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E 2019 terminará com muitas perguntas que continuarão sem respostas.

E 2019 terminará com muitas perguntas que continuarão sem respostas.

Com toda certeza esquecerei de muitas perguntas que foram fartamente repetidas em 2019. Mas, procurei reunir algumas que considero as mais significativas, ou que a lembrança me permitiu reunir, porque suas respostas são fundamentais para entendermos, afinal, que país é esse.

Certamente, a mais importante de todas elas é: quem mandou matar Jair Bolsonaro.

Qualquer um que acredite que Adélio Bispo agiu sozinho apenas porque é louco pode acreditar também que Lula é inocente, porque trata-se de alguém sem o menor vínculo com a realidade.

E no bojo dessa mesma pergunta, seguem-se se outras, tão importantes quanto:

  • Quem financiou Adélio Bispo?
  • Quem pagou os advogados de Adélio Bispo?
  • Quem autorizou a entrada de Adélio Bispo no Congresso Nacional no momento que ele esfaqueava Jair Bolsonaro em Juiz de Fora?

Politicamente menos importante do que a tentativa de assassinato de um candidato à presidência da república, mas importante por se tratar de um homicídio é: quem mandou matar Marielle Franco? E a importância dessa resposta não se resume ao mero esclarecimento do homicídio, mas serviria para pôr fim a uma celeuma que, aparentemente, a esquerda não faz a menor questão de esclarecer. O sentimento é de que Marielle Franco ainda precisará morrer muitas vezes enquanto for útil ao discurso da esquerda.

Outras duas questões que causam curiosidade e indignação ao mesmo tempo são:

  • Por que STF tem tanto medo de Lula?
  • Por que o STF tem tanto medo de Renan Calheiros?

Não existem respostas plausíveis para essas perguntas, mas são fatos que não se pode contestar. O STF passou 2019 criando condições para soltar Lula e aliviar a barra de Renan Calheiros, e conseguiu fazer as duas coisas. Derrubaram o entendimento que permitia prender após condenação em 2ª instância, soltaram o apedeuta, José Dirceu e outros corruptos, e derrubaram, um a um, 9 inquéritos contra Renan.

E isso leva a outras questões.

  • Por que Bolsonaro escolheu Augusto Aras para a PGR?
  • Quais ministros de tribunais superiores já foram delatados?
  • Por que o inquérito inconstitucional de Toffoli e Moraes continua vigorando mesmo sendo ilegal?
  • Por que o sorteador eletrônico do STF só escolhe Gilmar Mendes quando a ação envolve corruptos?
  • Por que as investigações da Lava Jato em São Paulo não vão para frente?
  • Por que delatores cumprem penas e pagam suas multas e os políticos e agentes públicos delatados não?

E essas questões levam a outras questões também carentes de esclarecimentos:

  • Por que Dilma Rousseff não foi presa?
  • Por que Guido Mantega não foi preso?
  • Por que Aécio Neves não foi preso?
  • Por que Romero Jucá não foi preso?
  • Por que a delação de Antônio Palocci não produziu efeitos devastadores?

Não dá para não pensar que tudo isso não faça parte de um complô a favor da impunidade e do fim do combate à corrupção. Mas a coisa não para por aí. Outras perguntas aparentemente desconexas dessas tantas, no fundo tem tudo a ver com elas, pois serviram de pano de fundo para que o STF fizesse o “servicinho” ao qual se prestou.

  • Quem financiou os hackers de Araraquara?
  • Quem pagou os advogados dos hackers?

Como vemos, há mesmo muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.

A ausência de respostas para tantas perguntas demonstra claramente que corruptos e protetores de corruptos ganharam importantes batalhas em 2019.

Em canetadas colegiadas e monocráticas do STF, associadas à criação e alteração de leis pelo Congresso Nacional e à falta de vetos significativos do presidente da república, apenas em 2019 retrocedemos no combate à criminalidade de colarinho branco e vimos serem destruídas as imensas conquistas de 5 anos da Operação Lava Jato.

Isso tudo nos leva a uma última pergunta, essa impossível de ser respondida nas poucas horas que ainda restam de 2019:

  • O Brasil tem jeito com esses personagens que ocupam o legislativo e o judiciário?

Que 2020 seja um ano de mais respostas do que perguntas.

Bom ano novo! E que ele seja, de fato, novo.

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Se o Brasil não parar, mesmo, eles não vão parar.

O Brasil vive a maior crise de sua existência como país. Tudo que um dia se pensou ou se planejou para esse país virou pó nas mãos do maior sistema de corrupção da história da humanidade. Não há precedentes em nenhum país democrático, em volume, tamanho, organização e valores desviados.

É mais do que claro que o sistema de corrupção domina os 3 poderes da república, ora no papel de quem manda, ora no papel de quem é obrigado a ceder e obedecer; ainda que não participe ativa ou diretamente, se vê obrigado a conviver com os personagens que protagonizam as várias faces que esse sistema tem. E com o que eles fazem.

Costumo dizer que não há diálogo, leis ou estruturas capazes de enfrentar e vencer o sistema, muito menos com os tais personagens que hoje ocupam os mais importantes cargos da república. Muitos entendem isso como sendo uma intervenção militar a única solução, mas não é.

A desobediência civil é uma arma extremamente poderosa porque ela corta o financiamento dessa criminalidade republicana. Sem geração de impostos municípios, estados e União ficam sem dinheiro. Simples assim, como efeito. O problema está na capacidade de praticar. Esse é o preço que ninguém quer pagar.

Funcionários tem medo de perder o emprego porque o patrão pode não aderir. Empresários medo de perder vendas para um concorrente que pode não quer aderir. Ambos esquecem, porém, de que se ninguém sair para comprar, ninguém vai vender. E outro problema está naquelas pessoas que terão orgulho de dizer que pagaram 20 reais em um litro de gasolina, 200 reais em um quilo de carne, porque alguns empresários resolveram aproveitar a oportunidade para ganhar dinheiro nas costas desse tipo de trouxa. Mas essa não é a questão de fundo.

Por que parar o Brasil por um dia?

Apenas no último dia 24 de setembro, São Paulo arrecadou R$ 2.412.675.217,63 em impostos. Até o dia já arrecadou R$ 57.891.874.032,65 até o momento que eu consultei o número, se você entrar no site impostômetro agora já verá alguns milhares de reais a mais nesses números. A arrecadação de São Paulo representa 37,39% da arrecadação do Brasil.

Fonte: impostômetro.com.br

Isso não é e não poderia ser entendida como uma ação contra o governo federal, mas contra a república que virou pó sob o comando desses que agora rasgam leis, recriam leis que os favorecem, que os libertam, que voltam a lhes dar liberdade para roubar.

Tudo o que foi feito durante esse ano de 2019, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal, foi feito contra o Brasil. O governo Jair Bolsonaro é apenas mais uma vítima – vítima importante, claro – da revanche da criminalidade contra as leis.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal estão reinventando a Constituição Federal através de Propostas de Emendas à Constituição (PECs), elaboração de leis ordinárias, revogação de leis, alteração e revogação de artigos e dispositivos, revogação de entendimentos e jurisprudências, invenção de dispositivos que não constam de lei nenhuma, aplicação retroativa de novos entendimentos jurisprudenciais, anulação de sentenças com aplicação de leis inexistentes, instauração de inquéritos secretos, ilegais e inconstitucionais e sem a participação do Ministério Público Federal.

Lei de Abuso de Autoridade, que veio com o objetivo explícito de amarrar as mãos de juízes, procuradores da república, policiais federais, policiais militares, policiais civis. Já são centenas de casos de pessoas sendo soltas ou deixando de ser presas por medo da aplicação da lei, que nem entrou em vigor ainda. Reduziram o poder da autoridade e aumentaram a amplitude da impunidade.

A nova Lei eleitoral, que favorece o Caixa 2, permite o pagamento de advogados e compra de imóveis com dinheiro do fundo eleitoral, permite que qualquer pessoa física possa doar dinheiro sem limite para pagamento de advogados a favor do partido ou de políticos mesmo não exercendo cargo eletivo. São dezenas de absurdos em favor da corrupção em uma lei só.

E quando o presidente da república aplica parcos vetos (na minha opinião pessoal as 2 leis deveriam ter sido vetadas por inteiro, mas…) ainda sofre a humilhação política de ver seus vetos derrubados pelo Congresso Nacional, porque simplesmente não pode fazer mais nada além de, como todos nós, sofrer dos efeitos da lei que passará a vigorar.

Há quem ainda sonhe com os militares salvando o Brasil em seus cavalos brancos, mas esse é um sonho que, de maneira espontânea, se mostra cada dia mais difícil para acontecer. Não dá para entender a posição dos militares no Brasil de hoje quando comparamos o Brasil de 1964. Antes era pura ideologia. Hoje vivemos um grave sistema de corrupção travestido de ideologia, que enquanto estuprava mentes, saqueava os cofres públicos, e não quer parar.

A sociedade civil não é aquela formada por empresários que se sentam com o governo para negociar. A sociedade civil somos todos nós, qualquer cidadão brasileiro que pratique uma profissão honesta. E é um bom momento para começarmos a nos entender dessa maneira.

Se o Brasil não parar, eles não vão parar. E se o povo brasileiro não começar a pensar seriamente nisso, a vingança do sistema de corrupção também entrará para a história como algo difícil de ser repetido em outro canto do planeta.

Que ninguém se assuste se Sérgio Moro e Deltan Dallgnol vierem a ser processados criminalmente muitíssimo em breve.

E no fim das contas, tudo é por causa de Lula. Tudo no Brasil continua sendo por causa de Lula.

Temos que parar, senão eles não vão parar.

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STF fundou a República Corruptocrática dos Fiapos.

Falar do STF é chover no molhado, mas inevitável. Não dá para conviver com a desgraça sem tratar dela. E o que vivemos é uma desgraça sem tamanho na história da nossa república. Não há mais democracia no Brasil, e o conceito de república sobrevive em fiapos.

Nomear esse ou outro ministro do Supremo Tribunal Federal como bom ou ruim é um erro de avaliação, afinal, o colegiado é representado pelo resultado final dos julgamentos, e não pelas posições individuais dos ministros. É como seu time do coração perder do rival com time reserva em campo. A história não registrará a escalação do time, mas o placar do jogo. Nesse momento, estamos perdendo o jogo.

A anulação das condenações de Aldemir Bendine e do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira baseada numa interpretação que não existe na lei é o cometimento de um crime, crime esse que se agrava por estar sendo aplicado retroativamente. É como se o STF entendesse que não pode haver impeachment de um presidente e aplicasse isso ao caso do impeachment de Fernando Collor. É um absurdo.

Esse absurdo, porém, é só a coroação de uma sequência de absurdos que vêm sendo praticados não apenas pelo STF, mas também, e no mesmo nível, pelo Congresso Nacional. Ministros do STF, senadores e deputados estão reescrevendo as leis brasileiras em benefício próprio e de bandidos que se encontram encrencados até o último fio de cabelo em crimes expostos pela Lava Jato.

A passividade do povo brasileiro diante de tantos descalabros é, no entanto, o fato mais assustador. A esmagadora massa da população não faz a menor ideia do que acontece no Brasil, de que efeitos isso tudo têm no dia a dia e terá no futuro, e não se envolve com a política além dos telejornais ou de opiniões nas redes sociais. Muitos, inclusive, entendem que as redes sociais são a fonte de informação mais confiáveis, e seguem seus gurus como o gado segue a vaca que tem o sininho no pescoço, mesmo que isso os leve para o brejo.

Não há saída para o Brasil que não passe pela derrubada desses vermes corruptos que controlam e usam a máquina do estado a seu favor. Não existe diálogo ou saída diplomática para tirar o país dessa crise. As instituições faliram, assim como o próprio conceito de cidadania está falido à medida que não conseguimos sair do lugar para fazer o enfrentamento necessário.

Não soubemos combater e exigir a correção quando a Segunda Turma do STF, na época ainda com Dias Toffoli no lugar de Cármen Lúcia, começou a soltar bandidos, reinterpretar leis, criar novas jurisprudências e, efetivamente, legislar, uma vez que o Congresso Nacional não cumpre seu papel no que tange a elaborar leis que detalhem e complementem todos os artigos da Constituição Federal.

As únicas leis impactantes criadas nos últimos anos dizem respeito à manutenção da impunidade e a facilitação do acometimento de crimes.

O STF tem sido não apenas o algoz da Lava Jato, mas da própria república. Em nome da libertação de Lula – sim, é tudo por causa de Lula – um grupo de ministros do STF vêm desconstruindo todo o arcabouço jurídico do país, denegrindo e menosprezando as instituições de estado e todos os funcionários públicos nelas lotados, gente técnica e concursada, sem vínculos políticos com partidos ou personagens da política.

Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli são os mentores da destruição das instituições brasileiras como o Ministério Público Federal, primeira e segunda instâncias do judiciário, Receita Federal, Polícia Federal e todo e qualquer órgão que tenha colaborado com o combate à corrupção. Alexandre de Moraes, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Rosa Weber e até Cármen Lúcia têm sido coadjuvantes nesse processo, se alternando nos votos para garantir as maiorias.

Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux tem sido a resistência ao processo de desmoralização do sistema judiciário brasileiro. Não que sejam santos, ou que não colaborem com os demais em outras situações, mas têm sido os mais firme e coerentes na defesa do estado brasileiro e do combate à corrupção e ao fim da impunidade. Mas são apenas 3 em 11.

Quanto ao Governo Federal, se podemos acusar os dois presidentes anteriores por tentarem e interferirem diretamente para atrapalhar o combate à corrupção, o presidente atual pode ser acusado ,no mínimo, de estar sendo leniente com o que o judiciário e o legislativo estão fazendo para que a impunidade e a corrupção permaneçam sendo o modo de administrar o Brasil.

O silêncio do governo Jair Bolsonaro em relação ao combate à corrupção, assim como diversas atitudes estranhíssimas, como a nomeação de Augusto Aras para a PGR, os parcos vetos à Lei de Abuso de Autoridade que foram facilmente derrubados no Congresso Nacional, são péssimas sinalizações de comprometimento com os anseios da sociedade que o levaram a ser eleito.

A falta de compromisso com a bandeira anticorrupção levantada por Jair Bolsonaro pode ser entendida como um estelionato eleitoral, pois não é difícil perceber que o governo silencia por conivência e conveniência, e não porque não sabe o que fazer. Ainda entenderemos que papel a situação de Flávio Bolsonaro tem nisso tudo, mas pode ser que só sirva mesmo para entendermos, sem chance para que haja a aplicação das correções devidas.

A república está aos fiapos, e, nesse andar da carruagem, só podemos esperar dois caminhos à frente: ou haverá uma acomodação geral ao novo status quo do Brasil, ou o povo vai para às ruas e refunda a república com as próprias mãos.

Não há mais democracia no Brasil, e o conceito de república sobrevive em fiapos. A corruptocracia, agora capitaneada pelo STF, é quem continua decidindo o futuro desse país. Triste futuro.

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A Lava Jato que Brasília quer é a de lavagem de dinheiro

A Operação Lava Jato está sofrendo o maior ataque desde que começou. Até aqui foram 5 anos de resultados jamais alcançados por nenhuma operação de combate à corrupção, atingindo políticos e empresários, desvendando os meandros de organizações criminosos e métodos de lavagem de dinheiro através de investigações minuciosas que contaram com o envolvimento de diversos órgãos de estado como a Justiça Federal, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal, além de colaborações de delatores que entregaram não apenas nomes, mas, principalmente provas.

A primeira operação da Polícia Federal, e que teve o nome Lava Jato que todos conhecemos, aconteceu em 17 de março de 2014. De lá para cá foram 62 operações derivadas dessa primeira, que já resultaram em mais de 2294 anos de penas e 159 condenações, segundo artigo da Folha de São Paulo. Entre os nomes famosos e conhecidos na política, o ex-presidente Lula, o ex-governador Sérgio Cabral (só ele condenado a mais de 200 anos), o ex-ministro José Dirceu, o ex-ministro Antônio Palocci. Entre os empresários, os dirigentes da Construtora OAS, da Iesa Óleo & Gás, da Camargo Corrêa Construções, daUTC Engenharia, da Engevix, da Construtora Queiroz e Galvão, da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da Mendes Júnior, ficando apenas nas empreiteiras.

Dentre os partidos políticos envolvidos estão o PT, PSDB, PMDB, PSB, DEM, PP, PR, PSD, PDT, PTB, PCdoB, SD, PSC, PRB, PRTB, PROS, PV, PEN, PPS, PTN, PTdoB, PMN, PSL, PTC, PHS, PRP, PPL, PSDC. Alguns deles inclusive mudaram o nome nesse período, buscando de dissociar do escândalo. O PMDB voltou a ser apenas MDB, o PTN virou Podemos, o PTdoB virou Avante, o PEN virou Patriota, o PSDC virou Democracia Cristã, o PPS virou Cidadania.

Sobre isso, Antônio Augusto Queirós, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, disse o seguinte ao site Brasil de Fato: “Isso apenas demonstra o desrespeito desses partidos para com os eleitores. Porque de um lado despreza a ideologia, a doutrina, a defesa de programa, de ideias, que é o que deve ser o ponto central de qualquer partido, e busca tratar o partido como se fosse um produto comercial, a partir da propaganda, como se faz com uma marca de sabonete, tentar agregar eleitores a partir daí. E isso, do ponto de vista político e da representação política, é uma tragédia. Porque se em um primeiro momento pode haver uma simpatia do eleitor, no momento seguinte vai se descobrir que se comprou gato por lebre.”

Exceto alguns poucos nomes, como o do ex-juiz federal e atual ministro da justiça Sérgio Moro e o procurador da república e coordenador da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol, já é difícil saber quem realmente está a favor ou contra a Operação Lava Jato. E muito fácil indentificar claramente quem está contra, como é o caso de muitos ministros do STF, centenas de parlamentares municipais, estaduais e federais, e até mesmo gente que se encontra instalada dentro do governo federal. Sem contar grandes setores da imprensa, notadamente Revista Veja, Folha de São Paulo e grupo Band, que se encarregaram de divulgar as mensagens roubadas dos celulares de diversas autoridades, cuja publicação sistemática busca incansavelmente denegrir a imagem dos principais atores do combate à corrupção, mais especificamente Moro e Dallagnol.

Em outra frente de combate está o Supremo Tribunal Federal, que abriu um inquérito absolutamente ilegal e inconstitucional, ferindo, também, além da Constituição Federal, os Código de Processo Civil e Penal, além do regimento e da jurisprudência da corte. Os ataques proferidos pelos ministros envolvem investigação de pessoas comuns por supostos ataques aos ministros, afastamento de auditores da Receita Federal que monitoravam transações suspeitas de ministros e familiares, abertura de inquéritos contra procuradores da Lava Jato (leia-se Deltan Dallagnol) e a suspensão de todos os processos investigativos que estavam sendo realizados pelo COAF – Conselho de Atividades Financeiras, organismo da Receita Federal. O que surpreende nesse último ato, é que a ação derive de um pedido de ninguém menos que um senador que é filho do presidente da república.

Para coroar o combate ao combate à corrupção, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência-urgentíssima, a Lei de Abuso de Autoridade, que visa inibir a ação de policiais, juízes e procuradores da república. Mas não fica nisso. Os parlamentares agora pretendem mudar a lei das Delações Premidas, fundamentais para conhecer caminho e obter provas. Querem os parlamentares proibir que pessoas presas façam delação. Mas tem mais. O deputado petista Paulo Pimenta já se movimenta para colher assinaturas para abertura de uma CPI da Lava Jato.

Enquanto isso, o presidente do Senado já arquivou duas tentativas de abertura da chamada CPI da Lava Toga, com a finalidade de investigar as ações do Supremo Tribunal Federal, além de ignorar pedidos de impeachment de ministros do Supremo, assim como ignorar o apelo de diversos senadores para que esses pedidos sejam analisados pela casa.

No momento, Jair Bolsonaro está analisando a escolha do novo ocupante da cadeira da PGR, Procuradoria Geral da República, que será decisivo para entendermos o rumo que será adotado pelo governo no combate à corrupção. Ao mesmo tempo, tenta interferir em decisões internas da Polícia Federal. Um dos mais cotados no momento é Antonio Carlos Simões Soares, acreditem, indicação atribuída pela imprensa ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente e autor do pedido que paralisou todas as investigações do COAF sem prévia autorização da justiça.

Em outra ação que faz parte da desestruturação de um dos braços que alimentava a Lava Jato de informações, o ministro Paulo Guedes assinou na data de hoje a Medida Provisória que extingue o COAF como conhecemos e o transfere para o Banco Central com o nome de Unidade de Inteligência Estratégica. O lado mais sensível disso, no entanto, é a extinção também da presidência do COAF, ocupada por Roberto Leonel por indicação de Sérgio Moro.

Bolsonaro também dá sinais de que não vetará na íntegra a Lei de Abuso de Autoridade aprovada pelo Congresso Nacional, mesmo recebendo imensa pressão das redes sociais, de associações da magistratura e do ministério público federal, de eleitores e cidadãos nas redes sociais, e recomendação de Sérgio Moro para vetar ao menos 9 artigos da lei.

A sobrevivência da Operação Lava Jato, nesse momento, só depende de fé, esperança, e de Deus, pois tudo indica que a história da maior operação de combate à corrupção jamais antes vista na história desse país está com seus dias contados. E os mocinhos sendo transformados em bandidos.

E para fechar com chave de ouro, não esqueçamos que, ao que tudo indica, a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância deverá ser revogada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, o que significa colocar na rua o ex-presidente Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, José Dirceu, João Vaccari Neto e mais de 140 mil assassinos, pedófilos, estupradores, traficantes e bandidos de toda espécie.

Definitivamente, a única Lava Jato que Brasília quer é a de lavagem de dinheiro.

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Legislativo e judiciário estão inviabilizando o governo Bolsonaro e o país.

Para começar, caro leitor, cara leitora, precisamos lembrar que quem coloca essas pessoas no legislativo é o povo, portanto, nós. Já nas altas esferas do judiciário, quem nomeia é o presidente da república, e não temos o que fazer com relação a isso. Mas no legislativo, além do coeficiente eleitoral e das coligações partidárias, a responsabilidade é nossa, mesmo que não tenhamos votado em nenhum corrupto.

A grande questão é como limpar o legislativo tendo o povo ignorante que temos? Não falo ignorância no sentido da truculência, mas do fato de ignorar verdades e apoiar mentirosos e mentiras. E temos que reconhecer o mérito da capacidade destrutiva da esquerda. O que fizeram em poucos anos para deseducar já é grave o suficiente para imaginar que a recuperação desse ativo cidadão levará pelo menos 3 vezes mais tempo.

Cada vez mais o cidadão dá menos importância para o legislativo, seja ele municipal, estadual ou federal. Os bandidos que entram para a carreira política não começam de cima. Começam como vereadores, depois vão subindo para deputados estaduais, federais, prefeitos, governadores, senadores e nessa trajetória vão se aliando ao que há de pior na política. Nesse momento é que as coligações e coeficiente eleitoral entram em cena, facilitando a eleição de pessoas que não seriam eleitas se dependesse de seus próprios votos, como deveria ser.

As pessoas votam em um determinado candidato, que é até bem votado, mas que perde a vaga por causa do maldito coeficiente eleitoral e da coligação partidária, e no seu lugar entra alguém que não recebeu 10% dos votos de quem ficou de fora. Exemplo disso é o próprio presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. O atual ocupante da primeira cadeira na linha sucessória da presidência, depois do vice-presidente da república, recebeu meros 74.232 votos, ou apenas 0,96% dos votos válidos. Menos de 1% dos votos válidos.

Falei sobre a eleição de Rodrigo Maia no dia 7 de janeiro de 2019, no artigo “Rodrigo Maia, o patinho feio da Câmara. Merecemos coisa melhor”, que você pode ler clicando aqui.

O certo é que não adianta ficar apenas malhando o legislativo e não fazer nenhuma manifestação mais forte além de reclamar na internet. A responsabilidade de conduzir esses elementos aos cargos eletivos é 100% do cidadão brasileiro, a despeito das facilidades do coeficiente eleitoral e da coligação partidária. Os senadores, por exemplo, são eleitos por votos majoritários, ou seja, pelo total de votos recebidos.

O que vimos sair das urnas foi a reeleição de vários senadores, a eleição de ex-deputados encrencados para o senado e de ex-senadores encrencados para a Câmara dos Deputados, além de eleição de parentes ou pessoas ligadas umbilicalmente com gente que é encrencada ou gente que andou fora da política e resolveu tentar de novo, e entrou. De novo, mesmo, absolutamente nada. Ok. Alguns caciques ficaram de fora. Mas todos continuam fazendo política nos bastidores através de alguém. Não mudou nada.

O Congresso Nacional está trabalhando fortemente para reduzir os poderes e prerrogativas do poder executivo. Já tivemos o presidencialismo de coalisão, o presidencialismo de cooptação e agora estamos vivenciando o presidencialismo de esvaziamento. Deputados e senadores estão tentando transformar a presidência da república em um cargo quase figurativo e estão levando para o legislativo os tais poderes e prerrogativas que eram do chefe da nação. E estão fazendo isso na mão grande, inclusive de maneira inconstitucional, segundo nota da UNAJUF – União Nacional dos Juízes Federais do Brasil.

Acontece que senadores e deputados federais não teriam cara de pau de agir inconstitucionalmente se não contassem com o respaldo do judiciário, que aceita receber qualquer tipo de ação, mesmo nos casos onde se veem suprimidas as instâncias anteriores.

As decisões do judiciário também vem ajudando na inviabilidade do governo Bolsonaro, seja na criação de despesas ou no proferimento de decisões criminais e tributárias que impactam diretamente as contas do governo. Da mesma maneira que o poder legislativo federal vem atribuindo a si funções histórica e constitucionalmente do poder executivo, o poder judiciário vem legislando nos vácuos deixados pelos deputados federais e senadores. Pessoalmente, não creio que essas coisas estejam acontecendo sem a conivência e conveniência de ambos.

O fato é que Jair Bolsonaro está isolado. Não conta com o legislativo, não conta com o judiciário, é massacrado diariamente pela imprensa, atacado permanentemente pela oposição e não consegue governar. Tudo de bom que sai do executivo para o parlamento ou é sabotado ou caminha à base de chantagem.

O ponto é que está difícil de enxergar um caminho que coloque as coisas nos seus devidos lugares. O país não confia no Supremo Tribunal Federal, no Senado e na Câmara dos Deputados. O próprio Senado ainda nos deve explicações sobre a fraude na eleição para a presidência da casa, na qual a urna registrou 82 votos em cédula para um total de 81 senadores. Alguém tentou sabotar ou fraudar a eleição e a turma do deixa disso, com a anuência do Ministério Público Federal que poderia ter movido uma ação para apurar as irregularidades.

Mais uma vez volto minhas baterias para o povo brasileiro como responsável pela crise no legislativo federal, seja porque votou neles ou porque se abstém do necessário enfrentamento que a situação merece.

Nessa história não existem super-heróis, salvadores da pátria e pessoas com coração puro. A vida real não é como fim de novela onde tudo se ajeita, os maus são punidos e os bons são recompensados e vivem felizes para sempre. Ao contrário. Se nos anularmos e não enchermos as ruas de gente permanentemente, estaremos condenados a infelicidade eterna, porque este é o cenário com o qual o PT sonha para voltar ao poder. E como vimos e falamos, o povo é capaz de colocá-lo lá novamente.

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Comissão da reforma administrativa decidiu devolver o Brasil aos bandidos

O Brasil está a caminho de um gravíssimo retrocesso promovido pela comissão da reforma administrativa. O retorno do COAF para a Economia e a demarcação de terras para a FUNAI, além de uma clara interferência do legislativo na formação do governo Bolsonaro, é uma demonstração do compromisso com o atraso, com a corrupção e com a impunidade.

Estamos presenciando um golpe branco na Constituição Federal, com o Congresso Nacional atribuindo para si responsabilidades que não tem, tal qual faz o STF em relação a este mesmo congresso. Temos um legislativo que resolveu agir como executivo e um judiciário que resolver legislar. E o executivo nem executar consegue.

A Comissão da reforma administrativa deu uma demonstração da força de reação do sistema. Quem achava que o combate à Orcrim já era vitorioso enganou-se por completo. A Orcrim está mais viva do que nunca. Tal qual acontece no tráfico de drogas, quando um líder é abatido outro ocupa seu lugar imediatamente. A Lava Jato fez uma limpa em políticos corruptos, mas a capacidade do sistema de multiplicar bandidos parece inesgotável.

Agora tudo depende dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados, que poderão ratificar ou não o que foi aprovado na Comissão da reforma administrativa. E mais uma vez o governo se vê dependente do Congresso Nacional para poder ser governo. Aliás, desde a redemocratização, nunca um Presidente da República esteve tão sob o jugo do Congresso Nacional como Jair Bolsonaro. Todos os anteriores tinham o hábito de usar moeda para obter maioria na aprovação de medidas de seu interesse. Esse governo não tem.

Foram 541 emendas apresentadas na Comissão da Reforma administrativa, para um total de 594 senadores e deputados federais. Isso é quase uma emenda por parlamentar, o que traduz o absurdo da guerrilha estabelecida no legislativo. E cerca de 90% das emendas foram apresentadas pelo PT, PSOL, PCdoB, PSB e PDT, numa clara iniciativa com o objetivo de impedir o governo de governar e a justiça de investigar.

Além de devolver o COAF para a Economia e a demarcação de terras indígenas para a FUNAI, a Comissão da reforma administrativa ainda aprovou por 15 votos – incluindo aí a senadora Simone Tebet a quem tantos idolatram – a emenda que proíbe os auditores fiscais de compartilhar indícios de crimes diretamente com o Ministério Público Federal, o que tira do ministério da economia a prerrogativa de compartilhar espontaneamente investigações com o ministério da justiça. Essa emenda, de certa forma, é uma cacetada no serviço de inteligência da Receita Federal e mais um impedimento para que a corrupção seja revelada como aconteceu com a Lava Jato.

A devolução do COAF para a economia baseou-se no fato de que na grande maioria dos países esse tipo de órgão de fiscalização fica ligado ao seu respectivo ministério da economia, e que, então, seria um descompasso com a modernidade vinculá-lo à pasta da justiça.

Seguindo esse raciocínio, pergunto então aos nobres parlamentares: na imensa maioria dos país, condenados começam a cumprir a pena após condenação em segunda instância, e em muitos país já após a condenação em primeira instância, não deveríamos estar seguindo também esse exemplo de modernidade?

A verdade é que a democracia exercida no Brasil não é mais capaz de resolver os graves e crônicos problemas da governança do país. Com as atuais composições do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal o Brasil não sairá desse atoleiro. O relatório e os destaques aprovados na Comissão da Reforma Administrativa deixaram isso cristalino. O compromisso do parlamento é com o atraso, com a corrupção e com a impunidade.

Não há solução democrática que não parta do povo brasileiro. Só a sociedade civil tem o poder de promover as mudanças necessárias. Enquanto cada cidadão continuar trabalhando e gerando impostos para financiar essa palhaçada toda sem reação, eles continuarão fazendo tudo como sempre fizeram.

Os que sonham com uma intervenção militar, lamento, mas não creio na hipótese. Penso que ela não é nem uma hipótese remota. Seria uma resposta dura, mas que não faz parte do cardápio de soluções para o Brasil, pelo menos nesse momento. Já uma revolução civil, essa sim, é possível e viável. E ninguém tem que pegar em armas ou praticar atentados para mostrar a força do povo. Bastaria parar de gerar impostos. Em uma semana sufocam-se os municípios, em duas os estados, em três o governo federal. O país apenas para, sem que uma gota de sangue precise ser derramada em lugar algum. Mas isso é utopia.

O povo brasileiro é acomodado, comodista, sonhador, acredita em salvadores da pátria e heróis, e entende que a cidadania pode ser terceirizada para um deles. E os políticos sabem disso, e se deleitam com essa leniência e capacidade de procrastinação do povo.

Estamos no quinto mês do governo de Jair Bolsonaro, e ele ainda não conseguiu governar da maneira como disse que seria enquanto candidato. Um governo recheado de crises internas e externas, um congresso absolutamente adverso que juntamente com um judiciário irresponsável ajuda a criar impactos negativos para os cofres públicos, e um povo incapaz de reagir à altura dos acontecimentos. Esse é o Brasil.

Não há muito de positivo a esperar da votação nos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados na votação do relatório da Comissão da reforma administrativa. A comissão quis devolver o Brasil aos bandidos. Agora os bandidos votarão dizendo se querem o Brasil de volta. E nós, mais uma vez, ficaremos só olhando.

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Coaf longe de Moro tem uma explicação simples: está funcionando bem!

Talvez, ao final do dia, o Coaf continue com Sérgio Moro. Mas isso não significará que o assunto estará encerrado. Se continuar será um sinal de que os ratos estarão ainda mais encurralados diante do fracasso da manobra para tirá-lo do Ministério da Justiça. Se sair, no entanto, não significará que os dados do Coaf não poderão ser usados nos processos de investigação, apesar de que até para isso foram apresentadas emendas.

Esse episódio do Coaf tem que ser analisado muito mais pelo que ele simboliza do que somente pelo efeito prático. A batalha que os parlamentares estão travando nessa comissão da reforma administrativa estão permitindo diferenciar os parlamentares que querem sacanear o governo Bolsonaro dos parlamentares que querem se livrar da justiça. E em muitos casos parlamentares que representam as duas coisas.

O PT, em particular, não esconde seu desejo de se ver livre das duas coisas. É o partido que mais luta contra a justiça brasileira, que mais difama juízes, procuradores da república, membros do governo, e que tem um problema figadal com Sérgio Moro e com Bolsonaro. Não há nada com fundo patriótico nas ações do PT e da esquerda que o acompanha. Trata-se apenas de retaliação pelo desmantelamento da uma roubalheira de pelo menos 13 anos e meio na presidência da república.

Já os parlamentares que não são de oposição, mas que se dispõem a votar para que o Coaf volte para o ministério da economia, estes querem é fugir da justiça mesmo. Não há outra explicação plausível.

O papel do Coaf, enquanto órgão ligado à Receita Federal, não deverá mudar se sair da justiça para a economia. Mas corre o risco, caso seja aprovada uma emenda que quer proibir os auditores da Receita Federal de fazer investigações. E tem gente no Ministério Público que concorda com esse raciocínio.

Nos meus 55 anos de vida, não me lembro, jamais, de ter visto uma comissão de parlamentares interferir de tal maneira na forma como um presidente montou seu governo. Não vi isso com Sarney, não vi com Collor, não vi com Itamar, não vi com FHC, não vi com Lula, não vi com Dilma, não vi com Temer.

A postura de retaliação dos parlamentares contra Jair Bolsonaro e Sérgio Moro deixa claro para o Brasil que os políticos estão se lixando para o futuro do país, para os graves problemas nacionais.

Desde a posse de Bolsonaro o Congresso Nacional tem feito tudo para criar instabilidade no governo. São declarações desafiadoras de Rodrigo Maia a todo momento, confrontando tudo o que o presidente fala ou faz, o que se repete no Senado. Eu já dizia isso nesse artigo aqui.

O STF faz a sua parte, mantendo o país em estado de permanente insegurança jurídica, dando sentenças de acordo com a cara do freguês, dando ganho às causas que destroem a economia pelos próximos 10 anos. Exemplo recente disso aconteceu quando os ministros do STF concederam às empresas que compram insumos na Zona Franca de Manaus o direito de receberem credito de IPI, mesmo estes insumos sendo isentos do imposto pelo regime que criou a Zona Franca. Isso é um insulto às finanças do país. Empresas que não pagaram IPI na compra de insumos poderão obter créditos para serem usados no abatimento de outros impostos. É como se você declarasse despesa médica e odontológica para conseguir desconto no seu imposto de renda sem ter usado esses serviços. E pior é que tem gente que faz.

A imprensa também faz sua péssima parte nisso tudo. Hoje em dia os jornais, impressos e online, mais parecem tabloides de fofocas, gerando crises desnecessárias, dando constante destaque às pessoas que em nada agregam ao país, estimulando intrigas, criando intrigas. Quase tudo o que chega aos leitores já vêm contaminado por alguma ideologia ou prepara terreno para algum movimento político de alguém.

E então voltamos ao Coaf, Sérgio Moro, Jair Bolsonaro e um bando de parlamentares corruptos que até admitem publicamente que torcerão membros da comissão na hora de votar porque esses votariam a favor da manutenção do Coaf subordinado ao ministério da justiça.

O Coaf é só uma questão simbólica. Mas altamente simbólica. E a briga dos bandidos com a justiça, mocinho e bandido mesmo, como eram as brincadeiras das crianças. Mas levada muito a sério.

O que é difícil no Brasil é que a população leve política a sério. A maioria não toma conhecimento de nada. Se qualquer um sair na rua agora e perguntas o que está acontecendo na comissão da reforma administrativa eu duvido que consiga uma resposta. A maioria dirá “reforma do que”? E se perguntar o que é Coaf então, piorou. Provavelmente dirão que é nome de remédio para tosse.

Não podemos ficar vivendo ao sabor dos finais de dia para saber nosso destino. O Brasil só sairá da lama se o povo participar – além da internet.

Lula introduzir o “nós contra eles” na sociedade brasileira. Pois eu diria que o momento nunca foi tão nós contra eles como é agora. Só que claramente esclarecido que somos “nós” e quem são “eles”.

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O Brasil sem Bolsonaro teria esse senhor na presidência.

Existe uma pauta trabalhada pela imprensa em conjunto com a esquerda, mais especificamente o PT e seus puxadinhos, para fazer a população acreditar que o Brasil de Jair Bolsonaro não está dando certo.

É um esforço hercúleo, e para isso não poupam nada que possa ser negativo à imagem do presidente. Se Bolsonaro pisar num chiclete isso vira tema para colunistas de todos os grandes jornais desfiarem teses e teorias conspiratórias psicológicas que dirão que a pisada no chiclete é um ato autoritário que representa o desejo de pisar no povo. Ou qualquer outra balela do gênero, a Globo não economizará especialistas.

O Brasil da imprensa e do PT só não é trágico porque não consegue deixar de ser muito cômico. O desespero é risível. Eu já falava sobre isso no artigo “Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT”. Assim será 2019, que você pode ler clicando aqui.

Para não se deixar contaminar, é preciso, porém, que a gente pense a partir de uma realidade fática, e não apenas olhando o momento como se ele fosse isolado ou não impactado pelo resto da história.

Em outubro de 2018, com sólidos 55.205.640 votos, 55% dos votos válidos, O Brasil, acima de tudo, disse não ao PT e à esquerda.

Milhões de votos recebidos por Jair Bolsonaro foram contra o PT e tudo o que ele representou e ainda representa de ruim para o Brasil.

Então, quando alguém questiona e incentiva o sentimento de arrependimento naqueles que votaram em Bolsonaro, o faz sem considerar o que teria sido do Brasil caso o eleito tivesse sido Fernando Haddad.

Se o PT tivesse ganho a eleição, Lula já estaria solto. Mais do que governar o Brasil essa era a grande meta do PT. Além de solto, Lula estaria interferindo na política econômica do Brasil, teria nomeado todos os ministros.

Se fosse Haddad o presidente, o STF já teria acabado de vez com a Lava Jato e com a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Sérgio Moro teria abandonado a magistratura da mesma forma, mas para sair do país, porque seria impossível que ele tivesse paz sob um novo governo petista.

Um novo mandato petista teria condecorado Nicolás Maduro e denunciado Juan Guaidó na ONU como subversivo e antidemocrático. O Brasil estaria ainda mais alinhado ao lixo socialista mundial e a esquerda teria ganho uma sobrevida na América do Sul.

Com Haddad no poder Cesare Battisti jamais teria sido entregue à justiça italiana e admitido seus crimes.

A Petrobras já estaria novamente sendo loteado entre os amigos e os amigos dos amigos, não estaríamos vendo uma reforma trabalhista tramitando no Congresso Nacional, e nunca, em momento algum, ouviríamos falar de um pacote anticrime tão bem elaborado e funcional no combate à corrupção e à impunidade.

O Congresso Nacional provavelmente estaria debatendo temas importantes como o sexo de anjos gays, ou proibir pais e mães de colocar roupas rosas ou azuis nas crianças na maternidade.

Se a esquerda tivesse ganho, os gays protagonistas da Golden Shower no carnaval teriam sido condecorados com medalhas na Câmara de Vereadores do Rio, na ALERJ e no Congresso Nacional, e ambos teriam tirado fotos com Gleisi Hoffmann fazendo o “L” com os dedos.

E se você ainda não achou ruim o suficiente, três coisas podem fazer você pensar melhor:a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais; Renan Calheiros seria presidente do Senado e Rodrigo Maia continuaria sendo o presidente da Câmara dos Deputados.

a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais.

Para pensar no Brasil sem Jair Bolsonaro é preciso pensar no que seria o Brasil com Fernando Haddad. E não fui a fundo em nenhuma questão e nem citei questões como saúde e educação.

O que existe no Brasil é uma extensa pauta para criar a falsa imagem de desgaste de Bolsonaro, criar intrigas dentro do governo, e a imprensa é o grande agente desse processo que visa desmoralizar, desinformar e deformar o pensamento e a percepção das pessoas.

A imprensa brasileira está a serviço da desmoralização do Brasil em todos os aspectos, sendo a maior fomentadora e divulgadora das notícias negativas que ela mesma cria através da promoção de intrigas, fofocas e fake news. Sim, a imprensa é a maior criadora e divulgadora de fake news, e faz isso desde que você e eu nos conhecemos por gente, porque faz para quem paga mais.

Jair Bolsonaro não era o presidente dos sonhos do Brasil inteiro. Mas de 55% de quem votou no segundo turno. O resto foi derrotado. O lulopetismo foi derrotado, a esquerda foi derrotada, a imprensa foi derrotada. E eles vão ter que aprender a respeitar que Jair Bolsonaro é e será o presidente do Brasil nos próximos 4 anos.

Qualquer coisa fora disso é choro de perdedor. Ou golpe.

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Adélio Bispo. As duas farsas de um criminoso e da justiça.

Hoje saiu o laudo dos psicólogos e psiquiatras definindo que Adélio Bispo é doente mental e sofre de Transtorno Delirante Permanente-Paranoia. Isso porque, entre outras coisas, ele insiste em dizer que não cumpriu sua missão e que vai matar Jair Bolsonaro quando (?) sair da cadeia. O laudo foi assinado por peritos (Quem são eles? Gostaria de saber seus nomes) indicados pela justiça federal. Como se pudéssemos confiar na justiça federal.

Essa tese poderia ser aceita se Adélio Bispo não tivesse tantas outras provas e evidências de ligações com o PSOL, com a esquerda. Mas não é o caso. Podem dar o laudo que quiserem, dado seja lá por quem for, porque o problema não estará no laudo, mas na farsa que responde pelo nome de Adélio Bispo.

Os caros advogados que imediatamente acorreram para defender Adélio Bispo não foram defender uma pessoa que tem transtorno mental, mas um assassino. E não foram contratados às pressas pela família ou por amigos, mas por gente que estava mais preocupada em se proteger do que ele poderia falar do que com os possíveis problemas mentais que ele teria.

Adélio Bispo de Oliveira definitivamente não estava sozinho! (vídeo)

A verdade uma hora virá à tona, e todos saberemos que Adélio Bispo pode até ser doido – afinal quem tenta matar um candidato à presidência com a popularidade de Jair Bolsonaro, no meio da multidão, tem que ser doido e suicida. Mas a doideira dele não foi motivada por transtornos mentais e sim por pagamento de um serviço, do qual esperavam que ele não saísse vivo.

Adélio Bispo foi rapidamente tirado de Juiz de Fora pela justiça e isolado num presídio federal com a desculpa de proteger sua integridade. Só que foi tirado de circulação para que ninguém mais tivesse acesso a ele e assim pudessem orientá-lo para que pudessem constatar sua loucura. Adélio foi treinado para ser ou parecer louco, mesmo que o leitor possa achar que o louco aqui sou eu.

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

Para quem não conhece, indico o filme As duas faces de um crime, protagonizado por Richard Gere e Edward Norton. Diz a sinopse do filme:

” Em Chicago, um arcebispo (Stanley Anderson) assassinado com 78 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino um jovem de 19 anos (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue da vítima. No entanto, um ex-promotor (Richard Gere) que se tornou um advogado bem-sucedido se propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer.”

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

A história do jovem Aaron (o assassino da história) apresenta um jovem de 19 anos que tem transtorno mental e que teria praticado o crime por ter sido abusado pelo arcebispo que era pedófilo (a resenha completa do filme você pode ler inteira clicando aqui). A seguir vou replicar apenas alguns trechos e volto ao assunto.

” Alegando que foi abandonado pelo seu pai, ter lapsos de memória e ser vítima de maus tratos, Aaron, desperta Roy, seu alter-ego, oposto a sua personalidade. Enquanto Aaron é tímido e inseguro, Roy tem voz firme, olhar ameaçador e postura corporal intimidadora. Após a descoberta do distúrbio pedofílico de Rushman, Vail fica receoso em divulgar a notícia e ter a reprovação do júri, envia o material à promotora para que a mesma tenha aborde o fato no tribunal, algo que facilitaria com que Vail convencesse o júri. A seu favor, Vail descobre que seu cliente é portador deTranstorno dissociativo de identidade, um distúrbio que faz com que o portador aflore múltiplas identidades (geralmente duas). Com essa prerrogativa, Vail pode requerer a internação de seu cliente perante os jurados, uma vez que o mesmo possui doença que tolhe o discernimento.”

” A estratégia dá certo e Aaron é livrado do corredor da morte. Porem ao visita-lo na prisão afim de dar a notícia, Vail tem uma surpresa desagradável. Aaron na verdade o manipulou o tempo inteiro e sua personalidade verdadeira era a que o mesmo chamava de Roy. Percebe-se pela atuação do Richard Gere que Vail fica sem chão com a descoberta e sente-se traído e assim termina a estória.”

Pois então. Será que só a mim parece que a história de Adélio Bispo se parece com a estória do personagem Aaron? Será que sou eu um alucinado inventando teorias da conspiração?

Adélio Bispo de Oliveira é um criminoso frio, que calculou meticulosamente cada passo até chegar à fracassada tentativa de assassinar Bolsonaro. E não planejou sozinho, não recebeu depósitos em suas contas de si mesmo, não tinha aquele arsenal de celulares e notebook comprados com dinheiro próprio, não viajava com dinheiro próprio e nem frequentou o Congresso Nacional e gabinetes de esquerda porque tinha Transtorno Delirante Permanente-Paranoia.

A tentativa de enquadrar Adélio Bispo como doente mental não é original e nem explica o trancamento das investigações a respeito do caso.

Era para Adélio Bispo deveria ter morrido e não morreu. E também não morreu na cadeia porque se morresse as teorias de conspiração deixariam de ser meras teorias.

Se inicialmente pensou-se na esquerda, PSOL, Jean Wyllys, PT e outros personagens secundários como possíveis mandantes, a conclusão que temos que chegar agora é que muita gente muito mais graúda está por trás da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro, e tenho até medo de dar chutes a esmo. Mas é gente de primeira grandeza, de primeiro escalão, e não se resume à esquerda. Pode ser até que vista roupa preta.

A classificação de Adélio Bispo como doente mental, atestada por uma justiça corrupta, talvez hoje, após a Lava Jato, o poder mais corrupto no Brasil, é uma tentativa de liquidar o assunto, acabar com as investigações e dar uma satisfação à sociedade, em especial aos 52 milhões de brasileiros que votaram em Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo é uma das maiores farsas da história recente do Brasil, e o desfecho que estão tentando dar ao caso é uma farsa ainda maior.

Insisto para que as pessoas assistam o filme As duas faces de um crime e cheguem às suas próprias conclusões sobre a similaridade entre Adélio Bispo e o personagem Aaron Stampler, brilhantemente interpretado por Edward Norton. Insisto porque tal qual Adélio, Aaron foi extremante brilhante ao convencer o júri de que era doente mental. E tiveram 6 meses para preparar Adélio para convencer psicólogos e psiquiatras a assinarem um laudo conferindo-lhe o status de inimputável.

A investigação da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro não pode terminar assim, da mesma maneira que Adélio Bispo não pode terminar essa história num manicômio judiciário. É preciso inclusive que o Desembargador Néviton Guedes explique porque mandou suspender as investigações. Que poder é esse que a OAB tem que interfere na investigação de um crime enquadrado na Lei de Segurança Nacional?

O povo brasileiro tem que pressionar a justiça para continuar a investigação e manter a quebra de sigilo bancário e telemático dos advogados que tão rapidamente abraçaram sua causa, contratados por “um pagador caridoso”.

Se há mesmo gente muito graúda nessa história nós precisamos saber, e essas pessoas precisam ser punidas, pois são as mesmas que vêm tornando o Brasil o paraíso da impunidade.

Mais do que revelar as duas faces de um criminoso, já passou da hora de revelar as duas faces da justiça brasileira, e daqueles que são responsáveis por fazer que ela seja feita.

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Bolsonaro, “Huguinho, Zezinho e Luisinho” não são presidentes. É bom entenderem isso.

Os filhos de Jair Bolsonaro precisam entender que seu pai foi eleito para a presidência da república, não para Rei, Sheik ou ditador. Isso significa que não há hereditariedade no cargo. A monarquia foi extinta no Brasil em 1889. E a anarquia o povo esperava que tivesse acabado em 1° de janeiro de 2019.

Desde antes da campanha eleitoral, quando Jair Bolsonaro nem era candidato oficial, e mal mal tinha uma legenda que bancasse suas pretensões à presidência, já era claro que “Huguinho, Zezinho e Luisinho” dariam trabalho, pois já davam. Na veia política desses rapazes corre mais testosterona do que política. Parece que pensam demais com a cabeça de baixo e muito pouco com a cabeça de cima.

Um sugere que um cabo e um soldado seriam suficientes para fechar o STF e bate boca com Joice Hasselmann pelo Twitter. O outro foge da prestação de contas com a justiça (convenhamos, tem titica nesse angu, não é caroço não) e some, inclusive do Twitter. Aí vem o outro e desanda a expor, também no Twitter, a roupa suja que deveria ser lavada em casa. Isso deixa claro duas coisas: eles falam demais e adoram o Twitter. Mas falam muita merda, e o Twitter não é privada.

“Huguinho, Zezinho e Luisinho” precisam assumir seus respectivos cargos, exercer as atividades para as quais foram eleitos, e entender que filho de presidente não é cargo, é relação de parentesco. Se o pai deles fosse presidente de uma multinacional eles não dariam palpite. E se dessem, isso aconteceria em privado, caso contrário o pai, certamente, seria demitido por causa desse tipo de interferência.

Se eu pudesse dar um conselho a Jair Bolsonaro, diria: afaste seus filhos e proíba-os de dar palpites no governo. Se “Huguinho, Zezinho e Luisinho” querem ajudar, que o façam no papel que lhes cabe, como vereador, deputado federal e senador que são, nas respectivas tribunas das casas legislativas para as quais foram eleitos. E se quiserem falar alguma coisa para ajudar o pai, que o façam em particular, mesmo que seja para queimar o filme do secretário da presidência de república escolhido por Bolsonaro.

Se Gustavo Bebiano é o autor da trambicagem de “laranja” de Pernambuco, que Jair Bolsonaro decida o que fazer, até recebendo conselhos dos filhos EM PARTICULAR, mas não pelo Twitter.

Entre outras coisas, “Huguinho, Zezinho e Luisinho” tem que entender, mesmo que na marra, que a campanha eleitoral acabou, o pai foi eleito, já é presidente. E como presidente, a falação movida à testosterona implica, necessariamente, em problemas para o país, para a economia, para a governabilidade, para o relacionamento com o Congresso Nacional e com o judiciário, afeta a credibilidade do governo, complica a aprovação das tão necessárias medidas econômicas e ainda enche a oposição de munição para encher o saco do governo.

Se o vereador “Luisinho” tem projetos pessoais para tentar a prefeitura do Rio de Janeiro em 2020, que ele pare de usar Bolsonaro como escada. Todo mundo sabe da devoção do filho pelo pai, mas usar o governo como estratégia de marketing para ampliar sua exposição na mídia está dando errado.

Todo mundo viu ele sentado atrás do pai no Rolls Royce presidencial durante o desfile da posse, todo mundo já cansou de ver imagens dele com o pai no Brasil e no exterior e ele ainda carrega o sobrenome Bolsonaro, que é mais do que suficiente para ser visto pela mídia e pelos eleitores. Mas que ele pare de encher o saco com picuinhas.

O deputado federal “Zezinho” também precisa acalmar os ânimos. Se pretende suceder o pai daqui 4 ou 8 anos, tem que começar a se comportar como conciliador e não como incendiário. Ao contrário do que disse Joice Hasselmann no episódio do bate-boca via Twitter, aquilo não foi coisa de irmão. Já está mais do que claro que para “Zezinho”, irmãos são “Huguinho e Luisinho”, que são filhos do mesmo pai e mesma mãe. O irmão mais jovem, que é de outro casamento, já é outra conversa. E a irmãzinha mais nova, tão pequenina, e única menina, não entra na conta.

Já ao contrário dos irmãos, o senador “Luisinho” causa problemas ao pai não porque fala muito, mas porque não fala. Esse, antes falasse alguma coisa. A situação dele é complicada e não adianta dizer que está tranquilo porque se estivesse tinha ido ao Ministério Público Federal dar as devidas explicações ao invés de entrar com pedido no STF para suspender investigações. Pegou mal demais isso. Pega mal demais isso. E pegará mais ainda se ele e o tal Fabrício Queiroz não derem as devidas e convincentes explicações que todos esperamos para ver, o que parece que não vai acontecer. Infelizmente, esses fatos serão revelados através de investigação.

O Brasil precisa de paz, e quem tem que dar o tom disso é Jair Bolsonaro como presidente da república. A beligerância de seus filhos, mesmo que na ânsia de proteger o pai (nem sempre) só estão trazendo problemas a um governo que está completando 45 dias.

Só Jair Bolsonaro é presidente da república. OS filhos são políticos sem cargo (graças a Deus) no governo federal, portanto sem ingerência oficial sobre os assuntos e decisões que se toma no Palácio do Planalto. O que tem que acabar é com a ingerência extraoficial também e buscar mais conciliação, menos enfrentamento e muito mais comedimento nas redes sociais, especialmente no Twitter.

Há quem insista na tese boba de que criticar Bolsonaro e os filhos “dá lenha” para a oposição, mas eu discordo veementemente disso. Se não tivesse havido excesso de tolerância com Lula, talvez o estrago tivesse sido menor. E penso que não podemos e não devemos cometer o mesmo erro novamente. A crítica construtiva agrega. Além do mais, penso que no caso de Bolsonaro, nenhuma crítica ou comentário causa mais impacto e negatividade para sua imagem e para a imagem do governo do que as que vêm dos seus filhos.

Como colaboração, sugiro dar esse livro para os meninos. Além de ajudar na disciplina é cheio de sugestões para meninos gastarem a testosterona.

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