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HOJE OS DEPUTADOS VOTARÃO A REFORMA POLÍTICA KINDER OVO.

E PREPAREM-SE PARA AS SURPRESINHAS, NA MAIORIA DAS VEZES SÃO DECEPCIONANTES.

Todo mundo sabe que dificilmente uma votação desse gênero, envolvendo tantos interesses diferentes – menos o do povo – chegue ao seu final exatamente como foi proposta, mesmo que a proposição em si já tenha sido recheada de absurdos.

O que veremos hoje é a ganância versus democracia. O que veremos hoje é a exposição da face mais suja dos políticos brasileiros que tentam legalizar aquilo que antes era roubado, desviado ou simplesmente apropriado por todos na forma de propinas e venda de emendas e consciências.

Aliás, se é algo que falta à maioria dos deputados é a tal da consciência. A única coisa da qual são absolutamente conscientes é que precisam continuar no poder, uns para continuar roubando, outros para não ir para a cadeia.

A reforma política não é uma reforma, e sim a tentativa de uma nova forma de passar a perna nos cidadãos, e isso inclui tudo o que está na proposta, da apropriação espúria de dinheiro público que resolveria o problema da saúde pública às mudanças no sistema eleitoral que visa garantir que quem está continua, e roubando.

O povo brasileiro não saiu às ruas, não protestou com a veemência necessária para fazer os parlamentares sentirem pelo menos arrepios. Apenas usou as redes sociais como se fossem ruas e avenidas, e como se isso fosse suficiente para pôr medo nesses bandidos que nos últimos tempos só legislam em causa própria, seja qual for a matéria. Apenas se perguntam “o que eu vou ganhar nisso?”.

Para os atuais políticos, especialmente os encrencados, muito encrencados e encrencados para caramba, o povo é aquele detalhezinho chato da democracia, aquela pedrinha no sapato que incomoda, mas não impede de seguir a caminhada. E se tudo der certo, superado o trecho complicado do caminho, basta sacudir o sapato que a pedrinha cai no chão e se junta as outras milhares de pedrinhas que nunca incomodaram ninguém.

E já que ninguém se manifestou com a força e com o poder que tem, que fiquem atentos às surpresinhas que essa reforma kinder ovo promete, como, por exemplo, reaparecer a tal emenda Lula e outras tantas que em nada interessam à população, mas que garantem sossego para muitos políticos com medo de ver o sol nascer quadrado.

FUNDO PARTIDÁRIO DE 3,6 BILHÕES SERÁ VOTADO AMANHÃ NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

E DIFICLIMENTE DEIXARÁ DE SER APROVADO. CUIDADO COM A EMENDA LULA. ELES ADORAM SURPRESINHAS.

A despeito do que pensa a sociedade – que na verdade só pensa e não age – o deputado Rodrigo Maia pautou a votação da PEC da Reforma Política para esta quarta-feira 16/08.

Além do fundo democrático que democratiza o dinheiro do povo na mão dos políticos, será votada também a emenda que introduz o Distritão, um modelo que mistura o que funciona mais ou menos com o que não funciona de jeito nenhum e que ainda inclui a tal lista fechada no meio. E isso se não surgirem surpresas de última hora, como ressuscitar a tal Emenda Lula. Nunca se sabe.

Caro leitor, cara leitora, os políticos não estão nem aí para o que eu ou você pensamos.

Para os políticos brasileiros, cargo sem mordomia não é cargo. Tem que ter gabinete com dezenas de assessores, carro oficial, residência oficial, gordas verbas de gabinete, altos salários e jetons, e muita impunidade para gastar aquele dinheiro que é retirado à força dos nossos salários e dos impostos que pagamos no preço de tudo que consumimos.

Vivemos ainda num mundo cheio de palácios oficiais que custam uma fortuna para serem mantidos, práticas que se repetem em todos os estados e em muitos municípios do Brasil, uma herança maldita da época do império que parece registrada no DNA dos políticos brasileiros.

Vamos pagar mais essa conta e deveríamos fazer calados, uma vez que não nos damos a ousadia de usar nossas vozes para evitar com a mesma contundência que usamos para reclamar depois que a coisa não tem mais retorno.

Insisto que as redes sociais são um palco maravilhoso para exposição de ideias e um magnífico palanque para discursos reclamatórios, mas não será elas não têm o poder de mudar o país sozinhas. O problema do Brasil é real e não virtual. Fosse virtual a gente poderia apenas deletar, excluir, bloquear ou dar mute nos políticos e problemas, mas não funciona assim.

A recusa do brasileiro em assumir para si a responsabilidade de se manifestar determinantemente contra as manobras dos políticos brasileiros só aumenta a conta que mais cedo o mais tarde – e parece que será cada vez mais cedo – chegará para ser paga.

Muitos de nós, pela idade, não chegarão a ver um Brasil rico e próspero, pelo tempo que se levará para atingir o país e a sociedade atingirem esse nível. Por outro lado, enquanto estivermos por aqui, pagaremos cada centavo das mordomias e do desperdício de dinheiro público que nos mantém amarrados no subdesenvolvimento.

Mesmo tendo lido e concordado com o que escrevi, todos levantarão amanhã e sairão normalmente para trabalhar, darão ao governo no mínimo 25% de todo real que gastarem, acompanharão as notícias do dia e se manifestarão como frases do tipo “esse governo é ladrão”, “políticos são todos ladrões”, “eles só sabem roubar”, falarão disso tudo nas redes socais, e irão dormir novamente para trabalhar no dia seguinte.

Amanhã é a reforma política, daqui a pouco a reforma da previdência, e é bom você se esquecer daquela reforma que queria fazer na sua casa, ela nunca estará na pauta do congresso, a menos que você more numa dessas suntuosas residências oficias.

Mas acho que isso tudo é cisma minha, bobagem. Afinal, brasileiro sempre dá um jeitinho, né?

MICHEL TEMER POUPA O FIM DE SEMANA DOS BRASILEIROS. NOVO ROMBO DA META FISCAL SAÍ NA SEGUNDA.

E COM ISSO SE LIVRA DA REMOTA POSSIBILIDADE DE PROTESTOS PELAS RUAS DO PAÍS

Para quem não entende o que é a tal meta fiscal, é o seguinte: é a diferença entre o que o governo prevê que vai arrecadar e gastar. E ela está furada, ou seja, o governo vai gastar mais do que vai receber. E para que isso dê certo, ele vai emitir títulos do tesouro para captar dinheiro no mercado. É como se ele vendesse agora uma receita que vai receber no futuro, só que pagando muitos juros por isso. E, claro, no fim das contas quem paga somos nós, contribuintes.

O governo tem gastos que não tem como fugir (e o pior é que foge) como saúde, educação, infraestrutura, segurança e tem que ter dinheiro para pagar essas contas. Mas também tem inúmeras coisas que não precisa gastar (e disso ele não foge) ou poderia reduzir os gastos, como, por exemplo, a quantidade de funcionários públicos e os benefícios que eles recebem.

Auditoria do TCU em andamento aponta que o salário médio dos funcionários do BNDES (que são bancários) são, na média, 80 MIL REAIS POR MÊS. E na medida que essa auditoria avançar, certamente veremos mais absurdos como esses. São mordomias escandalosas como viagens em classe executiva e hospedagem em hotéis 5 estrelas, cursos no exterior, carros com motorista, biênios, triênios, quinquênios, férias prêmio…

Outros ralos por onde escorre o dinheiro do contribuinte são a corrupção, o desvio de dinheiro público, o superfaturamento de obras, município pobres com até 5 mil habitantes (que nem deveriam ser municípios) que precisam de recursos do governo para sobreviver, tudo sem o devido controle, sem a devida transparência e, geralmente, sem punição, pois se pune o município quem sofre é a população.

E o governo não corta gastos. Pelo contrário, aumenta. E nesse aspecto o governo Temer não é diferente dos outros.

Podemos e devemos comemorar os pequenos bons resultados da economia na gestão de Michel Temer, pois eles provam o quanto o Brasil é viável economicamente. Mas isso não pode, e não deve justificar que corrupção e corruptos continuem existindo livres, leves e soltos, muito menos às custas de mais dinheiro público, como compra de votos, aumento para determinadas categorias do funcionalismo público e cooptação e constrangimento do sistema judiciário.

Michel Temer poupou o fim de semana dos brasileiros. Não é bom dar notícias ruins às sextas-feiras. Mas não vai poupar os brasileiros de mais esse rombo astronômico nas contas públicas, muito menos de novo aumento de impostos, como a elevação do desconto do Imposto de Renda de 27,5% para 35% na faixa mais alta. E outros que ainda virão.

Portanto, caro leitor, cara leitora, se achar que pode, se tiver como, aproveite seu fim de semana, porque Michel Temer, sua equipe e todos os políticos o farão, nababescamente, com direito a usar jatinhos da FAB e tudo mais. E já que o povo brasileiro se mostra incapaz de reagir como poderia e deveria, que venha a segunda-feira! E o novo rombo.

 

 

 

SER CONTRA MICHEL TEMER NÃO É SER A FAVOR DE LULA

MAS APOIAR TEMER É APOIAR LULA. É SER CONTRA A LAVA-JATO. E A FAVOR DA CORRUPÇÃO

Quem rouba cem é menos ladrão do que quem rouba mil?

Quem mata cem é menos assassino do que quem mata mil?

Entre vários apelidos, Michel Temer é chamado de vampiro. E aproveito o apelido para fazer uma analogia: manter Temer à frente do governo é deixar o vampiro tomando conta do banco de sangue.

Entre os argumentos otimistas usados pelos que defendem a permanência de Michel Temer até 2018, estão os bons resultados da economia. De fato, a economia respira novamente. Quer dizer, mais ou menos. Essa “respiração por aparelhos” já redunda num rombo de 170 Bilhões de reais nas contas do governo. E para financiar esse rombo, aumenta-se impostos ao invés de cortar custos. O povo paga.

Já há uma outra ala que defende com veemência que tirar Temer agora é trazer Lula de volta, uma versão terrorista dos fatos que serve tanto para Temer quanto para Lula, pois mantém o primeiro no poder e o segundo fora da cadeia.

Quando nas gravações do ex-deputado Sérgio Machado o senador Romero Jucá se referia a “estancar a sangria”, ele falava exatamente do que está acontecendo agora. Ou seja, tudo está sendo encaminhado para que a Operação Lava Jato seja estancada e asfixiada pouco a pouco. E a nova Procuradora Geral da República veio para isso.

O atual PGR Rodrigo Janot pode ter cometido diversos pecados, como, por exemplo, sequer ter denunciado Dilma Rousseff e outros do time. Mas não se pode dizer de maneira alguma que durante suas gestões ele apenas protegeu petistas. Se assim fosse João Vaccari Neto e Antônio Palocci, apesar de terem sido presos por Sérgio Moro, certamente já teria saído da cadeia.

Outra questão é que, a despeito dos ataques idiotas de Gilmar Mendes, o Ministério Público depende do STF quando se trata de figurões da república. E os políticos até então molestados pela PGR, o foram com o aval do próprio STF. Além disso, Gilmar Mendes não cita em nenhum momento que os processos contra políticos estão nas gavetas dos diversos ministros do Supremo sem nenhuma ação.

O fato é que Michel Temer é corrupto, tanto quanto Lula e todos os outros. Manter o apoio a ele é manter apoio ao sistema corrupto que aí existe. A própria reforma política apresentada por Vicente Cândido e aprovada em comissão na câmara mostra o quanto os corruptos se esforçam para que as coisas não mudem muito, e que as mudanças sirvam até mesmo para legalizar a corrupção.

Apoiar Temer é apoiar a continuidade disso tudo.

Muito cuidado com os anti-petistas que, bem ou mal-intencionados, insistem que a permanência de Temer é a certeza do não retorno de Lula. Isso não é verdade. Aliás, muito pelo contrário. As ações subterrâneas de Temer, os encontros fora de agenda, em horários estranhos até mesmo para políticos, e em locais como a garagem da residência oficial da presidência da república atestam isso.

As pessoas precisam ter convicções e não predileções. E convicções se formam através dos fatos e não das versões. Por mais poderosa que seja qualquer emissora de TV ou grupo de comunicação, ninguém vai conseguir convencer ninguém de que o vampiro é vegetariano.

Ladrão é ladrão a partir do primeiro real roubado. Assassino é assassino a partir da primeira vida que tira. O resto é conto da carochina.

COM A REFORMA TRABALHISTA O IMPOSTO SINDICAL CAI OU NÃO CAI?

SOMENTE 19,5% DOS TRABALHADORES BRASILEIROS SÃO LIGADOS A AGLUM SINDICATO. OS OUTROS 80,5% SUSTENTAM ESSA FARRA COMPULSORIAMENTE

Michel Temer é um de palavra, mesmo que a palavra dita hoje seja diferente da que foi dia ontem.

Com o fim do imposto sindical obrigatório proposto na reforma trabalhista, Michel Temer apalavrou-se com os líderes sindicais e pretende facilitar a vida dos sindicalistas via Medida Provisória. Se a reforma for aprovada como está pelo congresso, a MP de Temer vai criar a Contribuição Negocial, um substituto que é um tapa na cara dos trabalhadores.

A Contribuição Negocial pretende fazer com que os trabalhadores paguem uma taxa maior do que se paga hoje (1 dia de salário por ano), sendo que a mesma aprovada em assembleia na qual bastarão 10% dos empregados. Mesmo com esse quórum pífio, os trabalhadores – sindicalizados e não sindicalizados – terão que pagar o novo valor.

As centrais, confederações e demais organizações criminosas ligadas ao sindicalismo estão brigando por uma taxa que pode chegar a até 13% do salário anual dos trabalhadores. Isso não é apenas uma sacanagem, como é também um salto arrecadatório. Em 2016 a arrecadação sindical foi de 3,53 BILHÃO de reais, e com a nova taxa esperam que esse valor possa subir para até 10,2 BILHÃO de reais.

O que não dá para entender nessa situação toda é como ainda tem trabalhador que além do imposto sindical obrigatório ainda paga, voluntariamente, contribuição assistencial e pagamentos federativos, dando, espontaneamente, em troca da ilusão de ser representado, até 20% de um salário.

SERÁ QUE TRABALHADORES QUE SE RECUSAREM A PAGAR ESSA NOVA CONTRIBUIÇÃO CONSEGUIRÃO EMPREGO OU SE MANTER NO EMPREGO? A ADESÃO A ESSE NOVO IMPOSTO NÃO É UM NOVO CRITÉRIO DE SELEÇÃO PARA ARRUMAR EMPREGO?

O Congresso Nacional já está em franco movimento na busca de aprovar a reforma trabalhista contando com a palavra de Michel Temer de que editará a Medida Provisória que regulamentará a cobrança. No fim das contas, o que era ruim e a reforma trabalhista pretendia corrigir pode se tornar ainda pior se Michel Temer realmente editar a prometida MP.

Desde seu início, a reforma trabalhista já sofreu diversos cortes e desvios da ideia original. Mesmo que seja aprovada ela não resolverá os gargalos que levam 3 milhões de pessoas à justiça trabalhista todos os anos muito menos resolverá a questão complexa da existência da própria justiça trabalhista.

A indústria do garantismo trabalhista só serve a si mesma. Os efeitos práticos são empresários que quebram por dívidas impagáveis e enriquecimento de advogados, que chegam a cobrar até 40% de honorários.

Para os trabalhadores, fica apenas a ilusão do ganho de causa e o dinheiro que recebem, pois por trás de cada advogado rico tem um juiz condescendente e um empresário fechando as portas dos seus negócios por falta de condições de pagar dívidas trabalhistas que não prescrevem e impedem que esse empresário empreenda novamente.

Ao contrário dos crimes do colarinho branco, dívida trabalhista não prescreve nunca. E a maioria delas é contraída sem o cometimento de crime.

Como eu disse, Michel Temer é um homem de palavra. Resta saber qual e quando ela vale alguma coisa.

REFORMA TRABALHISTA APROVADA. MENOS MAL.

MAS SÓ SUBIMOS UM DEGRAU.

O que a reforma trabalhista fez foi flexibilizar as regras trabalhistas e não propriamente mexer nos direitos, e nem mesmo promover uma mudança radical no sistema. Pior do que isso, ela não mexeu no maior câncer desse processo que é a justiça trabalhista.

O “corte do imposto sindical”, tão comemorado, nem um corte de verdade é. A mudança só torna opcional pagar ou não pagar, deixando o funcionário ainda à mercê das pressões dos sindicatos e patrões para que paguem. Um bom exemplo disso é que a opção por pagar sindicato pode ser ponto de barganha na hora de contratar um funcionário.

De toda maneira há pontos positivos nas mudanças, mas ainda insuficientes para que o empregador se entusiasme em contratar mais funcionários para o seu negócio, o que também depende da economia. E mais insuficientes ainda para corrigir as distorções de uma justiça trabalhista impregnada de garantismo e advogados viciados em explorar a boa-fé das pessoas e o dinheiro dos empresários.

Um funcionário que não recebeu uma indenização de R$ 2.500,00 a que tinha direito (tenha sido qualquer um o motivo), encontra nesses advogados uma promessa de causa valendo R$ 30.000,00 e diante do volume aceita pagar honorários de até 40% da indenização. O advogado não sente vergonha de apresentar a causa, muito menos o juiz de receber.

De imediato, o juiz oferece um acordo que beira os 50% do valor, já considerando o excesso da pedida. E cabe ao ex-empregador negociar, geralmente pagando no mínimo o dobro do que era realmente devido ao funcionário. Partindo do exemplo do parágrafo anterior, nesse caso o ex-empregado fica com R$ 3.000,00 e o advogado com R$2.000,00.

O ex-empregado ganhou R$ 500,00 a mais, o advogado inventou R$ 2.000,00. O ex-empregador, que numa grande parte dos casos não paga porque quebrou, tem sozinho o prejuízo de R$ 2.500,00, o dobro do que devia ao ex-funcionário.

Mas muitas das causas também não conseguem realmente ultrapassar o que realmente é devido. Assim, valendo ainda dos valores do exemplo anterior, 0s 40% do advogado viram apenas R$ 1.000,00, e o ex-empregado leva apenas R$ 1.500,00, quando poderia ter feito um acordo justo com seu ex-empregador ali diante do juiz.

O Brasil tem recebido algo próximo de 2 milhões de causas trabalhistas por ano nos últimos, tendo recebido 3 milhões em 2016. Em 2015 eram cerca de 9 milhões de processos trabalhistas em tramitação no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o número de processos não passa de 75 mil; na França, 70 mil; e no Japão, 2,5 mil processos.

A justiça trabalhista é um feudo que precisa ser combatido com a mesma voracidade que se combate à corrupção. Trabalhismo deveria ser um tratado sobre as relações de trabalho e não uma tribuna de defesa dos empregados.

Aceitemos as mudanças como bem-vindas. Mas elas estão ainda muito distantes das relações de trabalho que eliminam a interferência do estado na forma como empregado e empregador se relacionam. Não se trata de perder direitos ou ganhar obrigações. Trata-se apenas de redefinir a maneira como esses direitos possam gerar empregos e empregadores dispostos a contratar mais.

Mesmo com as mudanças o governo continuará atuando diretamente sobre o salário, tirando compulsoriamente dos empregados o INSS, o PIS/PASEP, e IR, e ainda pegando do empregador a parte que lhe cabe sobre INSS e FGTS. E continua gastando mal esse dinheiro, sem que ele retorne em benefício para o trabalhador e para os cidadãos em geral.

Mudamos alguma coisa. Mas a paisagem é só uma distração que torna mais lenta a subida, porque ela ainda é muito é longa.