar, atendam o pedido de Eduardo Cunha, a redução da pena não é suficiente para mandá-lo para casa. No caso de Lula é.

Quem também está na pauta é Renan Calheiros. Pode virar réu novamente, dessa vez por corrupção na Transpetro, aquele caso do Sérgio Machado que gravou Renan, Sarney e Jucá e já fez acordo de delação com o MPF. Até agora o STF só não livrou a cara de Sérgio Machado, que só não está preso pelo acordo. Mas tem livrado do resto. Já para Renan, ser réu ou não ser não faz a menor diferença. Se for será o 16°? 17°? 18°? Ele continua solto.

Outros quadrilheiros, que passam mais amiúde pela imprensa, mas que fazem parte do partido que mais envolvimento teve na Lava Jato, também vão enfrentar a Segunda Turma do STF. Trata-se do quadrilhão do PP, e os implicados são os de sempre: senador Ciro Nogueira (cheio de inquéritos) e os deputados Eduardo da Fonte (conhecido), Aguinaldo Ribeiro e Arthur Lira. A acusação é nada menos que formação de organização criminosa.

Como se vê, tudo passa pelo STF. E o STF não corresponde ao papel que lhe cabe na Constituição Federal. Ao invés de se firmar como defensor das leis, transformou-se num adulterador das leis, arrumando sempre uma interpretação cabível ao tipo de réu que está sendo julgado.

Processos e habeas corpus de corruptos continuam tendo prioridade para os ministros. Estes mesmos ministros continuam a fazer política, a defender políticos, a acobertar e atenuar crimes (chapa Dilma/Temer no TSE, por exemplo), a confraternizar com advogados, réus e investigados, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.

Não se trata aqui de acusar ou não acusar o STF, mas do reflexo causado pelo STF na sociedade quando se torna evidente que a mais alta corte do país é a maior contribuinte da impunidade e a maior opositora da maior cruzada contra a corrupção que já foi feita nesse país.

Está nas mãos da Segunda Turma do STF dar mais uma demonstração da força das leis ou da fraqueza do judiciário. Eduardo Cunha espera. Lula espera agradecer.

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Palocci pode calar muita gente. Está na hora de sabermos o que ele falou.

O Ministério Público Federal não quis fazer acordo com de Antônio Palocci. Rejeitaram o conhecimento de alguém que viveu nas profundezas do lulopetismo, sendo linha de frente desde o início do PT, além de ter sido fundamental para que a corrupção chegasse à profundidade que chegou.

Acontece, a Polícia Federal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal a fechar acordos de delação premiada, se interessou pelo que o “língua presa” tinha para falar. E fechou uma delação com ele. Consta que a delação tem 28 anexos. Só o primeiro deles veio a público, pouco antes de eleição, quando Sérgio Moro anexou esse capítulo da sujeira ao processo de Lula sobre o terreno que a Odebrecht comprou para o Instituto Lula e sobre a cobertura vizinha ao seu apartamento em São Bernardo.

Para isso, antes, teve todo o processo de demora na homologação da delação de Palocci para o TRF4, outra novela. O Desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato na 8ª Turma do TRF4, demorou uma eternidade para homologar. Cumpriu rigorosamente todos os pré-requisitos, validou todas as provas apresentadas por Palocci à Polícia Federal, deu vistas ao MPF, depois pediu o parecer do MPF sobre a validação das provas e, por fim, homologou, em 22 de junho de 2018, portanto há 4 meses atrás.

A eleição acabou, o PT perdeu, Lula perdeu dobrado. Já não há mais motivos para manterem sob sigilo a delação de Palocci. Aliás, não há mais motivo para manter sob sigilo da delação de ninguém. Marcos Valério é outro que também fechou delação com a Polícia Federal e que já teve mesma homologada pelo ministro Celso de Mello, do STF. Mais um sigilo que precisa cair para que, finalmente, possamos saber os detalhes sórdidos da quadrilha comandada pelo maior bandido que já passou por esse país.

Não há mais justificativa para a manutenção desses segredos. Mas há muitas justificativas para que eles sejam revelados, um deles é dar um choque de realidade na gangue petista que ainda ocupa cargos no Congresso Nacional e que se sustenta em mentiras que as delações de Palocci e Marcos Valério podem desmentir, além de revelar fatos e nomes que esclareçam culpas e responsabilidades.

Mais do que isso, a delação de Palocci ajudará a pôr fim numa insurgência absurda e burra que o PT pretende comandar para criar um clima de desordem e desobediência que podem levar o país a um conflito que só mesmo a eles interessa. O PT quer transformar-se em vítima da legítima vitória de Jair Bolsonaro, tentando colocar o país contra o presidente eleito que só tomará posse daqui a dois meses. E é nesse período que eles pretendem afrontar o Brasil, as instituições e o povo que deu ao Capitão 57 milhões de votos.

O Brasil precisa e merece saber o conteúdo da delação de Antônio Palocci. Só assim muita gente ficará definitivamente calada, especialmente Lula e seus petistas amestrados.

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Lula acabou. O maior cabo eleitoral de Bolsonaro deve ir para um presídio.

Não se sabe ainda o tamanho da ameaça que Lula significa para quem, até aqui, passou ileso (ou não, mas não foi noticiado) pelos radares do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. O que parece claro é que Lula manteve e mantém inúmeros rabos presos em suas mãos e que apenas isso garantiu a ele o tratamento VIP que não o colocou ainda efetivamente atrás das grades. Só que isso precisa acabar.

Seria injusto tirar os méritos de Jair Bolsonaro. Mas o principal fator que o impulsionou para a presidência sempre foi o antipetismo e o antilulismo. Lula sempre foi o maior cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. Todas as ações e reações de Lula foram fundamentais para cristalizar Jair Bolsonaro como a antítese do petismo.

Cada entrevista ou comício de Lula antes de ser preso, cada ação de bastidores, a papagaiada do dia da sua prisão, o povo acampado na porta da Polícia Federal em Curitiba, as falas e ações desastradas de Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Paulo Pimenta, Wadih Damous, Roberto Requião, todos pessoas detestáveis para o antipetismo, todos, contribuíram para a derrota do partido.

Porém, ninguém mais do que Lula é responsável pela derrota – e esperemos derrocada final – da esquerda e do PT. Seu enfrentamento à justiça, todo tempo se pondo de vítima, atacando juízes de todas as instâncias, expondo o Brasil ao ridículo ao buscar a ONU para acobertar seus crimes, a insistência na impossível candidatura à presidência, a desarticulação de apoios a Ciro Gomes ou a qualquer outra força de esquerda, a persistência de levar a impossível candidatura até o limite, a tardia apresentação de Haddad como candidato, são exemplos da grande contribuição que ele, o dono da esquerda, deu para que a esquerda entrasse no colapso que entrou.

Lula é um homem condenado a 12 anos e 1 mês de cadeia. Deverá receber outra condenação ainda esse ano pelo sítio de Atibaia e pelo terreno para o Instituto Lula comprado pela Odebrecht. Além dessas duas, é réu em mais 5 processos dos quais dificilmente escapará. E ainda outras muitas investigações devem torná-lo réu em novos processos. Não existe mais discurso possível para inocentar Lula. Mas ainda pode piorar.

Esperou-se para depois das eleições a queda do sigilo das delações premiadas de Antônio Palocci, até aqui o único petista, aparentemente, sinceramente arrependido, e da delação de Marcos Valério, esse sim muito arrependido de não ter falado antes, que além de implicar Lula diretamente no Mensalão, ainda vai trazer novos fantasmas para a vida do condenado, entre eles um fantasma literalmente, Celso Daniel.

Está na hora de Lula receber as honras que todo condenado tem direito, que é ser encaminhado para um presídio e cumprir sua pena como cidadão comum que é. A vitória de Jair Bolsonaro é o começo do fim de um partido e de uma ideologia que o povo brasileiro definitivamente não quer mais.

Lula deu sua última contribuição para o Brasil como cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. E aprendeu que o Brasil não se resolve na bala e nem na faca, mas no voto.

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Bolsonaro ou a venezuelização do Brasil. Esse é a verdadeira escolha.

Todos os argumentos racionais e irracionais foram usados nessa eleição. Mais do que isso, a irracionalidade se traduziu em uma facada em Jair Bolsonaro. Só que, por sorte dele e azar de quem deu, a facada só foi fatal para os mentores da ideia. Ao invés de matarem a democracia deram a ela um elixir da juventude. Nunca antes na história desse país os brasileiros quiseram tanto uma mudança radical em seus destinos.

Portanto, não há mais muito espaço e tempo para argumentação e mudança de votos, não importa qual político ou famoso declare voto ou antipatia a um ou a outro. Os votos recebidos pelo candidato do PSL no 1° turno são votos cristalizados, que não encontraram nesses 21 dias motivos para mudar de posição. Pelo contrário. O comportamento e desespero dos adversários serviram para reforçar a certeza do que não queremos mais.

Não queremos mais o PT. Muitos, inclusive, optaram por Bolsonaro enxergando nele um preço a pagar para impedir que o PT pudesse voltar a presidência. E isso sim é racionalidade, não importa o que digam políticos e famosos que aceitam se ajustar à sujeira na vã tentativa de não ser varrido por quem está em busca da limpeza.

O que Fernando Haddad trouxe de novo ao debate? Escondeu o vermelho e a bandeira do PT? Tirou a imagem de Lula das propagandas eleitorais? Passou a não falar o nome de Lula nos comícios? Usou e abusou da velha e conhecida arma de subversão comunista do “acuse-os do que você é, acuse-os do que você faz”? Escondeu o apoio explícito do PT ao regime comunista do genocida Maduro?

Fernando Haddad não só mudou os sinais visuais e auditivos de sua campanha, mas também, como quem troca o pneu com o carro em movimento, foi mudando o programa registrado pelo PT quando Lula era candidato e retirando dele tudo o que era oposto ao programa de Bolsonaro, tentando discursar o mesmo discurso para roubar eleitores. Claro que não deu certo. Nem ele tem competência ou carisma para isso.

Fernando Haddad é Lula e vai morrer Lula. Lula está preso por corrupção passiva, lavagem de dinheiro. Haddad responde a 32 processos na justiça, entre eles alguns por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, muitos deles planejados pelo PT e por Lula. Eles são indissociáveis e só tem apoio de quem compactua intelectualmente, criminalmente ou moralmente das ideias deles. E esse caminho todos sabemos que termina na Venezuela de Maduro.

Na imaginação petista, projetada sobre o eleitorado, a vitória de Bolsonaro implicaria num 1° de janeiro de 2019 com tanques de guerra nas ruas, militares assumindo o poder, pessoas sendo arbitrariamente presas e torturadas, milícias espancando e matando gays e negros, a decretação do machismo e da definitiva submissão das mulheres. Isso é mais que fantasioso, é ridículo, apelativo, desesperado, ameaças que não encontram ressonância nem mesmo nos toscos discursos de Bolsonaro, nem nos apoios que ele recebe de gays, negros e mulheres, pois nem as forças armadas o apoiam declaradamente e já reiteraram centenas de vezes que seguem a constituição e não o presidente em exercício, mesmo que ele seja Jair Bolsonaro.

No dia 1° de janeiro, o PT não poderá falar de tanques de guerra nas ruas porque não estarão lá. Verão um militar reformado na presidência colocado lá pelo voto. Não poderão falar em prisões arbitrárias e torturas, não poderão defender gays, negros e mulheres que não estarão sofrendo nada de diferente do que já sofrem hoje em dia, e para as vidas dos quais em quase 14 anos de poder o PT não criou nada que pudesse mudar seus destinos.

Se houver violência no dia 1° de janeiro ela não partirá da direita, nem de militares. Partirá de quem perdeu e não aceitou perder.

Quando Lula tomou posse em 2003, quem não era petista, lulista ou esquerdista, gostando ou não, enfiou sua viola no saco e se resignou ao fato da maioria tê-lo escolhido para comandar o país. E assim ficou até que o mensalão surgiu e com ele os indícios de que a roubalheira estava correndo solta, o que ficou comprovado com a Lava Jato. É assim também que a esquerda deveria se comportar. Mas sabemos que não vai.

Penso que confirmada a eleição de Jair Bolsonaro o processo de revanche da esquerda começa imediatamente. Eles não aceitarão o resultado e já deram mostras disso desde o início da campanha, até mesmo na forma de uma tentativa de homicídio do candidato líder das pesquisas. Da eleição à posse entendo que poderemos viver dias muito estranhos e imprevisíveis.

Não custa lembrar que o MST conta com aquele tal “exército do Stédile” propagado por Lula. Boatos falam que seriam mais de 60 mil homens, armados. Falam também que se incorporariam a esse tal exército haitianos, africanos e até cubanos. Mas de fato, como número concreto, encontrei apenas uma informação em uma matéria da Folha de 2003 que falava que o MST tinha 1 MILHÃO E MEIO de integrantes. Ambos são números que amedrontam.

Todos sabemos que contra fatos não há argumentos, mas há respostas que não tem a civilidade dos argumentos, que se traduzem em violência desde que os black blocks invadiram os movimentos de junho de 2013 e espalharam terror para dissipar o justo protesto de quem estava insatisfeito com o governo e com os políticos. E a ação desses black blocks foi tão intensiva e incisiva que afastou as pessoas das ruas, tendo ainda como aliada uma tese que se propagou e que dizia que ir para as ruas era trazer Lula de volta.

Acontece que “Lula está preso, babaca!” – E foi Cid Gomes (irmão do derrotado Ciro Gomes que hoje declarou voto hipócrita em Haddad) em evento do PT que disse isso.

Porém, a melhor explicação para a derrota do PT veio também de outro petista estragador de festa, Mano Brown, que em um acesso de lucidez ou estupidez falou a frase que poderia ser colocada na lápide do PT: ““Se em algum momento a comunicação do pessoal aqui falhou [do PT], vai pagar o preço porque a comunicação é a alma. Se não está conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo”.

Quando o PT perde, a democracia ganha, e nossa escolha é entre a democracia e o aprofundamento do socialismo bolivariano que mata venezuelanos pela opressão ou pela fome, representado nesse momento por Fernando Haddad.

Amanhã, 28 de outubro de 2018, não estaremos escolhendo um presidente e sim um regime de governo. Ou a democracia através de Jair Bolsonaro ou a ditadura socialista bolivariana através de Fernando Haddad.

Quem é capaz de esconder a bandeia e a cor do seu partido, fingir que não recebe ordens da cadeia, mudar os fundamentos do programa de governo do seu partido desdizendo bandeiras fundamentais, como a convocação de uma nova constituinte, a redução dos poderes do STF, do MPF, da Polícia Federal, o controle mídia e da internet, a legalização do aborto, a descriminalização das drogas, é capaz de qualquer coisa se chegar ao poder, pois se há uma coisa com a qual o PT jamais teve compromisso foi com a verdade.

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Haddad é Lula, o Lula derrotado de Curitiba, que já não é mais Haddad.

Antes de tomar uma sova no primeiro turno, Haddad era Lula. Era vermelho, queria fazer uma nova constituinte, estampava orgulhosamente a foto de Lula e a estrela do PT, repetia discursos, defendia o programa de governo que tratava da descriminalização das drogas, a legalização do aborto.

A realidade das urnas eletrônicas provocou uma metamorfose no poste. Haddad descobriu que conseguiu ser Lula. Mas o Lula derrotado, que está preso em Curitiba. Haddad também viu que estava preso em Curitiba.

Quem rejeitou Haddad o fez porque ele é o PT que o povo não quer mais, e, principalmente, porque rejeita Lula. O PT não subestimou apenas Jair Bolsonaro, subestimou antes de tudo o povo brasileiro.

O PT perdeu a eleição. Haddad pode ter deixado de ir na prisão conversar com Lula, mas Haddad já era Lula.

Quando escondeu o vermelho, a estrela do PT, Lula, desistiu da constituinte, da legalização do aborto, da descriminalização das drogas, passou a dizer que aceitava liberar armas para a população, Haddad mostrou o quanto conseguiu ser Lula, mentindo com a mesma desenvoltura, distorcendo os fatos com a mesma desfaçatez, jogando sujo com as mesmas armas.

Haddad é Lula porque ele é PT e o PT é Lula.

Haddad perdeu e agora não tem mais nada a perder. Aí ao cometer o crime de denunciar falso crime, como esse do WhatsApp, o máximo que pode acontecer com ele é ter a chapa impugnada. Mas ele já perdeu.

Difundir notícias falsas é crime eleitoral. Mas que diferença faz se ele já perdeu? Contar mentiras sobre seu concorrente, denegrir sua imagem, inventar fatos, simular eventos, fingir verdades, são ferramentas de quem não tem mais nada a perder, porque sabe que a eleição já está perdida.

Haddad é Lula, e foi de Lula a ideia de criar um escândalo. E conseguiu fazer um escândalo dentro do outro, o da falsa denúncia e a declarada cumplicidade da Folha de São Paulo no patrocínio da mentira.

Haddad perdeu, o PT perdeu, a esquerda perdeu. E estão colocando o que resta a perder também. A probabilidade de tirar a diferença no voto é praticamente impossível. Na faca também não sei certo. Quem sabe na justiça?

Dada a participação ativa e cúmplice da Folha de São Paulo, e na reverberação que ela tem, não é de se duvidar que nessa semana a “imprensa oficial do PT” traga outros furos de noticiais contra Bolsonaro, mesmo não tendo apresentado nenhuma prova do que afirmou na notícia sobre o WhatsApp.

A notícia sobre o WhatsApp era só a materialização de algo que pudesse ser levado ao TSE como “prova” de um crime. O PT precisava que algo material, tangível, que tivesse ares de documento ou verdade. E a Folha se prestou a fazer esse papel, literalmente. E fez porque sabe que Haddad já perdeu.

Haddad é o Lula do tríplex, do sítio de Atibaia, do prédio do Instituto Lula, da cobertura de São Bernardo, da venda de medidas provisórias, da compra dos caças suecos, das delações da Odebrecht, da UTC, da Camargo Corrêa, da Andrade Gutierrez.

Haddad é o Lula das delações de Emilio Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, de João Santana e Mônica Moura, de Delcidio do Amaral, de Marcos Valério, de Antônio Palocci.

Bolsonaro não está apenas ganhando a eleição. O resultado é muito maior do que isso. O PT está perdendo a eleição. Com a eleição vai perder o discurso quando Bolsonaro for eleito e não acontecer nada do que se afirma contra ele. E vai perder também a influência e a importância, se não acabar perdendo até a legenda.

Mas que ninguém se engane de que qualquer coisa pode acontecer essa semana. Qualquer coisa mesmo. O PT já perdeu a eleição, mas não perderá a chance de utilizar de tudo, indo além do limite da sujeira para tentar melar essa eleição, podendo, inclusive, receber ajuda de lugares que deveriam proferir apenas sentenças.

Haddad é Lula. Lula perdeu. O Brasil ganhou dessa vez. Mas não será fácil.

O que sobrar do PT e da esquerda, após a eleição fará de tudo para que 2019 seja um ano ingovernável, nem que o preço disso seja provocar no limite para que haja uma ação das forças armadas para que eles possam dizer: sempre dissemos que era isso que eles queriam.

Restará então ao PT e a esquerda tentar repetir a história de um 1968 que, para eles, não acabou até hoje, e que não podem deixar acabar. Se deixarem acabam junto.

Haddad é Lula. Lula já não é mais Haddad. O PT perdeu.

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Eleição reta final. Vai chegando ao fim a eleição mais suja da história.

Se você acha que já viu de tudo nessa eleição, espere pelos próximos 15 dias.

O PT já não se preocupa mais em ganhar a eleição presidencial porque sabe que é impossível virar a jogo a seu favor. Não estou dizendo com isso que não queiram, mas que sabem que não é possível.

A aposta do PT nessa eleição era um poste, mas descobriu que só conseguiu mesmo um toco de amarrar jegue.

O negócio agora é tumultuar e criar um ambiente de indignação em seus asnos encantados, que se perpetue nos próximos 15 dias, estimulando o máximo de conflitos que conseguirem, usando de todo tipo de mentiras e baixaria que tiverem e puderem inventar.

O maior objetivo, no entanto, é manter aguerrida uma militância que sairá perdedora na eleição, e que não pode de maneira alguma ser dispersada para os objetivos que o PT tem para o próximo ano, o partido precisará ter com quem contar e sabe que precisa criar já o ambiente que sustente seus interesses.

A imprensa noticia que dirigentes do PT já assumem a derrota sob sigilo, como se fosse necessário esse aval covarde para a realidade que há muito já se impôs.

Daqui até o dia 28 de outubro veremos as maiores baixarias e ataques ao candidato Bolsonaro, coisa muito mais rasa do que já vem sendo feito, e não me espantará se for produzido um defunto para ser levantado como troféu dessa intransigência. O PT não vai ganhar a eleição, mas precisa de um troféu.

Também não me espantaria se esse troféu, enquanto vivo, atendesse pelo nome de Adélio Bispo de Oliveira, um nome mais perfeito morto do que vivo.

O que o PT precisa agora é de um discurso que o coloque com alguma relevância na oposição, pois o partido que comprava deputados e senadores entrará vendido na próxima legislatura, encolhido não apenas numericamente, mas representativamente, vindo a ser, provavelmente, parte da minoria nas duas casas, uma vez que os demais partidos de centro deverão fazer parte da base de apoio do futuro governo de Jair Bolsonaro.

Portanto, cabe a todos manter a vigilância e o aguerrimento contra uma profusão ainda maior de notícias falsas, distorções de fatos, falsos atentados, manipulação de pessoas e, espero estar errado, situações de violência que tentarão induzir o eleitor a acreditar que partem dos eleitores de Bolsonaro e não do PT.

O falso atentado que resultou na suástica nas costa de uma moça no Rio Grande do Sul, de cuja denúncia à polícia ela mesma recuou após mostra-se contraditória em seu depoimento, ou a morte do professor de capoeira falsamente atribuída a uma briga política quando na verdade tratou-se de uma briga de bar na qual o assassino sofreu um ataque verbal de homofobia e racismo (foi chamado de “viadinho negro” antes de matar o sujeito) são exemplos claros de como não apenas o PT, mas a mídia em geral, estão dispostos a criar o máximo de factoides possíveis a fim de enganar o eleitor.

Estranho, inclusive, que relatos e vídeos de petistas agredindo pessoas, verbalmente e fisicamente, não ganham espaço na mídia.

Essa é a eleição mais carregada de ódio de toda a história da república brasileira, um ódio estimulado desde muito antes da disputa começar, porque o PT sempre soube, desde o impeachment de Dilma Rousseff, que não seria capaz de ganhar uma eleição presidencial. O recado, inclusive, já tinha sido dado pelo eleitor nas eleições municipais de 2016, quando o PT foi reduzido a substrato de pó de mico nas prefeituras e câmaras de vereadores em todo o país.

A derrota do PT era prevista desde sempre, o que explica o desespero de Lula para concorrer, pois além de ser a única opção que o partido tinha para pensar em poder ganhar, era também a única opção para que grande parte dos seus integrantes não tivessem que prestar contas de seus malfeitos à justiça.

Felizmente, a lógica prevaleceu. Lula continua preso e muitos integrantes do PT e de partidos aliados ficarão sem o foro privilegiado a partir de 1 de janeiro também deverão ser.

No futuro a história registrará que a eleição de 2018 terá sido a primeira – e esperemos única- eleição na qual um candidato sofreu uma tentativa de assassinato em plena campanha, à luz do dia, enquanto era carregado nos braços do povo. E registrará também que terá sido essa mesma eleição a última na qual Luís Inácio Lula da Silva exerceu alguma influência significativa, e de dentro da cadeia.

Não acredito, porém, que a ação do PT e da esquerda venha a se restringir ao debate parlamentar. O que mais me incomoda é o silêncio de movimentos sociais como o MST em plena eleição, as viagens pelo Brasil que José Dirceu vem fazendo a pretexto de “lançar o seu livro”, e no que tem sido articulado entre eles já visando um resultado adverso no próximo dia 28.

O perigo para a nossa democracia está nesses atores, e não no toco de amarrar jegue que se afundará no ostracismo do qual nunca deveria ter saído. O perigo está em quem está quieto, e disse: “E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.”

É bem provável que as delações premiadas de Antônio Palocci e Marcos Valério sejam divulgadas após a eleição, e o PT sabe disso, teme isso e fará de tudo para que o Brasil se torne um país ingovernável mesmo antes de Jair Bolsonaro tomar posse como presidente.

Assim, os próximos 15 dias serão o aperitivo. O que vem pela frente será algo que promete ser muito mais indigesto.

Que o povo brasileiro esteja realmente preparado para derrotar a esquerda muito além do voto.

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O ódio eleitoral aflorou em 2004. Não houve ódio em 1994, 1998 e 2002.

Muita gente que posta e comenta nas redes sociais ainda não tinha nascido ou não viveu esses momentos com idade o suficiente para lembrar. Quem já era jovem ou adulto nessas campanhas eleitorais pode se lembrar que o ódio não era um componente vivo ou decisivo nas intenções de voto ou declarações das pessoas.

Porém a semente do ódio já vinha sendo subliminarmente plantada nas cabeça das pessoas. O que sempre existiu até então foi a baixaria. E continua até hoje.

Desde que surgiu no cenário nacional como sindicalista e depois aspirante à presidência da república, Lula repetia um bordão que todos nós conhecemos. Já em seus comícios sindicais o “nós contra eles” era um ingrediente ativo e que encontrava ressonância na massa. Porém, até ser eleito presidente em 2002, Lula definia o “eles” como a elite, e definia a elite como qualquer um que não fosse de seu partido ou da esquerda.

Lula atacou Sarney, de quem veio a se tornar amigo e cúmplice, Antônio Carlos Magalhães, Itamar Franco e foi o patrocinador do impeachment de Fernando Collor, de quem também veio a se tornar amigo e cúmplice no saqueamento das empresas estatais brasileiras.

A partir de 2002, Lula elegeu Fernando Henrique Cardoso, o bobo da corte da esquerda que lhe passou sorridente a faixa presidencial, como o representante do “eles”. Dali para diante, FHC era culpado de tudo. Se chovia e tinha enchente, culpa do FHC. Se a seca matava o gado e sacrificava a população, era coisa de FHC. E assim foi na economia, na saúde, na educação, nos transportes e em todas as áreas aonde a designação de um culpado fortalecesse o discurso do PT. Lula chamava tudo isso de “a herança maldita de FHC”, e essa ideia colou.

Os movimentos sociais e sindicais se tornaram canais prioritários da disseminação do ódio e da luta do “eles contra nós”. O MST, primeiramente com José Rainha e depois com João Pedro Stédile, os movimentos sindicais através do sindicato dos metalúrgicos, CUT e as centrais de trabalhadores e novos sindicatos que se proliferam pelo país e mais recentemente o MTST, representado na medíocre figura de Guilherme Boulos. E, claro, desde sempre, as universidades federais, loteadas e lotadas de esquerdistas em todas os departamentos.

Além disso, a esquerda elegeu representantes nas Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado, que encarnaram o papel de guerreiros de Lula. Gente como Maria do Rosário, Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Lindbergh Farias, Jandira Feghali, Jean Wyllys, Carlos Zarattini, José Dirceu, Benedita da Silva e outros tantos que se dispuseram a ser “jardineiros do ódio” em nome do projeto de poder que beneficiaria a todos, menos a população.

Pessoalmente eu não fiquei satisfeito com a eleição de Lula, porque jamais confiei nele e no PT. Mas, como a maior parte dos que também não gostava dele, enfiei meu rabo entre as pernas e respeitei a decisão do eleitorado. Sentei e fiquei torcendo para estar errado, e, confesso, até o surgimento do mensalão, cheguei a achar que estava mesmo errado. Acontece que veio o mensalão.

Enquanto os ventos estavam favoráveis para Lula em seu primeiro mandato, aquela sementinha de ódio plantada antes do PT chegar ao poder já tinha se transformado em planta, dado muitas mudas, recebido muito adubo, e como tudo que é praga na lavoura, se espalhado pelo país, especialmente na cabeça das pessoas mais simples, menos escolarizadas, menos informadas e propositalmente desinformadas.

O “nós contra eles” foi repetido dezenas de milhares de vezes na cabeça das pessoas, o “eles” já tinha nome, a elite já tinha uma cara para odiar, e a campanha de 2006 foi regada a ódio, porque Lula inclusive precisava de um subterfúgio que escondesse o mensalão, atribuindo o fato ao ódio que a elite tinha de pobre ir para a faculdade, andar de avião, comprar um carrinho. E passou seu segundo governo fugindo da justiça enquanto destilava ódio à elite, a quem acusava de perseguição.

Lula sobreviveu ao segundo mandato e, contra seu próprio partido, indicou Dilma Rousseff, usando o ódio para alavancar seu poste. Lula a apresentou ao povo como guerrilheira torturada na ditadura, acusava os que refutavam sua candidata de serem contra uma mulher chegar ao poder. Mais uma vez jogava gasolina no fogo do “nós contra eles” aumentando a tão necessária fumaça que formava a cortina que impedia as pessoas de enxergar a realidade dos fatos.

A intensidade com que o “nós contra eles” foi disseminada e sustentada, através de programas sociais, colocando em primeiro plano temas como racismo, homofobia, violência contra mulheres e LGBTs, misoginia, elevando a justa luta de minorias para desviar a atenção sobre os fatos relevantes sobre a corrupção em seu governo que já começavam a tomar conta dos noticiários. E conseguiu reeleger Dilma mesmo com uma economia e frangalhos, um país à beira do abismo e a Lava Jato dando suas caras.

A campanha eleitoral de 2014 foi o auge da disseminação do ódio no país. Qualquer pesquisa simples no Google encontrará facilmente centenas de frases de Lula que demonstram, em sua trajetória, sua capacidade de destilar ódio para as multidões. FHC, mesmo distante do poder já há 8 anos, continuou a ser o ícone do “eles”, e Dilma Rousseff a única capaz de defender o “nós”. Deu certo, mas não durou.

O que vimos de lá para cá foi um Lula odioso, perseguido pela imprensa, pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal, pela justiça em todas as suas instâncias, pelo mercado financeiro e, claro, por “eles”, a elite que continua não querendo ver pobre na faculdade e viajando de avião.

O ódio foi, desde sempre, a única retórica possível da esquerda capaz de transformar em votos a ignorância do povo. Mas aqueles, que, como eu, ficaram quietos até a campanha de 2014, também se encheram de ódio, e passaram a sentir ódio de si mesmos antes de qualquer outro, ódio de terem ficado quietos, ódio de terem engolidos tantos sapos barbudos, ódio por não terem sido combativos, e ódio de todas as mentiras travestidas de bondade que Lula e seu partido pregaram desde que começaram suas trajetórias na política brasileira.

Desde o impeachment de Dilma Rousseff, tenha sido golpe ou não, o ódio é o único instrumento petista, tendo sido dirigido primeiramente a Michel Temer e agora a Jair Bolsonaro, atribuindo exatamente a ele a autoria do ódio, utilizando o clássico “acuse-os do que você é, acuse-os do que você faz, acuse-os do que você fala”. Só que dessa vez não está mais dando certo.
Lula está preso. O primeiro turno das eleições de 2018 fizeram uma limpa na esquerda brasileira, tirando dela o poder e o discurso que já não se sustenta mais, nem mesmo entre a população mais pobre. O feitiço virou contra o feiticeiro, e o ódio, infelizmente ele, tem sido a mola propulsora da mudança.

Mas não temos ódio dos pobres que hoje mandam seus filhos para a faculdade ou que viajam de avião. Não temos ódio de quem conseguiu comprar seu carrinho, sua casa, sua TV de 50 polegadas ou que frequenta shoppings centers. Nosso ódio é contra a corrupção, contra todo o dinheiro que foi roubado e desviado da saúde, da geração de emprego, da educação decente, da segurança pública, da infraestrutura do país.

Esse dinheiro enriqueceu empresas e políticos, foi desviado para outros países para interferir em suas democracias ou simplesmente ficar guardado para ser usado na sustentação do projeto de poder de Lula e suas quadrilhas. Enquanto isso, só cresceram os índices de crimes de racismo, homofobia, misoginia, homicídios, as mortes por falta de assistência médica e saneamento básico, o retorno de doenças consideradas erradicadas como poliomielite, sarampo, rubéola.

A corrupção se espalhou pelos estados e municípios, tendo o Rio de Janeiro como expoente, com um ex-governador preso e já condenado a mais de 100 anos de prisão e ainda aguardando o julgamento de outros processos.
Lula está preso, condenado a 12 anos de cadeia, mas também aguarda o julgamento de outros processos, nos quais deve receber mais algumas dezenas de anos de condenação. E esse é o único caminho possível para a pacificação do Brasil, com a justiça punindo exemplarmente qualquer político, de qualquer partido, reforçando o conceito de que todos são iguais perante a lei.

O que vemos hoje em 2018, com Jair Bolsonaro sendo acusado de ser o disseminador de ódio, nada mais é do que, novamente, a aplicação do conceito comunista do “acuse-os do que você é, acuse-os do que você faz, acuse-os do que você fala”, que, curiosamente, ainda encontra eco em uma camada social vítima da síndrome de Estocolmo, totalmente dependente daqueles que sequestraram sua dignidade.

Muitos analistas políticos, jornalistas e até mesmo candidatos nessa eleição presidencial afirmam que quem criou Jair Bolsonaro foi Lula, foi o ódio que Lula plantou, especialmente na classe média, achatada e denominada culpada pela pobreza de milhões e pela riqueza da minoria.

A eleição de Jair Bolsonaro é o início do fim da praga do ódio, que será combatido não por ele, mas por todos aqueles que rejeitam Lula, seu partido e os projetos de uma minoria intelectual de esquerda, que pretendia (e duvido que deixe de pretender) transformar o Brasil numa república socialista bolivariana tal qual é a Venezuela. E isso não é retórica, está escrito letra por letra no programa de governo apresentado pelo partido de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral na fraudulenta tentativa de registrá-lo como candidato à presidência da república.

O real destino do Brasil, no entanto, vai depender de como a esquerda vai se comportar a partir do resultado da eleição no dia 28 de outubro. Teremos que aguardar para saber se a esquerda enfiará o rabo entre as pernas, como eu e milhões de brasileiros fizemos na primeira eleição de Lula, ou se, mais uma vez, vão meter os pés pelas mãos e tentar tocar o caos nesse país. Sinceramente, aposto na segunda opção.

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