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O BRASIL É O QUE O POVO BRASILEIRO QUER QUE ELE SEJA

SÓ O CAOS MUDARIA ISSO. O PROBLEMA É QUE NO BRASIL ATÉ O CAOS É DE MÁ QUALIDADE.

Certas horas é difícil escrever sobre um tema sobre o qual eu falo com alguma insistência. Não se trata do que falar, mas do como falar.

Acredito que tudo o que alguém que escreve alguma coisa deseja é que essa alguma seja lida, entendida, e que possa fazer alguma diferença na vida desse alguém. Novamente, não é o que falar, mas o como falar. Quem escreve tem por objetivo sensibilizar o leitor através da narrativa que faz dos fatos. E fica complicado quando as pessoas ficam insensíveis e anestesiadas a tudo que acontece.

Depois de três anos de seguida exposição das quase profundezas (ainda pode ir mais fundo) da corrupção no Brasil, o brasileiro não se escandaliza mais com nada. Aliás, a palavra escândalo caiu em desuso. O brasileiro não consegue associar escândalo com corrupção porque não classifica esse crime como algo relacionado à moral. O povo brasileiro não associa lei com moral. Moral continua sendo tomar chifre, botar chifre, coisa ligada a honra, nada a ver com lei. Roubar, desviar, superfaturar, o que isso tem a ver com moral?

Eu poderia me referir às esvaziadas manifestações de ontem, absolutamente sem liderança, sem foco, sem objetivo, marcada com 3 meses de antecedência por um motivo que foi mudando ao longo do tempo até ninguém saber qual era. Ir lá fazer o que? Protestar contra o que? Contra quem?

Lula continua solto. Renan continua solto. Aécio continua solto. Dilma continua solta. Mantega continua solto. Gabrielli continua solto. Luciano Coutinho continua solto. Gleisi Hoffmann continua solta. Paulo Bernardo continua solto. Romero Jucá continua solto. Collor continua solto. Sarney jamais será preso.

Dois terços do Senado e mais da metade da Câmara dos Deputados respondem a inquéritos e processos que vão de crime ambiental a estupro.

O deputado federal Osmar Bertoldi, do Paraná, preso há 8 meses por lesão corporal, estupro e cárcere privado, entre outros, ganhou liberdade porque era o primeiro suplente do deputado Ricardo Barros, que se licenciou para assumir o Ministério da Saúde. Saiu do cumprimento de pena por estupro para assumir o cargo de deputado federal, propor leis, votar em leis. Isso faz algum sentido?

Esse é um caso absurdo, mas não menos absurdo que os crimes de peculato, improbidade administrativa, desvio de verbas, fraude em licitação, crime contra o patrimônio, recebimento de propina, concussão e outros tantos a que tantos prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, governadores, senadores e até o próprio presidente da república respondem.

Não serão eles a mudar as coisas. Muito menos o Supremo Tribunal Federal que, na figura de alguns ministros, tendo Gilmar Mendes à frente, dão seguidas demonstrações de que estão lá para assegurar que as coisas continuem como estão. Ou melhor, que voltem a ficar mais fácil para os corruptos, como a provável revisão contra a prisão após condenação em Segunda Instância que não demorará a ser – forçosamente – pautada pela ministra Carmem Lúcia.

Não contem com intervenção militar exceto num caos extremado onde uma guerra civil se estabeleça nas ruas; pelo menos formalmente, porque se o Rio de Janeiro não vive uma pequena guerra civil fica difícil nominar o que acontece por lá.

Não existe mágica. Não existe salvador da pátria, nem haverá um em 2018. Seja quem for o eleito, por mais bem-intencionado que queira ser, encontrará um país sucateado que só os próximos 50 anos poderão consertar. E quem está no poder vai tirar o que conseguir enquanto o final de 2018 não chegar. Com tudo o que já se viu na mídia, diariamente somos brindados com cenas de flagrante de suborno, como o caso da funcionária do Incra nessa semana.

O Brasil permanecerá assim enquanto o povo brasileiro assim quiser. Não haverá mudança vinda de um povo que não muda.

 

HOJE É DIA DE PROTESTAR? É CONTRA O QUE MESMO?

ESTÁ PREPARADO? O GRITO DE PROTESTO ESTÁ AFIADO?

As pessoas chegam às dezenas. Daqui a pouco, mais uma manifestashow vai começar. Enfim as pessoas do Brasil inteiro darão vazão ao grito de protesto represado por quase 3 meses, quando foi marcado o protesto de hoje, 27/8. Imaginem, 3 meses aguardando para poder gritar ao mundo aquilo que não aceita mais.

Estão todos tomados pelo espírito verde e amarelo, empunhando suas bandeiras, faixas e cartazes, caras pintadas, corpos pintados, sedentos pelo grito libertado do mestre de cerimônias que chegará em breve, montado no seu trio elétrico e pronto para agitar a massa.

E então, a partir de um grito de guerra “Fora Temer”, grupos próximos travam o seguinte hipotético diálogo:

Grupo 1 – Fora Temer não. E fora Gilmar!

Grupo 2 – Fora Gilmar! Intervenção já!

Grupo 3 – Intervenção não! Lula na Cadeia!

Grupo 1 – Lula na Cadeia!

Grupo 2 – Lula na cadeia! Fora Aécio!

Grupo 3 – Fora Aécio não! Fora Gilmar! Viva Sérgio Moro!

Grupo 1 – Viva Sérgio Moro! Viva Carmem Lúcia!

Grupo 2 – Carmem Lúcia não. Viva Moro! Viva Janot!

Grupo 3 – Janot não, porra! Janot é Globo! Janot é PT. For Janot!

Grupo 1 – Fora Janot! Fora Gilmar! Fora Temer! Lula na cadeia!

Grupo 2 – Foram Renan! Fora Raquel Dodge!

Grupo 3 – Fora Raquel Dodge não! Brasil!

Grupos 1, 2 e 3 – Brasil! Brasil! Brasil!

Que chegue logo o mestre de cerimônias. Depois de 3 meses ninguém mais sabe nem sobre o que vai protestar.

Mas não fique triste, amigo brasileiro, amiga brasileira. Manifestashow é assim. Daqui a 3 meses tem outra.

O Brasil urge!

 

PARLAMENTARES ESTÃO DESESPERADOS ATRÁS DE DINHEIRO PARA CAMPANHA EM 2018

MAS JAMAIS VOTARIAM UMA LEI QUE PREVISSE UM FINANCIAMENTO PARA AJUDAR UM BRASILEIRO A PROCURAR EMPREGO

Por que as leis não funcionam no Brasil? Por causa de situações como essas. Os sujeitos que têm a caneta na mão usam de tudo que a constituição permite para não perderem o direito de serem cretinos. E sempre com você financiando isso.

O golpe foi duro na vida dos parlamentares brasileiros. Enquanto o STF fechava a torneira do financiamento empresarial de um lado, o Ministério Público e a Polícia Federal fechavam a torneira da propina do outro lado, e ainda mostraram para a população que a fonte que abastecia as duas torneiras era a mesma. Uma fonte contaminada que secou.

Desde a redemocratização do Brasil, e mesmo antes dela, políticos que aí estão dominam a vida do provo brasileiro, fazendo constituições, criando leis, nomeando juízes de todas as cortes, dominando todos os cenários da economia. E só fizeram por si.

E, então, de repente, se veem diante de um quadro novo. Propina da cadeia, financiamento empresarial disfarçado da cadeia, e a maioria que não conseguir se reeleger para garantir no mínimo mais 4 anos de foro privilegiado irá para a cadeia. Tudo em cadeia. E bate o desespero.

O que eles pensam então? Se antes eu desviava dinheiro do governo para financiar minha campanha, por que não tirar legalmente o dinheiro do próprio governo?

Como o fundo democrático de 3,6 bilhões não deu certo, cria-se uma opção autocrática mesmo, aumenta o fundo partidário dentro do orçamento de 2018, o mesmo que já havia sido triplicado por Dilma Rousseff. O povo engole, porque vão dizer que o dinheiro está dentro do orçamento, portanto for previsto e fim de papo.

O mais provável é que ninguém faça nada, mas deveria fazer. Os políticos e parlamentar, especialmente os que estão totalmente enrolados com a polícia e com a justiça, estão dispostos a fazer qualquer coisa, qualquer lei, de madrugada ou durante o dia se for preciso, que os livre de responder na justiça pelos crimes que cometeram. E sabem que se não houver dinheiro para fazer uma boa campanha, correm sério risco de ficar de fora.

Se lembrarmos que apenas 28 dos 513 deputados foram eleitos com seus próprios votos, não é difícil concluir que 485 deputados federais já não teriam sido eleitos em 2014; o que torna ainda maior a chance de não serem reeleitos se não investirem pesado em suas campanhas. E ainda assim terão que convencer o eleitorado de que os processos que correm contra eles na justiça são enganos e tudo será devidamente esclarecido e no fim a justiça será feita.

Faça-me o favor!

O fato é que estão mesmo tramando o aumento do fundo partidário, que pode chegar a 2 bilhões de reais. Tramando não, estão preparando isso.

O ponto é que somos sempre nós que financiamos esses criminosos quando procuram emprego. E se não é de forma ilegal, eles arrumam um jeito legal de fazer isso. Eles têm a caneta, está lembrando?

POR QUE SÓ A ELETROBRÁS?

PRIVATIZEM O GOVERNO BRASILEIRO!

Nem presidencialismo, nem parlamentarismo, nem monarquia. Inventaremos o privaticionismo. Mais do que um sistema de governo, um sistema de gestão.

Político faz política. Gestor toma decisão. E dá para ver que desde 1500 não tivemos um verdadeiro gestor por essas bandas, aqueles que a gente chama de CEO, que lança livro autobiográfico aos 45 anos e ganha muito dinheiro enchendo de dinheiro os cofres da empresa que trabalha.

CEO olha para a coisa pensando em como fazer dinheiro. Político olha pensando em como ganhar dinheiro.

O Brasil precisa abandonar de vez essa mania de celebrizar políticos. Político não é artista de televisão e se for não é bom político. Basta a gente se lembrar da quantidade de mentiras e histórias interpretadas por esses bandidos diante das câmeras, todos com cara de santo, com caras de bons moços e moças que não são.

Um gestor tem que ter medo de perder o emprego. Político não tem esse medo. E nós nem colocamos esse medo neles.

Manda embora um gestor não vai precisar de congresso, de câmara ou de senado, nem de autorização ou rito por parte de ninguém, nem do STF. O que vai decidir isso é o conjunto de índices prometidos e alcançados, com avaliação semestral. Não atingiu, rua. E se quiser procurar justiça será a trabalhista.

O Brasil precisa urgentemente de alguém que entenda segurança pública com a mesma importância que um CEO entende o investimento em sistemas de segurança para uma empresa. Precisa pensar na saúde como pensa quem tem o poder de decisão para contratar um plano de saúde para os funcionários. Tem que enxergar a educação com a mesma relevância que um líder empresaria dá à formação de seus funcionários.

Precisamos de alguém que fale em planejamento estratégico e não apenas pontes para o futuro. O político ainda pensa em pontes, o gestor pensa em como chegar no futuro.

Não podemos mais conviver com a ideia nacionalista de ser donos disso ou daquilo. Nós somos donos seja lá quem for que esteja comandando empresas e tomando decisões.

O Petróleo continuará sendo brasileiro e o país provavelmente terá mais lucros com alguém bancando os riscos sem ser com o dinheiro do contribuinte.

A energia elétrica continuará chegando nas casas das pessoas independente de quem pendurou os fios na rede elétrica. A água chegará independente de quem fez a rede.

A prova da capacidade de que o Brasil e os brasileiros são capazes de produzir riqueza é o fato de mesmo com mais de 1 Trilhão de reais roubados e desviados dos cofres público nos últimos 15 anos nós não quebramos. Driblamos a violência, a deficiência da saúde, da educação, da infraestrutura, mas seguimos adiante. A sexta ou sétima economia mundial, o quinto maior em área territorial privilegiadíssima, onde, adubando, tudo dá.

Enquanto no Brasil nos entendermos apenas como povo, população ou nação, vamos ficar nessa situação. Isso só vai mudar quando começarmos a nos entender como contribuintes antes de tudo. A relação com o governo não é consanguínea, não é fraterna, é de negócios. Nós pagamos para receber serviços. E quando em qualquer lugar alguém não recebe pelo que paga, deve ter o direito de não querer mais aquele fornecedor.

Meu amigo, minha amiga, entenda que contribuinte é a mesma coisa que cliente. E se você é cliente tem que exigir o melhor dos mundos.

O Brasil tem que privatizar tudo aquilo que não é função primária do estado. Chega de sustentar vagabundo.

PEITAR OU NÃO PEITAR GILMAR MENDES, EIS A QUESTÃO

 

PEDIDO DE SUSPEIÇÃO DE GILMAR MENDES FEITO POR RODRIGO JANOT JÁ ESTÁ NAS MÃOS DE CARMEM LÚCIA

É claro que a ministra Carmem Lúcia sabia do tamanho da tarefa que a esperava. Ninguém chega sequer a ministro do STF se não estiver reconhecidamente preparado para o cargo. Mas isso tudo no campo técnico. No campo político é outra história.

Desde que assumiu o papel de presidente paralelo do STF, o ministro Gilmar Mendes manda e desmanda, faz e desfaz, com constituição ou sem constituição. E ninguém faz nada contra ele. Que se saiba ninguém fez uma representação no CNJ. Ele faz do Código de Ética da Magistratura apenas uma fonte de frases bem construídas às quais se permite as licenças poéticas que bem entender.

Rodrigo Janot não é o que se pode chamar de home isento também, ainda mais para questionar a isenção de alguém. Mas o fez. Pediu a suspeição de Gilmar Mendes. E colocou esse abacaxi no colo de Carmem Lúcia.

O que está em jogo nesse negócio não é lei, ou apenas lei, é política pura. E Carminha não parece ser muito fluente nesse idioma.

Carmem Lúcia pode simplesmente arquivar o pedido, e sua biografia junto. Vai assumir que na presidência do STF ela não passa de mera “Rainha da Inglaterra”.

Pode ouvir Gilmar Mendes dizer que padrinho de casamento não é parente. Pode ouvir também testemunhas que dirão até que nem sabiam que Gilmar Mendes era ministro do STF.

Mas ela não vai fazer isso. Vai levar para o plenário decidir. E com isso vai acabar peitando Gilmar Mendes do mesmo jeito. Só que não vai fazer sozinha.

Está aí uma chance de vermos Gilmar Mendes numa posição muito desconfortável. É boa a chance de que o pedido de suspeição seja aceito pelos outros ministros, mesmo que isso sirva apenas para diminuir a quantidade de holofotes que vivem em cima do STF, e assim vender uma falsa imagem de confiança aos contribuintes, como se fosse de verdade. Veja que uma sessão do STF para isso, inclusive, é secreta.

Carmem Lúcia preside o STF, mas não manda. Ou o Gilmar Mendes desmanda. Ou que quem manda é ele?

Antônio Dias Tóffoli será o próximo presidente do STF, o que prova que Tiririca não entende nada de slogan ou previsão. Pior que está pode ficar sim.

HOJE, A CULPA É DO PRESIDENCIALISMO. AMANHÃ, SERÁ DO PARLAMENTARISMO.

E OS CORRUPTOS, MUITOS QUE ASSALTAM O PAÍS DESDE OS TEMPOS DOS MILITARES, NUNCA TERÃO NADA A VER COM ISSO.

A desculpa se aproxima daquelas dadas por jogador de futebol depois do seu time tomar uma goleada. A culpa foi do juiz, do gramado, da dureza do adversário, da torcida que fica muito próxima do gramado, das dimensões do gramado, do cara que segurou a camisa dentro da área e o juiz não viu. Mas nada a ver com seu próprio desempenho ou de seus colegas de time, muito menos com o treinador.

O presidencialismo pode não ser o melhor sistema de governo, mas a culpa não é meramente ‘do sistema’. Isso é uma maneira de desviar a atenção do eleitorado com a promessa de mais um conto de fadas que tem tudo para não funcionar também.

A crise brasileira não é de sistema de governo, mas da sistematização da corrupção. A crise é moral, ética. E com pessoas amorais e aéticas, tanto faz o sistema.

O governo e o congresso estão tentando criar fatos novos, que justifiquem as pilantragens pregressas, e que sirvam como demonstração da preocupação, totalmente falsa, em mudar a realidade.

Não se sabe ao certo o tamanho da corrupção no governo FHC e nem se havia um funcionamento sistêmico disso, a maioria das investigações e depoimentos de corruptos já interrogados e/ou presos, nunca confirmou. Mas são fartas as declarações que o sistema de cooptação de parlamentares através de corrupção sistêmica foi largamente utilizado desde que Lula assumiu em 2003.

De todos, porém, nenhum deles está mais infiltrado nas entranhas do poder do que o PMDB, que como toda boa “Maria vai com as outras”, nunca se importou de alugar sua legenda para o governo de plantão. Com isso, figuras como José Sarney, que esteve ao lado do regime da primeira à última hora, dominam e se beneficiam de áreas estratégicas como o setor elétrico. Sarney só virou PMDB por conveniência.

O que precisa mudar no Brasil não é necessariamente o sistema e sim a mentalidade. E também não necessariamente apenas a mentalidade do político, mas principalmente a do eleitor. Não renovar os mandatos de 90% dos políticos é o primeiro passo, e terá que ser um serviço completo, dos deputados estaduais ao presidente da república.

A população precisa ter mais atenção à política local, conhecer seus vereadores e deputados estaduais. Pela ordem natural das coisas, os vereadores de hoje são os deputados estaduais de amanhã que virão a ser deputados federais, senadores e governadores mais para frente. E não se revelam corruptos quando estão no topo, lá só fica mais escandaloso.

Portanto, obedecido o critério da honestidade, da probidade, o sistema de governo é uma questão de lógica e/ou preferência. Mas é inconcebível que qualquer mudança seja feita sem a devida consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo. Qualquer coisa fora disso é usurpação de poder.

Quando Michel Temer fala em semi-presidencialismo, ele só está mesmo dando legitimidade ao semi-presidente que é. Não conseguiu e não conseguirá ser um presidente por inteiro, por mais reformas que aprove e por melhor que a economia possa evoluir.

E quanto ao que disse Rodrigo Maia sobre fundo de participação, sistema de governo, reforma política, esquece. Ele só fala o que mandam, quando mandam e como mandam. Ele é mais um nada bem-mandado que não carrega mais malas. Só as suas.

O que precisa mudar no Brasil é o pacto federativo. Enquanto não mudar isso, não importa quão bem intencionado é um projeto, uma lei ou uma reforma. O governo federal com todo o dinheiro e investindo mal, os estados e municípios continuarão muito mais pobres do que deveriam e de prato na mão se dispondo a fazer qualquer tramoia para receber uma migalha a mais. Fora isso, o resto e convera.

A VIOLÊNCIA URBANA MATOU 155 PESSOAS POR DIA NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

 

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8,2 MIL PESSOAS PERDERAM A VIDA. E OS POLÍTICOS BRASILEIROS PERDERAM A VERGONHA DE VEZ. 

Em outubro do ano passado, matéria do G1 registrava que a violência urbana no Brasil matava mais do que regiões de guerra. Enquanto em 4 anos haviam morrido 256 mil pessoas na Síria, no mesmo período no Brasil morreram 279 mil.

O Estadão de hoje registra que no primeiro semestre desse ano já ocorreram 28,2 mil homicídios no Brasil, uma média de 155 por dia.

Continua a matéria do Estadão informando que “são 155 assassinatos por dia, cerca de seis por hora nos Estados brasileiros, onde as características das mortes se repetem: ligada ao tráfico de drogas e tendo como vítimas jovens negros pobres da periferia executados com armas de fogo. O número é 6,79% maior do que no mesmo período do ano passado e indica que o País pode retornar à casa dos 60 mil casos anuais.”

Todo mundo está cansado de saber que o estados é um grande patrocinador dessa violência. É quando ele se torna ausente que ela prolifera nesse proporção.

Essa conta só diz respeito a homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios (roubos seguidos de morte) e nos dá a sensação de que a violência gerada pela ausência do estado se refletisse apenas isso. Não é verdade.

Quando o estado não cumpre seu papel a violência começa na ausência de um sistema educacional capaz de conter os jovens nas escolas e oferecer a eles educação de verdade que lhes dê oportunidade de conquistar uma vida profissional de qualidade. O governo brasileiro não faz isso.

Também é violência tirar do cidadão a capacidade de prover seu próprio sustento, e de sua família. São 14 milhões de desempregados no Brasil, possivelmente 14 milhões de famílias, algo próximo de 40 milhões de pessoas sem uma remuneração formal ou digna.

A violência se estabelece quando as pessoas morrem por falta de assistência médica capaz de retribuir a elas o que lhes toma na forma de impostos. Faltam médicos, faltam remédios, faltam leitos, falta vergonha na cara.

Centenas de pessoas morrem em estradas como a BR 262 que liga Minas Gerais ao sul da Bahia, cuja duplicação é promessa de campanha de presidentes e governadores dos últimos 20 anos, sem que um metro de acostamento tenha sido feito para isso. Além disso, essa estrada é importante ligação de escoamento de cargas entre sudeste e nordeste, de comida a bens de consumo. Segundo o Portal Brasil, do governo em 2016 foram 6405 mortes em acidentes nas estradas federais.

Não é possível achar isso normal. Nada disso.

A corrupção desviou 80 bilhões de reais por ano de 2003 a 2016. Um trilhão de reais foi tirado da segurança, da educação, da saúde, da infraestrutura, do meu bolso, do seu bolso.

Nesse ritmo de 155 pessoas por dia, passaremos novamente dos 60 mil homicídios em 2017. E o ano que vem será pior.

Ou alguém começa a estabelecer o povo como prioridade ou em breve estaremos estabelecendo também o recorde de maior país produtor de caixões funerários.

 

MATÉRIA DO G1

MATÉRIA DO ESTADÃO

INFOGRÁFICO DO O GLOBO COM MAPA DOS ACIDENTES EM ESTRADAS

POR QUE GILMAR MENDES TEM MEDO DE BARATA?

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, 40% da população carcerária é formada por presos provisórios. São quase 250 mil pessoas presas sem nem terem sido julgadas em primeira instância. Gilmar Mendes e os outros ministros do STF não concederam habeas corpus ou liminares para livrar a cara de nenhum deles. São tratados como um ninho de baratas do tipo que não metem medo em juiz.

Mas parece que no tocante a Gilmar Mendes, uma espécie de barata causa pânico.

Por mais que a palavra escândalo já não cause o impacto que seu significado propõe, a atuação de Gilmar Mendes em favor de Jacob Barata Filho é um escândalo. Aliás mais um, o ministro vem colecionando vários. Mas vou ficar somente nesse.

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho com o sobrinho de sua esposa, Guiomar Mendes. Tirou foto com os noivos e com o pai da noiva. Isso, por si só, já seria uma recomendação ética para que Gilmar Mendes se declarasse em suspeição e passasse o caso adiante, evitando assim qualquer insinuação que pudesse advir do fato. Não o fez.

Mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal precisa contar com um advogado para suas questões particulares. E não deve ser difícil para um membro da mais alta corte do país, casado com uma advogada que atua numa importante banca brasileira, encontrar um bom advogado. E Gilmar Mendes tem um bom advogado. Coincidentemente o mesmo advogado de Jacob Barata Filho. E se o apadrinhamento do casal filha e sobrinho não fosse ainda um forte motivo de se colocar em suspeição, esse seria. Não o fez.

Como notícia ruim corre rápido, um organograma produzido pela Procuradoria Geral da República mostra que o cunhado de Gilmar Mendes, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, é sócio de Jacob Barata Filho na empresa de ônibus Auto Viação Metropolitana LTDA. E mais do que sócios, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima são amigos íntimos, tratam-se por “irmão e compadre”.

Se o famigerado apadrinhamento e o fato de dividir o mesmo advogado não fossem ainda um bom motivo para se colocar em suspeição, convenhamos, esse seria. Mas também não foi.

Então, descobre-se que o escritório Sérgio Bermudes, onde trabalha Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes, prestou serviços para as empresas de outro empresário preso no mesmo esquema de Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).

Seguindo a mesma lógica utilizada quando Gilmar Mendes libertou Eike Batista, Guiomar Mendes seria “credora” do empresário, o que o Código de Processo Civil considera motivo para a suspeição de um juiz em seu artigo 135. Isso sim seria um motivão para se declarar suspeito, não? Mas também não foi.

Aí a perícia da Polícia Federal descobre o contato de Guiomar Mendes na agenda do telefone de Jacob Barata Filho, o que revela que o empresário não apenas tinha acesso à esposa de Gilmar Mendes, como revela que havia intimidade. Ninguém tem o telefone da esposa de um ministro do STF na agenda telefônica se não tiver liberdade de usá-lo, nem que seja em último caso. Nitroglicerina pura o suficiente para que Gilmar Mendes tomasse a máxima distância do assunto, se declarasse suspeito, passasse o processo adiante e nem quisesse saber do desenrolar da coisa.

O ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus e libertou Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela prisão preventiva de ambos reagiu e emitiu novo mandado de prisão com base em novos argumentos. Gilmar Mendes soltou de novo.

Gilmar Mendes não tem medo da opinião pública. Não se curva a ela.

Gilmar Mendes não tem medo do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, que nada faz contra sua atuação autoritária.

Gilmar Mendes não tem medo da imprensa.

Gilmar Mendes não tem medo quando é flagrado em grampo telefônico com um investigado pela Polícia Federal sendo solicitado a interferir numa questão política a fim de ajudar a convencer um senador a mudar seu voto.

Gilmar Mendes não tem medo nem de que pegue mal ter recebido 2 milhões de reais da tão encrencada JBS em 2017 para patrocinar seminário de seu instituto, IDP, em Portugal, além de patrocínio da outra encrencada Odebrecht.

Gilmar Mendes não tem medo de mudar seu voto ou sua interpretação da lei de acordo com o réu em questão, e é ele quem está por trás da eventual mudança de entendimento do STF sobre prisões após condenação em segunda instância. Já avisou que vai votar contra, e assim mudar o lado mais pesado da balança.

Gilmar Mendes não tem medo de que possa parecer estranho ser flagrado visitando o presidente da república fora da agenda de ambos após as 22 horas. E nem medo também que se ache estranho sua participação ativa na escolha da nova Procuradora Geral da República, que também foi flagrada numa dessas visitinhas noturnas fora de agenda a Michel Temer.

Gilmar Mendes não tem medo de absolutamente nada. Ou quase nada.

Gilmar Mendes só tem medo de barata.

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, 40% da população carcerária é formada por presos provisórios. São quase 250 mil pessoas presas sem nem terem sido julgadas em primeira instância. Gilmar Mendes e os outros ministros do STF não concederam habeas corpus ou liminares para livrar a cara de nenhum deles. São tratados como um ninho de baratas do tipo que não metem medo em juiz.

Mas parece que no tocante a Gilmar Mendes, uma espécie de barata causa pânico.

Por mais que a palavra escândalo já não cause o impacto que seu significado propõe, a atuação de Gilmar Mendes em favor de Jacob Barata Filho é um escândalo. Aliás mais um, o ministro vem colecionando vários. Mas vou ficar somente nesse.

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho com o sobrinho de sua esposa, Guiomar Mendes. Tirou foto com os noivos e com o pai da noiva. Isso, por si só, já seria uma recomendação ética para que Gilmar Mendes se declarasse em suspeição e passasse o caso adiante, evitando assim qualquer insinuação que pudesse advir do fato. Não o fez.

Mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal precisa contar com um advogado para suas questões particulares. E não deve ser difícil para um membro da mais alta corte do país, casado com uma advogada que atua numa importante banca brasileira, encontrar um bom advogado. E Gilmar Mendes tem um bom advogado. Coincidentemente o mesmo advogado de Jacob Barata Filho. E se o apadrinhamento do casal filha e sobrinho não fosse ainda um forte motivo de se colocar em suspeição, esse seria. Não o fez.

Como notícia ruim corre rápido, um organograma produzido pela Procuradoria Geral da República mostra que o cunhado de Gilmar Mendes, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, é sócio de Jacob Barata Filho na empresa de ônibus Auto Viação Metropolitana LTDA. E mais do que sócios, Jacob Barata Filho e Francisco Feitosa de Albuquerque Lima são amigos íntimos, tratam-se por “irmão e compadre”.

Se o famigerado apadrinhamento e o fato de dividir o mesmo advogado não fossem ainda um bom motivo para se colocar em suspeição, convenhamos, esse seria. Mas também não foi.

Então, descobre-se que o escritório Sérgio Bermudes, onde trabalha Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes, prestou serviços para as empresas de outro empresário preso no mesmo esquema de Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).

Seguindo a mesma lógica utilizada quando Gilmar Mendes libertou Eike Batista, Guiomar Mendes seria “credora” do empresário, o que o Código de Processo Civil considera motivo para a suspeição de um juiz em seu artigo 135. Isso sim seria um motivão para se declarar suspeito, não? Mas também não foi.

Aí a perícia da Polícia Federal descobre o contato de Guiomar Mendes na agenda do telefone de Jacob Barata Filho, o que revela que o empresário não apenas tinha acesso à esposa de Gilmar Mendes, como revela que havia intimidade. Ninguém tem o telefone da esposa de um ministro do STF na agenda telefônica se não tiver liberdade de usá-lo, nem que seja em último caso. Nitroglicerina pura o suficiente para que Gilmar Mendes tomasse a máxima distância do assunto, se declarasse suspeito, passasse o processo adiante e nem quisesse saber do desenrolar da coisa.

O ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus e libertou Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela prisão preventiva de ambos reagiu e emitiu novo mandado de prisão com base em novos argumentos. Gilmar Mendes soltou de novo.

Gilmar Mendes não tem medo da opinião pública. Não se curva a ela.

Gilmar Mendes não tem medo do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, que nada faz contra sua atuação autoritária.

Gilmar Mendes não tem medo da imprensa.

Gilmar Mendes não tem medo de ofender seus pares e órgãos do judiciário.

Gilmar Mendes não tem medo de jogar no lixo o dinheiro do contribuinte gasto durante todas as investigações em andamento.

Gilmar Mendes não tem medo quando é flagrado em grampo telefônico com um investigado pela Polícia Federal sendo solicitado a interferir numa questão política a fim de ajudar a convencer um senador a mudar seu voto.

Gilmar Mendes não tem medo nem de que pegue mal ter recebido 2 milhões de reais da tão encrencada JBS em 2017 para patrocinar seminário de seu instituto, IDP, em Portugal, além de patrocínio da outra encrencada Odebrecht.

Gilmar Mendes não tem medo de mudar seu voto ou sua interpretação da lei de acordo com o réu em questão, e é ele quem está por trás da eventual mudança de entendimento do STF sobre prisões após condenação em segunda instância. Já avisou que vai votar contra, e assim mudar o lado mais pesado da balança.

Gilmar Mendes não tem medo de que possa parecer estranho ser flagrado visitando o presidente da república fora da agenda de ambos após as 22 horas. E nem medo também que se ache estranho sua participação ativa na escolha da nova Procuradora Geral da República, que também foi flagrada numa dessas visitinhas noturnas fora de agenda a Michel Temer.

Gilmar Mendes não tem medo de absolutamente nada. Ou quase nada.

Gilmar Mendes só tem medo de barata.

 

Fontes pesquisadas:

Dados do DEPEN

Revista ISTOÉ

 

GILMAR MENDES, O INSUSPEITO

SUSPEITO É SÉRGIO MORO, O EFICIENTE.

Quem acompanha notícias já deve ter lido, visto ou ouvido o ministro do STF Marco Aurélio de Mello dizer que “vivemos momentos muito estranhos”. E ele tem toda razão. O que ele não diz é que parte dessa estranheza vem do próprio STF.

O que se espera de ministros de um tribunal supremo é um comportamento cuja dignidade seja também suprema, atendo-se à constituição e levando a sério a máxima do judiciário que diz que “processo não tem cara”. O que não é o caso de Gilmar Mendes.

Processos na mão de Gilmar Mendes tem cara, sim. E mesmo que ele tenha a cara de pau de negar que sua conduta favorece “os seus”, as evidências dizem totalmente o contrário.

E não são poucas:

  • Gilmar Mendes faz política;
  • Aconselha acusados e réus;
  • É flagrado em grampo telefônico com um acusado que lhe pede uma intervenção política junto a um senador;
  • Debocha de seus pares e dos titulares de outros órgãos do judiciário (contrariando frontalmente o Código de Ética da Magistratura);
  • Concede habeas corpus para pessoas com quem tem ligações, ou que tem ligações com clientes do escritório de advocacia onde trabalha sua esposa;
  • Concede habeas corpus para pessoas de quem foi padrinho de casamento da filha;
  • Muda de opinião e de voto, quando se trata de réus ligados a ele ou a seus interesses.

Gilmar Mendes não defende a constituição, função para a qual foi nomeado. Defende apenas seus interesses. E dos seus.

Talvez isso fosse suficiente para explicar seus comportamentos e votos. Mas tem mais. Gilmar Mendes tem um ego gigantesco. E esse ego está ferido desde que “um juizeco” de primeira instância, de nome Sérgio Moro, ascendeu ao cenário jurídico.

Entre os inúmeros incômodos causados pelo “juizeco”, estão os holofotes, que ao mesmo tempo iluminam sua eficiência e clareiam ao país a ineficiência do Supremo Tribunal Federal quando lida com causas ligadas a políticos.

A revista Congresso em Foco mostrava em agosto de 2015 que desde 1988 o STF havia investigado 500 políticos, e condenado apenas 16.

Em julho de 2017, conforme matéria do UOL, o juiz Sérgio Moro, 3 anos e meio após o início da operação Lava Jato, condenou 9.

A atuação do “juizeco” colocou a atuação do STF na berlinda, mesmo com todas as justificativas possíveis de serem dadas para tamanha lentidão e leniência da corte. Deve ter dado raiva num monte de gente.

E então voltamos ao ego de Gilmar Mendes, O Insuspeito. Deve ser difícil para um juiz com tantas aspirações ver a plateia suspirar por um “juizeco” de primeira instância e ser ver rejeitado por essa mesma plateia.

Provavelmente é intolerável para um ego como o de Gilmar Mendes ver um “juizeco” ganhar prêmios e reconhecimento internacional por sua atuação e pelo combate à corrupção.

Deve ser insuportável para um ego do tamanho do de Gilmar Mendes ver o “juiz caipira” ser convidado para tantas palestras, seminários, convenções e eventos que, antes, eram palco de juízes do STF, especialmente o dele.

Certamente é abominável para um ego midiático como o de Gilmar Mendes ter seu nome ligado apenas a notícias que rementem à ineficiência, favorecimento e clientelismo, enquanto um “juizinho coxa branca” leva todos os louros.

Mas Gilmar Mendes não é suspeito, não se considera suspeito para julgar nada. E ninguém tem nada a ver com isso.

Abaixo segue o artigo do Código de Processo Civil que trata da suspeição de um juiz. Mas parece que ele não serve para Gilmar Mendes.

 

O que é necessário para que um juiz se declare suspeito para julgar uma determinada ação?

Art. 135 – Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:

I – Amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;

II – Alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau;

III – herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes;

IV – Receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio;

V – Interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.

Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo.

NÃO SE ILUDA. A REFORMA POLÍTICA EM CURSO É NA VERDADE ELEITORAL. E ELEITOREIRA.

INVENTARAM AGORA O “DISTRITÃO MISTO”, PARA O ELEITOR ENTENDER AINDA MENOS O QUE ESTARÁ FAZENDO NA URNA.

Você lê sobre reforma política aqui, ali, acolá, mas o que está sendo reformado mesmo?

Senadores continuarão tendo 8 anos de mandato e os demais cargos eletivos continuarão a ter 4 anos. A reeleição está mantida. Não se falou um segundo sobre reduzir número de senadores ou deputados federais ou estaduais ou vereadores. E se deixar eles aumentam em vez de reduzir.

Partidos grandes já tentam, inclusive, recriar o financiamento privado de campanhas, fazendo parecer que a ameaça de criação do fundo partidário de 3,6 bilhões era apenas uma ameaça para que a sociedade aceitasse o retorno da doação de dinheiro das empresas como uma alternativa melhor.

Todas as questões e movimentos convergem para a reforma do sistema eleitoral, que é “onde a porca torce do rabo”.

Grande parte dos deputados e senadores sabem que se não for criado um modelo que iluda ou confunda os eleitores, a chance de não se reeleger é gigante. E sabem que mesmo com toda pirotecnia que inventem, esse risco ainda existe.

Com as desculpas mais esfarrapadas do mundo, partidos políticos correm ao TSE para trocar de nome. E não fazem por ideologia ou simpatia, mas pelo desgaste dos nomes das legendas, quase todas envolvidas com corrupção. Como se isso mudasse também o caráter dos políticos que as compõem. E não se assuste se daqui a pouco políticos começarem a mudar de nome também, pelo menos o nome

Tudo trata apenas de tentar criar artifícios que levem o eleitor a cometer erros nas próximas eleições, seja por votar num partido com novo nome, como se novo o partido fosse, ou votar de maneira que garanta aos rejeitados uma fórmula mágica de coeficiente eleitoral que os permita continuar roubando e, principalmente, que lhes garanta imunidade e impunidade, longe das mãos da justiça.

Resumindo, eles não querer reformar a política, só querem deformar mais ainda.