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STF e a era do Judicialismo. Nem presidencialismo, nem parlamentarismo.

STF e a era do Judicialismo. Nem presidencialismo, nem parlamentarismo.

O que faz dois ministros do STF ignorarem completamente a Constituição Federal, o regimento interno do próprio STF, o parecer da Procuradoria Geral da República, mais do que isso, o pedido de arquivamento de um inquérito absolutamente inconstitucional, que envergonha seus próprios pares?

Não vivemos mais um presidencialismo. O STF estabeleceu no Brasil o judicialismo, no qual . Nosso poder judiciário assumiu o protagonismo da nação. Ele denuncia, investiga e julga, legisla e executa. O executivo e o legislativo se tornaram obsoletos no novo regime.

Temos visto de tudo nos últimos anos, mas não deixa de ser surpreendente que estejamos assistindo ao Supremo Tribunal Federal, na pessoa de seu presidente, praticar censura a um órgão da imprensa e descambar numa caça às bruxas que chega na casa de um General da reserva na figura da Polícia Federal fazendo buscas e apreensões.

Um Supremo Tribunal Federal, guardião da tal Constituição Cidadã, usurpando de seus poderes e demolindo o conceito de cidadania daquilo que jurou defender.

O que está acontecendo é comparável ao que há anos já acontece na Venezuela, onde a Suprema Corte denuncia, investiga, censura e prende pessoas que criticam o regime. Tudo em questão de horas. O que nos leva a crer que nosso STF se considera o regime.

Estamos todos na mira. Não é falso dizer que qualquer um que se manifeste criticamente, contrário ou indignado com os acontecimentos pode ter a Polícia Federal batendo na sua porta às 6 horas da manhã. Não que as pessoas precisem ter o mesmo medo que tinha Lula ou tem José Dirceu, mas não é irreal. O STF tem promovido buscas e apreensões nas casas de pessoas comuns, como nós, apenas porque cometeram o crime de praticar seu direito de expressão.

O povo brasileiro não confia mais no Supremo Tribunal Federal, e a reação da casa a esse fato é a ação direta e inconstitucional de 2 ministros e o silêncio de outros 9, entre os quais sabemos que há mais 2 ou 3 que apoiam tudo o que está acontecendo. Mesmo assim é inviável que os que são contrários não se manifestem com veemência no plenário da casa, em uma sessão com a máxima urgência, que deveria acontecer ainda hoje.

O STF está flertando com o imponderável. A sociedade não está mais adormecida. São milhões de brasileiros indignados e atentos que já não suportam mais tantos desmandos, tanta criminalidade em todas as esferas de poder, tanto corporativismo e impunidade, que agora nem fazem mais questão de disfarçar.

O regime de Maduro só deu certo porque a Suprema Corte daquele país foi aparelhada para dar suporte ao novo regime. O que nos separa da Venezuela é que o regime que aparelhou nossa justiça, felizmente caiu. Mas não foi o suficiente para desaparelhar, e hoje ainda tem fortes focos de resistência exatamente no judiciário. Nem no legislativo a Orcrim tem mais esse respaldo.

Se não se pode acusar diretamente nenhum ministro do STF de envolvimento com corrupção, o fato de poder acusar alguns deles de favorecer corruptos não é nenhuma calúnia ou injúria. São diversos e flagrantes os exemplos de ações diretas de certos ministros em favor de empresários e políticos de seus convívios pessoais, e se alguém tem que explicar isso são eles e não o povo, que já não aceita e critica esse tipo de comportamento.

O efeito das urnas não chegou ao STF. Os ministros ainda não entenderam que a sociedade brasileira mudou e que quer mudar ainda muito mais, começando pela maneira como a justiça é praticada pelas mais altas instâncias do judiciário. As críticas, ácidas ou não, são manifestações legítimas de um povo cansado de corrupção e impunidade, e totalmente indisposto a tolerar esse festival de arbitrariedades.

Porém, se a sociedade brasileira não reagir à altura, corremos o risco de muito em breve revivermos Raul Seixas e seu Metro Linha 743.

Três outros chegaram com pistolas na mão
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos córneos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí
Eu quero é saber o que você estava pensando

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STF, o verdadeiro e grande culpado de toda a desordem jurídica do Brasil

Como explicar ao mundo que o STF, o Supremo Tribunal Federal, é um dos maiores entraves ao nosso desenvolvimento como nação?

Como esperar que investidores ponham seu dinheiro aqui com tantos políticos e empresários nacionais comprovadamente corruptos sendo vergonhosamente acobertados pelos juízes da mais alta corte do judiciário e que, em tese, deveriam ser os guardiões da nossa constituição?

O que estamos vendo nesse triste momento da nação é o total desrespeito às leis e aos cidadãos, o que só acontece porque os que fazem isso contam com a salvaguarda de quem deveria colocar, ou melhor, já deveria ter colocado um freio nisso desde o mensalão, quando Lula passou incólume em um processo no qual deveria ter sido enquadrado como chefe.

Entre os ministros do STF, encontramos um que já foi flagrado em ligações telefônicas tratando de assuntos nada institucionais, além de ser beneficiário, em um instituto privado de sua propriedade, do recebimento de dinheiro em forma de patrocínio de empresas envolvidas nos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil e talvez do mundo.

Pelas mesmas mãos de alguns ministros do STF, a Constituição Federal vem sendo rasgada, fatigada ou simplesmente ignorada.

Também pelas mãos desses mesmos ministros vimos a chapa Dilma/Temer ser absolvida no TSE, do qual fazem parte (ora um, ora outro) de um escândalo inimaginável de financiamento ilegal de campanha com dinheiro proveniente de propinas vindas da iniciativa privada e de estatais, sob a alegação de excesso de provas.

Também são esses os ministros que jogam no lixo meses de investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, além do trabalho da primeira e segunda instâncias, concebido habeas corpus incabíveis, soltando presos condenado a mais de 30 anos de cadeia, alterando a jurisdição de processos entre a justiça comum e a justiça eleitoral conforme o réu em questão.

Esses são os ministros que ignoram o povo, as leis, a constituição, mas que não ignoram seus bandidos de estimação e agem no STF como advogados e não como magistrados que são.

É essa certeza de cumplicidade e impunidade que permite que as maiores atrocidades criminais, comuns e eleitorais, continuem sendo praticadas à luz do dia alicerçadas na convicção de que nada acontecerá.

O STF se tornou a casa dos corruptos, a garantia do crime perfeito, através da produção de atos e sentenças que são verdadeiros estímulos à prática de crimes contra o contribuinte e contra o cidadão, não importa o que diga a constituição ou os códigos civil, penal e eleitoral.

Enquanto todos falam em fake news, nosso maior problema é o fake STF, a fake justiça, que acoberta os fake democratas, e juntos, tripudiam da democracia brasileira, do povo brasileiro, chegando a subestimar a vontade do povo e até mesmo a rir de manifestações e reivindicações justas, como se eles realmente estivessem acima das leis, ignorando completamente o fato de que nós, povo, cidadãos, contribuintes, é que pagamos seus ricos salários.

Se o poder executivo é ocupado e usurpado por bandidos que há anos praticam crimes, a culpa é do STF.

Se o poder legislativo há décadas legisla em causa própria, promovendo o enriquecimento ilícito de seus membros, a culpa é do STF.

Se presidiários comandam o banditismo, o tráfico de drogas e até campanhas eleitorais de dentro da cadeia, a culpa é do STF.

Enquanto o povo brasileiro não se posicionar com a firmeza necessária, não haverá justiça nesse país para qualquer um que tenha dinheiro para contratar advogados que costuma assinar manifestos e participar de frentes democráticas contra a vontade popular.

Os quase 70% de brasileiros que deverão eleger Jair Bolsonaro no próximo dia 28 de outubro – se o STF e o TSE não arrumarem um jeito de melar essa eleição – não podem depositar apenas nas mãos do novo presidente a esperança de mudanças que ele não conseguirá fazer sozinho, porque um presidente não pode tudo.

Presidente da república não pode desnomear um ministro do STF. Só o Senado Federal pode fazer isso, e o que não faltam são pedidos de impeachment de vários ministros, que são os que advogam nas causas de seus réus favoritos ao invés de julgá-las.

A pressão tem que ser feita sobre a nova composição do senado a partir do dia da posse, pois a maioria dos eleitos e reeleitos obteve sua vaga pelo discurso da renovação, do combate à impunidade e à criminalidade. Ninguém tem mais poder do que o povo para que isso seja feito, nem que seja necessário parar o Brasil para se chegar a esse resultado.

O que não podemos mais é ver a prática de crimes como o que faz agora o PT, tentando deslegitimar a eleição que já sabe que vai perder, fazendo denúncias de falsos crimes, ocupando as justiças comum e eleitoral com o objetivo de tumultuar o processo democrático com falsas acusações, teorias de conspiração que apenas o interesse te fazer o povo brasileiro de idiota, além da própria justiça.

Todo o jogo sujo, baixo, raso, subterrâneo praticado pela esquerda, que envolveu a tentativa de assassinato do candidato à presidência (por um militante de esquerda que confessou ter praticado crime político) líder em todas as pesquisas desde o início da campanha eleitoral, é de responsabilidade do STF, da falta da prática retumbante de justiça.

E a culpa de existir um STF sujo, baixo, raso e subterrâneo é totalmente nossa, de mais ninguém. Precisamos aproveitar o patriotismo que a eleição de 2018 nos trouxe e aprender rápido a praticar nossa cidadania na sua plenitude. Dizer não é pura questão de cidadania.

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Partido político ou só uma combinação de letrinhas na sopa?

Qual partido político está realmente preocupado com o Brasil? Todos dirão que estão. Mas tem algum partido realmente preocupado com o Brasil?

Temos o mais moderno sistema eleitoral do mundo e a pior representação política de toda nossa história. E quiçá ficasse apenas na representatividade política. Temos também a pior representatividade judiciária da história republicana, juízes e ministros que não deveriam ter ou tomar partido, mas que fazem política no judiciário.

Não importa nesse momento citar siglas, nem as antigas, nem as novas. Não há novidade na política atual. Os discursos estão cheios de utopias, ufanismos, propostas indecentes, e a mesma capacidade de sempre de se apresentar como novidade ou como a solução para todas as mazelas do país. Como disse Cazuza, “Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O que estará em disputa nessa eleição não é o futuro do Brasil, mas o futuro de políticos e juízes. E esmagadora maioria dos candidatos postos até o momento está comprometida com o futuro desses políticos e juízes, porque seus passados já estão há muito tempo. Não há partido ou viés ideológico. A briga, para ficar no poder ou retomar o poder, é vencer a todo custo, com o compromisso tácito entre eles de que uma megaoperação pós vitória vai livrar a cara de todo mundo.

Talvez até tenhamos candidatos interessados no futuro do Brasil, mas nenhum partido trabalhará para isso, basta ver a divisão do bolo do fundo partidário que privilegiou nitidamente aqueles que buscam a reeleição para poder continuar a influenciar quem pode protegê-los. Sem mandato isso fica muito mais difícil. E se ainda por cima estiver preso a influência só vai funcionar sendo transformada em chantagem.

O que vemos é um grotesco espetáculo de pré-campanha, recheado de atores de quinta categoria, que em países sérios não se elegeriam vereadores em suas cidades. Coronéis, religiosos, militares, mentirosos compulsivos, presidiários, falsos santos. Nenhum deles apresenta uma proposta séria para o Brasil, que nesse cenário não passa de pano de fundo para protagonismos bizarros numa guerra de facções.

A política em Brasília equivale ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. São gângsteres instalados nos três poderes, uma minoria de ladrões ditando as leis e as regras de uma sociedade de 200 milhões de habitantes. Genocidas que matam através dos mais de 60 mil homicídios ao ano, das centenas de milhares de pessoas que morrem por falta de assistência médica decente.

Não há partido de esquerda preocupado com o povo brasileiro. Estão preocupados apenas em fugir da polícia federal e da justiça. Querem o poder.

Nenhum partido de direita está preocupado com o Brasil. Estão preocupados em derrotar a esquerda acima de qualquer coisa. Querem o poder.

É zero o número de partidos de centro preocupados com o povo brasileiro e com o Brasil. Estão preocupados em escolher uma aliança que garanta a vitórias nas urnas, não importa quem, nem de onde. As pesquisas eleitorais são os rumos desse vento.

Não há partido comprometido com um plano para o país. No Brasil, partido tem dono e não presidente. Ex-presidiário é dono, presidiário é dono, bandido é dono, religioso é dono, banqueiro é dono. Aqui se aluga partido, se compra e se vende partido, assim como vaga para concorrer a um cargo eletivo.

Alguém explique, por favor, porque um candidato se dispõe a pagar R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais) do próprio bolso numa campanha presidencial se ele ganhará cerca de R$ 1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil reais) em um mandato de 4 anos? No máximo R$ 3.200.000,00 (três milhões e duzentos mil reais) se ficar dois mandatos seguidos, mas para isso terá que fazer uma outra campanha eleitoral onde precisará gastar no mínimo os mesmos R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais).

Como essa conta fecha? Só com vontade cívica? Desejo de ajudar o Brasil?

De fato, não temos nenhum partido político no Brasil do qual devamos esperar alguma coisa. E poucos são os políticos que merecem alguma expectativa, até mesmo os que podem ser considerados bons, porque sozinhos eles não são nada.

Alguém precisa tomar partido do povo brasileiro e do Brasil. No mínimo o povo deveria fazer isso verdadeiramente.

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O PT é o primeiro. Mas veremos a desintegração total da corrupção sistêmica.

Só o STF salva José Dirceu. Só o STF salva os corruptos. Só o STF salva o STF, fechando, para isso, acordos e compromissos espúrios com todo mundo, inclusive com o PT, aliás, cujos parlamentares se tornaram assíduos frequentadores de corredores e determinados gabinetes. Tudo institucional, claro.

O PT pode não estar acabado no ponto de vista de quem ganha um sanduíche de mortadela e 30 reais, mas seu comprometimento é tão profundo que, a partir de janeiro de 2019, corre o risco de não ter nem quem fale por ele ou consiga arrecadar o dinheiro do sanduba e da diária de 30 pilas. A esmagadora maioria de gritões e falastrões está mais para escrever cartinha de trás das grades do que ler cartinha enviada da cadeia por alguém.

A delação de Antônio Palocci está por pouco para ser homologada. Pelo que especula a imprensa, vai faltar ventilador. Lula, Dilma, José Dirceu, Guido Mantega, José Sérgio Gabrielli, Graça Foster, Gleisi Hoffmann, todos foram finalmente dedurados por Palocci, e falo dedurados porque teriam sido delatados lá atrás se o MPF tivesse feito o acordo, mas como ninguém deu bola para o italiano, e ainda lhe cagaram na cabeça, o que ele fez agora foi dedurar mesmo. Não sei porque não entregou as togas, segundo o que dizem ele não concordou em incluir essa parte da podridão no acordo.

Mas o que realmente torna o momento interessante é ver que o MDB segue o mesmo caminho do PT, assim como o PSDB. Todos em processo de desintegração, tendo em seus protagonistas um elenco de encrencados com a Lava Jato e outras operações e modalidades de criminalidade. Para quem nunca acreditou que Lula seria preso um dia, com um mês e meio de cadeia e todos os recursos – até agora – negados, imaginar que Renan Calheiros e Aécio Neves possam ter o mesmo destino já não é uma fantasia.

A Lava Jato pegou a espinha dorsal do sistema de corrupção sistêmica implantado e superdesenvolvido nos governos do PT, com a cumplicidade, apoio, oportunismo e gula do MDB. Tudo isso com a aquiescência do PSDB, que continuou tendo suas oportunidades para a prática de delitos criminosos sem ser molestado, uns fazendo vista grossa para os outros.

Sérgio Moro, Marcelo Bretas e Vallisney Oliveira ultrapassaram todos os limites a que se auto impunha a justiça brasileira de primeira instância, até então de comportamento subordinado ao establishment. E conseguiram isso por três motivos simples: se prepararam para estar aonde estão, utilizaram extremamente os limites da lei e fizeram cumprir a lei.

Sempre haverá quem vai dizer que Moro descumpriu a lei quando divulgou os áudios de Lula e Dilma. E sempre haverá também quem dirá que é dever de um juiz federal revelar o acometimento de um crime quando ele sabe que está sendo cometido, e se ele não fizer isso estará prevaricando. Por outro lado, se isso foi um ultrapassar de limites, que bom que ele teve essa coragem, e que outros mais tenham a mesma.

O final dessa legislatura em 31 de dezembro de 2018 será a despedida da pior representação legislativa, judiciária e executiva de toda a história do Brasil. Nunca soubemos tanto sobre o funcionamento das engrenagens da corrupção, jamais imaginamos o volume de dinheiro que isso envolveu desde a redemocratização do Brasil, em momento algum tínhamos tido até então a clareza do preço que a sociedade para com tanta roubalheira.

É quase impossível imaginar que exista 1 único município entre os 5570 do Brasil que não tenha algum escândalo de corrupção na câmara municipal ou na sua prefeitura. E é certo que não há 1 estado brasileiro entre os 27 que não tenha um escândalo de corrupção na sua assembleia legislativa ou no governo do estado.
Nos governos federais, os escândalos se sucedem desde a posse de José Sarney em 1985, época em que Lula era inimigo mortal de José Sarney, Michel Temer, Fernando Collor, Fernando Henrique. Mas nós éramos muito mais bobos do que somos hoje, apesar de muito bobos ainda.

Usando a física como referência quando afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, a desintegração desses partidos é a oportunidade para a concretização de um novo movimento de patriotismo e espírito de civilidade e nacionalidade. Esse espaço precisa ser preenchido por uma nova mentalidade sobre cidadania acima de ideologias, já não faz o menor sentido que o povo brigue por elas quando os próprios políticos apenas as usam como escudo e não tem nenhum real compromisso com o que pregam.

A corrida eleitoral começa a se aproximar da parte mais fina do funil, as alianças e repúdios começarão a ficar mais assanhados, os discursos cada vez mais mentirosos, as promessas cada vez mais utópicas ou radicais, e acabaremos elegendo um presidente, seja ele qual for, por exclusão e não necessariamente pelos seus méritos pessoais, ainda que os tenha.

Por esse critério, Jair Bolsonaro continua representando a maior expectativa por mudanças e o provável segundo turno com ele será o verdadeiro todos contra um, talvez a maior aliança de partidos da história contra um único candidato, PT, MDB, PSDB, DEM, STF (ops, esse não é partido) encabeçando a luta, quer dizer, se o processo de desintegração não levar mais meia dúzia de cabeças até as eleições.

A verdade é que a desintegração do PT e da corrupção sistêmica era tão improvável que acabou acontecendo.  De modo que podemos pensar que existem outras improbabilidades possíveis, como o povo reagir, uma intervenção militar… afinal, somos ou não somos o país onde o improvável sempre acontece?

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Deputados só se preocupam com presos incomuns, os comuns que se…

Procure no Google por quaisquer termos de pesquisa que envolvam visitas de deputados a presídios, a fim de constatar as condições dos encarcerados. Vai encontrar visitas de senadores à Lula, visitas de filhos de deputados a pais presos, como o filho de Cabral, a filha de Garotinho, o filho de Jorge Picciani, visitas a Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves, mas terá que procurar com muita vontade para encontrar uma comissão que tenha ido, por exemplo, visitar o Presídio de Pedrinhas, no Maranhão. Mal, mal, encontrará alguma comissão deputados de direitos humanos.

As visitas para Lula, no fim das contas, têm mesmo a finalidade de “causar”, verbo tão na moda quando se trata de aparecer e fazer barulho, sejam elas de senadores, deputados, advogados, Dilma ou de políticos e candidatos de esquerda, até mesmo do argentino Nobel da paz. Lula precisa deles tanto quanto eles precisam de Lula.

Decorridas duas semanas e dois dias, cada dia que Lula passa na cadeia significa um dia mais perto da cadeia para deputados, senadores e políticos envolvidos na Lava Jato. Se Lula ficar preso, como se espera que fique, não haverá discurso que sustente sua inocência. E a forma como ele aparece na mídia é tão importante e reveladora que seus advogados já preparam trocentos recursos para que ele não seja transferido para um presídio comum, que é o lugar de presos comuns como ele.

Para as pretensões de quem quer se livrar da chance de ser preso, a possibilidade da ida de Lula para um presídio comum funciona como um alarme sonoro que soa repetidamente em suas cabeças dizendo “se Lula foi preso, você pode ir também”.

Toda essa movimentação em torno da prisão de Lula é para causar notícias, e a estratégia é que os absurdos são solicitados sabendo-se que serão negados, exatamente por serem absurdos, e transformados em notícias que falarão do cerceamento de Lula no cárcere, ou da “masmorra” citada na tribuna do Senado por Renan Calheiros, que nem em Curitiba foi. Do seu lado, a mídia ecoa tudo o que diz respeito à prisão de Lula. Até mesmo a foto da Kombi que leva a quentinha com a comida de Lula e dos outros detentos estampou notícias em diversos jornais.

Todo esse barulho, além de uma possível e questionável pressão política e midiática sobre a justiça, tem também o objetivo de fazer parecer que o povo brasileiro está ao lado do condenado, quando na verdade não se viu pelo país nenhuma manifestação espontânea que reunisse mais de meia dúzia de gatos pingados, e até mesmo manifestações pode-se contar nos dedos. A única coisa que vimos até agora foram manifestações pagas a “mortadólares” com dinheiro sabe-se lá vindo de onde.

A mídia internacional simplesmente não dá bola para as versões fantasiosas que a mídia brasileira ajuda a espalhar e trata Lula como um político corrupto justamente preso. Políticos internacionais que se manifestam são todos basicamente de esquerda, como a falida esquerda italiana, a moribunda esquerda francesa, a cansada esquerda trabalhista inglesa e gente como José Sócrates, ex-primeiro ministro de Portugal que responde a 31 processos por corrupção no seu país, alguns deles que, inclusive, se entrelaçam com crimes relacionados à Lava Jato.

O Brasil tem mais de 700 mil presos, sendo que mais de 200 mil deles presos preventivamente, sem sequer uma sentença condenatória em primeira instância, alguns há anos aguardando o julgamento de um habeas corpus no próprio STF, que não teve pudor de passar o habeas corpus de Lula na frente de mais de 5 mil pedidos já empoeirados nos escaninhos dos ministros.

Mas, senadores e deputados, assim como juízes de primeira e segunda instância, e do STJ e do STF, estão preocupados com um preso incomum, e incomum pelo fato de ter sido preso, porque em relação aos crimes que cometeu é tão comum quanto qualquer criminoso que faça parte da população carcerária brasileira.

Lula precisa ser transferido para um presídio comum, como qualquer preso comum, para que se torne também comum na cabeça das pessoas que não existe ninguém acima da lei, nem ele, nem deputados, senadores, governadores, prefeitos, ministros, vereadores e juízes de todas as instâncias. Nenhum político corrupto ou partido merece complacência do povo e da justiça pelo que eventualmente tenha feito de bom ao país. Nenhum bom desempenho serve como justificativa ou, anuência, à criminalidade do colarinho branco ou à criminalidade comum. Que a cadeia acolha a todos igualmente.

Que fiquem os deputados preocupados e criando factoides, e a mídia dando cobertura a essas aberrações políticas e jurídicas que empunham bandeiras, microfones e megafones dando bom dia e boa noite a um condenado a 12 anos e 1 mês de cadeia, por enquanto, por comandar o maior esquema de corrupção da história desse país e, há quem diga, do mundo.

O dia que Lula se incorporar ao sistema penitenciário, cumprindo pena junto às centenas de milhares de presos preventivos e condenados, a maioria tão criminosos quanto ele, poderei pensar em me preocupar com as questões humanitárias que envolvem todos. Por enquanto, Lula que se…

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O dia da mentira acabou, mas a mentira chamada Lula continua

São dois os motivos pelos quais as pessoas, mesmo sabendo ser um 1° de abril e sabendo ser esse o dia da mentira, ainda caem nas mentiras que lhes são contadas é o mesmo pelo qual muita gente do povo ainda acredita em Lula: desinformação e confiança.

A gente cai nas histórias mais bobocas porque elas nos são contadas na certeza de que não dispomos da informação correta que confronte a que estamos recebendo, mas, principalmente, porque estamos confiando em quem nos conta, e o que podemos chamar até de ingenuidade.

Lula é uma mentira desde que surgiu no movimento sindical e no cenário político. Trapaceou para alcançar o topo no comando do sindicalismo do ABC, ludibriou os trabalhadores promovendo greves pré-combinadas (e estimuladas) pelos patrões, tinha ligações com os militares que, erroneamente, viam nele um possível líder político, foi dedo-duro durante o regime militar e para ser eleito forjou a mentira de uma carta aos brasileiros que, segundo revelado em delação premiada, foi basicamente redigida por Emílio Odebrecht, fruto do acordo nascido para tornar Lula presidente.

Os primeiros anos do governo Lula serviram para massificar a mentira da “herança maldita” deixada por Fernando Henrique Cardoso, quando o que existia de verdade era um governo que pela primeira vez tinha limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e a colheita frutos deixados pelo Plano Real. Não se trata aqui de dar méritos para FHC, mas apenas de não tirar o que ele teve de méritos, depois destruídos no segundo mandato de Lula e no mandato e meio de sua sucessora.

Foram os avanços legais e econômicos deixados pelo governo FHC que permitiram ao Brasil surfar na alta das commodities como o petróleo, o minério de ferro, a soja, os grãos em geral, principais produtos que garantiram superávit na balança comercial durante os cinco primeiros anos do PT no poder.

Quando a economia mundial desaqueceu após 2008, esses produtos ficaram em baixa, e ficou insustentável manter a pose de bacana. Então, a cada mexida feita na economia, aliada ao altíssimo custo da manutenção da popularidade de Lula via programas sociais, se transformou numa pazada tirando terra do buraco, que Dilma teve a competência de aprofundar bem abaixo dos sete palmos.

Se o Brasil está vivo hoje, não atribuam isso a Temer, mas, essencialmente, a saída do PT do poder. Temer pode ter contribuído ao escolher Henrique Meirelles, que não é burro, para o ministério da fazenda, levando ao mercado uma sinalização de credibilidade. Mas, de verdade e de fato, a economia não teve melhoras suficientes para merecerem ser comemoradas.

Os 14 milhões de desempregados deixados por Dilma Rousseff chegaram a baixar em quase 1 milhão, as a realidade sempre teima em incomodar, e os resultados do último trimestre, encerrado em fevereiro, mostram que esse índice aumentou novamente e voltou a casa dos 13,1 milhões.

Hoje, Lula faz caravanas para difamar o governo Temer, que com todos os trambiques e tropeços, serviu para que o mundo soubesse que o PT não está mais no poder. Mesmo sendo ele um presidente claramente envolvido em todas as falcatruas petistas e emedebistas dos últimos 33 anos, sua atuação como corrupto foi refreada pela Lava Jato, que esfregou na cara dos brasileiros, e do mundo inteiro, quem são os corruptos, como roubavam, ondem roubavam, quanto roubavam, quem levava grana, quanto levava, como levava, quem eram seus comparsas e etc, etc, etc.

Lula critica a reforma da previdência que ele dizia ser necessária. Critica a reforma trabalhista que ele dizia ser necessária. Tece duras críticas à justiça que ele dizia defender. Distorce dados da economia, ludibria eleitores com discursos de vítima, ataca adversários com versões distintas da realidade, protege aliados e chantageia grosseiramente aqueles que podem salvá-lo da cadeia. E faz tudo isso com base na única coisa que ele e o PT sabem fazer, falsear a realidade e contar mentira.

Lula estupra a confiança da gente ingênua, sem escolaridade, propositalmente deseducada e permanentemente desestimulada a participar da vida política do país. E não tenho medo de errar ao dizer que quem apoia Lula e não é ingênuo, tem escolaridade, teve boa educação e participa da vida política, só apoia por algum interesse ou benefício pessoal. Fora desse grupo, a chance de uma mentira virar verdade depois de contada 1000 vezes é bastante grande.

Só uma coisa pode encerrar esse ciclo da mentira chamada Lula: o início imediato do cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês estipulada pelo TRF4 de Porto Alegre, aumentando em 2 anos e 7 meses a pena decretada por Sérgio Moro na primeira instância. É imperativo que esse cidadão seja retirado da sociedade, que seja retirado dele o palanque, o microfone e a claque, para que ele pare de incitar a violência – sim, ele incita a violência – fazendo da mentira, de muitas mentiras, de renovadas mentiras que desmentem as mentiras anteriores, sua principal arma.

A carreira política e subversiva de Lula precisa ter um fim, e esse fim tem que ser dado na próxima quarta-feira, 4 de abril.
Se Lula permanecer solto por um habeas corpus “Mandrake” e a prisão após condenação em segunda instância for derrubada pelo STF, o povo brasileiro terá que, uma vez na vida, encarar a verdade de que somos uma nação de mentira. Ou, finalmente, transformar indignação em ação e impulsionar a tomada das rédeas desse país, ao custo que for.

Essa mentira Lula precisa ser substituída pela única verdade irrefutável que existe sobre ele: condenado a 12 anos e 1 mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. E que venham logo os outros 6 processos nos quais ele também responde por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, além de obstrução de justiça, tráfico de influência, participação em organização criminosa e venda de medidas provisórias. Esse é o Lula de verdade. O resto é tudo mentida.

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Justiça é o que mesmo? Para que serve? Para quem serve?

Justiça seja feita, a encenação ocorrida hoje no STF foi uma apresentação memorável. Ninguém perdeu uma deixa, ninguém esqueceu texto e nem as marcações do palco. Cara ministro/ator, ou ator/ministro, cumpriu sua parte na tragicomédia de Luis Inácio Lula da Silva de maneira tão brilhante que fica difícil apontar quem foi o melhor.

Mas antes de responder “o que é justiça”, que é a questão principal do título desse artigo, primeiro é necessário definir o que é vergonha.

Segundo o dicionário online, vergonha significa:

substantivo feminino

  • Sentimento penoso por se ter cometido alguma falta ou pelo temor da desonra: corar de vergonha.
  • Humilhação, desonra: perder assim é uma vergonha. (Sin.: infâmia, opróbrio, vexame.)
  • Ato indecoroso que provoca indignação: é uma vergonha!
  • Rubor das faces causado pelo pejo.
  • Timidez, acanhamento.
  • Perder toda a vergonha, não ter pudor, ser insensível à desonra.
  • Ser a vergonha de alguém, causar-lhe vexame pela prática de atos indecorosos.

Nada disso se parece com o que vimos hoje no Supremo Tribunal Federal. E partindo dessa premissa, o que fazer com a definição de justiça? Para que serve? Para quem serve?

Segundo a primeira definição no cabeçalho do verbete na Wikipedia, justiça pode ser definida como “um conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio, que por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interessesriquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social.[1] Trata-se de um conceito presente no estudo do direitofilosofiaéticamoral e religião. Suas concepções e aplicações práticas variam de acordo com o contexto social e sua perspectiva interpretativa, sendo comumente alvo de controvérsias entre pensadores e estudiosos.

E ao pensarmos no teatro apresentado hoje pelo STF, podemos dizer sem muito medo de errar que ninguém ali sentiu-se penoso ou com temor de desonra; ninguém corou ou sentiu-se humilhado; ninguém achou que praticou algo indecoroso que pudesse indignar o povo; ninguém teve timidez ou acanhamento.

Perdeu-se a vergonha, o pudor e qualquer sensibilidade. Ninguém pareceu se importar de envergonhar a mais importante casa da justiça brasileira, e a praticou-se atos indecorosos em rede nacional de televisão.

Nosso Supremo Tribunal Federal não teve vergonha de não fazer justiça, e no dia de hoje, abstrato foi o povo, aquele que não tem dinheiro para pagar um habeas corpus, muito menos o benefício de ter uma liminar concedida pela mera solicitação de um advogado na tribuna, sem que um requerimento tivesse sido apresentado.

O benefício concedido a Lula, impedindo que ele inicie o cumprimento de pena se seus embargos declaratórios forem julgados improcedentes pelo TRF4 na próxima segunda-feira, não é concedido a qualquer um, talvez a ninguém nessa circunstância, muito menos de boca, menos ainda ali da tribuna.

A suspensão do julgamento do habeas corpus de Lula colocou, mais uma vez o Brasil em suspense e em suspenso. Somos uma nação condenada a aguardar uma solução que salve um condenado, e que ao mesmo tempo, se o STF não fizer a justiça que tem que ser feita, nos condene ao limbo da democracia, ganhe quem ganhar a próxima eleição.

Sim, temos uma Suprema Corte covarde, como disse o próprio Lula. E todos foram covardes, mesmo os que votaram contra Lula, pois não se rebelaram contra o papel de coadjuvantes que sabiam estar interpretando naquela encenação que nos leva a crer que nessa história o mocinho é o bandido.

Não, não confiamos na nossa Suprema Corte, como disse José Nêumanne Pinto ao ministro Marco Aurélio de Mello no programa Roda Viva. Não confiamos nos que parecem bons, menos ainda nos que temos certeza de que não são bons, muito menos do bem.

Justiça. Talvez muitos de nós não vivam para saber o que é ou para que serve. Mas, certamente, sabemos a quem ela serve. E não serve ao povo.

Senti e ainda estou sentindo vergonha alheia por aqueles 11 magistrados, cujo saber jurídico é inquestionável, mas que pouco estão interessados em fazer justiça como ela é preconizada no direito, no qual todo cidadão é igual perante a lei.

Não há porque esperar justiça desse Supremo Tribunal Federal, mesmo que haja ali algum cidadão de boas intenções.

Fosse-me dado o direito de definir, hoje, o que é justiça no Brasil, bastaria apenas uma frase: manda quem pode, obedece quem tem juiz, do STF.

Ao contrário dos países civilizados, nos quais deveríamos nos inspirar, nossa justiça não é cega. E é surda, muda e acorrentada ao sistema de corrupção brasileiro. E há quem diga que seja também burra. Quem sou eu para discordar.

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O ano de 2017 está acabando. A impunidade não.

Estamos nos derradeiros dias de novembro, o que significa que temos pouco mais de 15 dias para que o Brasil entre em total estado de inércia festiva e que fique o dito pelo Benedito.

O STF para, o Congresso para, o Executivo para, o povo para. E nesse momento a maioria está se lixando para quem é corrupto ou não é. Só a impunidade não para.

Corruptos trabalham 365 dias por ano. Sempre é dia de fazer um acordo, combinar um trambique, elaborar um projeto de lei estapafúrdio, comprar um juiz num jantar, se vender para um empresário num almoço.

Tudo absolutamente institucional, é claro. E nada melhor do que as confraternizações de fim de ano para que essa institucionalidade pareça realmente normal.

Quem esperava ver dezenas de corruptos na cadeia em 2017 vai ter que se contentar com os que já estão presos. O Rio de Janeiro está, inclusive, sendo dado de presente para a população, numa espécie de “cala boca”, tipo, “olha, estamos prendendo corruptos”.

E o que esperar de 2018?

Sugiro uma boa dose de gengibre no 1° de janeiro, logo cedo, para ir preparando a garganta para a quantidade de sapos a engolir.

Se não surgir nenhuma ideia mais maluca, o projeto do fim do foro privilegiado na Câmara dos Deputados vai se transformar num Frankstein que ao invés de acabar com essa desgraça pretende estendê-la a ex-presidentes da república.

Significa deixar por conta apenas do STF 6 ex-presidentes, incluindo Temer quando sair do governo. Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma. Exceto Collor, o resto morreria antes de sentir o cheiro do corredor da galeria de um presídio. Seria o foro da impunidade.

Mas o mais desesperador para 2018 continuará sendo o povo brasileiro, completamente incapaz de reagir, de se reunir em torno de uma ideia, de um projeto, de um ideal, ou de um candidato.

E tão triste quanto é não conseguir perceber no horizonte alguém que possa reunir a nação brasileira apresentando uma ideia, um projeto ou um ideal.

Os candidatos que se apresentam não nos representam. Representam nichos de pensamentos, classes econômicas, percepções regionais, visões particulares, e, sobretudo, os interesses dos mesmos grupos políticos e empresariais.

Jair Bolsonaro é o ponto fora de curva até então, mas ainda não é capaz de agregar a sociedade em torno de si. Quando se chega a presidência da república descobre-se que nem o presidente pode tudo.

O povo brasileiro não acredita mais em partidos, em políticos e em políticas. Os que esbravejam não mostraram ter força para motivar o país a se manifestar com a veemência necessária.

Com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e um colégio eleitoral de quase 150 milhões de eleitores, levar 2, 3 milhões de pessoas às ruas de 27 estados é uma piada. Significa que entre 1% e 2% do povo está se manifestando.

E isso também colabora com a impunidade. Quem a pratica sabe que o povo não reage.

Eu gostaria, de verdade, de ser otimista para 2018. Gostaria muito de imaginar que começaríamos o ano com condenações e prisões que demonstrassem que existe uma justiça na qual devemos confiar.

Ficaria extremamente feliz se visse cassadas as candidaturas de políticos corruptos, assim como a perda de mandato e prisão daqueles que estão soltos apenas por causa do foro. Mas acho que estou querendo demais.

A impunidade no Brasil parece que ainda levará gerações para ser extinta, o que me leva a crer que não é impossível imaginar que no final de 2018 eu possa escrever um artigo intitulado: O ano de 2018 está acabando. A impunidade não.

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Enquanto o processo democrático o lógico é estabelecer igualdade, a democracia brasileira vai sendo dividida em cotas e fundões que, com a desculpa de garantir a participação de todos, apenas amplia mais as diferenças já existente e cria ruídos que antes não existiam.

Com a proliferação de cotas para todos os gostos, não é de se estranhar essa medida que, tal como outros tantos tipos de cotas, não leva em consideração critérios como, por exemplo, as pessoas poderem conquistar seus espaços por mérito.

E por que não estabelecer, também, cotas para gays e religiosos, para negros, pardos, mulatos e índios? E as minorias? Por que não para refugiados da Síria, para Venezuelanos desencantados com Maduro, para os bolivianos e chineses que invadiram São Paulo?

Que porcaria de país é esse que precisa etiquetar a sociedade dessa maneira? Que leis são essas que criam feminicídios ou gaycídios como se não se tratasse de uma vida humana igual a qualquer outra? Que sociedade é essa na qual os defensores de direitos humanos tem atenção apenas para bandidos e não para as vítimas da violência? Sem falar nos políticos, que fazem parte de uma cota que não pode ser sequer processada, quanto mais presa?

Se o povo brasileiro não começar a pensar seriamente na cota de sacrifício que lhe cabe para arrumar esse país, em breve dividirão em cotas o que ainda sobra da nossa sociedade. E se isso te incomodar, você poderá fazer parte, no máximo, da cota dos insatisfeitos.

O que os políticos, e os malucos que os apoiam nessas iniciativas, querem é criar um sistema de castas que não existia no Brasil, pois o que parece ser um privilégio, quando apresentado como “cotas”, é na verdade o aprofundamento da desigualdade e da promoção da pessoa como cidadã.

Não precisamos de cotas. Precisamos de justiça, e ela só é justa se tudo for igual para todos.

O absurdo dessa proposta você encontra clicando nesse link aqui que vai te levar na página da Câmara.

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A VIOLÊNCIA URBANA MATOU 155 PESSOAS POR DIA NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

 

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8,2 MIL PESSOAS PERDERAM A VIDA. E OS POLÍTICOS BRASILEIROS PERDERAM A VERGONHA DE VEZ. 

Em outubro do ano passado, matéria do G1 registrava que a violência urbana no Brasil matava mais do que regiões de guerra. Enquanto em 4 anos haviam morrido 256 mil pessoas na Síria, no mesmo período no Brasil morreram 279 mil.

O Estadão de hoje registra que no primeiro semestre desse ano já ocorreram 28,2 mil homicídios no Brasil, uma média de 155 por dia.

Continua a matéria do Estadão informando que “são 155 assassinatos por dia, cerca de seis por hora nos Estados brasileiros, onde as características das mortes se repetem: ligada ao tráfico de drogas e tendo como vítimas jovens negros pobres da periferia executados com armas de fogo. O número é 6,79% maior do que no mesmo período do ano passado e indica que o País pode retornar à casa dos 60 mil casos anuais.”

Todo mundo está cansado de saber que o estados é um grande patrocinador dessa violência. É quando ele se torna ausente que ela prolifera nesse proporção.

Essa conta só diz respeito a homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios (roubos seguidos de morte) e nos dá a sensação de que a violência gerada pela ausência do estado se refletisse apenas isso. Não é verdade.

Quando o estado não cumpre seu papel a violência começa na ausência de um sistema educacional capaz de conter os jovens nas escolas e oferecer a eles educação de verdade que lhes dê oportunidade de conquistar uma vida profissional de qualidade. O governo brasileiro não faz isso.

Também é violência tirar do cidadão a capacidade de prover seu próprio sustento, e de sua família. São 14 milhões de desempregados no Brasil, possivelmente 14 milhões de famílias, algo próximo de 40 milhões de pessoas sem uma remuneração formal ou digna.

A violência se estabelece quando as pessoas morrem por falta de assistência médica capaz de retribuir a elas o que lhes toma na forma de impostos. Faltam médicos, faltam remédios, faltam leitos, falta vergonha na cara.

Centenas de pessoas morrem em estradas como a BR 262 que liga Minas Gerais ao sul da Bahia, cuja duplicação é promessa de campanha de presidentes e governadores dos últimos 20 anos, sem que um metro de acostamento tenha sido feito para isso. Além disso, essa estrada é importante ligação de escoamento de cargas entre sudeste e nordeste, de comida a bens de consumo. Segundo o Portal Brasil, do governo em 2016 foram 6405 mortes em acidentes nas estradas federais.

Não é possível achar isso normal. Nada disso.

A corrupção desviou 80 bilhões de reais por ano de 2003 a 2016. Um trilhão de reais foi tirado da segurança, da educação, da saúde, da infraestrutura, do meu bolso, do seu bolso.

Nesse ritmo de 155 pessoas por dia, passaremos novamente dos 60 mil homicídios em 2017. E o ano que vem será pior.

Ou alguém começa a estabelecer o povo como prioridade ou em breve estaremos estabelecendo também o recorde de maior país produtor de caixões funerários.

 

MATÉRIA DO G1

MATÉRIA DO ESTADÃO

INFOGRÁFICO DO O GLOBO COM MAPA DOS ACIDENTES EM ESTRADAS