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POR QUE SÓ A ELETROBRÁS?

PRIVATIZEM O GOVERNO BRASILEIRO!

Nem presidencialismo, nem parlamentarismo, nem monarquia. Inventaremos o privaticionismo. Mais do que um sistema de governo, um sistema de gestão.

Político faz política. Gestor toma decisão. E dá para ver que desde 1500 não tivemos um verdadeiro gestor por essas bandas, aqueles que a gente chama de CEO, que lança livro autobiográfico aos 45 anos e ganha muito dinheiro enchendo de dinheiro os cofres da empresa que trabalha.

CEO olha para a coisa pensando em como fazer dinheiro. Político olha pensando em como ganhar dinheiro.

O Brasil precisa abandonar de vez essa mania de celebrizar políticos. Político não é artista de televisão e se for não é bom político. Basta a gente se lembrar da quantidade de mentiras e histórias interpretadas por esses bandidos diante das câmeras, todos com cara de santo, com caras de bons moços e moças que não são.

Um gestor tem que ter medo de perder o emprego. Político não tem esse medo. E nós nem colocamos esse medo neles.

Manda embora um gestor não vai precisar de congresso, de câmara ou de senado, nem de autorização ou rito por parte de ninguém, nem do STF. O que vai decidir isso é o conjunto de índices prometidos e alcançados, com avaliação semestral. Não atingiu, rua. E se quiser procurar justiça será a trabalhista.

O Brasil precisa urgentemente de alguém que entenda segurança pública com a mesma importância que um CEO entende o investimento em sistemas de segurança para uma empresa. Precisa pensar na saúde como pensa quem tem o poder de decisão para contratar um plano de saúde para os funcionários. Tem que enxergar a educação com a mesma relevância que um líder empresaria dá à formação de seus funcionários.

Precisamos de alguém que fale em planejamento estratégico e não apenas pontes para o futuro. O político ainda pensa em pontes, o gestor pensa em como chegar no futuro.

Não podemos mais conviver com a ideia nacionalista de ser donos disso ou daquilo. Nós somos donos seja lá quem for que esteja comandando empresas e tomando decisões.

O Petróleo continuará sendo brasileiro e o país provavelmente terá mais lucros com alguém bancando os riscos sem ser com o dinheiro do contribuinte.

A energia elétrica continuará chegando nas casas das pessoas independente de quem pendurou os fios na rede elétrica. A água chegará independente de quem fez a rede.

A prova da capacidade de que o Brasil e os brasileiros são capazes de produzir riqueza é o fato de mesmo com mais de 1 Trilhão de reais roubados e desviados dos cofres público nos últimos 15 anos nós não quebramos. Driblamos a violência, a deficiência da saúde, da educação, da infraestrutura, mas seguimos adiante. A sexta ou sétima economia mundial, o quinto maior em área territorial privilegiadíssima, onde, adubando, tudo dá.

Enquanto no Brasil nos entendermos apenas como povo, população ou nação, vamos ficar nessa situação. Isso só vai mudar quando começarmos a nos entender como contribuintes antes de tudo. A relação com o governo não é consanguínea, não é fraterna, é de negócios. Nós pagamos para receber serviços. E quando em qualquer lugar alguém não recebe pelo que paga, deve ter o direito de não querer mais aquele fornecedor.

Meu amigo, minha amiga, entenda que contribuinte é a mesma coisa que cliente. E se você é cliente tem que exigir o melhor dos mundos.

O Brasil tem que privatizar tudo aquilo que não é função primária do estado. Chega de sustentar vagabundo.

HOJE, A CULPA É DO PRESIDENCIALISMO. AMANHÃ, SERÁ DO PARLAMENTARISMO.

E OS CORRUPTOS, MUITOS QUE ASSALTAM O PAÍS DESDE OS TEMPOS DOS MILITARES, NUNCA TERÃO NADA A VER COM ISSO.

A desculpa se aproxima daquelas dadas por jogador de futebol depois do seu time tomar uma goleada. A culpa foi do juiz, do gramado, da dureza do adversário, da torcida que fica muito próxima do gramado, das dimensões do gramado, do cara que segurou a camisa dentro da área e o juiz não viu. Mas nada a ver com seu próprio desempenho ou de seus colegas de time, muito menos com o treinador.

O presidencialismo pode não ser o melhor sistema de governo, mas a culpa não é meramente ‘do sistema’. Isso é uma maneira de desviar a atenção do eleitorado com a promessa de mais um conto de fadas que tem tudo para não funcionar também.

A crise brasileira não é de sistema de governo, mas da sistematização da corrupção. A crise é moral, ética. E com pessoas amorais e aéticas, tanto faz o sistema.

O governo e o congresso estão tentando criar fatos novos, que justifiquem as pilantragens pregressas, e que sirvam como demonstração da preocupação, totalmente falsa, em mudar a realidade.

Não se sabe ao certo o tamanho da corrupção no governo FHC e nem se havia um funcionamento sistêmico disso, a maioria das investigações e depoimentos de corruptos já interrogados e/ou presos, nunca confirmou. Mas são fartas as declarações que o sistema de cooptação de parlamentares através de corrupção sistêmica foi largamente utilizado desde que Lula assumiu em 2003.

De todos, porém, nenhum deles está mais infiltrado nas entranhas do poder do que o PMDB, que como toda boa “Maria vai com as outras”, nunca se importou de alugar sua legenda para o governo de plantão. Com isso, figuras como José Sarney, que esteve ao lado do regime da primeira à última hora, dominam e se beneficiam de áreas estratégicas como o setor elétrico. Sarney só virou PMDB por conveniência.

O que precisa mudar no Brasil não é necessariamente o sistema e sim a mentalidade. E também não necessariamente apenas a mentalidade do político, mas principalmente a do eleitor. Não renovar os mandatos de 90% dos políticos é o primeiro passo, e terá que ser um serviço completo, dos deputados estaduais ao presidente da república.

A população precisa ter mais atenção à política local, conhecer seus vereadores e deputados estaduais. Pela ordem natural das coisas, os vereadores de hoje são os deputados estaduais de amanhã que virão a ser deputados federais, senadores e governadores mais para frente. E não se revelam corruptos quando estão no topo, lá só fica mais escandaloso.

Portanto, obedecido o critério da honestidade, da probidade, o sistema de governo é uma questão de lógica e/ou preferência. Mas é inconcebível que qualquer mudança seja feita sem a devida consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo. Qualquer coisa fora disso é usurpação de poder.

Quando Michel Temer fala em semi-presidencialismo, ele só está mesmo dando legitimidade ao semi-presidente que é. Não conseguiu e não conseguirá ser um presidente por inteiro, por mais reformas que aprove e por melhor que a economia possa evoluir.

E quanto ao que disse Rodrigo Maia sobre fundo de participação, sistema de governo, reforma política, esquece. Ele só fala o que mandam, quando mandam e como mandam. Ele é mais um nada bem-mandado que não carrega mais malas. Só as suas.

O que precisa mudar no Brasil é o pacto federativo. Enquanto não mudar isso, não importa quão bem intencionado é um projeto, uma lei ou uma reforma. O governo federal com todo o dinheiro e investindo mal, os estados e municípios continuarão muito mais pobres do que deveriam e de prato na mão se dispondo a fazer qualquer tramoia para receber uma migalha a mais. Fora isso, o resto e convera.

NÃO SE ILUDA. A REFORMA POLÍTICA EM CURSO É NA VERDADE ELEITORAL. E ELEITOREIRA.

INVENTARAM AGORA O “DISTRITÃO MISTO”, PARA O ELEITOR ENTENDER AINDA MENOS O QUE ESTARÁ FAZENDO NA URNA.

Você lê sobre reforma política aqui, ali, acolá, mas o que está sendo reformado mesmo?

Senadores continuarão tendo 8 anos de mandato e os demais cargos eletivos continuarão a ter 4 anos. A reeleição está mantida. Não se falou um segundo sobre reduzir número de senadores ou deputados federais ou estaduais ou vereadores. E se deixar eles aumentam em vez de reduzir.

Partidos grandes já tentam, inclusive, recriar o financiamento privado de campanhas, fazendo parecer que a ameaça de criação do fundo partidário de 3,6 bilhões era apenas uma ameaça para que a sociedade aceitasse o retorno da doação de dinheiro das empresas como uma alternativa melhor.

Todas as questões e movimentos convergem para a reforma do sistema eleitoral, que é “onde a porca torce do rabo”.

Grande parte dos deputados e senadores sabem que se não for criado um modelo que iluda ou confunda os eleitores, a chance de não se reeleger é gigante. E sabem que mesmo com toda pirotecnia que inventem, esse risco ainda existe.

Com as desculpas mais esfarrapadas do mundo, partidos políticos correm ao TSE para trocar de nome. E não fazem por ideologia ou simpatia, mas pelo desgaste dos nomes das legendas, quase todas envolvidas com corrupção. Como se isso mudasse também o caráter dos políticos que as compõem. E não se assuste se daqui a pouco políticos começarem a mudar de nome também, pelo menos o nome

Tudo trata apenas de tentar criar artifícios que levem o eleitor a cometer erros nas próximas eleições, seja por votar num partido com novo nome, como se novo o partido fosse, ou votar de maneira que garanta aos rejeitados uma fórmula mágica de coeficiente eleitoral que os permita continuar roubando e, principalmente, que lhes garanta imunidade e impunidade, longe das mãos da justiça.

Resumindo, eles não querer reformar a política, só querem deformar mais ainda.

 

FUNDO PARTIDÁRIO DE 3,6 BILHÕES SERÁ VOTADO AMANHÃ NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

E DIFICLIMENTE DEIXARÁ DE SER APROVADO. CUIDADO COM A EMENDA LULA. ELES ADORAM SURPRESINHAS.

A despeito do que pensa a sociedade – que na verdade só pensa e não age – o deputado Rodrigo Maia pautou a votação da PEC da Reforma Política para esta quarta-feira 16/08.

Além do fundo democrático que democratiza o dinheiro do povo na mão dos políticos, será votada também a emenda que introduz o Distritão, um modelo que mistura o que funciona mais ou menos com o que não funciona de jeito nenhum e que ainda inclui a tal lista fechada no meio. E isso se não surgirem surpresas de última hora, como ressuscitar a tal Emenda Lula. Nunca se sabe.

Caro leitor, cara leitora, os políticos não estão nem aí para o que eu ou você pensamos.

Para os políticos brasileiros, cargo sem mordomia não é cargo. Tem que ter gabinete com dezenas de assessores, carro oficial, residência oficial, gordas verbas de gabinete, altos salários e jetons, e muita impunidade para gastar aquele dinheiro que é retirado à força dos nossos salários e dos impostos que pagamos no preço de tudo que consumimos.

Vivemos ainda num mundo cheio de palácios oficiais que custam uma fortuna para serem mantidos, práticas que se repetem em todos os estados e em muitos municípios do Brasil, uma herança maldita da época do império que parece registrada no DNA dos políticos brasileiros.

Vamos pagar mais essa conta e deveríamos fazer calados, uma vez que não nos damos a ousadia de usar nossas vozes para evitar com a mesma contundência que usamos para reclamar depois que a coisa não tem mais retorno.

Insisto que as redes sociais são um palco maravilhoso para exposição de ideias e um magnífico palanque para discursos reclamatórios, mas não será elas não têm o poder de mudar o país sozinhas. O problema do Brasil é real e não virtual. Fosse virtual a gente poderia apenas deletar, excluir, bloquear ou dar mute nos políticos e problemas, mas não funciona assim.

A recusa do brasileiro em assumir para si a responsabilidade de se manifestar determinantemente contra as manobras dos políticos brasileiros só aumenta a conta que mais cedo o mais tarde – e parece que será cada vez mais cedo – chegará para ser paga.

Muitos de nós, pela idade, não chegarão a ver um Brasil rico e próspero, pelo tempo que se levará para atingir o país e a sociedade atingirem esse nível. Por outro lado, enquanto estivermos por aqui, pagaremos cada centavo das mordomias e do desperdício de dinheiro público que nos mantém amarrados no subdesenvolvimento.

Mesmo tendo lido e concordado com o que escrevi, todos levantarão amanhã e sairão normalmente para trabalhar, darão ao governo no mínimo 25% de todo real que gastarem, acompanharão as notícias do dia e se manifestarão como frases do tipo “esse governo é ladrão”, “políticos são todos ladrões”, “eles só sabem roubar”, falarão disso tudo nas redes socais, e irão dormir novamente para trabalhar no dia seguinte.

Amanhã é a reforma política, daqui a pouco a reforma da previdência, e é bom você se esquecer daquela reforma que queria fazer na sua casa, ela nunca estará na pauta do congresso, a menos que você more numa dessas suntuosas residências oficias.

Mas acho que isso tudo é cisma minha, bobagem. Afinal, brasileiro sempre dá um jeitinho, né?

OPOSIÇÃO NA VENEZUELA NÃO QUER INVASÃO MILITAR. DE NINGUÉM.

ANTES DE QUERER ALGUMA COISA PARA ALGUÉM É PRECISO SABER SE ESSE ALGUÉM QUER ESSA COISA

Lutar pela democracia através de canais democráticos é, além de justo, o caminho óbvio. Mas nem tudo que é óbvio é possível, e nem tudo que é possível é democrático.

Enquanto o povo brasileiro se nega ir às ruas contra governos e políticos corruptos e parte dele sonha com uma intervenção militar caseira, 125 civis venezuelanos já morreram pelas mãos dos militares e milicianos venezuelanos em pouco mais de quatro meses. E agora a oposição solta uma declaração na qual repudia qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira.

É bom que prestem atenção nisso os brasileiros que tem gasto seu tempo sendo solidários aos hermanos venezuelanos com o entendimento de que só uma ação militar vai ajudá-los. Acredito até que ajudaria, uma vez que eles estão sendo vítimas das suas próprias forças armadas e pelas milícias formadas por venezuelanos e cubanos. Mas não é o que eles querem.

Essa declaração do MUD, coalizão de 30 partidos de oposição à Nicolás Maduro, reafirma a contradição entre o comportamento de venezuelanos e brasileiros. Nós, brasileiros, não vamos às ruas e ansiamos por um salvador da pátria que resolva todos os nossos problemas sem que precisemos “sujar as mãos”. Os venezuelanos estão nas ruas, e rejeitam salvadores da pátria que pensem em defendê-los por caminhos que não sejam através da democracia exercida diretamente pelo povo, sujando suas mãos para que isso aconteça.

O povo brasileiro não entendeu ainda o poder que tem, principalmente levando-se em consideração que aqui não existem militares ou milicianos impedindo que nos manifestemos livre e democraticamente. Aliás, pelo contrário, talvez seja esse o comportamento que faça com que nossos militares possam vir a apoiar o povo.

Recentemente questionei sobre o que realmente pode ser feito para ajudar a Venezuela (leia aqui), tratando das limitações que essa ajuda teria. Mas nem eu mesmo me atentei que um dos limites é a própria vontade do povo venezuelano que se faz representar pela coalização opositora.

Quando se trata do país dos outros, podemos até entender o que eles querem, mas precisamos entender também como é que eles querem que aconteça.

Nem tudo que é bom para o Brasil é bom para a Venezuela. E vice-versa.

Penso que faz mais sentido dedicarmos tempo e ação para a encontrar uma solução para o nosso país; e deixar que eles resolvam do seu próprio jeito a bagunça na qual se enfiaram. Aliás, diante do caos que vivem os venezuelanos, eles nem conseguem enxergar que temos problemas, muito menos que podemos ter as soluções para os problemas dele.

A REFORMA POLÍTICA É UMA SOPA DE PEDRA

AH! VOCÊ NÃO SABE O QUE É UMA SOPA DE PEDRA?

Reza a lenda que um morador de uma vila se encontrava ajoelhado diante de um caldeirão sob uma fogueira. Dentro havia apenas água e uma pedra grande.

O primeiro vizinho que viu aquela cena questionou o que fazia ali o rapaz e ele disse solenemente: sopa de pedra. Espantado, o vizinho afirmou que jamais tinha visto uma sopa de pedra, quando o rapaz disse que é muito boa, mas que ficaria melhor se tivesse ali também umas batatas. Motivado pela curiosidade, o vizinho correu e providenciou as batatas.

Estavam, então, os dois ali diante do caldeirão quando um terceiro vizinho se interessou pela cena, repetiu os questionamentos do anterior e recebeu de volta a informação que se além da pedra e das batatas tivessem também umas cenouras, ficaria ainda melhor. E ele se encarregou de ir providenciar as cenouras.

E então outros vizinhos foram chegando, entendendo o que ali acontecia e informados que agregando azeite, sal, cebolas e mandioca a sopa ficaria perfeita. E cada um deu sua contribuição e ficaram ali todos diante do caldeirão, ansiosos pela sopa.

Depois de algum tempo, enfim, o dono do caldeirão informou que a sopa finalmente estava pronta. Mergulhou então uma colher no caldeirão, retirou de dentro a pedra e jogou fora.

Mais curiosos ainda os vizinhos então perguntaram: mas você jogou a pedra fora? E o dono do caldeirão respondeu: tem problema não, a pedra era só para dar um gostinho.

A reforma política brasileira é uma sopa de pedra.

MICHEL TEMER POUPA O FIM DE SEMANA DOS BRASILEIROS. NOVO ROMBO DA META FISCAL SAÍ NA SEGUNDA.

E COM ISSO SE LIVRA DA REMOTA POSSIBILIDADE DE PROTESTOS PELAS RUAS DO PAÍS

Para quem não entende o que é a tal meta fiscal, é o seguinte: é a diferença entre o que o governo prevê que vai arrecadar e gastar. E ela está furada, ou seja, o governo vai gastar mais do que vai receber. E para que isso dê certo, ele vai emitir títulos do tesouro para captar dinheiro no mercado. É como se ele vendesse agora uma receita que vai receber no futuro, só que pagando muitos juros por isso. E, claro, no fim das contas quem paga somos nós, contribuintes.

O governo tem gastos que não tem como fugir (e o pior é que foge) como saúde, educação, infraestrutura, segurança e tem que ter dinheiro para pagar essas contas. Mas também tem inúmeras coisas que não precisa gastar (e disso ele não foge) ou poderia reduzir os gastos, como, por exemplo, a quantidade de funcionários públicos e os benefícios que eles recebem.

Auditoria do TCU em andamento aponta que o salário médio dos funcionários do BNDES (que são bancários) são, na média, 80 MIL REAIS POR MÊS. E na medida que essa auditoria avançar, certamente veremos mais absurdos como esses. São mordomias escandalosas como viagens em classe executiva e hospedagem em hotéis 5 estrelas, cursos no exterior, carros com motorista, biênios, triênios, quinquênios, férias prêmio…

Outros ralos por onde escorre o dinheiro do contribuinte são a corrupção, o desvio de dinheiro público, o superfaturamento de obras, município pobres com até 5 mil habitantes (que nem deveriam ser municípios) que precisam de recursos do governo para sobreviver, tudo sem o devido controle, sem a devida transparência e, geralmente, sem punição, pois se pune o município quem sofre é a população.

E o governo não corta gastos. Pelo contrário, aumenta. E nesse aspecto o governo Temer não é diferente dos outros.

Podemos e devemos comemorar os pequenos bons resultados da economia na gestão de Michel Temer, pois eles provam o quanto o Brasil é viável economicamente. Mas isso não pode, e não deve justificar que corrupção e corruptos continuem existindo livres, leves e soltos, muito menos às custas de mais dinheiro público, como compra de votos, aumento para determinadas categorias do funcionalismo público e cooptação e constrangimento do sistema judiciário.

Michel Temer poupou o fim de semana dos brasileiros. Não é bom dar notícias ruins às sextas-feiras. Mas não vai poupar os brasileiros de mais esse rombo astronômico nas contas públicas, muito menos de novo aumento de impostos, como a elevação do desconto do Imposto de Renda de 27,5% para 35% na faixa mais alta. E outros que ainda virão.

Portanto, caro leitor, cara leitora, se achar que pode, se tiver como, aproveite seu fim de semana, porque Michel Temer, sua equipe e todos os políticos o farão, nababescamente, com direito a usar jatinhos da FAB e tudo mais. E já que o povo brasileiro se mostra incapaz de reagir como poderia e deveria, que venha a segunda-feira! E o novo rombo.

 

 

 

SER CONTRA MICHEL TEMER NÃO É SER A FAVOR DE LULA

MAS APOIAR TEMER É APOIAR LULA. É SER CONTRA A LAVA-JATO. E A FAVOR DA CORRUPÇÃO

Quem rouba cem é menos ladrão do que quem rouba mil?

Quem mata cem é menos assassino do que quem mata mil?

Entre vários apelidos, Michel Temer é chamado de vampiro. E aproveito o apelido para fazer uma analogia: manter Temer à frente do governo é deixar o vampiro tomando conta do banco de sangue.

Entre os argumentos otimistas usados pelos que defendem a permanência de Michel Temer até 2018, estão os bons resultados da economia. De fato, a economia respira novamente. Quer dizer, mais ou menos. Essa “respiração por aparelhos” já redunda num rombo de 170 Bilhões de reais nas contas do governo. E para financiar esse rombo, aumenta-se impostos ao invés de cortar custos. O povo paga.

Já há uma outra ala que defende com veemência que tirar Temer agora é trazer Lula de volta, uma versão terrorista dos fatos que serve tanto para Temer quanto para Lula, pois mantém o primeiro no poder e o segundo fora da cadeia.

Quando nas gravações do ex-deputado Sérgio Machado o senador Romero Jucá se referia a “estancar a sangria”, ele falava exatamente do que está acontecendo agora. Ou seja, tudo está sendo encaminhado para que a Operação Lava Jato seja estancada e asfixiada pouco a pouco. E a nova Procuradora Geral da República veio para isso.

O atual PGR Rodrigo Janot pode ter cometido diversos pecados, como, por exemplo, sequer ter denunciado Dilma Rousseff e outros do time. Mas não se pode dizer de maneira alguma que durante suas gestões ele apenas protegeu petistas. Se assim fosse João Vaccari Neto e Antônio Palocci, apesar de terem sido presos por Sérgio Moro, certamente já teria saído da cadeia.

Outra questão é que, a despeito dos ataques idiotas de Gilmar Mendes, o Ministério Público depende do STF quando se trata de figurões da república. E os políticos até então molestados pela PGR, o foram com o aval do próprio STF. Além disso, Gilmar Mendes não cita em nenhum momento que os processos contra políticos estão nas gavetas dos diversos ministros do Supremo sem nenhuma ação.

O fato é que Michel Temer é corrupto, tanto quanto Lula e todos os outros. Manter o apoio a ele é manter apoio ao sistema corrupto que aí existe. A própria reforma política apresentada por Vicente Cândido e aprovada em comissão na câmara mostra o quanto os corruptos se esforçam para que as coisas não mudem muito, e que as mudanças sirvam até mesmo para legalizar a corrupção.

Apoiar Temer é apoiar a continuidade disso tudo.

Muito cuidado com os anti-petistas que, bem ou mal-intencionados, insistem que a permanência de Temer é a certeza do não retorno de Lula. Isso não é verdade. Aliás, muito pelo contrário. As ações subterrâneas de Temer, os encontros fora de agenda, em horários estranhos até mesmo para políticos, e em locais como a garagem da residência oficial da presidência da república atestam isso.

As pessoas precisam ter convicções e não predileções. E convicções se formam através dos fatos e não das versões. Por mais poderosa que seja qualquer emissora de TV ou grupo de comunicação, ninguém vai conseguir convencer ninguém de que o vampiro é vegetariano.

Ladrão é ladrão a partir do primeiro real roubado. Assassino é assassino a partir da primeira vida que tira. O resto é conto da carochina.

CINCO MINUTOS PARA FALAR DA CARREIRA DE LINDBERGH FARIAS

A VITÓRIA DE LULA EM 2002 PERMITIU QUE ELE ASPIRASSE POR UMA GRANDE CARREIRA POLÍTICA. E DEU NO QUE DEU.

Não é de hoje que o destempero de Lindbergh Farias causa tumulto e constrangimento ao senado. Até mesmo senadores enrolados em diversas operações da Polícia Federal se sentem constrangidos com o comportamento do ex-cara pintada.

O senador petista/bolivarianista trata o senado federal como se fosse o quintal da sua casa, e trata seus pares não petistas e não adeptos ao lulopetismo como se fossem idiotas e palhaços que estão ali apenas para fazer plateia para seus shows particulares.

Dois terços dos membros do Senado Federal são alvo de algum inquérito no STF ou já respondem como réus a algum processo. Basta ver o ex-presidente da casa Renan Calheiros com 13 processos investigativos. Fora ele, senadores de expressão nacional como Aécio Neves, Romero Jucá, Gleisi Hoffmann e o próprio Lindbergh. Todos por corrupção e recebimento de propina.

As cenas protagonizadas ontem por Lindbergh Farias no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do senado mostraram ao Brasil – e ao mundo – mais uma vez que não se trata de uma pessoa normal, ou que pelo menos não se apresenta em seu estado normal nessas ocasiões.

Por mais de uma vez insinuações sobre o comportamento de Lindbergh levantam suspeitas sobre a forma como age nesses momentos e sobre os motivos que o deixam agressivo, raivoso, beligerante e com as pupilas dilatadas. O senador Ronaldo Caiado, inclusive, já falou isso durante uma sessão plenária.

Lembremos que a carreira do senador Lindbergh começou no movimento dos cara-pintadas que pediu e apoiou o impeachment do então presidente Collor. De lá para cá Lindbergh passou pela prefeitura de Nova Iguaçu deixando um rastro de indícios de corrupção, tendo inclusive sendo condenado. Só que, afinal, estamos no Brasil e nada acontece.

Lindbergh Farias foi protagonista de cenas ridículas durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, sempre a reboque das senadoras Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Fátima Bezerra, tendo como companheiro de cena o não menos ridículo Roberto Requião. E assim será até o momento em que o terço de senadores não comprometidos com a justiça tome alguma providência. Ou as urnas em 2018.

É preciso pôr um fim nessa carreira. Nessa e nas outras carreiras que se assemelham em comportamento e comprometimento com corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, recebimento de propinas, roubo de estatais, lavagem de dinheiro…

Se nada fizerem e Lindbergh Farias for reeleito ou eleito para outro cargo nas próximas eleições, a coisa vai cheirar mal. Muito mal.

 

GANHE QUEM GANHAR, O AMAZONAS PERDE DE TODO JEITO. E O BRASIL JUNTO.

O ELEITOR DO AMAZONAS PREFERIU “MAIS DO MESMO”. QUE ISSO SIRVA DE ALERTA PARA O BRASIL.

 

Afinal, Amazonino Mendes e Eduardo Braga não são exatamente adversários, como mostra essa foto na aliança feita por eles em 2014.

Desde 1983 o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus estiveram sob a gestão desses dois políticos em 8 ocasiões. Multiplicando 7 pelo período de 4 anos de um mandato, chegamos a 28 anos. Foram 20 nas mãos de Amazonino Mendes e 8 nas de Eduardo Braga, tendo sido este também vice-prefeito de Manaus por 4 anos, portanto 12 anos no poder.

E quando o Brasil clama por mudança e renovação, o povo do Amazonas escolhe ficar nas mãos dos dois políticos que estiveram à frente do poder no estado por 32 anos.

Será que esse eleitor não percebeu que grande parte da culpa pela situação do Amazonas é exatamente desses dois políticos? Aliás, uma parte ENORME.

Eduardo Braga segue senador, foi ministro e seu nome é sempre ventilado de maneira suspeita quando se falam de citações, delações de empreiteiras, além da suspeitíssima afinidade com Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer, Moreira Franco…. Responde a três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas e outro no Tribunal Regional Eleitoral.

Amazonino Mendes responde processos no mesmo Tribunal de Justiça do Amazonas por desvio de dinheiro público, valores que chegam (oficialmente, nunca sabe o montante real) a 127 milhões de reais.

Os partidos não tiveram coragem de renovar seus quadros por um Amazonas melhor, pelo clamor do povo por mudanças.

Rebecca Garcia que tentava correr por fora, não pode ser chamada de renovação. Em 2014 concorreu como vice de, vejam, Eduardo Braga, tendo sidos derrotados. Em recente declaração a candidata disse que o Brasil esqueceu o Amazonas e que isso sirva de lição para quem se preocupa com um volta Lula.

Ou outro candidato que sonhou ser renovação é José Ricardo, do PT. Ele afirmou, com razão, que o estado do Amazonas chegou nisso passando pelas mãos de Amazonino e Eduardo. Só esqueceu de dizer que o país passou pelas mãos de Lula e Dilma, e isso só fez aprofundar todas as mazelas não só do Amazonas, mas do Brasil.

É bom os cidadãos, que realmente querem um Brasil diferente, prestarem atenção nessas eleições do Amazonas. Mais do que um alerta, o que aconteceu lá pode ser o efeito Orloff que ninguém quer.