Arquivo da tag: #CiroGomes

Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriam

Bolsonaro não deu à Globo e aos adversários a munição que eles queriamDessa vez a Globo terá que se contentar com imagens e falas antigas de Bolsonaro para tentar repetir o que fez com Lula em 1989 na famosa edição do Jornal Nacional que foi ao ar na véspera daquela eleição.

O não comparecimento de Bolsonaro ao tradicional debate que encerra as campanhas eleitorais frustrou não apenas os editoriais do jornalismo da emissora, mas, principalmente, seus adversários, que não puderam fazer a ele as perguntas que tinham o objetivo de produzir material para ser editado e fartamente distribuído nessas nas redes sociais nessas 48 horas que antecedem a eleição.

Sem Jair Bolsonaro no debate, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin só puderam mesmo expor ao respeitável público o quanto são medíocres e o tanto que podem ser sujos durante uma campanha eleitoral, justificando ainda mais os motivos pelos quais o capitão lidera as pesquisas eleitorais.

Num debate que mais parecia um jogo de vôlei de praia, onde um jogador recebe e passa para que o parceiro levante a bola e devolva para o ataque, praticamente todas as bolas ficaram na rede, muitas vezes voltando no meio da cara de quem atacou, sem que esse pudesse fazer algo além de ver a bola caindo na sua própria quadra.

A sistemática do debate, onde candidatos debateram em dupla, com direito à pergunta, réplica e tréplica, evidenciaram a caracterização de duplas como Ciro Gomes e Marina Silva, Guilherme Boulos e Fernando Haddad, e até mesmo Geraldo Alckmin com Ciro Gomes, se mostrassem perdidos incapazes de passar a bola para o outro lado da quadra, onde sequer havia um adversário para fazer o bloqueio. Já Álvaro Dias e Henrique Meirelles tiveram que se contentar com a realidade de que ninguém, em nenhum momento da campanha, quis fazer dupla com eles. E se já era difícil para quem tinha um parceiro para jogar junto, ficou impossível para quem teve que jogar sozinho.

Assim, a campanha do primeiro turno termina com a forte perspectiva de não haver um segundo turno, deixando claro que a força de Jair Bolsonaro vem muito mais da incompetência de seus adversários, do que propriamente só de suas qualidades como oponente.
Enquanto pode, antes de ser criminosamente esfaqueado Bolsonaro jogou o jogo, enquanto seus adversários preferiram passar a campanha jogando areia nos olhos da plateia.

A campanha eleitoral de 2018 deixou claro que o eleitorado está aprendendo a valorizar o jogo que é jogado dentro das quatro linhas, repudiando com veemência que tenta ganhar burlando as regras e agredindo, até fisicamente, o adversário e o juiz.

A fortaleza de Jair Bolsonaro não está necessariamente nas suas qualidades, mas certamente está na fraqueza de seus oponentes, acostumados a resultados fraudados com o aval de juízes comprados.

A verdade é que desde antes do início da campanha eleitoral os adversários e a mídia subestimaram Bolsonaro, entendendo que desmerecê-lo seria suficiente para tirá-lo do páreo. Só que, ao subestimá-lo, estavam subestimando também – e principalmente – o eleitor, já de saco cheio dos 33 anos e meio de desgovernos e roubalheiras que saquearam o Brasil depois do regime militar.

O povo brasileiro está cansado das caras que se repetem em todas as eleições, e que repetem as mesmas promessas sem a menor intenção de cumpri-las. MDB, PSDB e PT foram os partidos que governaram o Brasil desde que o General Figueiredo desocupou o Palácio do Planalto sem terem resolvido ou encaminhado soluções sólidas e duradouras para os problemas que mais afligem nossa sociedade. Por que, então, o eleitor haveria de dar-lhes uma nova chance?

Tudo o que vimos desses partidos foram roubos e desvios do dinheiro do contribuinte para aplicar em campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito e até mesmo para interferir na soberania de outros países, financiando ditadores e governos de esquerda, enquanto nosso povo sofre sem emprego, saúde, educação, segurança pública, moradia, infraestrutura…

A liderança de Jair Bolsonaro não é uma representação direta da sua capacidade de fazer essas mudanças que o Brasil precisa, mas a inequívoca certeza de que os outros serão absolutamente incapazes, afinal, tiveram a oportunidade e não fizeram. Nomes como Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meirelles, Álvaro Dias e Fernando Haddad, se não tiveram em suas mãos o poder para fazer, foram no mínimo coniventes e cúmplices daqueles que não fizeram, além de não reunirem predicados que indiquem que farão.

O principal enfrentamento do próximo presidente será o combate à corrupção, garantindo à justiça o livre desempenho de suas funções para atingir e punir os verdadeiros culpados pela situação na qual o país se encontra.

A ausência de Jair Bolsonaro ao debate da Globo, por indicação médica ou não (afinal ele tem o direito de não ir) foi um ato de legítima defesa, sabendo que existia ali um circo armado para tentar tirá-lo da condição de leão do circo e tentar transformá-lo em palhaço diante das câmeras da mais poderosa emissora de televisão do Brasil diante da população brasileira.

Contudo, sem ele, o feitiço virou contra o feiticeiro, e o povo brasileiro pode, mais uma vez, de maneira clara e inconteste, ver quem são os verdadeiros palhaços da campanha eleitoral à presidência de 2018.

Sem munição, e com as pesquisas indicando uma consistente probabilidade de Bolsonaro ser eleito já no primeiro turno, resta-nos agora esperar o resultado das urnas a partir das 17 horas do próximo domingo, rezando para que a ministra Rosa Weber não repita Dias Tóffoli e fique sozinha na sala de apuração nos 20 minutos finais da apuração.

Já a Globo terá que se reinventar se ainda pensa em fazer alguma coisa na tentativa de prejudicar Jair Bolsonaro através de seus canais e telejornais daqui até amanhã à noite, mas sabendo que muito dificilmente terá sucesso, porque não é só desses políticos viciados que o povo está “até às tampas”. O povo não é mais bobo, já conhece a Rede Globo.

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/urnas-eletronicas-fraudar-mentiras/

Geraldo Alckmin é o candidato de Lula à presidência da ORCRIM

A despeito de toda e qualquer manifestação petista se posicionando contra Geraldo Alckmin é nele que Lula e o PT apostam.

Lula é inelegível e todos sabem disso. Levar a farsa ao limite, além de um atentado contra a justiça, é “enganar o tempo”, impedindo que a esquerda se organize ou se fortaleça em torno de outro nome – como se, de verdade, tivesse algum nome.

Em nenhum cenário é possível entender a motivação de Lula e do PT e desidratar a candidatura de Ciro Gomes, mesmo pensando nele como vice ou em alguém vir a ser vice dele. Os partidos de esquerda foram impedidos de apoiar Ciro Gomes, mesmo ele tendo dito em alto e bom som ser a única alternativa para tirar Lula da cadeia, o que não chega a ser verdade, mas não deixa de ser um sinal de solidariedade e certo compromisso. Mas para isso terá que virar presidente.

Só que presidente não pode tudo, e Lula sabe bem disso, tanto que está preso. O futuro político de Lula e de quase todos os enrolados nas diversas operações da PF, inclusive Geraldo Alckmin, passa pelo Congresso Nacional, pelas mãos de deputados e senadores cujo descaramento é capaz de produzir uma anistia ao Caixa 2 dos políticos. Quem pensava que esse assunto estava morto, engana-se totalmente. Carlos Marun falou nisso em 23 de julho, você pode ler aqui.

Fernando Haddad não consegui ser reeleito prefeito de São Paulo, a verdade é essa. Não será ele o salvador do PT e do Brasil. Boulos não tem a menor chance de ser eleito e Marina Silva, mesmo que se elegesse, não faria o trabalho sujo que Lula precisa. Ciro Gomes faria? Ele não aparece na Lava Jato e o que existe contra ele é o fato dele mesmo existir. Se Jair Bolsonaro cresce quanto mais apanha, Ciro Gomes diminui quanto mais bate. Além disso, claramente, Lula não confia e nem acredita que Ciro se eleja, especialmente se tiver seu apoio ou o apoio do PT.

O único candidato com habilidade para transitar pelo Congresso Nacional e pelo judiciário é Geraldo Alckmin. O único candidato com cara de pau suficiente para dizer diante de câmeras e microfones que é preciso apaziguar o país e por isso é importante aprovar uma lei que anistie o Caixa 2 dos políticos e, com isso, amenizar as penas dos corruptos.

Geraldo Alckmin é Lula, é Aécio Neves, é Michel Temer, é Renan Calheiros, é Romero Jucá, é Gleisi Hoffmann, é Paulo Pimenta, e não se importará de apanhar muito de alguns deles durante a corrida presidencial porque está tudo combinado.

Há quem diga que aos 45 minutos do segundo tempo, mais os acréscimos, Jaques Wagner assumirá como verdadeiro candidato petista à presidência, e que o nome de Haddad estaria sendo divulgado como forma de manter o nome do baiano longe da pancadaria. Mas de que adiantaria isso se daqui a 8 dias ele começaria a apanhar do mesmo jeito? Poupar um nome por causa de 10 dias faria diferença? Não.

Fernando Haddad e Manuela D’Ávila foram escalados por Lula por um único e simples motivo: não tem a menor condição de ganhar.

A esperança da corrupção e da impunidade atende pelo nome de Geraldo Alckmin.

Geraldo Alckmin não quer assumir a presidência do Brasil. Depois de assumir a presidência do PSDB e o protagonismo no PSDB ele quer e precisa assumir a presidência da ORCRIM. E, se Jair Bolsonaro deixar, pretende fazer isso com a benção de Lula.

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/lula-ficha-suja-haddad-poste/

 

Lula é ficha suja, Haddad é um poste e o Ciro saiu pela culatra

A lei é clara. Foi o próprio Lula que assinou. A íntegra da LEI COMPLEMENTAR Nº 135, DE 4 DE JUNHO DE 2010você pode ler clicando aqui. E não tem mais discussão. O absurdo de questionar a lei ao extremo, ou seja, tentar inscrever Lula na corrida presidencial no dia 15 de agosto próximo é nada mais do que rasgar a lei que ele mesmo sancionou.

Alguém precisa informar a Lula e ao PT que lógica não é uma instituição, e que, portanto, não pode ser facilmente subvertida, tal qual eles fizeram com as demais instituições do país. E por uma questão de lógica, um condenado em segunda instância, conforme Lula assinou embaixo, fica inelegível. E qualquer coisa fora desse entendimento é afronta à justiça e tentar sustentar uma mentira que já não convence até os mais céticos.

Até o dia 30 de junho de 2018 a defesa de Lula já havia entrado com um total de 78 recursos envolvendo a condenação no processo do tríplex. Na primeira instância, na segunda instância, no STJ e no STF. Perdeu todos. E até a ridícula defesa do condenado na ONU não deu em nada, e nem vai dar.

O PT espera levar de 30 a 40 mil militantes para assistir essa encenação patética na data do limite do registro, que, ao que tudo indica, deverá ser indeferido de cara pelo TSE. Entrará em cena, então, o poste Fernando Haddad. Abençoado por Lula, ele e Manuela D’Ávila terão a missão de pagar o mico da provável pior derrota que o petismo e a esquerda maluca terão sofrido desde a redemocratização do país.

A capacidade do presidiário Lula transferir votos para seu novo poste ainda é uma incógnita. Ainda que muitos petistas e esquerdistas estejam dispostos a votar no nome do abençoado (ou amaldiçoado?) por Lula, isso só será aferível quando os resultados das urnas eletrônicas (ai, ai, ai) forem revelados na noite do dia 7 de outubro.

Até lá, não acredite em pesquisas. Elas serão capazes até de garantir a vitória do poste em primeiro turno, se seus “patrocinadores” assim o quiserem, não importando se isso vai contrariar as evidências, porque a lógica eles tentam contrariar sempre. As pesquisas eleitorais de 2018 tendem a serem as maiores fakenews da eleição, até mais do que foram em 2014.

Morto politicamente, Lula está, felizmente, matando a esquerda junto, criando um ambiente inóspito para os inúmeros candidatos de sua legenda, e afiliados, aos parlamentos estaduais e federal. A prova disso é Ciro Gomes, que nem na praia vai morrer.

Ciro Gomes não foi traído pelo PT ou por Lula. Foi traído por si mesmo, pela sua contumaz arrogância e desprezo pela inteligência alheia. Mais uma vez ele imaginou que o Brasil fosse o quintal de sua casa em Sobral. Soberbo, arrogante, prepotente, por conta própria se convenceu ser o legítimo herdeiro da esquerda, e que da cadeia Lula veria nele a salvação de todos. Sobrou só a soberba, a arrogância e a prepotência. O que Ciro Gomes viu foi uma “banana” do amigo presidiário e de toda a esquerda.

É muito provável que vejamos, em breve, Lula ser solto pelo STF. Só não fizeram isso ainda porque tem medo da reação popular e de serem acusados de interferir no processo eleitoral. A chance de Lula participar da eleição de 2018 como candidato à presidência da república, pela lei, e pela lógica, é zero.

Mas, Lula ainda poderá participar das eleições. Presos que ainda não tenham sentença em trânsito em julgado podem votar.

Como se vê, Lula não é um preso político e poderá exercer na plenitude possível seus direitos políticos, como eleitor, o que eu já acho muito.

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/ana-amelia-nao-era-mulher-de-verdade/

 

Eleições 2018. Um pleito de candidatos cegos e eleitores que votam às cegas.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar. As eleições 2018 estão aí para provar que esse ditado faz sentido. Candidatos que não conseguem enxergar que o Brasil do futuro é outro, eleitores que não conseguem enxergar ninguém que consiga iluminar o caminho para esse futuro. E se a política nacional já está péssima, o que se aproxima consegue ser um pouco pior, vença quem vencer.
O Brasil de 2019 já começa ingovernável não importa quem será o novo presidente.

Não vale à pena ficar gastando letras e palavras para candidatos à presidência que não têm a possibilidade nem de surpreender. As eleições 2018 são verdadeiramente disputadas por apenas 3 nomes: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. É muita responsabilidade afirmar com 100% de certa qual o par que disputará o segundo turno, mas é quase certo que Bolsonaro será um deles.

Lula é carta fora do baralho, não importa o barulho que faça. E incapaz de plantar um poste nessa eleição. E me arrisco a dizer ainda que qualquer um que aceite receber seu apoio está arriscado a perder os votos que têm.

O que faz de Jair Bolsonaro um sério candidato ao segundo turno, e até mesmo a ganhar a eleição, é a capacidade que seus oponentes têm de queimar o próprio filme. Ciro Gomes com sua boca grande conseguiu espantar os aliados que tinha. Geraldo Alckmin está sendo espantado pelo fantasma da DERSA, cujo assunto começa a tomar maior densidade no pior momento possível.

O “Centrão” fugiu de Ciro Gomes e correu para os braços de Geraldo Alckmin. Traduzindo para o politiquês, não quiseram afundar com Ciro e resolveram afundar Alckmin, ou com ele, que já tem explicações demais para dar a justiça, sem contar a denúncia do ministério público no caso da DERSA, 14 pessoas, entre elas, e principalmente, Laurence Casagrande Lourenço, que sucedeu a Paulo Preto, e de quem era assessor, e que também está enrolado com a justiça até o pescoço. Alckmin tem reiterado firmemente seu apoio a Laurence, a quem atribui o status de cidadão sério e de ótima folha de serviços prestados ao estado.

Já Ciro Gomes está enrolado é com Ciro mesmo. Sua capacidade de falar bobagens por minuto só se compara a do presidiário. Mas está tentando ainda atrais o PSB e sonhando passar para o segundo turno e receber o apoio da esquerda. Resta saber se vai aceitar receber o apoio de Lula e do PT e correr o risco de morrer abraçado com eles.

Jair Bolsonaro está com dificuldade de fazer alianças. Podemos entender que é bom pelo lado da rejeição a qualquer compromisso espúrio. Mas como governar sem apoio? E como conquistar apoio depois sem um balcão de negócios? Como sobreviver na presidência com um congresso completamente dominado por uma oposição querendo seu fígado?

De fato, nenhum dos candidatos consegue representar um mínimo de coesão nacional, nem à esquerda, nem ao cento, nem à direita. Mesmo pensando nos atores menores dessas eleições 2018, e até nos inelegíveis, em nenhum momento houve um nome cogitado como um caminho comum aos diversos pensamentos de país. Ninguém serve por completo, e parece que nem pela metade.

Eleitores atentos tateiam um caminho para definir seu voto. Mas a grande maioria da população ainda é “guiada pela mão”, através da realidade fictícia que é apresentada nos noticiários diariamente. As pessoas mais simples, além de mais suscetíveis, precisam acreditar nas versões mentirosas dos criminosos, porque são justamente eles que há décadas exploram suas cegueiras.

Esse quadro não diz respeito apenas às eleições presidenciais, mas também senadores e deputados federais, governadores e deputados estaduais. Em todos estes cenários existem fartos escândalos de corrupção, e os principais candidatos, em todos eles, são exatamente os corruptos. Quanto mais inquéritos e processos, mais candidato o sujeito é.

Dizem que em terra de cego quem tem um olho é rei. Outros dizem que quem tem um olho é caolha. Na atual conjuntura brasileira, arrisco a dizer que, aqui, quem tem um olho é um sério candidato a cegueira, porque tudo está sendo feito para que ninguém enxergue nada.

Se der Bolsonaro, teremos tempos muito turbulentos. Se der Ciro, o Brasil regridirá mais 20 anos e o socialismo será implantado no Brasil. Se der Alckmin, o reino dos corruptos terá vencido as eleições, também teremos tempos turbulentos e a agenda socialista continuará sendo implantada sem que a maioria da população perceba para onde estaremos indo.

As eleições 2018 serão uma grande brincadeira de cabra cega.

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/lula-preso-comum-incomum-justica/

Centrão de Eduardo Cunha agora é de Geraldo Alckmin. Ou será o contrário?

Em 19 de outubro de 2016 o título de um artigo no Estadão dizia ”Cassação de Eduardo Cunha desidrata Centrão“. O pequeno texto concluía> “Apesar dos esforços para se colocar na disputa pela presidência da Câmara, o poder do Centrão foi esvaziado com a derrocada de Eduardo Cunha. Seus líderes hoje são os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF).”

Pouco mais de um mês depois, no mesmo Estadão, dizia a manchete que “Sem líder desde Cunha, Maia aumenta a influência sobre Centrão”. Diziam os dois primeiros parágrafos do artigo:

Principal interlocutor do Legislativo com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aproveitou as negociações em torno da reforma ministerial para assumir a liderança do Centrão.

O grupo, que reúne cerca de 200 deputados de partidos como PP, PR, PSD e PRB, se tornou aliado prioritário de Maia em detrimento do PSDB, que se enfraqueceu diante do racha sobre a permanência da sigla no governo e das denúncias contra o senador Aécio Neves (MG).”

Sob a liderança de Rodrigo Maia, acrescente o DEM ao Centrão. O mesmo DEM que estava na dúvida entre Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Aliás, como se pode estar em dúvida entre Geraldo Alckmin e Ciro Gomes? Não dá para dizer que um doce e outro salgado porque Alckmin continua sendo um chuchu. Mas é uma dúvida estranha em algo com gosto ruim e algo sem gosto.

Numa tentativa de resumir a cena, diria o seguinte. O Centrão que derrubou Dilma Rousseff e era comandado com mão de ferro pelo presidiário Eduardo Cunha, que era aliado de Michel Temer, bandeou-se para as mãos de Rodrigo Botafogo Odebrecht Maia, que tem a caneta que manda da Câmara, que tem como coadjuvantes Rogério Rosso e Jovair Arantes, que está enrolado com corrupção no ministério do trabalho.

Com a prisão de Cunha esse mesmo Centrão deu uma banana pra Michel Temer, mas emplacou Carlos Marun, general de 4 estrelas de Eduardo Cunha na Casa Civil e o ex-advogado de Eduardo Cunha na assessoria jurídica dessa mesma casa civil. E nessa movimentação toda se afastou do PSDB por causa das acusações contra Aécio Neves.

Michel Temer teve que pagar muito caro pelo congelamento das duas apresentadas contra ele pela Procuradoria Geral da República, assim como pagou caro por cada uma das reformas meia-boca que fez. Sem poder, Temer virou refém do Centrão (ou de Eduardo Cunha?) e passou a pagar todos os resgates exigidos em troca de alguma migalha que lhe garanta holofotes e manchetes de jornais.

De lá para cá, a Câmara dos Deputados vive em banho Maria. Só tramita pela casa o que o Centrão quer, e quando quer, como todo tipo de iniciativa que vise constranger a justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, ou que possibilite que eles encham seus bolsos com dinheiro público, como o caso do fundo partidário. Iniciativas que vieram aprovadas do Senado, como a lei do fim do foro privilegiado simplesmente não andam dando a chance de o Supremo Tribunal Federal legislar por falta de ação do congresso.

Nos últimos meses, o poderoso Centrão, do qual os ex-mensaleiros Valdemar da Costa Neto e Roberto Jefferson também são líderes ocultos, esteve negociando apoio a Ciro Gomes, o que foi dado inclusive como certo num dado momento. Não deu.

Rodrigo Maia ensaiou campanha à presidência apenas para valorizar o passe, o seu e o do Centrão. Além de não ter nenhuma real pretensão de ser candidato, por mais alucinado que seja ele sabe que não teria a menor chance.

O Centrão não apoiaria Jair Bolsonaro ou Marina Silva, nem gastaria suas fichas em Henrique Meirelles, muito menos a alguém ligado ao PT, mesmo que fosse o próprio Lula. Mas tinha que se decidir por alguém.

Após os seguidos, ruidosos e destruidores escândalos envolvendo seu nome, Aécio Neves disse que iria sumir de cena, e realmente sumiu. E sumiu tanto que o Centrão esqueceu que se afastou do PSDB por causa dele e fechou com Geraldo Alckmin, o Santo da Odebrecht. De maneira que “tudo está como d’antes do quartel te Abrantes”.

O Centrão de Eduardo Cunha apoia Geraldo Alckmin à presidência da república. A imprensa noticia fartamente que até os cargos já foram distribuídos entre os partidos, além do compromisso firmado pelo retorno do imposto sindical.

A política nada mais é do que uma versão romântica do antigo Telecatch, a luta livre que acontecia na extinta TV Excelsior, “que combinava encenação teatral, combate e circo“, como diz trecho do artigo da Wikipedia em destaque.

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/geraldo-alckmin-candidato-sem-graca/

Que Ciro é esse? Falando dele, baseado em fatos reais. E fotos também.

Ver o nome de Ciro Gomes frequentando pesquisas eleitorais não é nenhuma novidade. Da mesma maneira ele costuma frequentar o noticiário com arroubos de ignorância (que você pode ver aqui e aqui) e ataques de machismo, que vão de ameaças a arruaceiros a insinuações chulas sobre sua vida pessoal. Ciro Gomes é notadamente um falastrão que se vangloria de ter sido tudo sem nunca ter feito efetivamente nada que representasse um mínimo de melhora na vida do povo do Ceará. Não fosse isso suficiente, ainda costuma distratar contribuintes em público contribuintes, como o caso desse vídeo, aqui.

Eleito deputado estadual em 1982, o fenômeno Ciro Gomes foi eleito por Sobral com 11600 votos, pelo PDS, antiga ARENA, mas ele afirma que nunca teve afinidade nenhuma com a legenda, foi só trampolim para entrar na política. E tanto foi que já assumiu o cargo pelo PMDB, ou seja, nem esquentou a cadeira. O falastrão Ciro então ficou amigo de Tasso Jereissati, foi reeleito apoiando o grupo dos Jereissati e assumiu inclusive a liderança do governo na assembleia legislativa. Sua meta era derrubar os coronéis do estado.

Foi um ótimo prefeito de Fortaleza por apenas 15 meses, pulando do barco para se candidatar ao governo do estado pelo PSDB, sendo eleito com 56% dos votos. Do governo do Ceará saiu em 6 de setembro de 1994 e imediatamente assumiu o ministério da fazenda do governo Itamar Franco no lugar de Rubens Ricupero que já havia substituído Fernando Henrique Cardoso, onde ficou quatro meses incompletos.

Em 1996, Ciro saiu do PSDB e foi para o PPS de Roberto Freire, antigo Partido Comunista Brasileiro, por onde saiu candidato à presidência em 1998. Ficou em 3° lugar com 10% dos votos, vindo daí sua aproximação com Lula. Tentou de novo em 2002, terminando em quarto lugar, atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho. Amigo de Lula, foi convidado a assumir o ministério da Integração Regional, onde ficou de 1° janeiro de 2003 a 31 de março de 2006. Dali foi eleito deputado federal pelo Ceará em 2007, ficando na Câmara dos Deputados até o fim do mandato em 1° de fevereiro de 2011.

Ciro Gomes passou por 7 partidos em 36 anos de carreira política: PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, Pros e agora PDT. Está sem exercer cargo eletivo nos últimos 7 anos. Foi amigo de Fernando Henrique e de Lula e não se furtou a se posicionar como opositor de ambos quando foi necessário. Hoje, fala mal de Dilma, mas foi um apoiador da presidência dela, da qual seu irmão mais velho, Cid Gomes, foi ministro e foi saído por uma briga com Eduardo Cunha quando foi chamado na Câmara dos Deputados a dar explicações.

Em 2002, chamado de “destemperado” por um ouvinte de rádio num programa ao vivo, devolveu chamando-o de “burro” e “petista furibundo”. No mesmo ano de 2002 indagado sobre a importância de sua então companheira Patrícia Pillar em sua campanha, respondeu que “ela dormia” com ele.

O “coerente” Ciro Gomes já acusou Lula de “insultar a inteligência do povo brasileiro” ao manter “essa narrativa de perseguição política” e também já sugeriu (vídeo a seguir) “sequestrar Lula até uma embaixada” caso sua prisão fosse decretada.

https://www.youtube.com/watch?v=8lx1bmkx2sQ

Pois esse cidadão é mais uma vez candidato à presidência da república. Frequentemente visto bêbado, diversas vezes acusado de ser usuário de maconha, ataca tudo e a todos, numa predileção especial por atacar Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso, defensor de Lula e um franco opositor de Jair Bolsonaro, de quem espera tirar muitos votos.

Ciro Gomes quer ser a opção da esquerda num segundo turno com Jair Bolsonaro, e já vem preparando terreno para alianças com gente como Manuela D´Ávila, Guilherme Boulos e até Marina Silva se ela topar. E não se importará de se aliar ao PMDB de Michel Temer ou ao PSDB de Fernando Henrique Cardoso, porque ele não tem partido, muito menos ideologia. É apenas o falastrão que sempre foi, mais velho, mas com o mesmo grau de inteligência e repugnância.

Falam de Jair Bolsonaro, do seu temperamento, de sua falta de papas na língua, mas nunca se viu uma foto de Ciro Gomes como a que ilustra esse artigo. O que me faz perguntar de novo: que Ciro é esse?

Você pode gostar de ler também

https://nopontodofato.com/politica/intervencao-no-rio-golpe-temer/

Rodrigo Maia pré-candidato do DEM. Ciro Gomes pré-candidato do PDT.

Rodrigo Maia e Ciro Gomes. Quem é pior para o Brasil?

Mais conhecido como o Botafogo da lista de propinas da Odebrecht, Rodrigo Maia foi lançado ontem pelo DEM como pré-candidato à presidência da república. Mas o que credencia Rodrigo Maia ao cargo de presidente da república? Ser filho de Cesar Maia, um mau prefeito da cidade do Rio de Janeiro em 3 mandatos? Ser primo do senador Agripino Maia, enrolado na Lava Jato? Ser genro de Moreira Franco, também enrolado na Lava Jato? Ser presidente da Câmara dos Deputados no vácuo deixado por Eduardo Cunha com sua cassação?

Rodrigo Maia é um zero muito depois da vírgula. Um pau mandado do governo Temer, e que só chegou à presidência da casa legislativa com a ajuda do próprio Temer e do PMDB, pois nada mais o credenciava ao cargo. E como maior obra nesse seu curtíssimo mandato, a coisa mais relevante que fez foi colocar em pauta a emenda para anistiar congressistas que participaram de ações de corrupção, indo contrário as reivindicações populares.

Até diante de Ciro Gomes a irrelevância de Rodrigo Maia é tanta que fica até difícil escrever mais de dois parágrafos sobre ele. Sua frase mais marcante foi quando disse que “a Câmara dos Deputados não tem que ouvir o povo”. Dá para falar mais?

Ciro Gomes já é muitíssimo mais conhecido pela quantidade de vezes que já trocou de partidos e pela quantidade de bobagens que é capaz de proferir em 5 minutos de conversa do que pela relevância do seu trabalho político.

É habitualmente contra qualquer coisa onde haja uma maioria a favor, e especialista em se aliar ou apoiar quem tem mania de andar na contramão da história.

Machista, grosseiro, agressivo, frequentador do Youtube e das redes sociais com vídeos nos quais aparece bêbado ou brigando com alguém, espera herdar os votos da esquerda viúva de Lula.

Apesar de ter sido governador do Ceará, prefeito de Fortaleza, deputado estadual e federal pelo Ceará, Ciro Gomes nasceu em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Foi duas vezes ministro de estado, mas, no imaginário popular, é mais lembrado por ter chamado de otários os brasileiros que pagavam ágio para comprar carros zero km durante o governo Itamar Franco, por ter sido casado com a atriz Patrícia Pillar e respondido que “ela dorme comigo” quando perguntado sobre o papel dela na sua campanha presidencial, e mais recentemente por ter dito que sequestraria Lula e o levaria para uma embaixada caso o juiz Sérgio Moro mandasse prendê-lo.

Esses dois resumidíssimos resumos biográficos desses dois postulantes ao cargo mais importante da República Federativa do Brasil, tem apenas o objetivo de firmar o entendimento da total falta de seriedade com que candidatos e partidos tratam o povo brasileiro.

Não existe a menor possibilidade que que se possa levar a sério a candidatura de uma figura política tão pequena como Rodrigo Maia, e nem a possibilidade de desconsiderar o sério risco que uma figura controversa, desmedida e fisiológica como Ciro Gomes representa para a qualidade do processo eleitoral quando postula a presidência da república.

As duas pré-candidaturas evidenciam apenas o quanto o Brasil está carente de líderes, de gente séria, de pessoas com compromisso com o futuro e não apenas com o momento e com as urnas.

O Brasil precisa urgentemente de um projeto de futuro e não de projetos de candidatos.

Precisamos aprender a virar essa página e deixar esses personagens nas páginas viradas. Não há mais lugar para bufões e paus mandados. Precisamos de decência.

Leia também

https://nopontodofato.com/politica/stf-tudo-pode-acontecer/