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José Dirceu quer “tomar o poder sem eleição”. O STF finge não ver.

José Dirceu quer "tomar o poder sem eleição". O STF finge não ver.Quem, em sã consciência, acredita que José Dirceu está viajando o Brasil num ônibus alugado por sua editora para lançar seu livro de memórias? A imagem que ilustra esse texto em nada parece com uma noite de autógrafos, mesmo que um banner “safado” sirva de pano de fundo para isso.

José Dirceu é um homem condenado a mais de 30 anos em segunda instância. Tal qual Lula, deveria estar preso. Mas não está. E muito menos está viajando o Brasil para lançar livro. O que vemos, quase que diariamente, são notícias de reuniões dele em sindicatos e eventos de esquerda por onde passa, apregoando o ódio, a revolta, a desobediência às leis.

Os responsáveis diretos por isso são Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Tóffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal.

Querem aval melhor do que esse? Um condenado solto pelo país apregoando uma revolução armada?

“É uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. Essa foi a frase dita por ele em uma entrevista ao El País. E disse mais. “Que a elite reze para ele fique longe do governo.”

Essas são apenas duas afirmações de uma entrevista mentirosa, rancorosa e ameaçadora.

José Dirceu é uma ameaça ao Brasil, como era em 1967 e 1968, a ponto do regime militar, instaurado exatamente para combater o socialismo/comunismo liderado por ele, Dilma e outros terroristas, ter decretado o AI5 como única forma de higienizar o país naquele momento sombrio.

E o que significa, então, a declaração de que “vamos tomar o poder sem eleição”? Que José Dirceu já está organizando as milícias de esquerda para tentar fazer agora o que não conseguiu na década de 1960.

E o que fazem os ministros do STF que soltaram esse condenado, que já foi preso 3 vezes, por terrorismo, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha? NADA.

O Supremo Tribunal Federal assiste passivamente o condenado José Dirceu – solto LIMINARMENTE por ele – ameaçar tomar o Brasil através de um levante popular, ou de uma revolução, ou de um golpe, como se nada estivesse acontecendo.

O maior inimigo do Brasil, no entanto, não é José Dirceu, mas o Supremo Tribunal Federal, nas pessoas de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Tóffoli.

Ricardo Lewandowski é, sem sombra de dúvida o mais petista dos ministros do STF, ainda que seja Gilmar Mendes o “abridor oficial” das portas das cadeias para bandidos da estatura de José Dirceu. E Dias Tóffoli só faz o que eles mandam.

Contrariando a lógica, o bom senso, a opinião da Procuradoria Geral da República, Lewandowski, desavergonhadamente, liberou as entrevistas com Lula exatamente na reta final das eleições de primeiro turno, e não fez isso em nome da liberdade de imprensa, como justificou Raquel Dodge quando anunciou que a PGR não iria recorrer da decisão do ministro.

O que Lewandowski queria era colaborar no tumulto que a esquerda está preparando, já antevendo que Jair Bolsonaro mantém a folgada vantagem que tem dos outros candidatos no primeiro turno. Só que, havia um Luis Fux no meio do caminho. O ministro Fux, na noite de ontem, proibiu liminarmente que se faça qualquer entrevista com Lula, ou que se publique qualquer material já coletado nesse sentido, até que o plenário do STF vote essa ação.

Fica claro e evidente que o ministro Ricardo Lewandowski tentou colaborar para interferir no processo eleitoral. Assim como também é claro e evidente que José Dirceu não está fazendo nenhum tour de lançamento de livro, mas está liderando a organização de um golpe de esquerda que, muito provavelmente, será dado a se confirmar a eleição de Jair Bolsonaro para presidente do Brasil.

Se olharmos os fatos cronologicamente, veremos que todos os movimentos mais agudos do PT e da esquerda se deram nos momentos em que José Dirceu esteve fora da cadeia, como é o caso agora, porque não existe ninguém no PT e na esquerda com essa capacidade maligna de organizar tumultos, revoltas e ações como a tentativa de soltura de Lula por Rogério Favreto do TRF4 ou a tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro.

Junto com Lula, José Dirceu é o maior câncer da história política brasileira, e câncer só se trata com dosagens muito fortes de quimioterapia, extirpação do órgão afetado, sendo que muitas e muitas vezes isso não surte o efeito esperado, restando aguardar a morte do paciente.

A pergunta é: até quando teremos e aturaremos um Supremo Tribunal Federal que dá aval para criminosos perigosos (e José Dirceu é um criminoso perigoso) continuarem a agredir e ameaçar as instituições e o povo brasileiro? Tecnicamente, nem a entrada de Bolsonaro muda isso, um presidente não tem poder de destituir um ministro do STF.

Ao contrário, no entanto, o STF tem todos os poderes e ferramentas para infernizar a vida de um presidente da república, especialmente se na sua composição continuarmos a ter pessoas como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Tóffoli e Marco Aurélio Mello, e principalmente tivermos na presidência um político como Jair Bolsonaro.

O povo brasileiro precisa decidir de que lado está, porque os ministros do STF já decidiram, e José Dirceu, por enquanto, continua dando só entrevistas, mas sabemos que ele é capaz de muito mais do que isso.

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New York Times e nada é a mesma coisa. O mundo está se lixando para o Brasil.

Saia pelas ruas de Nova York e pergunte a um transeunte qualquer, que não seja brasileiro, tem muitos, o que ele achou do artigo de Lula no New York Times. Pergunte a ele o que pensa sobre o “andamento do golpe de direita” no Brasil, ou sobre o “golpe” que apeou Dilma da presidência, ou o que ele acha sobre Michel Temer como presidente.

Não se restrinja a Nova York. Vá a Estocolmo, Istambul, Moscou, Londres ou Bangladesh e faça as mesmas perguntas. Ninguém sabe ou está preocupado com Lula, Dilma, Temer ou Brasil. Tal qual o PT, o New York Times está apenas jogando para a torcida. Incapaz de produzir efeitos sociais perenes em todo canto onde se instala, a esquerda mundial hoje só consegue jogar para sua própria torcida.

O artigo de Lula no New York Times nem precisaria ter sido publicado em inglês porque o conteúdo só serve para ser repercutido dentro do próprio Brasil, graças, entre outras coisas, a falta de um veículo de comunicação brasileiro que seja capaz de dar alguma credibilidade ao que Lula fala. Lula é um morto político, e qualquer veículo que o sustente estará fazendo o mesmo que fazem os seguradores de alça de caixão nos enterros.

Tal qual fazem tantos órgãos de imprensa mundo afora, o New York Times também tem “sua horta”, e adubando, tudo dá, especialmente se o adubo vier na forma de muitos dólares. O artigo de Lula foi plantado e regado com muitos dólares, o que torna mais interessante perguntar “quem pagou e quanto pagou”, o porque todo mundo está cansado de saber.

As mentiras de Lula no artigo do jornal americano, em inglês impecável e sem atribuir a ninguém a tradução para a língua inglesa, são o último ato possível de quem percebe que está na “tábua da beirada”. Lula sabe que a recusa do registro de sua candidatura é o começo do fim de sua influência na política brasileira, não importa o que diga o New York Times, o Le Monde, o The Sun.

A justiça brasileira deve, sim, exigir que o New York Times publique um direito de resposta. Não é possível que nossas instituições, que, realmente, já não são grande coisa, sejam, mesmo que sem efeito, ridicularizadas em mídia internacional por um presidiário condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, que deverá receber nova condenação no mesmo sentido em dois meses, e que ainda é réu em mais seis inquéritos pelos mesmos motivos.

Lula pode ter os meios, o acesso, o dinheiro para pagar (sempre tem um amigo que pague por ele) mas não tem moral para tentar difamar o país que ele mesmo governou. Ao incitar o povo contra a justiça, contra o judiciário, contra as instituições que – não graças a ele – continuam democráticas, Lula difama o Brasil, difama a todos nós brasileiros, nos reduz, a todos, a gado de manobra.

Considero muito preocupante artigo de João Pedro Stédile publicado na “Bolha de São Baulo” de ontem, 13 de agosto, logo depois referendado em entrevista por Gleisi Hoffmann, sugerindo que as autoridades tomem cuidado com os edifícios públicos amanhã, 15 de agosto, quando o PT for fazer o registro de Lula no TSE acompanhado de manifestantes do MST. Só na manhã de hoje já haviam mais de 5 mil militantes do MST e já causando tumulto em Brasília, provocando a interrupção do trânsito em vários pontos da cidade.

O PT, o MST e seus tentáculos amestrados convocaram falaram em reunir entre 30 e 40 mil manifestantes para pressionar o TSE a aceitar o registro da candidatura de Lula e para protestar contra o STF pela liberdade do meliante. Então, de repente, Lula aparece num artigo no New York Times dizendo “…o tempo está correndo contra a democracia“.

José Dirceu tem viajado pelo Brasil. Foi ele quem articulou toda essa estratégia de enfrentamento que veremos em prática amanhã. Pode-se pode esperar tudo de ruim vindo de José Dirceu. Até artigos no New York Times.

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Lula continua preso, José Dirceu continua solto, a justiça continua a mesma

Sérgio Moro teria sido ovacionado pela imprensa brasileira se no lugar de Lula o habeas corpus tivesse sido impetrado em favor de Fernandinho Beira Mar, Marcola ou outro traficante de mesmo grau de periculosidade. Não faltariam elogios à nobreza do juiz de primeira instância que interrompeu suas férias para impedir um esquema para soltar um bandido. Mas o bandido em questão é Lula.

Nada foi ao acaso. Nem a data, nem o momento, nem o juiz de plantão (que por mais visualização que possa a dar a este artigo no Google eu me nego a reproduzir), nem o teor do HC, muito menos os impetrantes. Um esquema vagabundo, urdido ao estilo gangsterista que é comum a quem está acostumado a praticar crimes por troca de favores e ameaças.

O juiz plantonista foi indicado por Dilma Rousseff. Trabalhou com Tarso Genro. Foi filiado ao PT por 19 anos. Tem foto com Lula. Tem foto com Fidel Castro. Foi o único juiz do TRF4 a votar a favor de uma investigação de Sérgio Moro. Podemos dizer que ele é o “Dias Tóffoli do TRF4”. Não tinha como dar certo.

Porém, é preciso mais do que audácia para tentar um absurdo desses. É preciso inteligência, coisa que Wadih Damous, Paulo Teixeira e, principalmente, Paulo Pimenta não tem. Esse tipo de golpe, tão característico dos que costumam acusar os outros daquilo que fazem, precisa de um cérebro para ligar os pontos e encontrar a oportunidade. E cérebro não apenas foi solto pela Segunda Turma do STF, como teve revogada qualquer medida cautelar e até mesmo a tornozeleira eletrônica.

José Dirceu é o cérebro do PT. Lula nunca teria chegado ao Planalto sem José Dirceu, nem teria permanecido lá sem a permanente ajuda dele. Antônio Palocci até assumiu suas funções diretas em relação à Lula, mas Palocci só tem capacidade para planejar crimes contra os cofres públicos, não tem a mente maligna de Dirceu, não é soldado do PT.

As principais ofensivas do PT contra a Lava Jato e contra a justiça em geral, se deram nos períodos em que José Dirceu estava solto. E não foi diferente agora. Sozinha na presidência do PT, com Lula e José Dirceu presos, Gleisi Hoffmann só aprofundou a desgraça do partido. Não havia um mentor ou uma mente capaz de dar direcionamento às ofensivas permanentes contra a realidade. Então soltaram José Dirceu, às vésperas do sempre vergonhoso recesso judiciário.

A situação vista no TRF4 nesse domingo, 8 de julho de 2018, demonstra como a destruição do judiciário, iniciada no STF chegou às instâncias inferiores. Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Ricardo Lewandowski estão fazendo escola. Na figura desses 4 ministros, o STF dá aulas diárias de ativismo partidário, corporativismo, compadrio, protecionismo e, o pior exemplo, de cumplicidade com a criminalidade do colarinho branco, e sabe-se lá mais com que tipo de atividade ilícita.

E se um ministro do STF defende “os seus”, porque não faria um juiz do STJ ou dos TRFs, ou mesmo da primeira instância? Lula não é querido apenas nos tribunais superiores. Grande parta dos juízes de segunda instância e do STJ também foram nomeados por Lula ou Dilma, assim como ministros do Tribunal de Contas. Imagine você quanto vale ganhar o direito a uma aposentadoria dessas?

Lula continua preso, mas não se sabe por quanto tempo. Essa não foi a última tentativa de tirá-lo da cadeia, e não terá sido também a última tentativa estúpida de o fazer.

José Dirceu continua solto, mas não se sabe por quanto tempo. Essa não foi a primeira vez que tiraram ele da cadeia e não faltará quem aceite comprometer a biografia para cometer essa estupidez novamente caso ele volte a ser preso.

E a justiça brasileira continua a mesma, com uma gangue de ministros diariamente interpretando as leis de acordo com o “réu” do dia.

Talvez a única coisa 100% certa na Constituição Federal de 1988 foi chamá-la de “Constituição Cidadã”, afinal, a dureza da lei só é aplicada ao cidadão comum. Não custa lembra que no dia 30 de junho de 2018, apenas 10 dias atrás, Dias Tóffoli negou habeas corpus para um réu reincidente por furto de uma bermuda de 10 reais, a qual ele inclusive devolveu.

 

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Não dá para não falar de Lula e José Dirceu

A liberdade de José Dirceu, preso pelo mensalão e já condenado em segunda instância pela Lava Jato, é provavelmente o maior exemplo da impunidade nesse país, da qual Lula também esperar se aproveitar.

Falemos de Lula. O bafafá em torno da marcação do julgamento de Lula seria o mesmo em qualquer momento. Fosse Março, Junho, Setembro. O problema não é a data, mas acontecer o julgamento. E não só nós, mas ele mesmo e seus comparsas esperam o mesmo veredito de culpado, que todo mundo sabe que ele é.

Será preso? Não sei, e muitas vezes nem acredito nisso. Muitos são os ritos e instrumentos que podem levar essa decisão bem para frente, além de que, mesmo sem instrumentos “honestos” o STF possa dar uma ajudinha mudando a jurisprudência, ou o Congresso Nacional aprovando e enchendo de penduricalhos como a criação de foro privilegiado para ex-presidentes.

O projeto do senador Álvaro Dias já veio do senado com a impossibilidade de prisão após segunda instância, ou seja, se assim aprovado, ninguém será preso até o último recurso possível. E para ajudar, na reunião da Unasul, Michel Temer falou sobre a criação de um tribunal da Unasul, apontando o mesmo como um tribunal revisor, uma última instância a quem se poderia recorrer antes de uma condenação definitiva.

As caravanas de Lula Pelo Brasil poderiam e deveriam ser chamadas de Caravanas do Ódio Pelo Brasil. O petista destilou ódio por onde passou, incitou o ódio, a revolta. Rebaixou o sistema judiciário a manual de instrução, daqueles que vem com eletroeletrônicos, geladeiras, máquinas de lavar, e que a maioria das pessoas ignoram.

Lula precisa ser parado, calado, caso contrário, o enfrentamento em 2018 pode não ficar apenas na retórica do morto-vivo. O “exército do Stédile” só está esperando a senha. E, talvez, a senha tenha sido dada.

A declaração de José Dirceu, convocando uma revolução em Porto Alegre no dia do julgamento de Lula não é retórica. O protagonista de sambinha de fim de semana deveria estar preso, calado. Ele é reincidente, esteve preso pelo mesmo tipo de crime que foi novamente condenado. Por que? Estão esperando o STF mudar a jurisprudência antes de prendê-lo? Ou estão com medo de ser desmoralizados pelo mesmo STF com algum habeas corpus de ofício?

José Dirceu é bandido. Pode não ser o líder, o chefe, mas se não for o mentor intelectual de todos os crimes cometidos contra a administração pública e estatais, é um dos principais. Participante ativo de tudo de ruim que vemos nesse país desde 1964, foi um dos responsáveis por desencadear o movimento que levou a decretação do AI5 pelo regime militar, quando soltava bombas, sequestrava embaixadores e roubava bancos.

Não há muito o que esperar de bom no clima político em 2018. Penso que o nível será ainda mais baixo do que foi em 2014. Poucos não terão telhado de vidro, mas mesmo assim as pedras virão de todos os lados, e salve-se quem puder.

José Dirceu tem que ser preso. Lula tem que ser condenado. Todos têm que ser condenados e presos pelo que fizeram, não importa o partido, não importa o cargo, não importa a lista de bons serviços prestados ao país um dia.

Ninguém quer viver “numa Venezuela”. Mas parece que só quando começar a faltar papel higiênico as pessoas entenderão o que realmente se passa nesse país.

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E agora Gilmar Mendes? O TRF4 está mandando José Dirceu para o xilindró.

A CONDENAÇÃO DE JOSÉ DIRCEU EM SEGUNDA INSTÂNCIA PÕE O STF EM XEQUE. PRENDE OU NÃO PRENDE?

É certo que as pessoas de bem querem os corruptos presos. Lula é o que melhor simboliza esse desejo, mas não se pode passar batido pela condenação de José Dirceu em segunda instância, inclusive com um aumento de 10 anos na pena, passando de 20 anos e 10 meses para 30 anos e nove meses, digamos melhor que a encomenda.

O que pesa nisso tudo, no entanto, é que essa condenação escancara o debate sobre a prisão após a condenação em segunda instância, e, provavelmente, esse assunto será debatido com certa rapidez no Supremo, porque ele é do interesse de 100% dos corruptos enrolados na Lava Jato e outras tantas operações do Ministério Público e da Polícia Federal.

O ministro Gilmar Mendes, autor de voto favorável ao cumprimento da pena após condenação em segunda instância, tem sido o principal articulador do retorno desse assunto ao plenário da corte, e é um tanto quanto previsível que isso volte a ser pautado com urgência porque se há um momento para tentarem reverter as coisas esse momento é agora.

Tão logo o processo retorne ás mãos de Sérgio Moro após as prováveis apelações da defesa de José Dirceu, o pedido de prisão já poderá ser cumprido.

Apesar de não ser Lula, a prisão de José Dirceu aplacará um pouco da sede de justiça dos brasileiros. Como dizia Lula, José Dirceu era o capitão do time, e o povo brasileiro reconhece na competência de sua bandidagem a posição que Lula lhe designava.

Se for preso e o STF decidir que não se pode prender após sentença condenatória da segunda instância, a sede inicialmente aplaca pela prisão de Dirceu vai se transformar na definitiva desmoralização do judiciário, e os ministros do Supremo podem esperar para que seus nomes e credibilidades sejam enterrados na lama junto com os corruptos. O povo não aceitará outra decisão que não seja a de que condenados por um órgão colegiado em segunda instância tem que ir para a prisão.

Entretanto, são tantos os tapas na cara que o povo brasileiro leva que não é difícil que essa decisão seja revertida. E que por acomodação ou comodismo continuemos apenas assistindo passivamente aos acontecimentos.

O brasileiro precisa parar de sonhar com o exército de Caxias invadindo as cidades com seus cavalos brancos e começar a imaginar-se tomando as praças e ruas numa manifestação civil de descontentamento, como foi feito na Ucrânia, como foi feito no Egito, na Turquia, na Líbia, como é feito na Venezuela. E só sair da rua quando o governo cair.

Caso contrário, para se interpretar leis no Brasil, ficaremos sempre à mercê da pergunta: e agora Gilmar Mendes?

POR QUE GILMAR MENDES TEM MEDO DE BARATA?

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, 40% da população carcerária é formada por presos provisórios. São quase 250 mil pessoas presas sem nem terem sido julgadas em primeira instância. Gilmar Mendes e os outros ministros do STF não concederam habeas corpus ou liminares para livrar a cara de nenhum deles. São tratados como um ninho de baratas do tipo que não metem medo em juiz.

Mas parece que no tocante a Gilmar Mendes, uma espécie de barata causa pânico.

Por mais que a palavra escândalo já não cause o impacto que seu significado propõe, a atuação de Gilmar Mendes em favor de Jacob Barata Filho é um escândalo. Aliás mais um, o ministro vem colecionando vários. Mas vou ficar somente nesse.

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho com o sobrinho de sua esposa, Guiomar Mendes. Tirou foto com os noivos e com o pai da noiva. Isso, por si só, já seria uma recomendação ética para que Gilmar Mendes se declarasse em suspeição e passasse o caso adiante, evitando assim qualquer insinuação que pudesse advir do fato. Não o fez.

Mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal precisa contar com um advogado para suas questões particulares. E não deve ser difícil para um membro da mais alta corte do país, casado com uma advogada que atua numa importante banca brasileira, encontrar um bom advogado. E Gilmar Mendes tem um bom advogado. Coincidentemente o mesmo advogado de Jacob Barata Filho. E se o apadrinhamento do casal filha e sobrinho não fosse ainda um forte motivo de se colocar em suspeição, esse seria. Não o fez.

Como notícia ruim corre rápido, um organograma produzido pela Procuradoria Geral da República mostra que o cunhado de Gilmar Mendes, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, é sócio de Jacob Barata Filho na empresa de ônibus Auto Viação Metropolitana LTDA. E mais do que sócios, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima são amigos íntimos, tratam-se por “irmão e compadre”.

Se o famigerado apadrinhamento e o fato de dividir o mesmo advogado não fossem ainda um bom motivo para se colocar em suspeição, convenhamos, esse seria. Mas também não foi.

Então, descobre-se que o escritório Sérgio Bermudes, onde trabalha Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes, prestou serviços para as empresas de outro empresário preso no mesmo esquema de Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).

Seguindo a mesma lógica utilizada quando Gilmar Mendes libertou Eike Batista, Guiomar Mendes seria “credora” do empresário, o que o Código de Processo Civil considera motivo para a suspeição de um juiz em seu artigo 135. Isso sim seria um motivão para se declarar suspeito, não? Mas também não foi.

Aí a perícia da Polícia Federal descobre o contato de Guiomar Mendes na agenda do telefone de Jacob Barata Filho, o que revela que o empresário não apenas tinha acesso à esposa de Gilmar Mendes, como revela que havia intimidade. Ninguém tem o telefone da esposa de um ministro do STF na agenda telefônica se não tiver liberdade de usá-lo, nem que seja em último caso. Nitroglicerina pura o suficiente para que Gilmar Mendes tomasse a máxima distância do assunto, se declarasse suspeito, passasse o processo adiante e nem quisesse saber do desenrolar da coisa.

O ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus e libertou Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela prisão preventiva de ambos reagiu e emitiu novo mandado de prisão com base em novos argumentos. Gilmar Mendes soltou de novo.

Gilmar Mendes não tem medo da opinião pública. Não se curva a ela.

Gilmar Mendes não tem medo do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, que nada faz contra sua atuação autoritária.

Gilmar Mendes não tem medo da imprensa.

Gilmar Mendes não tem medo quando é flagrado em grampo telefônico com um investigado pela Polícia Federal sendo solicitado a interferir numa questão política a fim de ajudar a convencer um senador a mudar seu voto.

Gilmar Mendes não tem medo nem de que pegue mal ter recebido 2 milhões de reais da tão encrencada JBS em 2017 para patrocinar seminário de seu instituto, IDP, em Portugal, além de patrocínio da outra encrencada Odebrecht.

Gilmar Mendes não tem medo de mudar seu voto ou sua interpretação da lei de acordo com o réu em questão, e é ele quem está por trás da eventual mudança de entendimento do STF sobre prisões após condenação em segunda instância. Já avisou que vai votar contra, e assim mudar o lado mais pesado da balança.

Gilmar Mendes não tem medo de que possa parecer estranho ser flagrado visitando o presidente da república fora da agenda de ambos após as 22 horas. E nem medo também que se ache estranho sua participação ativa na escolha da nova Procuradora Geral da República, que também foi flagrada numa dessas visitinhas noturnas fora de agenda a Michel Temer.

Gilmar Mendes não tem medo de absolutamente nada. Ou quase nada.

Gilmar Mendes só tem medo de barata.

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, 40% da população carcerária é formada por presos provisórios. São quase 250 mil pessoas presas sem nem terem sido julgadas em primeira instância. Gilmar Mendes e os outros ministros do STF não concederam habeas corpus ou liminares para livrar a cara de nenhum deles. São tratados como um ninho de baratas do tipo que não metem medo em juiz.

Mas parece que no tocante a Gilmar Mendes, uma espécie de barata causa pânico.

Por mais que a palavra escândalo já não cause o impacto que seu significado propõe, a atuação de Gilmar Mendes em favor de Jacob Barata Filho é um escândalo. Aliás mais um, o ministro vem colecionando vários. Mas vou ficar somente nesse.

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho com o sobrinho de sua esposa, Guiomar Mendes. Tirou foto com os noivos e com o pai da noiva. Isso, por si só, já seria uma recomendação ética para que Gilmar Mendes se declarasse em suspeição e passasse o caso adiante, evitando assim qualquer insinuação que pudesse advir do fato. Não o fez.

Mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal precisa contar com um advogado para suas questões particulares. E não deve ser difícil para um membro da mais alta corte do país, casado com uma advogada que atua numa importante banca brasileira, encontrar um bom advogado. E Gilmar Mendes tem um bom advogado. Coincidentemente o mesmo advogado de Jacob Barata Filho. E se o apadrinhamento do casal filha e sobrinho não fosse ainda um forte motivo de se colocar em suspeição, esse seria. Não o fez.

Como notícia ruim corre rápido, um organograma produzido pela Procuradoria Geral da República mostra que o cunhado de Gilmar Mendes, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, é sócio de Jacob Barata Filho na empresa de ônibus Auto Viação Metropolitana LTDA. E mais do que sócios, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima são amigos íntimos, tratam-se por “irmão e compadre”.

Se o famigerado apadrinhamento e o fato de dividir o mesmo advogado não fossem ainda um bom motivo para se colocar em suspeição, convenhamos, esse seria. Mas também não foi.

Então, descobre-se que o escritório Sérgio Bermudes, onde trabalha Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes, prestou serviços para as empresas de outro empresário preso no mesmo esquema de Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).

Seguindo a mesma lógica utilizada quando Gilmar Mendes libertou Eike Batista, Guiomar Mendes seria “credora” do empresário, o que o Código de Processo Civil considera motivo para a suspeição de um juiz em seu artigo 135. Isso sim seria um motivão para se declarar suspeito, não? Mas também não foi.

Aí a perícia da Polícia Federal descobre o contato de Guiomar Mendes na agenda do telefone de Jacob Barata Filho, o que revela que o empresário não apenas tinha acesso à esposa de Gilmar Mendes, como revela que havia intimidade. Ninguém tem o telefone da esposa de um ministro do STF na agenda telefônica se não tiver liberdade de usá-lo, nem que seja em último caso. Nitroglicerina pura o suficiente para que Gilmar Mendes tomasse a máxima distância do assunto, se declarasse suspeito, passasse o processo adiante e nem quisesse saber do desenrolar da coisa.

O ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus e libertou Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela prisão preventiva de ambos reagiu e emitiu novo mandado de prisão com base em novos argumentos. Gilmar Mendes soltou de novo.

Gilmar Mendes não tem medo da opinião pública. Não se curva a ela.

Gilmar Mendes não tem medo do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, que nada faz contra sua atuação autoritária.

Gilmar Mendes não tem medo da imprensa.

Gilmar Mendes não tem medo de ofender seus pares e órgãos do judiciário.

Gilmar Mendes não tem medo de jogar no lixo o dinheiro do contribuinte gasto durante todas as investigações em andamento.

Gilmar Mendes não tem medo quando é flagrado em grampo telefônico com um investigado pela Polícia Federal sendo solicitado a interferir numa questão política a fim de ajudar a convencer um senador a mudar seu voto.

Gilmar Mendes não tem medo nem de que pegue mal ter recebido 2 milhões de reais da tão encrencada JBS em 2017 para patrocinar seminário de seu instituto, IDP, em Portugal, além de patrocínio da outra encrencada Odebrecht.

Gilmar Mendes não tem medo de mudar seu voto ou sua interpretação da lei de acordo com o réu em questão, e é ele quem está por trás da eventual mudança de entendimento do STF sobre prisões após condenação em segunda instância. Já avisou que vai votar contra, e assim mudar o lado mais pesado da balança.

Gilmar Mendes não tem medo de que possa parecer estranho ser flagrado visitando o presidente da república fora da agenda de ambos após as 22 horas. E nem medo também que se ache estranho sua participação ativa na escolha da nova Procuradora Geral da República, que também foi flagrada numa dessas visitinhas noturnas fora de agenda a Michel Temer.

Gilmar Mendes não tem medo de absolutamente nada. Ou quase nada.

Gilmar Mendes só tem medo de barata.

 

Fontes pesquisadas:

Dados do DEPEN

Revista ISTOÉ

 

O QUE PODEMOS FAZER PELA VENEZUELA?

E O QUE DEVEMOS APRENDER COM ISSO?

Em primeiro lugar, rezar. Rezem, orem, mandem energias, bons fluídos, pensamentos positivos, façam torcida, enviem mensagens de apoio, mostre que estão com eles. Depois pode-se sempre pegar um voo pra Caracas ou ir de carro até o norte do Brasil e entrar na Venezuela a pé disposto a atacar pedras no exército de maduro. E talvez as opções são essas.

É de improvável a impossível imaginar que algum país ou alguma coalizão de forças vá invadir a Venezuela. E mais improvável ou impossível que isso viesse a ser uma missão para os capacetes azuis da ONU. Nesse tipo de conflito capacete azul serve mais de alvo do que de segurança para alguém.

Expulsar a Venezuela do Mercosul é um mero ato diplomático. Primeiro porque o Mercosul não serve para nada. Segundo porque a Venezuela estar ou não estar numa entidade que não serve para nada não muda em nada o tamanho do que esse nada significa.

Sanções comerciais ou embargos “a la Cuba” também não servem para nada. Se servissem Fidel Castro não tinha apodrecido no poder e o doidinho do Kin Jon Un não ia ficar brincando de soltar míssil transcontinental e “dando banana” para o que pensa o ocidente.

De fato, mesmo, pouco ou quase nada além de expressar solidariedade pode ser feito.

Mas, se não podemos ajudar lá, podemos e devemos ajudar cá.

O aprendizado que o Brasil precisa tirar desse episódio da Venezuela é que só o povo consegue tirar ditadores bananescos e ladrões do poder, seja de maneira democrática, pelo voto, ou na porrada, como está sendo lá. Precisamos prestar muita atenção nisso.

Talvez tenhamos tido a sorte ou a lucidez de interromper o caminho que nos levaria a ser uma Venezuela. Mas o serviço ainda não está completo. O povo precisa ir para as ruas, e fazer da sua indignação as pedras, bombas e coquetéis molotov que, hoje, os venezuelanos jogam contra seu exército e contra as milícias bolivarianas.

Temos, também, ainda, a possibilidade de usar uma arma mortífera chamada voto. Mas não pode ser nas urnas eletrônicas com software bolivariano e Gilmar Mendes na presidência do TSE. Tem que ser no papel, no voto a voto, com fiscais dos partidos e da população conferindo de perto a apuração. E se possível até com observadores internacionais.

A esquerda perdeu no Brasil, como está perdendo na Venezuela e vai perder nos outros lugares, porque o regime não funciona, como não funcionou em lugar algum do mundo onde foi implantado. A esquerda é uma invenção daqueles que não se conformam em ter que produzir e querem ser sustentados da mesma maneira, nem que para isso a igualdade se dê tirando tudo de todo mundo.

Os brasileiros precisam tomar as ruas novamente, fugindo da ideia de que isso beneficia a esquerda ou prejudica a direita ou coisa parecida ou qualquer outra justificativa que se dê. Ruas vazias significam contentamento, comodismo, acomodação e, principalmente, cumplicidade.

Não se faz omelete sem quebrar os ovos. Mas precisamos fazer alguma coisa enquanto ainda tem ovos. Na Venezuela nem isso tem mais.

O que podemos fazer pela Venezuela de verdade é não ser uma. Por mais justas que sejam as preocupações e manifestações, temos que olhar para o nosso umbigo. Ainda não estamos cem por cento livres do destino que tiveram nossos hermanos. E, cá para nós, sejamos sinceros, o povo votava em massa em Hugo Chaves. Demoraram para acordar.

NÃO QUEREMOS SER UMA VENEZUELA

NÃO QUEREMOS SER UMA VENEZUELA

QUANDO REPRODUZIRMOS NO BRASIL O ATO DESSA FOTO DA VENEZUELA, NAO HAVERÁ GUARDAS BOLIVARIANOS PARA IMPEDIR, PROVAVELMENTE NEM GUARDAS. E SE APARECEREM É MAIS PROVÁVEL QUE SEJA PARA AJUDAR.

Antes de tudo, é preciso reconhecer que a esquerda venezuelana foi mais eficiente que a brasileira.

Ao contrário do PT que surrupiava clandestinamente a Petrobrás (até para financiar a própria esquerda venezuelana), Hugo Chaves tomou as chaves do caixa da PDVSA nas mãos e usou o dinheiro do petróleo como bem quis.

Enquanto o PT cooptava empresários e setores da sociedade, trocando favores e favorecimentos por propina, Hugo Chaves confrontava os setores produtivos, expropriava negócios e propriedades estrangeiras, e, simplesmente, eliminava seus opositores.

Se o PT buscava os holofotes e a admiração da mídia, convivia com ela em espúrias parcerias ideológicas e financeiras, Chaves ocupava militarmente cada veículo de comunicação que era contra o seu regime e incorporava seu sinal e editorial a uma cadeia de comunicação que só servia ao regime.

Em relação aos militares, Chaves efetivamente assumiu o comando das forças armadas, militar que era. Enquanto o PT deu-se por satisfeito em ser institucionalmente o comandante chefe dos militares brasileiros, e aproveitou sua autoridade para fazer uma guerrinha particular com seus comandados, com a tal Comissão da Verdade. Chaves não perdia tempo com isso.

Chaves era um verdadeiro líder de esquerda, da esquerda burra, que segue a mesma cartilha leninista, maoísta, hitleriana, castrista, de dizer o que o povo quer ouvir e fazer apenas o que quer fazer, pelo domínio pela força.

Lula nunca foi um líder de esquerda. Lula é e sempre foi um pilantra, oportunista. José Dirceu, o mentor intelectual de Lula é a mesma coisa, talvez pior por ser inteligente, coisa que o outro definitivamente não é. Dirceu sonhou ser Fidel, e se tivesse sucedido Lula o Brasil teria experimentado um governo de esquerda. O de Lula não foi. E o de Dilma, da esquerda burra ela só implantou o burra.

Hugo Chaves foi quase uma unanimidade na Venezuela. Lula nunca unanimidade no Brasil.

O que nos diferencia da situação venezuelana é que provavelmente despertamos antes, e Lula já recebia oposição desde a sua reeleição.

O mensalão foi o primeiro despertar de que havia algo errado. Mas insistimos no erro. E depois com Dilma. E com Dilma de novo. Mas, golpe ou não golpe, ou meio golpe, ou pretenso golpe, ela foi apeada da presidência usando a constituição – fatiada, é verdade, mas a favor dela e não do Brasil.

O povo venezuelano, demorou demais para se dar conta do tamanho do buraco em que tinha se enfiado, e agora está pagando o preço para sair dele. E por lá, Maduro não fatia nem rasga a constituição, ele elimina a velha e faz uma nova, a constituição do ex-trocador de ônibus.

Nós estamos espertos. E podemos e ficaremos ainda mais espertos. Por isso não seremos nunca o que a Venezuela é hoje. Mas, oremos, vigiemos e atentemos!

 

O PT ESTÁ BUSCANDO O CONFRONTO.

GUARDEM ESSAS PALAVRAS

A ideia de que Lula, O Poderoso, seria capaz de andar sob o fogo e as águas foi por terra.

Com os pés queimados, e afundando em qualquer poça d’água com mais de 5 cm de profundidade, Lula não serve de exemplo ou inspiração nem para si mesmo. Ele não tem dúvida do que enxerga quando olha no espelho – se é que olha.

Sem a possibilidade de evitar-lhe as brasas e incapaz de dar uma mão segura ao seu líder, a esquerda brasileira, liderada pela massa do PT e pelo cérebro de José Dirceu, O Soltinho, teve a brilhante ideia de legitimar seu fracasso partindo para o confronto. E isso não é figura de linguagem. Mais. Não estão sozinhos. Existe a anuência de toda a corja política. O PT é “O Frente”, como se chamam os líderes dos tráficos de droga nos morros.

Redução de 40% da verba da Polícia Federal, desmantelamento da equipe da PF na Força Tarefa Lava Jato, corte de verbas para a Polícia Rodoviária Federal, falta de verba para a emissão de passaportes, recursos sempre escassos para as forças, manutenção do estatuto do desarmamento, guerra civil no Rio de Janeiro. Nada disso está acontecendo por acaso.

A chance deles todos é apenas o confronto.

As cenas protagonizadas por algumas senadoras, lideradas por Gleisi Hoffmann e Fátima Bezerra, confirma essa disposição.

Acompanho político desde os 22 anos de idade. Hoje aos 53 posso dizer, sem medo de errar, que nunca vi uma figura política tão baixa como Gleisi Hoffmann. Não falei feminina, falei figura política. Nem Hildebrando Pascoal, o deputado acreano que liderava uma organização criminosa e matava seus inimigos com motosserra era tão escroto.

Collor, em seus momentos de maior arrogância não consegue causar as náuseas que a figura de Gleisi Hoffmann causa aos brasileiros. Realmente não me lembro de ninguém tão asqueroso.

As outras senadoras nem vale a pena comentar. Se estivesse numa novela da Globo seriam elenco de apoio, ou com pequeninas participações incidentais que marcam uma ou outra cena, mas nada além disso. Fátima Bezerra… o que dizer de Fátima Bezerra exceto que o animal do sobrenome superestima a inteligência da mesma? A pessoa não sabe falar.

Vanessa Grazziotin é a famosa “amiga feia”. Você sabe por que toda mulher bonita tem uma amiga feia? Errou se disse que é para parecer mais bonita. Amiga feia é aquela que segura a bolsa da amiga bonita enquanto ela dança. Porque ninguém tira a amiga feia para dançar. Nem o amigo feio.

As outras senadoras são apenas as outras.

O PT está provocando as instituições, as forças de segurança, clamando para que reajam e transformem o Brasil na Venezuela que eles tanto querem, almejando, quem sabe, um golpe da esquerda assumindo o poder na base da porrada. Foi isso que José Dirceu disse no áudio que circulou na internet. Foi para isso que ele foi solto. Foi para isso que o STF o soltou.

Ministros do STF já não se alinham à esquerda ou à direita. Se alinham ao projeto de poder que protege todos esses bandidos, de colarinho branco e de toga. Aproveitam-se da frágil autoridade da presidente Carmem Lúcia – pobre Carmem Lúcia, que furada!

Juntos, políticos e judiciário, estão apostando no caos, que não é um caos construtivo, e sim o caos que oprime e facilita o domínio.

E no meio desse caos surgiria Lula, O Poderoso, agora também O Ungido por Deus para pacificar o Brasil em nome de uma nação igual para todos, do degrau de baixo, e diferente para os do degrau de cima. Como foi Cuba, que nunca deixou faltar carne na mesa de Fidel, enquanto racionava até açúcar para o povo, tendo a cana como uma de suas mais expressivas culturas agrícolas.

Mas há de faltar carne na quentinha de Lula, de Dirceu e de Gleise. Há de faltar.

O Brasil está entre a cruz e a caldeirinha. Não sabe se derruba Temer e corre o risco de Lula querer voltar por diretas insufladas por esse movimento. Mas também não gostaria que Temer ficasse, porque ele faz parte de uma outra parte desse mesmo movimento.

Não acredito que as Forças Armadas tenham a intenção de interferir na crise brasileira, mas dada a característica estratégica dos militares, esses planos devem estar afinadíssimos com os movimentos da política, e atentos à extensão dos danos que essas provocações podem causar ao funcionamento do país. Os petistas apostam nisso.

E se isso acontecer, terão, enfim, a prova que tanto queriam para mostrar ao mundo, de que o PT foi vítima de um golpe da extrema direita, que seus líderes foram todos injustiçados e condenados sem direito de defesa, sem uma assinatura no contrato do imóvel que comprasse a fraude que armaram para derrubá-los.

É bom, no entanto, que o PT saiba que é possível que o mundo aplauda uma ação militar no Brasil, porque o mundo sabe o nível de corrupção praticado pelos nossos políticos.

Estados Unidos, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Nicarágua, Venezuela, Ilhas Cayman, Guatemala, Panamá, Angola, França, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Suíça, Portugal, Espanha, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Singapura, Mônaco… todos sabem. Por eles circulou o dinheiro ou o método da corrupção, ou os dois juntos.

Fiquemos atentos aos próximos capítulos! Em fim de novela costuma acontecer muita coisa ao mesmo tempo.