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CINCO MINUTOS PARA FALAR DE GILMAR MENDES. É PRECISO.

ELE FALA O QUE QUER, COMO QUER E PARA QUEM QUER E FICA POR ISSO MESMO?

Hoje Gilmar Mendes disse que o Procurado Geral da República é o profissional mais desqualificado que já passou pela procuradoria.

O inciso III da Lei orgânica da magistratura é cristalino:

Art. 36 – É vedado ao magistrado: Inciso IIImanifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.

Por que ninguém faz nada?

Por que as associações de magistrados, procuradores da república, e até mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal, de quem Gilmar Mendes debocha permanentemente, não fazem nada?

Por que ninguém aciona o Conselho Nacional de Justiça? Que, teoricamente, serve para conter abusos de magistrados, inclusive do STF?

Até quando o Brasil vai conviver com a empáfia desse juiz autoritário.

Até quando teremos que aturar esses pseudo-semi-deuses que se acham intocáveis pela lei e subjugam a inteligência da população?

Gilmar Mendes é digno de uma corte bolivariana, formada por juízes autoritários, cúmplices e acobertadores de bandidos que roubam o estado, esfolam a população e arrotam poder diante das câmeras de televisão.

Pode ser que Rodrigo Janot seja o mais desqualificado dos procuradores que já passou pela PGR. Mas certamente Gilmar Mendes é dos ministros mais desqualificados que já passaram pelo Supremo Tribunal Federal.

Se Gilmar Mendes quer fazer política, que tenha a dignidade, se é que conhece a palavra, de abandonar a toga e dar lugar para alguém tenha mais interesse nas questões do país do que nos conchavos com políticos corruptos, investigados e réus.

Gilmar Mendes é tão bandido quanto Michel Temer, Aécio Neves, Joesley Batista, Lula, e até, quem sabe, Rodrigo Janot se for bandido mesmo.

Ministro do Supremo Tribunal Federal não é político, não pode fazer política, e não pode e nem deve ser visto permanentemente ao lado de pessoas investigadas que ele possivelmente terá que julgar. E ele não vai se sentir impedido de fazer isso.

Alguém precisa parar Gilmar Mendes. Alguém precisa parar tudo isso que está aí.

GANHE QUEM GANHAR, O AMAZONAS PERDE DE TODO JEITO. E O BRASIL JUNTO.

O ELEITOR DO AMAZONAS PREFERIU “MAIS DO MESMO”. QUE ISSO SIRVA DE ALERTA PARA O BRASIL.

 

Afinal, Amazonino Mendes e Eduardo Braga não são exatamente adversários, como mostra essa foto na aliança feita por eles em 2014.

Desde 1983 o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus estiveram sob a gestão desses dois políticos em 8 ocasiões. Multiplicando 7 pelo período de 4 anos de um mandato, chegamos a 28 anos. Foram 20 nas mãos de Amazonino Mendes e 8 nas de Eduardo Braga, tendo sido este também vice-prefeito de Manaus por 4 anos, portanto 12 anos no poder.

E quando o Brasil clama por mudança e renovação, o povo do Amazonas escolhe ficar nas mãos dos dois políticos que estiveram à frente do poder no estado por 32 anos.

Será que esse eleitor não percebeu que grande parte da culpa pela situação do Amazonas é exatamente desses dois políticos? Aliás, uma parte ENORME.

Eduardo Braga segue senador, foi ministro e seu nome é sempre ventilado de maneira suspeita quando se falam de citações, delações de empreiteiras, além da suspeitíssima afinidade com Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer, Moreira Franco…. Responde a três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas e outro no Tribunal Regional Eleitoral.

Amazonino Mendes responde processos no mesmo Tribunal de Justiça do Amazonas por desvio de dinheiro público, valores que chegam (oficialmente, nunca sabe o montante real) a 127 milhões de reais.

Os partidos não tiveram coragem de renovar seus quadros por um Amazonas melhor, pelo clamor do povo por mudanças.

Rebecca Garcia que tentava correr por fora, não pode ser chamada de renovação. Em 2014 concorreu como vice de, vejam, Eduardo Braga, tendo sidos derrotados. Em recente declaração a candidata disse que o Brasil esqueceu o Amazonas e que isso sirva de lição para quem se preocupa com um volta Lula.

Ou outro candidato que sonhou ser renovação é José Ricardo, do PT. Ele afirmou, com razão, que o estado do Amazonas chegou nisso passando pelas mãos de Amazonino e Eduardo. Só esqueceu de dizer que o país passou pelas mãos de Lula e Dilma, e isso só fez aprofundar todas as mazelas não só do Amazonas, mas do Brasil.

É bom os cidadãos, que realmente querem um Brasil diferente, prestarem atenção nessas eleições do Amazonas. Mais do que um alerta, o que aconteceu lá pode ser o efeito Orloff que ninguém quer.

SE MICHEL TEMER TIVESSE SIDO HONESTO NA ENTREVISTA DESTE SÁBADO NO ESTADÃO…

…LERÍAMOS RESPOSTAS COMO ESSAS QUE NO PONTO DO FATO SE ATREVEU A DAR POR ELE. CONFIRA.

O Estadão deste sábado publica uma entrevista com Michel Temer, na qual ele fala sobre vários assuntos, entre os quais a saída de Rodrigo Janot e comportamento do governo em relação aos deputados da base aliada, que votaram contra o arquivamento da denúncia de corrupção feita pela PGR.

Michel Temer, obviamente, deu uma entrevista absolutamente institucional, aproveitando o palanque dado pelo Estadão para reforçar sua conduta de bom “rapaz”, sua honestidade, e que sua única e verdadeira preocupação continua sendo apenas o Brasil. Será?

No Ponto Do Fato republica as perguntas do Estadão e responde com a sinceridade que Michel Temer só terá diante de um juiz de primeira instância, se não melarem de vez a Lava Jato e o combate à corrupção ou se ele morrer antes. Confira cá e lá, ou lá e cá.

ESTADÃO – O sr. conseguiu derrubar na Câmara a denúncia de corrupção passiva, mas é possível que Rodrigo Janot apresente novas acusações. Como governar com esta espada na cabeça?

Pseudo-Michel Temer – É foda. É foda porque a gente sabe que não faltam coisas pra denunciar. E ele é um mala porque não dá sossego. É uma merda toda hora ter que ir na televisão com cara de que não sei nada sobre o assunto, me fazer de vítima e tentar diminuir o estrago. Muitas vezes me vejo repetindo Lula e Dilma. No meu caso nem é espada na cabeça, é um dedo ameaçando entrar no meu rabo.

ESTADÃO – Janot pediu que o sr. e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha sejam incluídos no inquérito do “quadrilhão” do PMDB. Como responde?

Pseudo-Michel Temer – Como toda quadrilha responde. Já botei meu emissários, capangas, subalternos e puxa-sacos pra tratar disso. Já convoquei meus advogados, meus ministros e meus juízes do STF pra resolver isso. Acho que não vai dar em nada.

ESTADÃO – A base aliada encolheu após as delações da JBS. Hoje o sr. não tem 308 votos para aprovar a reforma da Previdência. Como vai reaglutinar a base?

Pseudo-Michel Temer – Sem propina é complicado fazer isso. Antes a própria JBS ajudava nisso, agora veja, que situação. O pior estrago da delação da JBS foi revelar que muita gente não participava da distribuição da grana, por isso que estão contra mim. Cada um queria o seu quinhão, e quando descobriram que a gente levava sozinho pegou mal demais. A reforma da previdência, só a divina providência garante.

ESTADÃO – O sr. pretende fazer uma reforma ministerial para rearrumar a base?

Pseudo-Michel Temer – Não sei exatamente quando e como, mas o pau vai quebrar. Muita cabeça vai rolar no meu governo.

ESTADÃO – Não foi constrangedora a negociação de emenda em plenário no dia da votação?

Pseudo-Michel Temer – Minha cara, constrangedor é ser velho, ter uma mulher gostosa, vazarem fotos dela na internet e todo mundo duvidar que você dá conta do recado.

ESTADÃO – Mas no dia da votação, no plenário?

Pseudo-Michel Temer – Comprar deputado no plenário é a coisa mais comum que se possa imaginar. O deputado te faz uma proposta alta, sabendo que você precisa do voto dele. Vai pro microfone votar e fica olhando pra se recebe alguma sinalização de acordo pra decidir se fala sim ou não. O plenário sempre foi um enorme balcão de negócios, no atacado e no varejo

ESTADÃO – Como contar com o PSDB para outras votações sendo que o partido está rachado e praticamente metade da bancada votou contra o senhor?

Pseudo-Michel Temer – O PSDB é essa merda que todo mundo conhece, só tem chantagista lá também. Depois que o Joesley entregou o Aécio então a coisa piorou, porque viram qual é realmente a do PSDB. Então agora tem uma parte que quer se distanciar disso e se distancia do governo também. Não dá pra saber com quem e quando contar com o PSDB.

ESTADÃO – O sr. está magoado ou irritado com o PSDB? Vai dar um prazo para os tucanos decidirem se ficam ou saem do governo?

Pseudo-Michel Temer – Só se eu for louco. Estou empenhado em negociar um apoio mais expressivo pra que eles não saiam. Não tenho como dar prazo. Se eu puxar o assunto dessa maneira corro o risco de perder o pouco de apoio deles que ainda tenho. Tenho que engolir essa sacanagem e negociar caso a caso.

ESTADÃO – Dizem que o seu governo está refém do Centrão.

Pseudo-Michel Temer – Só do Centrão?

ESTADÃO – Parlamentares do Centrão ameaçam não aprovar a reforma da Previdência, caso o sr. não puna quem o traiu na votação de quarta-feira.

Pseudo-Michel Temer – O que eles estão fazendo é valorizar o apoio de quem votou com o governo. De verdade eles só usam os traidores pra aumentar o preço de seus votos. E pra continuar votando querem cargos, verbas e propina se possível, que anda difícil.

ESTADÃO – O sr. também está se referindo ao PSDB?

Pseudo-Michel Temer – Entenda isso. Parlamentar só quer duas coisa: dinheiro e poder. É a versão pão e circo deles.

ESTADÃO – Com essa crise, o PMDB terá candidato próprio em 2018?

Pseudo-Michel Temer – Com a crise resta saber se haverá PMDB em 2018. O partido não tem um nome limpo com chance pra se eleger. Veja aí que tem senador com medo de não ser eleito nem vereador na sua cidade. Sem chance.

ESTADÃO – Em setembro de 2015, o sr. disse a empresários que era difícil a então presidente Dilma resistir e chegar ao fim do mandato com uma popularidade tão baixa (à época 7% a 8%). O sr. tem agora 5%. Como conseguirá governar mais um ano e meio sendo tão impopular?

Pseudo-Michel Temer – Eu tô na mesma merda e diria até que pior do que ela. Dilma tinha esse índice baixo mas tinha o PT e sua militância ao lado dela. Eu não tenho, e ainda tenho o PT e a militância contra mim. Eu tô tentando, mas acho difícil eu resistir mais seis meses no cargo.

ESTADÃO – O sr. não tem receio de delações de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha?

Pseudo-Michel Temer – Eu “me ca go to do”. Tenho calafrios, pesadelos, crises de ansiedade… Muitas vezes perco até o efeito do Viagra.

ESTADÃO – Vai ter mudança na Polícia Federal?

Pseudo-Michel Temer – Eu coloquei o Torquato Jardim na justiça pra fazer isso. A pressão popular é grande, então estamos esperando ver se sai alguma notícia muito quente contra o Lula ou outro graúdo desses, aí mudamos quando o povo estiver distraído, igual fizemos pra soltar o Rocha Loures.

O sr. acredita que, com a entrada de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, haverá alguma mudança?

Pseudo-Michel Temer – Eu coloquei ela lá pra isso. Falei pra ela: “Raquel, esse combate à corrupção, não tem que manter isso” (risos).

ESTADÃO – E todas essas mudanças na PGR, na PF e no Supremo Tribunal Federal darão um novo rumo para a Lava Jato?

Pseudo-Michel Temer – O objetivo é apenas colocar a Lava Jato no rumo certo, nada além disso.

ESTADÃO – E qual é o rumo certo?

Pseudo-Michel Temer – Os arquivos dos tribunais em todas as instâncias. O que queremos é acabar com Lava Jato e toda e qualquer operação que nos coloque em risco. É isso que todos esperam.

ESTADÃO – Nas denúncias contra o senhor, acha que foi cumprida a lei?

Pseudo-Michel Temer – Se não tivesse sido cumprida a lei você acha que eu e todos os políticos estaríamos morrendo de medo? O problema é exatamente que estão cumprindo rigorosamente a lei e com isso nos colocaram na parede. Mas, como eu disse, não dá mais pra manter isso. Se a lei nos prejudica, mudamos a lei. Lei é para quem rouba chiclete e biscoito.

DEPOIS DO “TEM QUE MANTER ISSO” DE TEMER, O CONGRESSO QUER CPIs – COMO PARA ISSO

O QUE DEU CERTO NA CPI DOS CORREIOS FOI A PARTE QUE DEU ERRADO E REVELOU O MENSALÃO. O RESTO SAIU DE LÁ IMPUNE. INCLUSIVE LULA. INCLUSIVE AÉCIO.

Toda vez que o congresso se vê pressionado com alguma coisa, dá-lhe CPI. É CPI na Câmara dos Deputados e CPI no Senado investigando as mesmas coisas, ou então fazem a CPI mista de uma vez. O importante é criar CPIs e fingir que estão tratando de alguma coisa com a importância devida.

Ainda que se fizessem CPIs com algum propósito digno, seria impossível que alguma coisa pelo menos digna saísse das mãos desses políticos, a maioria sem dignidade nenhuma.

Parte do pagamento pelos votos a favor do arquivamento da denúncia contra Temer virá na forma de uma reforma política que atenda os interesses dos partidos clientelistas e fisiológicos; a bagatela de 6 BILHÕES DE REAIS num novo fundo partidário. E ninguém vai fazer uma CPI para tratar disso.

O caráter investigativo das tais Comissões Parlamentares de Inquérito, apesar do poder de investigar, condenar e até mandar prender, não os torna substitutos (muito menos isentos) do papel do Ministério Público e do Judiciário. Muito menos tem a qualidade investigativa e isenta da Polícia Federal. Foi, e continuará sendo, um foro com poder de melar investigações e proteger culpados.

Se a delação da JBS já deu o que deu tendo sido acordada diretamente com o Procurador Geral da República e homologada (e ratificada pelo pleno) por um ministro do STF, imagina o que pode sair de uma investigação conduzida por deputados e senadores diretamente envolvidos nela?

Chega de CPIs. Não temos que manter isso. E somos nós que financiaremos todos os custos extras que essas CPIs gerarão nas contas do congresso. Por meses e meses. Nós pagaremos mais essa conta.

Eles procuram sempre um jeito de “Como Parar Isso”. Nós precisamos fazer a mesma coisa.

CÂMARA DOS DEPUTADOS ARQUIVA DENÚNCIA CONTRA TEMER

OU OS ESCROTOS FORAM AO ESCRUTÍNIO

Sabe quando o time rival do seu joga contra um outro time que você também não gosta? Não há resultado que satisfaça. A vitória de um dos lados desagrada, o empate desagrada. O único resultado que desagrada menos é que o rival tenha perdido.

A votação pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer é um desses momentos. Não dá par se ter certeza de nada. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não tem vitória que agrade, não tem derrota que agrade, não há empate possível.

É um momento de tal constrangimento que não é possível ser simpático a um lado ou uma causa. Todos os resultados levam à consolidação da falência moral das instituições brasileiras, imoralidade que se expressa inclusive através do silêncio acomodado da população.

Ontem, a Câmara dos Deputados foi palco de um mercado aberto de votos, leilão de bancadas. O descaramento se compara ao que fez Gilmar Mendes na votação da cassação da chapa Dilma-Temer no TSE. Simplesmente jogaram as evidências no lixo em nome da tal estabilidade, que só significa manter o que está aí, quem está aonde está, e tudo fica bem.

A Câmara dos Deputados não representa o pensamento do povo brasileiro. Deputados que foram contrários ao arquivamento nem por isso representam a rejeição do povo por Michel Temer. São os mesmos que votaram a favor de Dilma nas mesmas circunstâncias. E os que foram favoráveis, pode verificar, votaram contra Dilma naquele mesmo momento.

Não temos representatividade. Os brasileiros não se sentem representados por nenhum dos poderes, sabem que estão todos contaminados de escrotos e escrutínios que servem apenas aos seus próprios interesses. E o Brasil não faz parte do rol de interesses. Só o que se pode tirar dele.

É lamentável poder esperar tão pouco de um país tão rico e de um povo que pode muito mais do que realmente tem vontade de fazer.

O SILÊNCIO DAS RUAS ELEGE TEMER PRESIDENTE DO BRASIL

A CÂMARA DOS DEPUTADOS FAZ O PAPEL DE ELEITOR E DE URNA

A disputa entre os que brigam entre as versões de que Temer foi ou não eleito pelo voto popular terá um fim hoje.

Mesmo você que faz parte dos 51 milhões de eleitores que não votaram em Dilma, e Temer, passará a ser responsável pelo próximo ano e meio de Michel Temer sentado na cadeira de presidente do Brasil. Pelo menos até a próxima denúncia.

A falta de povo nas ruas tem muitas explicações, que passam pela carência de uma liderança legítima e desaguam no mais puro desinteresse da população em geral com os destinos do país.

No filme War Machine, com Brad Pitt no papel de um general durão dos EUA que vai ao Afeganistão para pôr fim à guerra, uma determinada cena pode ser a explicação para muito do que acontece no mundo.

Disposto a convencer autoridades americanas a apoiar seu plano de pacificação do Afeganistão, o general Glen McMahon pede que um assessor afegão explique como funciona a política local, e diz algo assim “a população daqui não se interessa por eleições, só se interessa em saber se tem um presidente e se ele está bem de saúde, estando bem, para que mudar o presidente?”.

A falta de reação do povo brasileiro não deixa de ser igual a isso.

As ruas vazias, abandonadas aos escândalos, conchavos, gravações escandalosas, compras de votos, favorecimentos, liberação de verbas, atuação escandalosa de ministro do supremo tribunal federal na defesa de criminosos, aumento de combustíveis, aumento de impostos, aumento de eletricidade a caminho, corte de verbas da Polícia Federal.

Crimes de bilhões de reais que envolvem todas as esferas políticas no governo federal, nos governos estaduais e municipais estão deixando de ser investigados, e continuarão matando pessoas de fome, de acidentes nas estradas, por falta de atendimento médico em hospitais, por falta de saneamento básico, por falta do mais básico conceito de respeito à cidadania.

O Brasil não foi às ruas contra Temer.

O arquivamento da denúncia contra ele será o equivalente a uma eleição, legitimada pelo silêncio, e pelas mãos sujas de deputados que, apesar de tudo, continuam se vendendo como putas rampeiras em beira de estrada.

Que venha a próxima denúncia.

MICHEL TEMER ESTÁ ACABANDO COM A POLÍCIA FEDERAL. E NÓS CONTINUAMOS SÓ ASSISTINDO.

MINISTRO DA JUSTIÇA AVISA QUE A POLÍCIA FEDERAL NÃO TERÁ RECURSO PARA TODAS AS OPERAÇÕES

Em mais uma aparição digna de quem só conseguiu ser portador de más notícias para nós, povo, e boas notícias para eles, políticos, o Ministro da Justiça Torquato Jardim, num arroubo de ética e transparência, informou que a Polícia Federal NÃO TERÁ MAIS DO QUE OS 70 MILHÕES POR MÊS que o atual orçamento permite. Isso significa que as operações da PF deverão ser seletivas e com amplitude menor.http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ministro-da-justica-nega-esvaziamento-da-operacao-lava-jato,70001909234

Em meados de fevereiro, quando foi noticiado que Temer havia cortado 40% do orçamento da PF para este ano, vários lados saíram em defesa do presidente, inclusive delegados da própria PF. Até quem noticiou chegou a ser atacado por quem defendeu a mentira. E nada mais era do que mais uma mentira.

Com Torquato Jardim nada floresceu. Ele não faz jus ao sobrenome que tem. O nome correto e apropriado seria Torquato Cemitério, o que se comprova a cada movimento subterrâneo ou declaração estapafúrdia à imprensa. Ele foi pinçado do Ministério da Transparência para enterrar a Lava Jato, e usa para isso o que seus antecessores não tiveram coragem de usar, a caneta do presidente.

Com medidas de corte de investimentos, em poucos meses ele já causou mais estragos ao combate à corrupção do que José Eduardo Cardozo em anos à frente do mesmo ministério. E olha que ele tentou exaustivamente. Mas não usou a caneta de Dilma com tanto desperdício de tinta como faz Torquato Cemitério.

Não faz sentido que falte dinheiro para a Polícia Federal trabalhar.

Não existe explicação que possa ser lógica, razoável, justa, indicada, procedente, adequada, recomendada…

O que existe é a mais cristalina demonstração da intervenção direta do governo federal no processo de combate à corrupção.

Michel Temer interfere no processo de combate à corrupção como Dilma não fez, ou não conseguiu fazer. E faz isso com essa cara de pau toda por um único motivo: nós continuamos só assistindo.

 

ALDEMIR BENDINE PRESO. MAIS UM PETISTA NO XILINDRÓ!

MAS POR QUE GUIDO MANTEGA CONTINUA SOLTO?

Se por um lado podemos comemorar a prisão de mais um vagabundo que ajudou fortemente na roubalheira petista, não dá para não perguntar: mas cadê o Mantega?

Já é sabido, provado e delatado que Mantega era o pós-Itália, que era ele o interlocutor de Dilma com o empresariado, e que não roubou só para o PT ou campanhas eleitorais do partido, mas para ele próprio também. Aliás, é comum que transportador de mala comece a cobrar frete depois de certo tempo.

Então, fica difícil entender o porquê de prender um subalterno tão útil e não prender o chefe dele. E mesmo a própria Dilma.

O povo brasileiro está meio de saco cheio de ver figuras secundárias serem presas, sem que as lideranças expressivas que comandavam o esquema recebam as mesmas punições. Ok. O leitor ou leitora pode dizer que prenderam Palocci, Sérgio Cabral. Mas não colocaram a mão em mais ninguém que tivesse poder no PT, e o que estava preso, José Dirceu, agora perambula pelo país incendiando a militância.

Torcemos para que Aldemir Bendine fique preso por longos anos, e que não tenha a esperança de uma visitinha da Val Marchiori para levar cigarros, muito menos uma visitinha íntima dela. E que passe o resto da vida pensando nos 3 milhões que liberou para socialite, valor que pode vir a fazer falta para pagar um advogado bom, ou até mesmo para o sossego de sua família, que vai precisar.

Se cuide Mantega, se cuida Dilma, se cuidem Lula. Esse não vai demorar muito para abrir o bico!

MUITO ALÉM DOS 140 CARACTERES

O que será de um país que não reage?

Não reage o pobre porque diz que não sabe, não reage o rico porque sabe demais, não reage a classe média que prefere se fingir de pobre na atitude, mas cheia de riqueza na sabedoria.

Não reagimos porque não sabemos como reagir. Não fazemos a menor ideia.

Através das redes sociais, inundamos telas de computadores e smartphones expressando esperança, revolta, ódio, tristeza, bradando soluções e exigindo cabeças; mas falamos para nós mesmos, e isso acontece em todos os grupos sociais, não apenas nas redes.

Evangélicos falam para evangélicos, católicos para católicos, esquerdistas para esquerdistas, direitistas para direitistas, twitteiros para twitteiros, facebookeiros para facebookeiros, negros para negros, brancos para brancos, sem extrapolar o círculo que os envolve. Porque estamos esfacelados como nação.

E mesmo esfacelados, não reagimos.

O que vimos acontecer nessa sexta-feira, dispensa comentários sobre outros graves episódios da semana. Nada pode ser mais grave.

Não se tratou de impunidade. Não se tratou de corporativismo.

Assistimos, passivamente, a cada vez mais banalizada constituição federal ser rasgada ao vivo pela televisão e pela internet. Por um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e magistrado da casa há 15 anos.

O que vimos acontecer nessa sexta-feira foi o maior espetáculo de autoritarismo depois do famoso episódio no qual o General Newton Cruz humilhou um jornalista diante das câmeras, obrigando que o mesmo pedisse desculpas ali e depois o levando preso. É a isso que se compara a atitude de Gilmar Mendes.

O mesmo ministro Gilmar Mendes que há poucos meses defendia o combate ao que ele mesmo chamou de “cléptocracia”, fez deu seu aval à mesma no Tribunal Superior Eleitoral, carimbando, assinando embaixo.

Fica difícil dizer se é um problema de ego, de índole autoritária, de compromisso moral com os imorais, de falta de decoro, de quebra do código de ética da magistratura, de ato inconstitucional, de crime contra a pátria ou se apenas se trata de um canalha imoral cujo nome possa estar associado a algo mais do que apenas aliviar a canalhice dos outros.

E mesmo assim, tivemos um sábado pacífico, passivo, passado. Ainda não entenderam que indignação não é como jogo de copa do mundo que tem dia marcado para acontecer.

Uma coisa, penso eu, é irrefutável e creio que todos sabem, mesmo não reagindo: o Brasil não vai mudar se nossa indignação e desejo de mudança ficar restrito ao número de caracteres que uma rede social permite.

Todas são extremamente importantes. Mas chegou a hora de entendermos que precisamos ir além, nem que seja dos 140 caracteres.