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As leis no Brasil são feitas para quem? E a Constituição Federal?

As leis no Brasil são feitas para quem? E a Constituição Federal?

Do que adianta um conjunto de leis que não cumpre sua função? Para que servem leis que não promovem o cidadão socialmente, que são incapazes de garantir os direitos básicos fundamentais dos contribuintes que financiam o sistema?

Uma lei não está adequada à sociedade se ela não corresponde às demandas dessa sociedade. 

Hoje, seria possível impor uma lei que voltasse a proibir mulheres de frequentar tribunais usando calça comprida? Não. Ao mesmo tempo, conseguem impor leis que limitam drasticamente o espaço para fumantes e a sociedade aceita.

Em ambos os casos, a resposta está na evolução dos costumes, e as leis têm que acompanhar essa evolução, porque elas só existem para regrar e servir à sociedade.

Sob esse ponto de vista – que é meu, não é acadêmico, nem necessariamente certo, é a maneira como eu vejo a coisa – o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal representam o desvio funcional da representatividade legislativa e judicial em relação à sociedade que os sustentam.

Nós, brasileiros, ainda não temos a habilidade de protestar com o imperativo necessário, porque ele não se dá apenas com a voz ou a presença física. O protesto imperativo se dá pelo repúdio, que começa por nos negarmos a continuar financiando o vilipêndio da (porcaria da) Constituição Federal no pouco que ela tem de decente, em especial o Artigo 5°.

Temos visto abusos flagrantes em favor da bandidagem, praticados pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, e não conseguimos mais do que um bando de reclamações em redes sociais.

A falta de resposta convincente da sociedade apenas incentiva a continuidade das arbitrariedades, que não encontram freio, não encontram barreiras. Com a inexistência de opositores organizados, capazes de fazer algo além de reclamar depois do leite derramado, eles passam a atacar os pequenos focos de resistência, invocando um inquérito inconstitucional, sigiloso, e que atinge pessoas comuns que pensam e falam o que pensam.

Numa clara usurpação do cargo e do poder, Toffoli ainda caiu na tentação de solicitar dados sigilosos de 600 mil contribuintes, 200 mil pessoas físicas, 400 mil pessoas jurídicas, e teve que recuar. Fez ilegalmente, porque fez sem fundamentação jurídica alguma. Cometeu abuso de autoridade. Se viu, ou não, não importa. Teria sido apenas um terceiro crime. E ele não será penalizado nem pelos dois que cometeu.

Parlamentares são servidores públicos temporários. A reeleição, ou permanecia seguida deles, não muda isso. Já os magistrados são permanentes. E no caso do STF permanentes até demais.Os primeiros deveriam ser a mola mestra, através de um processo natural de renovação que deveria contribuir para renovar o pensamento e traduzir em leis as demandas da sociedade.

Acontece que não houve renovação significativa no parlamento. Senadores tornam-se caciques em seus estados. Muitos são reeleitos porque na política estadual também não há renovação significativa, assim como acontece nos municípios. O poder financeiro e o controle sobre as legendas de aluguel impedem que um concorrente de peso apareça. E no caso dos deputados estaduais, federais e municipais, o responsável pela mesmice é o quociente eleitoral.

Essa regra eleitoral foi colocada na Constituição Federal de 1988 por esses grupos de dominam a política nacional, e que, ao longo dos últimos 35 anos, foram responsáveis por nomear todos os ministros que se encontram sentados nas cadeiras amarelas do STF. 

Então, volto a perguntar: as leis no Brasil são feitas para quem?

O conjunto de leis, aplicações e interpretações das mesmas, não atende mais a sociedade contemporânea. O parlamento não evoluiu, o judiciário está involuindo. E nós, sem força de ir para frente, lenientes, sendo empurrados para trás, e financiando o próprio retrocesso.

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STF adia julgamento da 2ª distância. É a indiganção em 3 parcelas.

Ainda que o adiamento do julgamento do STF que pode acabar com a prisão após condenação em 2ª instância tenha sido adiado em função dos longos e muitas vezes enfadonhos monólogos de advogados e ministros, adiar a decisão final para 6 ou 7 de novembro funciona exatamente como a piada do “sua mãe subiu no telhado“. Uma espécie de crediário que divide a indignação do povo em 3 suaves prestações, enquanto as brigas do PSL e o óleo no nordeste distraem a atenção do que é importante.

E de retrocesso em retrocesso, o Brasil caminha para trás no combate à corrupção e à impunidade com menos resistência. Alguns se consolam dizendo que Deus está conosco, outros prometem se vingar não elegendo novamente os párias que ocupam o legislativo. Mas por mais indignado que o brasileiro se mostre verbalmente, essa indignação ainda não foi capaz de produzir aglutinações ou ações capazes de mudar os rumos das coisas. Claramente, dois dos poderes da República trabalham para que tudo volte a ser como “Dantes no quartel de Abrantes“. Mas ainda melhor.

E assim, com a colaboração de uma Constituição Federal feita com pegadinhas sob medida para facilitar a procrastinação e a prescrição de processos criminais de quem tem dinheiro para enriquecer advogados sem escrúpulos, sob a falácia do amplo direito de defesa, o Congresso Nacional e o STF criam, alteram e reinterpretam leis e jurisprudências e nos fazem retornar a um tempo em que viviamos sem esperança de ver o fim da impunidade.

Enquanto o governo federal sinaliza para o mundo que somos um país viável, voltando aos poucos a produzir empregos formais – quase 800 mil em dez meses – propondo reformas econômicas que impactam e já começam a produzir resultados atraentes e esperançosos, o legislativo e o STF sinalizam que, contudo, não somos um país seguro para investidores sérios.

Quem tem dinheiro não quer correr riscos num país cujos dois pilares da legalidade reduzem a “departamento de porão” um órgão como o COAF. Quem busca lucratividade não confia num país que tem tem leis como a Lei de Abuso de Autoridade que ameaça e algema as mãos da própria justiça, do Ministério Público Federal, da Polícia em geral e da Receita Federal, órgãos de estado, e que, se, de alguma forma, estão politizados foi por obra do aparelhamento promovido por quem nos levou ao buraco social no qual estamos.

A causa mais evidente da impunidade no Brasil está na Constituição Federal que é onde se determina todo o processo de como se ocupa cada cargo público na república brasileira, sendo ele eletivo ou concursado. Artigos tendenciosos, confusos, dependentes, carentes de passíveis de interpretações diversas; leis complementares que nunca foram criadas ou leis que nunca foram alteradas para serem adequadas à realidade da CF permitem que atrocidades jurídicas, teratológicas, como gostam os magistrados do STF, sejam cometidas sem que se tenha que dar satisfação para a sociedade.

Quando escrevi o artigo “Você saber o que é uma ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade?”, em 2017, a Constituição Federal, com seus 250 artigos e 80 emendas à época já havia sido questionada no STF 9470 vezes por ações diretas de inconstitucionalidade. “Esse absurdo é como se a constitucionalidade de cada um dos artigos e emendas tivesse sido questionado 28,69 em menos de 29 anos.”

A reversão do entendimento de que pode-se prender após condenação em 2ªa instância colocará novamente o Brasil como o único dos 196 signatários da ONU que não prende no máximo em 2ª instância, muito prendem direto na 1ª instância, pronto e acabou. Mas não é só isso.

O salvo conduto à impunidade que se dá com a revisão desse entendimento afastará investidores sérios, mas será um convite atraente a todo e qualquer picareta de qualquer parte do mundo que goste de cometer ilicitudes em grande escala. Mas não apenas os grandes tubarões. Qualquer um que tenha o crime como profissão encontrará acolhimento nas leis brasileiras. Recentemente uma quadrilha chilena foi presa no Rio. Segundo o delegado que atua no caso: Eles disseram que se forem presos roubando no país de origem, eles ficam cinco ou dez anos presos e não contam com progressão de pena. Aqui cumpre um terço e saí da prisão”.

Não podemos nos eximir da responsabilidade da falta de capacidade de reagir. Não faltam opções contundentes. Mas faltam coragem, atitude, enfrentamento, fatos novos que não sejam produzidos apenas por linhas de texto como estas ou as que escrevemos nas redes sociais. Falta que a indignação se torne insufrescência e nos obrigue a fazer alguma coisa.

Os resultados da decisão do STF serão determinantes para o enfrentamento de todo tipo de criminalidade. A Lei de Abuso de Autoridade põe sob faca afiada a ação dos agentes da lei. A Receita Federal está cerceada na maneira de colaborar no combate ao crime organizado. Com isso, ganham o tráfico de drogas, os assaltantes, os ladrões de carga, estupradores, pedófilos, homicidas, e, principalmente, prioritariamente, objetivamente, especificamente, os corruptos.

Não foi apenas a prisão em 2ª instância que subiu no telhado. A democracia subiu junto com ela. Mas, pior do que isso, a república já caiu do telhado.

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Moro passou o Brasil a limpo. STF e Congresso sujaram tudo de novo.

Se podemos dizer que Sérgio Moro fez o melhor que pode, podemos dizer que o STF e o Congresso Nacional estão fazendo o pior que podem.

Já não é mais possível prever o que 2 dos 3 poderes da república são capazes de fazer para tornar o Brasil um país ainda pior do que era até a Operação Lava Jato. Numa dobradinha completamente anti-republicana, um grupo de ministros do STF e lideranças do Congresso Nacional mantém a Constituição Federal em cárcere privado e obrigam que ela valide toda e qualquer manobra nas leis efetuada por eles.

Ministros do STF interpretam e aplicam a Constituição Federal da forma que bem entendem. Deputados e senadores desfiguram projetos de lei como o da Reforma da Previdência, o da Liberdade Econômica, o Pacote Anticrime de Sérgio Moro, o da Reforma Tributária, escrevem novas leis e reescrevem as antigas para re-facilitar a prática de corrupção, suas vidas e as tais interpretações dos ministros do STF.

Que país é esse? Com Sérgio Moro, pensávamos que a resposta, enfim, havia aparecido. Mas a verdade é que até hoje não sabemos a resposta.

Chegamos ao cúmulo de saber que Lula está determinando a maneira como quer sair da cadeia, assim como determinou a maneira de ser preso. Para sair ele exige um aval do STF com o qual ele possa estufar o peito e dizer que é inocente. Exige que sua saída não atrapalhe as ações protelatórias de suas defesas. Exige que o STF garanta que a prisão após condenação em 2ª instância seja revogada. Exige não usar tornozeleira eletrônica. Exige dormir na sua casa e não na cadeia. Exige que a sentença do tripléx confirmada em 3 instâncias seja anulada. Exige que a sentença do sítio de Atibaia em 1ª instância seja anulada. E o STF está providenciando.

O poder executivo assiste passivamente a isso tudo. Assiste, lenientemente, serem aprovadas leis como a Lei de Abuso de Autoridade e a Lei Eleitoral, veta artigos mas não tem base congressual e nem se esforça para se articular para manter os próprios vetos. Já derrubaram os vetos à Lei de Abuso de Autoridade e derrubarão também os da Lei Eleitoral. Nomeia Augusto Aras para a PGR, um notório crítico da Lava Jato, ligado à esquerda, amigo do petista Jaques Wagner, que em seu discurso de posse já disse a que veio.

Aonde está o compromisso inarredável do governo com o combate à corrupção? Aonde estão os militares que foram colocados no governo como uma espécie de garantia de que os dias de corrupção e impunidade tinham chegado ao fim? Até quando Sérgio Moro resistirá como único bastião da verdadeira justiça nesse país?

As ações do STF e do Congresso Nacional não estão encontrando resistência em parte alguma. Apenas metem a caneta no papel e danem-se todos. Um avaliza a canetada do outro, e se alguém começar a perguntar muito ou a reclamar demais, um inquérito ilegal e inconstitucional aberto por um ministro do STF cuida de punir quem falou, seja ele o cidadão mais comum do país.

Vivemos um tempo no qual o STF se põe ao mesmo tempo no papel de vítima, denunciante, investigador e julgador, sem que o Ministério Público Federal, Conselho Nacional de Justiça, Conselho do Ministério Público Federal deem sequer pitaco. Enquanto isso, o Congresso Nacional aplaude e colabora com leis que facilitam o trabalho do STF. E o governo fica calado internamente quanto às ações malignas dos dois poderes, mas vai no ONU reafirmar seu compromisso com o combate à corrupção. E diz que Moro permanece prestigiado.

Centenas de juízes e procuradores da república pelo país já estão deixando de cumprir seus deveres com medo dos efeitos da Lei de Abuso de Autoridade. Estão soltando presos e deixando de prender toda sorte de bandidos: estupradores, homicidas, traficantes de drogas, traficantes de armas, lavadores de dinheiro. Além disso, tiraram da justiça, e reduziram a substrato de pó de mico, a poderosa arma de inteligência que era o COAF.

A corrupção sistêmica que foi introduzida por Lula em 2003 foi escancarada. O que fazem agora o STF e o Congresso Nacional é a ressistematização da corrupção, um “upgrade” nas ferramentas anti-controles, anti-justiça, uma versão 2019 que se fosse um livro teria escrito na capa: Edição Revista e Ampliada.

Não existe saída para o Brasil com as pessoas que comandam o STF e o Congresso Nacional. Não existe. Acreditar que o combate à corrupção vencerá a guerra que está sendo travada é mero exercício de fé. Poucos brasileiros em posição de poder nessa nação tem a vocação de Sérgio Moro. E muitos tem a mesmíssima vocação de certos ministros do STF, senadores e deputados. Nada errado em pensar o mesmo sobre estados e municípios.

A ditadura da injustiça está se apoderando do Brasil, comandada da cadeia pelo ex-presidente mais corrupto que já passou democraticamente pelo comando de um país, de deixar ditadores de republiquetas com inveja. E não há instituição ou povo que se movimente por uma oposição firme a esse propósito. O estado está aparelhado de corruptos em todos os poderes e gabinetes, e qualquer um que seja minimamente honesto nesse ambiente está sendo sufocado pelo sistema.

Diante do cenário que temos no Brasil, ou o país pára agora e enfrenta de vez o sistema de corrupção que nos mantém escravos financiadores de corruptos, ou levará mais 50 anos para que um novo Sérgio Moro apareça disposto a passar novamente o Brasil a limpo.

Dizem as palavras de ordem que nossa bandeira jamais será vermelha. Mas não adianta nada ela continuar verde, amarela, azul e branco se a lama que a encobre não nos deixa ver suas cores.

Ou a gente lava essa bandeira, ou o trabalho de Sérgio Moro terá sido em vão.

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O Brasil sem Bolsonaro teria esse senhor na presidência.

Existe uma pauta trabalhada pela imprensa em conjunto com a esquerda, mais especificamente o PT e seus puxadinhos, para fazer a população acreditar que o Brasil de Jair Bolsonaro não está dando certo.

É um esforço hercúleo, e para isso não poupam nada que possa ser negativo à imagem do presidente. Se Bolsonaro pisar num chiclete isso vira tema para colunistas de todos os grandes jornais desfiarem teses e teorias conspiratórias psicológicas que dirão que a pisada no chiclete é um ato autoritário que representa o desejo de pisar no povo. Ou qualquer outra balela do gênero, a Globo não economizará especialistas.

O Brasil da imprensa e do PT só não é trágico porque não consegue deixar de ser muito cômico. O desespero é risível. Eu já falava sobre isso no artigo “Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT”. Assim será 2019, que você pode ler clicando aqui.

Para não se deixar contaminar, é preciso, porém, que a gente pense a partir de uma realidade fática, e não apenas olhando o momento como se ele fosse isolado ou não impactado pelo resto da história.

Em outubro de 2018, com sólidos 55.205.640 votos, 55% dos votos válidos, O Brasil, acima de tudo, disse não ao PT e à esquerda.

Milhões de votos recebidos por Jair Bolsonaro foram contra o PT e tudo o que ele representou e ainda representa de ruim para o Brasil.

Então, quando alguém questiona e incentiva o sentimento de arrependimento naqueles que votaram em Bolsonaro, o faz sem considerar o que teria sido do Brasil caso o eleito tivesse sido Fernando Haddad.

Se o PT tivesse ganho a eleição, Lula já estaria solto. Mais do que governar o Brasil essa era a grande meta do PT. Além de solto, Lula estaria interferindo na política econômica do Brasil, teria nomeado todos os ministros.

Se fosse Haddad o presidente, o STF já teria acabado de vez com a Lava Jato e com a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Sérgio Moro teria abandonado a magistratura da mesma forma, mas para sair do país, porque seria impossível que ele tivesse paz sob um novo governo petista.

Um novo mandato petista teria condecorado Nicolás Maduro e denunciado Juan Guaidó na ONU como subversivo e antidemocrático. O Brasil estaria ainda mais alinhado ao lixo socialista mundial e a esquerda teria ganho uma sobrevida na América do Sul.

Com Haddad no poder Cesare Battisti jamais teria sido entregue à justiça italiana e admitido seus crimes.

A Petrobras já estaria novamente sendo loteado entre os amigos e os amigos dos amigos, não estaríamos vendo uma reforma trabalhista tramitando no Congresso Nacional, e nunca, em momento algum, ouviríamos falar de um pacote anticrime tão bem elaborado e funcional no combate à corrupção e à impunidade.

O Congresso Nacional provavelmente estaria debatendo temas importantes como o sexo de anjos gays, ou proibir pais e mães de colocar roupas rosas ou azuis nas crianças na maternidade.

Se a esquerda tivesse ganho, os gays protagonistas da Golden Shower no carnaval teriam sido condecorados com medalhas na Câmara de Vereadores do Rio, na ALERJ e no Congresso Nacional, e ambos teriam tirado fotos com Gleisi Hoffmann fazendo o “L” com os dedos.

E se você ainda não achou ruim o suficiente, três coisas podem fazer você pensar melhor:a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais; Renan Calheiros seria presidente do Senado e Rodrigo Maia continuaria sendo o presidente da Câmara dos Deputados.

a) se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente Jean Wyllys continuaria no Brasil e exercendo o cargo de deputado; b) se o PT tivesse ganho a eleição você já teria perdido de vez toda a liberdade de expressão que ainda tem nas redes sociais.

Para pensar no Brasil sem Jair Bolsonaro é preciso pensar no que seria o Brasil com Fernando Haddad. E não fui a fundo em nenhuma questão e nem citei questões como saúde e educação.

O que existe no Brasil é uma extensa pauta para criar a falsa imagem de desgaste de Bolsonaro, criar intrigas dentro do governo, e a imprensa é o grande agente desse processo que visa desmoralizar, desinformar e deformar o pensamento e a percepção das pessoas.

A imprensa brasileira está a serviço da desmoralização do Brasil em todos os aspectos, sendo a maior fomentadora e divulgadora das notícias negativas que ela mesma cria através da promoção de intrigas, fofocas e fake news. Sim, a imprensa é a maior criadora e divulgadora de fake news, e faz isso desde que você e eu nos conhecemos por gente, porque faz para quem paga mais.

Jair Bolsonaro não era o presidente dos sonhos do Brasil inteiro. Mas de 55% de quem votou no segundo turno. O resto foi derrotado. O lulopetismo foi derrotado, a esquerda foi derrotada, a imprensa foi derrotada. E eles vão ter que aprender a respeitar que Jair Bolsonaro é e será o presidente do Brasil nos próximos 4 anos.

Qualquer coisa fora disso é choro de perdedor. Ou golpe.

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PT sabe que perdeu o discurso no Brasil e partiu para o exterior.

Qualquer pessoa que se julgue minimamente inteligente e tenha votado na esquerda deveria estar se perguntando: onde estão os tanques de guerra? Cadê o massacre às minorias, a perseguição aos negros, a disparada da violência contra a mulher? Quem são os primeiros torturados do país? Quantos movimentos sociais já foram atacados pelas forças de segurança?No mínimo a pessoa deveria se perguntar quando tudo que o PT e a esquerda disseram vai começar. Mas ninguém pergunta nada. Já mudaram a pauta, porque era tudo mentira.

Os únicos episódios de violência vistos desde 1° de janeiro de 2019 aconteceram no Ceará. E quem promoveu foi a bandidagem e não as Forças Armadas. O governador do Ceará deu folga para 40% do efetivo policial do estado exatamente antes do momento da deflagração da violência. Depois pediu ajuda ao governo federal, aquele que tem a Força Nacional e cujo presidente tem o poder de decretar uma intervenção federal em qualquer estado da União. O PT sonhou com a intervenção. Pararia o Congresso Nacional, interromperia o avanço das medidas do novo governo, especialmente as de combate a corrupção. Mas Jair Bolsonaro não caiu nessa. Mandou a Força Nacional e ficou nisso.

31 de janeiro de 2019, e o PT agora fala de Flávio Bolsonaro, mas não fala de André Ceciliano. O PT agora é contra a reforma da previdência, parou de ameaçar os LGBTs et caterva. A preocupação do PT agora é o desastre de Brumadinho, a deserção de Jean Wyllys, a diplomacia em relação à Venezuela e a Palestina, a eleição da Câmara dos Deputados, os pedidos de Lula e Dilma de indenização como anistiados políticos, nada de negros ou mulheres espancadas. O PT e a esquerda agora estão preocupadíssimos em acabar com a secretaria de segurança criada por Michel Temer para o combate ao crime organizado. Além da população que sofre por falta de moradia, saneamento básico, segurança pública, educação, trabalho e saúde, não há novos torturados no país, só o povo de sempre.

A mídia com a qual o PT sempre contou para alastrar suas mentiras já não desempenha o mesmo papel. Mas não porque não queira, ou não tente. É que já há muito menos gente imbecilizada no Brasil de 2019. A revista semanal de maior circulação no país teve uma queda de 400 mil exemplares. As pessoas pararam de ler mentiras. Perceberam que a verdade as vezes está num blog que recebe 40 visitas por dia e não em um jornal de grande circulação que tenha 1 milhão de exemplares. O povo parece ter aprendido que as grandes emissoras de TV têm o poder de dar a notícia, mas não tem o direito de distorcer os fatos para corromper mentes preguiçosas e mais minimamente inteligentes do que pensavam.

O PT perdeu o Brasil porque perdeu o discurso junto à imprensa e nisso está perdendo também a sua própria militância. Tem gente que ainda defende porque tem vergonha de assumir a realidade; tem gente que ainda defende porque realmente não entende nada de coisa nenhuma e nem quer entender; e tem gente que defende por pura canalhice mesmo. Mas todo mundo sabe que defende o indefensável. Lula é indefensável.

Não há mais o que dizer no Brasil para defender Lula e o PT. O negócio agora é ir para o exterior tentar criar o “Novo Mandela”, e isso já está funcionando a pleno vapor.

Jean Wyllys foi o primeiro mentiroso oficial patrocinado pelo PT e pela esquerda que fugiu (fugiu mesmo) para a Europa para contar seu conto de cinderela gay com ataques de pânico. O objetivo disso é apresentar ao mundo um Brasil vivendo em estado de exceção.

Jean Wyllys e sua família sofreram graves ameaças e o ex-deputado não se sentia mais seguro. Para tentar provar o risco que corria endossou o enredo que tenta desesperadamente ligar a família Bolsonaro aos milicianos acusados de participar do assassinato da ex-vereadora Marielle. Isso seria um indício de que ele era o próximo da lista. Não quis ser mártir morto e resolveu continuar vivo recebendo dinheiro do contribuinte para contar mentiras no exterior. Contudo, ele foi embora e a família ficou. A família pode morrer? Ou, de verdade, ele destina à sua família o mesmo apreço que demonstra pela instituição familiar nos absurdos projetos que defende?

É bom frisar isso: Jean Wyllys foi para a Europa para falar mal do Brasil, da justiça brasileira, remunerado pela Câmara dos deputados. Aquele que cuspiu em Bolsonaro, que destilou ódio, que tem 12 coincidências que o ligam a tentativa de assassinato de Bolsonaro, é vítima.

Para o lugar de Jean Wyllys chega David Miranda, o ativista gay que vive com o jornalista americano Glen Greenwald, ativista de esquerda que vive no Brasil para falar mal do Brasil no exterior. David Miranda também é do PSOL e teve um episódio no qual foi preso em Londres de posse de documentos obtidos com Edward Snowden, aquele americano que roubo documentos secretos americanos e foi se esconder na Rússia para não morrer. David Miranda foi acusado de terrorismo pelo governo inglês.

Com David Miranda dentro do Congresso Nacional, seu comparsa, amigo e amante Glen Greenwald ganha acesso liberado aos corredores do parlamento, o que significa que agora ele não apenas falará mal do Brasil no exterior como fará isso de dentro do próprio Congresso, quando eu e você estaremos pagando os custos. Em resumo, Greenwald ganhou um gabinete na Câmara dos Deputados com todos os custos pagos por nós.

O ex-chanceler Celso Amorim, que durante os anos petistas dirigiu a diplomacia brasileira é outro indo morar na Europa. Mais uma célula com trânsito na diplomacia internacional, especialmente de esquerda, escalada para disseminar a tese de que o mundo tem um “Novo Mandela”. Além dele, artistas e pseudo-intelectuais de esquerda tem saído do Brasil para diversas partes do mundo e levam na bagagem a cartilha de ‘Como falar mal do Brasil no exterior’. Do vitimismo ao “Novo Mandela”.

Além deles, a defesa de Lula não se cansa de passar vexame. Aqui no Brasil a justiça nega praticamente todas os pedidos que são feitos. Não sei a taxa de negação, mas deve passar de 95%. A defesa de Lula não ganha nem na purrinha. Lá fora as ações junto a ONU só geraram notícia e falsos resultados. A ideia de que um departamento “que fica debaixo da escada” de algum organismo da ONU possa ser maior que a Constituição Federal Brasileira é caso de internação. A OAB deveria cassar a carteira de um advogado desses para não comprometer sua própria imagem no exterior.

A recorrência em utilizar a ONU como plataforma do “Novo Mandela” há muito já deveria ter recebido um basta da comunidade internacional. A ONU, que já serve para pouca coisa efetiva, tem casos de injustiças reais que verdadeiramente merecem atenção, pois tratam de dor, de escravidão, de genocídios como o que promove Nicolas Maduro, amigo de Lula, na Venezuela. Chega de patrocinar causas falsas e perdidas.

Lula não tem semelhanças com Nelson Mandela. Se vier a ter um dia será o tempo que ambos passaram na cadeia. Acima de tudo, Lula tem uma diferença abissal em relação a Mandela. Lula sempre pensou apenas em Lula. Mandela pensou de verdade no povo dele.

O Brasil precisa começar agora a apresentar uma agenda positiva ao mundo, a despeito da agenda negativa que a esquerda promoverá aqui e lá fora. O que a esquerda se propõe como oposição é não permitir de maneira alguma que haja fatos positivos no governo Bolsonaro. Para isso tentarão empatar todas as medidas que o governo apresentar ao Congresso Nacional, pois sabem que todas darão o resultado e farão o Brasil crescer e o discurso petista perder a credibilidade inclusive lá fora.

Além do trabalho no Congresso Nacional, a agenda da esquerda conta com greves, invasões de terras pelo MST, de imóveis privados pelo MTST, de mentes pelas universidades ainda dominadas por petistas, torcendo a cada evento para que um grupo de soldados vestidos de verde apareçam e façam muitos cadáveres que serão espalhados pelo mundo pela mídia.

O Brasil precisa reagir e Lula precisa ser enviado a um presídio, como acontece com todo preso na situação dele. Já foram 10 meses de hotel 5 estrelas com direito a visitas íntimas 24 horas por dia em uma dependência da Polícia Federal. A última panaceia enfatiza a necessidade urgente de dar ao ex-presidente a condição de atual e futuro presidiário. São mais 7 processos tramitando na justiça, sendo que dois deles devem ser sentenciados no máximo em 60 dias e não parecem oferecer a menor chance de absolvição. Pelo contrário, sentenças duras serão dadas e Lula será cada vez menos defensável e mais tóxico para qualquer um que tenha sua imagem ligada a dele.

Precisamos urgentemente de uma mudança no comportamento do topo do judiciário brasileiro, esse sim o grande responsável pela penúria jurídica que vivemos e por ainda existir tanta impunidade nesse país. São ministros do STJ relacionados a vários escândalos de propinas, alguns delatados, são ministros do STF rasgando a Constituição Federal, protegendo corruptos e notórios bandidos e posando para as câmeras de TV como poços de moralidade e isenção de tarde e frequentando reuniões de trabalho e sociais com investigados e réus à noite, algumas acontecendo em garagens subterrâneas quando todo mundo acima da terra teoricamente está dormindo.

Não dá mais para vivermos de versões, nem aqui, nem lá fora. E para dar combate a isso nós, brasileiros, temos que divulgar a agenda positiva do nosso país e não ficar apenas replicando com comentários o que apresentam de negativo. Temos que exigir que a justiça seja aplicada com a devida igualdade a todos, e Lula será um ótimo exemplo quando for transferido para um presídio, onde é lugar de presidiário ficar. Se isso for feito sistematicamente com todos, não vai demorar muito para que Lula seja visto apenas como um ex-presidente corrupto que foi preso. Será uma boa demonstração para o mundo de que estamos virando um país sério.

Só pra lembrar, já faz tempo que eles falam mal do Brasil. E nem tem preocupação em negar que mentiam.

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Políticos atuais praticam tática de terra arrasada para o Brasil em 2019.

Os três poderes estão fazendo o pior do melhor jeito que conseguem. O Brasil de 2019 é um campo minado.

Não satisfeitos em esvaziar o caixa e diminuir ainda mais as condições para que esse caixa comece a ser recuperado, deputados e senadores, presidente da república e ministros do STF, estão alterando também as leis penais do país. Seja por meio de criação ou alteração de lei, por indulto presidencial, ou, quando nada der certo, por entendimento do Supremo Tribunal Federal, porque aí ninguém fala mais nada.

De prático, o que esses poderosos de plantão estão fazendo é exatamente o exercício do poder que ainda detém. Estão ignorando a lógica, a demonstração da insatisfação com a política através do resultado eleitoral, a rejeição a tantos nomes conhecidos e envolvidos com corrupção. Michel Temer ignora isso. Eunício de Oliveira e Rodrigo Maia ignoram isso. Os 11 ministros do STF ignoram isso. E o que vale, como ordem, é a palavra deles.

Para quem não conhece a definição exata de “terra arrasada”, é uma tática, muito usada na Segunda Guerra Mundial, na qual se retira todas as pessoas de um determinado local e destrói tudo para que o inimigo encontre um ambiente completamente arrasado do qual não aproveite nada. O aumento do judiciário faz isso com as contas públicas. As recentes pautas bombas aprovadas pelo Senado e sancionadas por Michel Temer fazem isso.

Pelos próximos três meses dirão que será impossível organizar uma manifestação de rua. Tem natal, ano novo, férias escolares, recesso do judiciário, recesso parlamentar, posse de novo presidente, posse do novo parlamento, posse de governadores, deputados estaduais, IPVA, material escolar, IPTU, carnaval… não existe a menor possibilidade de interromper um desses eventos ou custos para fazer manifestação contra essa corja.

Então, em março, quando der para organizar algo, mais no fim do mês, claro, o Brasil descobrirá que Lula e mais dezenas de corruptos envolvidos com a Lava Jato foram liberados da cadeia com a ajuda do indulto de Temer, dos votos do STF e com os votos de gratidão de mais de 50% do Congresso Nacional.

Não vai adiantar organizar mais nada. E nem vai adiantar.

É inconcebível que durante o intervalo entre a eleição e a posse o Congresso Nacional e a Presidência da República não tenham seus poderes limitados por lei. Primeiro, o prazo entre uma coisa e outra é muito grande. Presidente e governadores levam cerca de 60 dias para tomar posse. Parlamentares levam cerca de 90 dias. Enquanto isso os não reeleitos continuam a legislar com toda a desenvoltura de sempre, e agindo contra seus adversários.

Parece cada vez mais óbvio que o Brasil precisa de uma nova constituição. Nossa atual Constituição Federal já nasceu corrupta, feita por corruptos para, antes de mais nada, protegê-los. Na Constituição Federal de 1988 os direitos sociais são confundidos com direitos sindicais e o assistencialismo é a moeda de troca para que o estado se mantenha na tutela da cidadania e a mantenha dependente e ignorante.

É a Oitava Constituição do Brasil, e ainda não conseguimos tirar o país das mãos desses vermes que impedem que nosso desenvolvimento social e financeiro. Continuamos a ser o país do futuro, um futuro que esses bandidos comuns, com mandato ou com toga, continuam querendo impedir que aconteça, porque eles terão que pagar por todo o atraso que causaram ao povo enquanto enriqueciam e viviam nababescamente.

A cada dia que a posse de Jair Bolsonaro se aproxima, seu governo vai ficando cada vez mais amarrado, mais minado, com a margem de manobra cada vez mais reduzida, portanto, passível de oferecer poucas melhoras visíveis no primeiro ano. E o objetivo dos inimigos do Brasil é exatamente esse, que Bolsonaro tenha um 2019 conturbado o suficiente para que as críticas – que já estão aí, que virão – ganhem eco na população.

O Brasil deveria parar. Agora. Demonstrar com veemência que não aceita mais acordos escandalosos como esse que envolveu o aumento do judiciário e o indulto de Michel Temer, e que envolve também a liberdade de Lula e a revisão da prisão após condenação em segunda instância, com o que Rosa Weber já adiantou essa semana que apoiará, portanto, já indicando que um novo 6 a 5, agora favorável aos bandidos, deve prevalecer.

Mas o Brasil não vai parar, porque não somos povo para isso. Vamos enfrentar a adversidade ao invés de simplesmente evitá-la. Vamos vivenciar um grave problema quando poderíamos apenas impedir que ele acontecesse. Seremos vítimas da terra arrasada, porque optamos por apenas assistir enquanto a arrasam. Também somos bons na arte de fazer o pior contra nós mesmos.

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Indulto da corrupção só está virando realidade porque nós deixamos.

Em vários de meus artigos citei a ideia do brasileiro de que a solução para o Brasil está em terceirizar o problema para um juiz de primeira instância, para a Polícia Federal ou para um candidato à presidente. Acontece que o mecanismo continua a funcionar, e o indulto de Temer, lembremos, editado e vetado em 2017 – acreditem – é a resposta do sistema no seu derradeiro momento de se auto proteger. Ou fazem isso até 31 de dezembro no caso dos executivos, ou no mais tardar 31 de janeiro, no caso dos legislativos.

Porém, enquanto o derradeiro fim não vem, canetas estão histéricas nos gabinetes de Brasília, doidas para assinar medidas provisórias, projetos de leis, leis complementares, habeas corpus… esses então nem se fale.

Não há nenhum indulto, falemos sério. Isso é a maior pilantragem da face da terra. Um bando de bandidos sem vergonhas dando canetadas em benefício próprio, rasgando constituição, lei, norma, regimento, e qualquer outra designação que possa se referir a manutenção da lei e da ordem como diz a Constituição Federal. O que Temer e o STF estão fazendo com esse indulto é uma imensa “cagada na cabeça” do povo brasileiro. E aí é que vem o detalhe: o povo merece. Merece porque não faz nada para não merecer. A imensa maioria vota mal e porcamente e só vota porque a lei obriga.

Acontece que quem tem capacidade de entender os acontecimentos, ver o quão nojento é o funcionamento desse mecanismo, também não faz nada. A classe média, apossada por um profundo sentimento anti-petista que foi capaz de eleger Bolsonaro, voltou para casa certa de que já tinha feito sua parte, tal qual fez após o impeachment de Dilma. O comodismo e a omissão do povo brasileiro são responsáveis por esse indulto de Temer.

Os ministros do STF estão pagando a conta do aumento salarial concedido (extorquido?) pelo Congresso Nacional e pelo Executivo. É apenas isso que está acontecendo. E que se dane a lei, que se dane o Brasil, e que se dane ainda mais o povo brasileiro.

Se aprovado o indulto pelo STF, como tudo indica, o dia 29 de novembro de 2018 entrará para a história do Brasil com o mesmo desprezo pela Constituição Federal que esse mesmo STF, na pessoa do seu então presidente, ministro Ricardo Lewandowski, teve ao fatiar o impeachment de Dilma Rousseff garantindo a ela seus direitos políticos.

O provável placar de 7 a 4 a favor do indulto de Temer deixará claro para o povo brasileiro quem está ao lado de um novo Brasil e quem defende o Brasil da impunidade e da corrupção, dos lavadores de dinheiro, dos assaltantes do dinheiro do contribuinte.

O indulto de Michel Temer será uma significativa pá de cal na Lava Jato e na própria ideia de justiça no Brasil. Fica difícil não ter ideias mais extremistas ao ver que o mais importante órgão da justiça brasileira apenas abençoa corruptos, bandidos e ladrões.

O mais triste disso tudo é saber que só acontece porque nós deixamos, porque nós não temos a capacidade de nos mobilizar espontaneamente para parar esse país. E quem tem nesse momento não tem coragem de fazer.

Um Jair Bolsonaro sozinho não faz verão.

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Bolsonaro implodiu a estrutura do poder. O (ainda) congresso dá o troco.

Não ia ficar barato para Jair Bolsonaro. Implodir é o termo que penso mais adequado para o tipo de dano que ele causou na centenária estrutura de poder da república brasileira. A explosão foi de dentro para fora, atingiu fortemente o Senado e razoavelmente a Câmara dos Deputados. As pautas bombas, além de outras coisas que ainda estão por vir, são parte dos estilhaços que se espalham para todos os lados, acertando principalmente o próprio Bolsonaro.

A aprovação do aumento do judiciário, um buraco de 6 BILHÕES DE REAIS em efeitos cascata, ou seja, ao aumentar o salário do STF todos os juízes dali para baixo recebem o mesmo aumento. E assim também o Ministério Público Federal. Eu disse efeitos cascata, no plural mesmo, porque além dos aumentos que impactam as carreiras de cima para baixo, outro efeito cascata é a contaminação pelo desejo de receber aumento que se espalha por toda a administração pública.

A atitude de Eunício de Oliveira, um corrupto milionário, merecidamente rejeitado pelos eleitores do seu estado, agiu como bandido ao pautar a aprovação do reajuste do judiciário, merecedor de um processo por lesa pátria. Foi antipatriótico o que Eunício de Oliveira fez. Foi antipatriótico o que fizeram os demais senadores que votaram a favor, como também foram antipatrióticos os senadores que não estavam no plenário na hora da discussão, mesmo que saíssem perdedores.

Nomes como Ana Amélia, Lasier Martins, Álvaro Dias, este até um mês atrás, em campanha, fazia discursos contra a corrupção, contra a impunidade, contra a irresponsabilidade administrativa do país. Cada qual com as devidas desculpas dadas pelas respectivas assessorias, como se isso resolvesse alguma coisa.

Usar a caneta como arma de vingança não é covardia contra Bolsonaro, mas contra um país inteiro que expurgou muitos desses senadores exatamente por terem sido eles causadores, cúmplices e beneficiários de toda a irresponsabilidade que já foi pratica nesse país, assim como muitos deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

O Congresso Nacional, a fim de não colaborar com o governo Temer (muito menos com Bolsonaro) já vinha aprovando pautas bombas que impactam as contas públicas em vários bilhões. Em julho mesmo já tinham aprovado um impacto de 2 BILHÕES de reais. Antes da eleição outro pacote de 8,2 BILHÕES de reais e agora mais 6 BILHÕES de reais com o reajuste do judiciário. A conta mais uma vez vai cair no colo do contribuinte, mas o verdadeiro rombo que essas leis provocam é no futuro do Brasil.

É preciso reduzir ao máximo o tempo entre a eleição e a posse dos políticos eleitos. Na Congresso Nacional a posse é só em 2 de fevereiro do ano seguinte à eleição, se dá ao final do recesso parlamentar. Mesmo assim, entre eleição e recesso há pelo menos 1 mês e meio, tempo suficiente para que senadores e deputados federais derrotados “liguem o foda-se” e causem danos irreparáveis ao próximo governo.

A posse do presidente, mesmo sendo dia 1° de janeiro do ano seguinte à eleição, portanto apenas dois meses da eleição, de fato, não muda a necessidade de que esse tempo seja reduzido. O presidente em fim de mandato também continua com a caneta na mão e com total autoridade para fingir que não viu o tamanho do “foda-se” que uma proposta como essa do reajuste do judiciário vai causar ao país e, especialmente, à gestão de seu sucessor.

Soma-se a isso tudo o fato de que o presidente da república atual, diversos ministros, 32 senadores e 168 deputados federais respondem a inquéritos no STF, ou responderão em instâncias inferiores quando perderem seus mandatos, fazendo que a concessão de reajuste para o judiciário possa, quem sabe, causar simpatia à magistratura quando essa for tratar dos processos dessas pessoas.

Sem enrolação, o que está acontecendo é ao mesmo tempo uma sabotagem ao governo de Jair Bolsonaro e um cala boca para o judiciário, especialmente para os ministros de tribunais superiores. A reivindicação dos magistrados por aumento de salário é no mínimo imoral. Segundo – acreditem – o futuro ex-senador (amém) Roberto Requião, só no Paraná “600 juízes receberam em setembro mais do que 60 mil reais“.

Ou seja, o pé direito do teto salaria do funcionalismo público não tem a mesma altura para todos. E deve ser difícil encontrar juízes que realmente ganhem somente o valor estabelecido por lei. Os penduricalhos continuam sendo altamente interessantes.

O problema é que a conta está ficando caríssima, e não se sabe do que esse Congresso Nacional ainda é capaz de fazer contra o futuro governo de Jair Bolsonaro tendo ainda pouco mais de um mês com a caneta na mão. Muito menos dá para arriscar o que pode fazer Michel Temer, que é quem tem a caneta que pode avalizar ou vetar essas irresponsabilidades, não esquecendo que, ainda assim, em caso de veto, o Congresso Nacional, se quiser, pode derrubar tão estranha e extraordinariamente como pautou o reajuste do judiciário.

Que não ia ficar barato para Jair Bolsonaro, todo mundo sabia. Só resta saber o saldo final dessa conta.

A estratégia claríssima é inviabilizar ao máximo, financeiramente, o governo Bolsonaro, e com isso construir uma narrativa de incapacidade e incompetência que é muito mais disseminável e assimilável do que explicar ao povo que muita coisa poderá se tratar de impossibilidade por causa dessas pautas bombas que o Congresso Nacional impõe ao país.

Poucos são os parlamentares que realmente se preocupam com o Brasil. Certamente, os que trabalharam para colocar o reajuste do judiciário em pauta, e os que votaram a favor, não estão entre eles. E alguns conseguiram se reeleger e continuarão sendo o estorvo que sempre foram negociando o poder em troca de mais poder, ou de não ir para a cadeia.

E eu nem falei do papel ridículo que o próprio judiciário protagoniza nesse fato. Um país quebrado, mergulhado em corrupção, centenas pessoas morrendo diariamente de todos os males de um estado que não cumpre suas obrigações constitucionais, dentre eles o próprio poder judiciário, que já ganha muito mais do que qualquer cidadão comum ganhará um dia na vida.

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Partido político ou só uma combinação de letrinhas na sopa?

Qual partido político está realmente preocupado com o Brasil? Todos dirão que estão. Mas tem algum partido realmente preocupado com o Brasil?

Temos o mais moderno sistema eleitoral do mundo e a pior representação política de toda nossa história. E quiçá ficasse apenas na representatividade política. Temos também a pior representatividade judiciária da história republicana, juízes e ministros que não deveriam ter ou tomar partido, mas que fazem política no judiciário.

Não importa nesse momento citar siglas, nem as antigas, nem as novas. Não há novidade na política atual. Os discursos estão cheios de utopias, ufanismos, propostas indecentes, e a mesma capacidade de sempre de se apresentar como novidade ou como a solução para todas as mazelas do país. Como disse Cazuza, “Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O que estará em disputa nessa eleição não é o futuro do Brasil, mas o futuro de políticos e juízes. E esmagadora maioria dos candidatos postos até o momento está comprometida com o futuro desses políticos e juízes, porque seus passados já estão há muito tempo. Não há partido ou viés ideológico. A briga, para ficar no poder ou retomar o poder, é vencer a todo custo, com o compromisso tácito entre eles de que uma megaoperação pós vitória vai livrar a cara de todo mundo.

Talvez até tenhamos candidatos interessados no futuro do Brasil, mas nenhum partido trabalhará para isso, basta ver a divisão do bolo do fundo partidário que privilegiou nitidamente aqueles que buscam a reeleição para poder continuar a influenciar quem pode protegê-los. Sem mandato isso fica muito mais difícil. E se ainda por cima estiver preso a influência só vai funcionar sendo transformada em chantagem.

O que vemos é um grotesco espetáculo de pré-campanha, recheado de atores de quinta categoria, que em países sérios não se elegeriam vereadores em suas cidades. Coronéis, religiosos, militares, mentirosos compulsivos, presidiários, falsos santos. Nenhum deles apresenta uma proposta séria para o Brasil, que nesse cenário não passa de pano de fundo para protagonismos bizarros numa guerra de facções.

A política em Brasília equivale ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. São gângsteres instalados nos três poderes, uma minoria de ladrões ditando as leis e as regras de uma sociedade de 200 milhões de habitantes. Genocidas que matam através dos mais de 60 mil homicídios ao ano, das centenas de milhares de pessoas que morrem por falta de assistência médica decente.

Não há partido de esquerda preocupado com o povo brasileiro. Estão preocupados apenas em fugir da polícia federal e da justiça. Querem o poder.

Nenhum partido de direita está preocupado com o Brasil. Estão preocupados em derrotar a esquerda acima de qualquer coisa. Querem o poder.

É zero o número de partidos de centro preocupados com o povo brasileiro e com o Brasil. Estão preocupados em escolher uma aliança que garanta a vitórias nas urnas, não importa quem, nem de onde. As pesquisas eleitorais são os rumos desse vento.

Não há partido comprometido com um plano para o país. No Brasil, partido tem dono e não presidente. Ex-presidiário é dono, presidiário é dono, bandido é dono, religioso é dono, banqueiro é dono. Aqui se aluga partido, se compra e se vende partido, assim como vaga para concorrer a um cargo eletivo.

Alguém explique, por favor, porque um candidato se dispõe a pagar R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais) do próprio bolso numa campanha presidencial se ele ganhará cerca de R$ 1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil reais) em um mandato de 4 anos? No máximo R$ 3.200.000,00 (três milhões e duzentos mil reais) se ficar dois mandatos seguidos, mas para isso terá que fazer uma outra campanha eleitoral onde precisará gastar no mínimo os mesmos R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais).

Como essa conta fecha? Só com vontade cívica? Desejo de ajudar o Brasil?

De fato, não temos nenhum partido político no Brasil do qual devamos esperar alguma coisa. E poucos são os políticos que merecem alguma expectativa, até mesmo os que podem ser considerados bons, porque sozinhos eles não são nada.

Alguém precisa tomar partido do povo brasileiro e do Brasil. No mínimo o povo deveria fazer isso verdadeiramente.

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CPI da Lava Jato. Só falta Gleisi inocentada e Lula solto dia 26.

Não há limites para a falta de caráter dos deputados federais que assinam o requerimento para instalar uma CPI da Lava Jato. Um congresso sem moral, lotado de parlamentares em honra. Deveria ser proibido que se fizesse uma CPI há tão poucos meses da eleição, assim como deveria ser proibido que notórios bandidos ainda tivessem mandato e ainda estivessem soltos.

A culpa extrema dessa situação está no Supremo Tribunal Federal, onde a Lava Jato tem seus mais algozes inimigos. A imbecilidade dos deputados é usar a lei em benefício próprio. A imbecilidade do Supremo é para garantir a impunidade alheia, sabe-se lá em benefício de quem, se dos deputados ou o benefício deles mesmos.

Assistiremos com cara de idiotas deputados federais investigados pela Lava Jato investigando a própria Lava Jato. E para quem não sabe, uma CPI tem poder de polícia, poderes de investigação equivalentes ao do ministério público. Em tese eles terão acesso a todo material sigiloso que estão em posse do Ministério Público Federal.

Segundo o site O Antagonista os partidos estão apoiando da seguinte forma:

 

PT – 57 PSD – 7 DEM – 4 PROS – 2
PP – 35 PR – 6 SOLIDARIEDADE – 3 PODEMOS – 1
MDB – 34 PDT – 6 PPS – 2 PSC – 1
PCdoB – 9 PSOL – 5 AVANTE – 2 PSDB – 1
PSB – 9 PRB – 5 PTB – 2

 

 

Mais de 200 deputados federais já assinaram o requerimento para instalação da CPI da Lava Jato. Por força do regimento, tendo as assinaturas, Rodrigo Maia, não desinteressadamente, será obrigado a instalar a CPI.

Vivemos tempos de bandidagem explícita, acobertada pelo Supremo Tribunal Federal que trabalhou como árbitro de futebol de várzea e deixou o pau comer solto. Se tivesse dado os amarelos e vermelhos que manda o regulamento, o país não teria descambado e virado um bordel de quinta categoria. Se esse tipo de escárnio acontece, o Supremo Tribunal Federal é o grande culpado.

Amanhã a Segunda Turma desse Supremo irá começar o julgamento de Gleisi Hoffmann, uma das enroladas até o pescoço com a Lava Jato, e ninguém mais confia que será cumprida a lei. Os brasileiros, inertes, esperam até uma absurda absolvição, baseada em truques como tentar desmisturar caixa 1 de caixa 2, transformar doação ilícita em doação lícita ou até forçar um empate para beneficiar a ré. São teorias da conspiração, sim, mas todas absolutamente plausíveis e factíveis.

Não custa lembrar que a Segunda Turma é chamada também de “jardim do Éden” da Lava Jato, tendo na sua composição Ricardo Lewandowski na presidência, Gilmar Mendes, Dias Tóffoli, Celso de Mello e Edson Fachin. É dessa turma, ou monocraticamente por esses ministros, que tem saído os maiores absurdos na distorção e reinterpretação das leis de acordo com a cara do réu.

E essa mesma Segunda Turma irá julgar o habeas corpus pedindo a soltura de Lula no próximo dia 26. Recentemente Edson Fachin foi visitado por Sepúlveda Pertence para tratar desse assunto. Segundo o regimento do STF o habeas corpus não poderia ser votado na casa porque dependia de uma decisão do STJ. Curiosamente a decisão apareceu dois ou três dias depois dessa visitinha.

Esses fatos não são isolados. Fazem parte do maior ataque a Lava Jato, comandado pessoalmente por Gilmar Mendes, em especial por todas as suas intervenções na Lava Jato do Rio de Janeiro, desmoralizando todo o trabalho realizado pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo juiz Marcelo Bretas.

Essa ofensiva, agora traduzida numa CPI com poderes de investigação, pretendem inviabilizar não apenas a Lava Jato, mas todas as operações em andamento na Polícia Federal, como revela esse trecho do requerimento:

“O objeto da CPI deverá estender-se, por conexão, para ocorrência de irregularidades em sede de outras investigações, que estejam em desacordo com o quanto firmado na legislação de referência e na defesa do sistema de proteção de direitos e garantias insculpidas na Constituição Federal, por ser do interesse da sociedade o resultado válido, legítimo e eficaz da aplicação das normas e da conduta dos agentes públicos. ”

É bom que se conheça o nome dos principais cabeças por trás da CPI da Lava Jato. E não se assuste ao clicar nos nomes de alguns e ver a quantidade de processos a que eles respondem. Depois pense se tem cabimento que essas pessoas organizem uma CPI para investigar alguma coisa. São eles:

Baleia Rossi – MDB/SP  –  Paulo Pimenta ´PT/RS  –  Arthur Lira – PP/AL  –  Júlio Delgado – PSB/MG    –  André Figueiredo – PDT/CE 

Orlando Silva – PCdoB/SP  –  Weverton Rocha – PDT/MA  –  José Guimarães – PT/CE  –  Afonso Florence – PT/BA

Carlos Zarattini – PT/SP  –  Hildo Rocha – MDB/MA  –  Chico D’Angelo – PDT/RJ  –  José Rocha – PR/BA  –  Beto Mansur – MDB/SP

Estamos na marca do penalti. Ou o Brasil reage a isso tudo, como reage ao futebol, ou tomaremos outros 7 a 1 dos políticos com o apito do Supremo Tribunal Federal. A Copa acaba em 20 dias. o Brasil continua.

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