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Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriam

Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriamDessa vez a Globo terá que se contentar com imagens e falas antigas de Bolsonaro para tentar repetir o que fez com Lula em 1989 na famosa edição do Jornal Nacional que foi ao ar na véspera daquela eleição.

O não comparecimento de Bolsonaro ao tradicional debate que encerra as campanhas eleitorais frustrou não apenas os editoriais do jornalismo da emissora, mas, principalmente, seus adversários, que não puderam fazer a ele as perguntas que tinham o objetivo de produzir material para ser editado e fartamente distribuído nessas nas redes sociais nessas 48 horas que antecedem a eleição.

Sem Jair Bolsonaro no debate, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin só puderam mesmo expor ao respeitável público o quanto são medíocres e o tanto que podem ser sujos durante uma campanha eleitoral, justificando ainda mais os motivos pelos quais o capitão lidera as pesquisas eleitorais.

Num debate que mais parecia um jogo de vôlei de praia, onde um jogador recebe e passa para que o parceiro levante a bola e devolva para o ataque, praticamente todas as bolas ficaram na rede, muitas vezes voltando no meio da cara de quem atacou, sem que esse pudesse fazer algo além de ver a bola caindo na sua própria quadra.

A sistemática do debate, onde candidatos debateram em dupla, com direito à pergunta, réplica e tréplica, evidenciaram a caracterização de duplas como Ciro Gomes e Marina Silva, Guilherme Boulos e Fernando Haddad, e até mesmo Geraldo Alckmin com Ciro Gomes, se mostrassem perdidos incapazes de passar a bola para o outro lado da quadra, onde sequer havia um adversário para fazer o bloqueio. Já Álvaro Dias e Henrique Meirelles tiveram que se contentar com a realidade de que ninguém, em nenhum momento da campanha, quis fazer dupla com eles. E se já era difícil para quem tinha um parceiro para jogar junto, ficou impossível para quem teve que jogar sozinho.

Assim, a campanha do primeiro turno termina com a forte perspectiva de não haver um segundo turno, deixando claro que a força de Jair Bolsonaro vem muito mais da incompetência de seus adversários, do que propriamente só de suas qualidades como oponente.
Enquanto pode, antes de ser criminosamente esfaqueado Bolsonaro jogou o jogo, enquanto seus adversários preferiram passar a campanha jogando areia nos olhos da plateia.

A campanha eleitoral de 2018 deixou claro que o eleitorado está aprendendo a valorizar o jogo que é jogado dentro das quatro linhas, repudiando com veemência que tenta ganhar burlando as regras e agredindo, até fisicamente, o adversário e o juiz.

A fortaleza de Jair Bolsonaro não está necessariamente nas suas qualidades, mas certamente está na fraqueza de seus oponentes, acostumados a resultados fraudados com o aval de juízes comprados.

A verdade é que desde antes do início da campanha eleitoral os adversários e a mídia subestimaram Bolsonaro, entendendo que desmerecê-lo seria suficiente para tirá-lo do páreo. Só que, ao subestimá-lo, estavam subestimando também – e principalmente – o eleitor, já de saco cheio dos 33 anos e meio de desgovernos e roubalheiras que saquearam o Brasil depois do regime militar.

O povo brasileiro está cansado das caras que se repetem em todas as eleições, e que repetem as mesmas promessas sem a menor intenção de cumpri-las. MDB, PSDB e PT foram os partidos que governaram o Brasil desde que o General Figueiredo desocupou o Palácio do Planalto sem terem resolvido ou encaminhado soluções sólidas e duradouras para os problemas que mais afligem nossa sociedade. Por que, então, o eleitor haveria de dar-lhes uma nova chance?

Tudo o que vimos desses partidos foram roubos e desvios do dinheiro do contribuinte para aplicar em campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito e até mesmo para interferir na soberania de outros países, financiando ditadores e governos de esquerda, enquanto nosso povo sofre sem emprego, saúde, educação, segurança pública, moradia, infraestrutura…

A liderança de Jair Bolsonaro não é uma representação direta da sua capacidade de fazer essas mudanças que o Brasil precisa, mas a inequívoca certeza de que os outros serão absolutamente incapazes, afinal, tiveram a oportunidade e não fizeram. Nomes como Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meirelles, Álvaro Dias e Fernando Haddad, se não tiveram em suas mãos o poder para fazer, foram no mínimo coniventes e cúmplices daqueles que não fizeram, além de não reunirem predicados que indiquem que farão.

O principal enfrentamento do próximo presidente será o combate à corrupção, garantindo à justiça o livre desempenho de suas funções para atingir e punir os verdadeiros culpados pela situação na qual o país se encontra.

A ausência de Jair Bolsonaro ao debate da Globo, por indicação médica ou não (afinal ele tem o direito de não ir) foi um ato de legítima defesa, sabendo que existia ali um circo armado para tentar tirá-lo da condição de leão do circo e tentar transformá-lo em palhaço diante das câmeras da mais poderosa emissora de televisão do Brasil diante da população brasileira.

Contudo, sem ele, o feitiço virou contra o feiticeiro, e o povo brasileiro pode, mais uma vez, de maneira clara e inconteste, ver quem são os verdadeiros palhaços da campanha eleitoral à presidência de 2018.

Sem munição, e com as pesquisas indicando uma consistente probabilidade de Bolsonaro ser eleito já no primeiro turno, resta-nos agora esperar o resultado das urnas a partir das 17 horas do próximo domingo, rezando para que a ministra Rosa Weber não repita Dias Tóffoli e fique sozinha na sala de apuração nos 20 minutos finais da apuração.

Já a Globo terá que se reinventar se ainda pensa em fazer alguma coisa na tentativa de prejudicar Jair Bolsonaro através de seus canais e telejornais daqui até amanhã à noite, mas sabendo que muito dificilmente terá sucesso, porque não é só desses políticos viciados que o povo está “até às tampas”. O povo não é mais bobo, já conhece a Rede Globo.

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Geraldo Alckmin é o candidato de Lula à presidência da ORCRIM

A despeito de toda e qualquer manifestação petista se posicionando contra Geraldo Alckmin é nele que Lula e o PT apostam.

Lula é inelegível e todos sabem disso. Levar a farsa ao limite, além de um atentado contra a justiça, é “enganar o tempo”, impedindo que a esquerda se organize ou se fortaleça em torno de outro nome – como se, de verdade, tivesse algum nome.

Em nenhum cenário é possível entender a motivação de Lula e do PT e desidratar a candidatura de Ciro Gomes, mesmo pensando nele como vice ou em alguém vir a ser vice dele. Os partidos de esquerda foram impedidos de apoiar Ciro Gomes, mesmo ele tendo dito em alto e bom som ser a única alternativa para tirar Lula da cadeia, o que não chega a ser verdade, mas não deixa de ser um sinal de solidariedade e certo compromisso. Mas para isso terá que virar presidente.

Só que presidente não pode tudo, e Lula sabe bem disso, tanto que está preso. O futuro político de Lula e de quase todos os enrolados nas diversas operações da PF, inclusive Geraldo Alckmin, passa pelo Congresso Nacional, pelas mãos de deputados e senadores cujo descaramento é capaz de produzir uma anistia ao Caixa 2 dos políticos. Quem pensava que esse assunto estava morto, engana-se totalmente. Carlos Marun falou nisso em 23 de julho, você pode ler aqui.

Fernando Haddad não consegui ser reeleito prefeito de São Paulo, a verdade é essa. Não será ele o salvador do PT e do Brasil. Boulos não tem a menor chance de ser eleito e Marina Silva, mesmo que se elegesse, não faria o trabalho sujo que Lula precisa. Ciro Gomes faria? Ele não aparece na Lava Jato e o que existe contra ele é o fato dele mesmo existir. Se Jair Bolsonaro cresce quanto mais apanha, Ciro Gomes diminui quanto mais bate. Além disso, claramente, Lula não confia e nem acredita que Ciro se eleja, especialmente se tiver seu apoio ou o apoio do PT.

O único candidato com habilidade para transitar pelo Congresso Nacional e pelo judiciário é Geraldo Alckmin. O único candidato com cara de pau suficiente para dizer diante de câmeras e microfones que é preciso apaziguar o país e por isso é importante aprovar uma lei que anistie o Caixa 2 dos políticos e, com isso, amenizar as penas dos corruptos.

Geraldo Alckmin é Lula, é Aécio Neves, é Michel Temer, é Renan Calheiros, é Romero Jucá, é Gleisi Hoffmann, é Paulo Pimenta, e não se importará de apanhar muito de alguns deles durante a corrida presidencial porque está tudo combinado.

Há quem diga que aos 45 minutos do segundo tempo, mais os acréscimos, Jaques Wagner assumirá como verdadeiro candidato petista à presidência, e que o nome de Haddad estaria sendo divulgado como forma de manter o nome do baiano longe da pancadaria. Mas de que adiantaria isso se daqui a 8 dias ele começaria a apanhar do mesmo jeito? Poupar um nome por causa de 10 dias faria diferença? Não.

Fernando Haddad e Manuela D’Ávila foram escalados por Lula por um único e simples motivo: não tem a menor condição de ganhar.

A esperança da corrupção e da impunidade atende pelo nome de Geraldo Alckmin.

Geraldo Alckmin não quer assumir a presidência do Brasil. Depois de assumir a presidência do PSDB e o protagonismo no PSDB ele quer e precisa assumir a presidência da ORCRIM. E, se Jair Bolsonaro deixar, pretende fazer isso com a benção de Lula.

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Eleições 2018. Um pleito de candidatos cegos e eleitores que votam às cegas.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar. As eleições 2018 estão aí para provar que esse ditado faz sentido. Candidatos que não conseguem enxergar que o Brasil do futuro é outro, eleitores que não conseguem enxergar ninguém que consiga iluminar o caminho para esse futuro. E se a política nacional já está péssima, o que se aproxima consegue ser um pouco pior, vença quem vencer.
O Brasil de 2019 já começa ingovernável não importa quem será o novo presidente.

Não vale à pena ficar gastando letras e palavras para candidatos à presidência que não têm a possibilidade nem de surpreender. As eleições 2018 são verdadeiramente disputadas por apenas 3 nomes: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. É muita responsabilidade afirmar com 100% de certa qual o par que disputará o segundo turno, mas é quase certo que Bolsonaro será um deles.

Lula é carta fora do baralho, não importa o barulho que faça. E incapaz de plantar um poste nessa eleição. E me arrisco a dizer ainda que qualquer um que aceite receber seu apoio está arriscado a perder os votos que têm.

O que faz de Jair Bolsonaro um sério candidato ao segundo turno, e até mesmo a ganhar a eleição, é a capacidade que seus oponentes têm de queimar o próprio filme. Ciro Gomes com sua boca grande conseguiu espantar os aliados que tinha. Geraldo Alckmin está sendo espantado pelo fantasma da DERSA, cujo assunto começa a tomar maior densidade no pior momento possível.

O “Centrão” fugiu de Ciro Gomes e correu para os braços de Geraldo Alckmin. Traduzindo para o politiquês, não quiseram afundar com Ciro e resolveram afundar Alckmin, ou com ele, que já tem explicações demais para dar a justiça, sem contar a denúncia do ministério público no caso da DERSA, 14 pessoas, entre elas, e principalmente, Laurence Casagrande Lourenço, que sucedeu a Paulo Preto, e de quem era assessor, e que também está enrolado com a justiça até o pescoço. Alckmin tem reiterado firmemente seu apoio a Laurence, a quem atribui o status de cidadão sério e de ótima folha de serviços prestados ao estado.

Já Ciro Gomes está enrolado é com Ciro mesmo. Sua capacidade de falar bobagens por minuto só se compara a do presidiário. Mas está tentando ainda atrais o PSB e sonhando passar para o segundo turno e receber o apoio da esquerda. Resta saber se vai aceitar receber o apoio de Lula e do PT e correr o risco de morrer abraçado com eles.

Jair Bolsonaro está com dificuldade de fazer alianças. Podemos entender que é bom pelo lado da rejeição a qualquer compromisso espúrio. Mas como governar sem apoio? E como conquistar apoio depois sem um balcão de negócios? Como sobreviver na presidência com um congresso completamente dominado por uma oposição querendo seu fígado?

De fato, nenhum dos candidatos consegue representar um mínimo de coesão nacional, nem à esquerda, nem ao cento, nem à direita. Mesmo pensando nos atores menores dessas eleições 2018, e até nos inelegíveis, em nenhum momento houve um nome cogitado como um caminho comum aos diversos pensamentos de país. Ninguém serve por completo, e parece que nem pela metade.

Eleitores atentos tateiam um caminho para definir seu voto. Mas a grande maioria da população ainda é “guiada pela mão”, através da realidade fictícia que é apresentada nos noticiários diariamente. As pessoas mais simples, além de mais suscetíveis, precisam acreditar nas versões mentirosas dos criminosos, porque são justamente eles que há décadas exploram suas cegueiras.

Esse quadro não diz respeito apenas às eleições presidenciais, mas também senadores e deputados federais, governadores e deputados estaduais. Em todos estes cenários existem fartos escândalos de corrupção, e os principais candidatos, em todos eles, são exatamente os corruptos. Quanto mais inquéritos e processos, mais candidato o sujeito é.

Dizem que em terra de cego quem tem um olho é rei. Outros dizem que quem tem um olho é caolha. Na atual conjuntura brasileira, arrisco a dizer que, aqui, quem tem um olho é um sério candidato a cegueira, porque tudo está sendo feito para que ninguém enxergue nada.

Se der Bolsonaro, teremos tempos muito turbulentos. Se der Ciro, o Brasil regridirá mais 20 anos e o socialismo será implantado no Brasil. Se der Alckmin, o reino dos corruptos terá vencido as eleições, também teremos tempos turbulentos e a agenda socialista continuará sendo implantada sem que a maioria da população perceba para onde estaremos indo.

As eleições 2018 serão uma grande brincadeira de cabra cega.

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Centrão de Eduardo Cunha agora é de Geraldo Alckmin. Ou será o contrário?

Em 19 de outubro de 2016 o título de um artigo no Estadão dizia ”Cassação de Eduardo Cunha desidrata Centrão“. O pequeno texto concluía> “Apesar dos esforços para se colocar na disputa pela presidência da Câmara, o poder do Centrão foi esvaziado com a derrocada de Eduardo Cunha. Seus líderes hoje são os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF).”

Pouco mais de um mês depois, no mesmo Estadão, dizia a manchete que “Sem líder desde Cunha, Maia aumenta a influência sobre Centrão”. Diziam os dois primeiros parágrafos do artigo:

Principal interlocutor do Legislativo com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aproveitou as negociações em torno da reforma ministerial para assumir a liderança do Centrão.

O grupo, que reúne cerca de 200 deputados de partidos como PP, PR, PSD e PRB, se tornou aliado prioritário de Maia em detrimento do PSDB, que se enfraqueceu diante do racha sobre a permanência da sigla no governo e das denúncias contra o senador Aécio Neves (MG).”

Sob a liderança de Rodrigo Maia, acrescente o DEM ao Centrão. O mesmo DEM que estava na dúvida entre Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Aliás, como se pode estar em dúvida entre Geraldo Alckmin e Ciro Gomes? Não dá para dizer que um doce e outro salgado porque Alckmin continua sendo um chuchu. Mas é uma dúvida estranha em algo com gosto ruim e algo sem gosto.

Numa tentativa de resumir a cena, diria o seguinte. O Centrão que derrubou Dilma Rousseff e era comandado com mão de ferro pelo presidiário Eduardo Cunha, que era aliado de Michel Temer, bandeou-se para as mãos de Rodrigo Botafogo Odebrecht Maia, que tem a caneta que manda da Câmara, que tem como coadjuvantes Rogério Rosso e Jovair Arantes, que está enrolado com corrupção no ministério do trabalho.

Com a prisão de Cunha esse mesmo Centrão deu uma banana pra Michel Temer, mas emplacou Carlos Marun, general de 4 estrelas de Eduardo Cunha na Casa Civil e o ex-advogado de Eduardo Cunha na assessoria jurídica dessa mesma casa civil. E nessa movimentação toda se afastou do PSDB por causa das acusações contra Aécio Neves.

Michel Temer teve que pagar muito caro pelo congelamento das duas apresentadas contra ele pela Procuradoria Geral da República, assim como pagou caro por cada uma das reformas meia-boca que fez. Sem poder, Temer virou refém do Centrão (ou de Eduardo Cunha?) e passou a pagar todos os resgates exigidos em troca de alguma migalha que lhe garanta holofotes e manchetes de jornais.

De lá para cá, a Câmara dos Deputados vive em banho Maria. Só tramita pela casa o que o Centrão quer, e quando quer, como todo tipo de iniciativa que vise constranger a justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, ou que possibilite que eles encham seus bolsos com dinheiro público, como o caso do fundo partidário. Iniciativas que vieram aprovadas do Senado, como a lei do fim do foro privilegiado simplesmente não andam dando a chance de o Supremo Tribunal Federal legislar por falta de ação do congresso.

Nos últimos meses, o poderoso Centrão, do qual os ex-mensaleiros Valdemar da Costa Neto e Roberto Jefferson também são líderes ocultos, esteve negociando apoio a Ciro Gomes, o que foi dado inclusive como certo num dado momento. Não deu.

Rodrigo Maia ensaiou campanha à presidência apenas para valorizar o passe, o seu e o do Centrão. Além de não ter nenhuma real pretensão de ser candidato, por mais alucinado que seja ele sabe que não teria a menor chance.

O Centrão não apoiaria Jair Bolsonaro ou Marina Silva, nem gastaria suas fichas em Henrique Meirelles, muito menos a alguém ligado ao PT, mesmo que fosse o próprio Lula. Mas tinha que se decidir por alguém.

Após os seguidos, ruidosos e destruidores escândalos envolvendo seu nome, Aécio Neves disse que iria sumir de cena, e realmente sumiu. E sumiu tanto que o Centrão esqueceu que se afastou do PSDB por causa dele e fechou com Geraldo Alckmin, o Santo da Odebrecht. De maneira que “tudo está como d’antes do quartel te Abrantes”.

O Centrão de Eduardo Cunha apoia Geraldo Alckmin à presidência da república. A imprensa noticia fartamente que até os cargos já foram distribuídos entre os partidos, além do compromisso firmado pelo retorno do imposto sindical.

A política nada mais é do que uma versão romântica do antigo Telecatch, a luta livre que acontecia na extinta TV Excelsior, “que combinava encenação teatral, combate e circo“, como diz trecho do artigo da Wikipedia em destaque.

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Geraldo Alckmin pede ajuda a Bolsonaro para subir nas pesquisas

Preterido pelo PSDB nas últimas eleições presidenciais, Geraldo Alckmin achava que dessa vez disputaria a maratona presidencial largando naquele seleto grupo de maratonistas que larga na frente de todos os que estão ali apenas para participar. Mas, ao se alinharem os concorrentes, percebeu que está mesmo no pelotão de trás, sem o menor fôlego para tirar a diferença.

Desesperado, Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo 4 vezes, resolveu desafiar Bolsonaro para uma corrida particular antes da maratona, tentando, com isso, ver se o público percebe pelo menos que ele participa da corrida, e se os organizadores da maratona lhe dão uma chance de pelo menos largar mais perto da faixa que separa os qualificados dos que estão apenas inscritos.

Deu com os burros n’água. Recorreu ao Twitter para desafiar Bolsonaro para um debate público sobre segurança:

Bolsonaro, até o momento, não usou o mesmo Twitter para dar o troco. Foi pela imprensa, numa declaração debochada que tornou Geraldo Alckmin ainda menor do que era antes de abrir o bico, assim reproduzida na chamada da matéria de O Antagonista:

A tática de provocar quem está por cima para pegar carona na notoriedade alheia é antiga, não foi inaugurada por Geraldo Alckmin, mas nem sempre funciona. Se a indiferença do eleitor já é estarrecedora, para quem precisa aparecer não há nada pior do que a indiferença de quem sabe que tipo de tática está sendo usada. Ou melhor, há, a humilhação de ser ignorado pela insignificância.

Uma tática muito comum usada por equipes em maratonas é escalar corredores de pouco fôlego que ao longo do percurso se revezam na liderança, forçando o ritmo dos favoritos para que o verdadeiro corredor do time assuma a ponta num determinado trecho com seus oponentes já cansados. O problema é que no time de Geraldo Alckmin só tem corredores cansados e cansativos, incapazes de servirem de “coelhos” para favorecê-lo no final.

A tentativa dos partidos de centro ao lançaram essa semana um manifesto em favor de uma candidatura única de centro é apenas retórica e ato de desespero, pois eles sabem quem são os “quenianos” dessa maratona, e sabem que não tem a menor chance de alcança-los.

Geraldo Alckmin não é unanimidade nem dentro do PSDB, o que dirá nos pseudo-partidos de centro que buscam um túnel para tentarem ter uma luz para encontrar.

Ainda acontecerá muita coisa no meio dessa maratona, inclusive alguns poucos bons samaritanos dispostos a entregar a ele copinhos d’água ao longo do percurso. Mas não passará disso.

Se Jair Bolsonaro vai, de fato, vencer a maratona, ainda não é possível saber. Mas é mais do que claro que Geraldo Alckmin não vai cruzar a linha de chegada porque deverá ficar pelo caminho. Se for esperto, simulará uma contusão e sairá de fininho no meio do público. E se for rápido na fuga, ainda conseguirá ver pela TV o prêmio de primeiro lugar sendo entregue ao campeão.

Tem certos favores que não se pede a ninguém, muito menos ao adversário.

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Geraldo Alckmin, o candidato sem graça do partido que perdeu a graça

Fico absolutamente confortável para falar de Geraldo Alckmin e do PSDB, porque eu fui eleitor do PSDB. Votei em Fernando Henrique, José Serra, no próprio Geraldo Alckimin e em Aécio Neves. Fui um asno encantado do PSDB, mas não tive a menor dúvida quando a Lava Jato desde o início revelou fortes evidências de que não apenas o PT estava envolvido, mas todos os partidos, e com o PSDB não seria diferente.

Meu voto em Aécio Neves só não foi mais decepcionante porque ele não venceu, mas o dilema também era grande, porque o ideal para o Brasil era que nem ele, nem Dilma, fossem eleitos. E entre ele e ela, eu preferia ele, porque não tinha ideia do sujo que ele era e já sabia a suja que ela era.

Geraldo Alckmin é um cara tão sem graça que até a eficiência alegada a ele é sem graça. É curioso entender a carreia vitoriosa desse cidadão e mais curioso ainda entender porque o paulista vota nele. A única opção que me vem à cabeça é o fato dele ser do PSDB e não ter tido opositores que conseguissem ser menos sem graça do que ele.

Política é uma coisa estranha, e surpresas acontecem. Mas, penso eu, que Geraldo Alckmin não tem a menor chance de se eleger presidente da república. Mais do que isso, daqui até a eleição, seis meses, e sem foro privilegiado, não é impossível que a justiça exponha que o “Santo” das planilhas da Odebrecht tem muito pouco de santo, bem ao estilo Aécio Neves. O que muda entre os dois é a postura.

Paulo Preto está preso, o homem que sabe tudo sobre José Serra e Geraldo Alckmin. E deve saber também de Aécio e FHC. Seus recursos têm sido negados nas cortes superiores, o que nos faz crer (imagina na cabeça desses corruptos então) que não será surpreendente que, se continuar preso por muito tempo, resolva abrir o bico e contar o que sabe sobre os últimos 30 anos do PSDB no estado de São Paulo. Paulo Preto pode fazer a coisa ficar preta.

Geraldo Alckmin cometeu a burrice de renunciar ao cargo de governador de estado para tentar ser presidente, numa cruzada que só ele e meia dúzia de puxa-sacos devem acreditar. Não há espaço para ele nesse momento da política nacional para tentar ser presidente. O povo brasileiro se cansou de gente se se faz de morta e quer na presidência alguém que tenha sangue nos olhos e não sensibilidade de médico legista.

Não há discurso para um político importante nesse cenário atual, sobre quem pairam sérias acusações de recebimento de dinheiro de caixa dois, prática de corrupção passiva e, mais com o agravante de ser próximo de Aécio Neves e José Serra.

Parece que os políticos se negam a entender o óbvio de que o Brasil mudou, o povo brasileiro que forma opinião mudou, e que todas as desculpas já conhecidas não são suficientes para ludibriar as pessoas em troca de votos.

A única coisa que um político pode dar ao povo brasileiro em 2018 é prova de honestidade, e isso Geraldo Alckmin não pode fazer.

O PSDB já não é uma legenda capaz de levantar a cabeça e se dizer pura e isenta de participação em esquemas de corrupção. Existem investigações sobre os governadores do Paraná, Beto Richa, e de Goiás, Marconi Perillo, também sobre diversos senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores do partido. E isso será exaustivamente explorado durante as eleições, pois o PT, principalmente, fará questão de expôs os fatos.

Uma possível aliança com o MDB só fará enterrar ainda mais quaisquer pretensões de ambos, será a união do inútil com o desagradável, e parece que só eles não conseguem perceber isso, ou então o desespero realmente não lhes dá outra alternativa.

Geraldo Alckmin é mais um representante do atraso político que ainda reina nesse país, e que, esperamos, comece a ser erradicado em outubro próximo.

Não há nada que Geraldo Alckimin possa oferecer ao Brasil que não tenha oferecido até hoje. Pior que isso, não há nada que o Brasil possa esperar de Geraldo Alckmin. Nem falar dele tem graça.

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Brasil em primeiro lugar: PSDB, um dos partidos que não queremos.

Hoje, o PSDB lançou o documento “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”. Eu juro que tentei ler inteiro, falo de coração. Mas… fala sério! O texto começa falando “da pesada herança da ditadura. Tínhamos que lidar, ainda, com o baixo crescimento econômico e com a crise que golpeava as finanças públicas após 20 anos de regime militar e populismo.”

Para tudo!

Aonde os políticos do PSDB estiveram nos últimos 32 anos? Por que o nome de José Sarney não foi citado? Sarney rouba o Brasil desde menino, e provavelmente não tinha a menor preocupação com a mãe se roubava maça numa feira. Presidente ladrão, abriu as portas das estatais para que todos roubassem. Se a corrupção se institucionalizou ao longo do tempo, quem deu o pontapé inicial foi ele. O maior índice de inflação do país.

Não dá para o PSDB aparecer na cena como se fosse o partido mais preocupado e preparado para governar o Brasil. E mesmo que seja, é um partido sujo, recheado de gente suja, fortemente envolvida com corrupção e sabe-se lá mais o quê. O PSDB é a cara de Aécio Neves, e não será jamais a cara de Geraldo Alckmin, ele sequer tem carisma para isso.

A população não vê distinção entre Aécio Neves, FHC, Alckmin, Lula, Dilma, Collor, Renan, Jucá, Temer. São todos reproduções de si mesmos espalhados em facções e gangues que roubam aposentados, nióbio, dinheiro de impostos, dinheiro de investimentos internacionais. São todos cúmplices dos mesmos crimes, faces da mesma moeda.

Tanto faz para o povo que vai presidir o PSDB. O que é certo é que o PSDB não vai presidir o Brasil. E se o principal candidato ao Planalto, fosse quem fosse, mudasse para o PSDB, perderia a liderança nas intenções de voto.

O documento de hoje, como todos os outros, é mais um engodo. É o mesmo discurso velho de quem vai fazer e não faz, porque não fez de verdade quando poderia.

A cúpula do partido no congresso se calou no governo Lula. Não teve competência para ser oposição, muito menos coragem ou vontade. Foram comparsas no acometimento de crimes e continuam sendo na tentativa de acobertá-los.

Não adianta ter Gilmar Mendes, Dias Tóffoli, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes no STF e não ter a dignidade de expulsar Aécio Neves da legenda, ele que representa o que de mais podre há na política brasileira.

O PSDB pode querer o que quiser para o Brasil, é um direito do partido. Mas é certo que o povo brasileiro não quer o PSDB, pelo menos esse que está aí.

Já passou da hora de FHC e sua turma entenderem que o Brasil mudou, continua mudando, e não há nada eles possam fazer em contrário. Nem o poder e nem o foro privilegiado serão capazes de fazer o gigante adormecer novamente. Pode até demorar mais do que queremos e precisamos, mas aprenderemos a ser uma nação a ser governada por alguém que realmente mereça.

O PSDB, já era.

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Brasil, mostra tua cara. A gente já sabe quem paga para ficarmos assim.