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STF e a era do Judicialismo. Nem presidencialismo, nem parlamentarismo.

STF e a era do Judicialismo. Nem presidencialismo, nem parlamentarismo.

O que faz dois ministros do STF ignorarem completamente a Constituição Federal, o regimento interno do próprio STF, o parecer da Procuradoria Geral da República, mais do que isso, o pedido de arquivamento de um inquérito absolutamente inconstitucional, que envergonha seus próprios pares?

Não vivemos mais um presidencialismo. O STF estabeleceu no Brasil o judicialismo, no qual . Nosso poder judiciário assumiu o protagonismo da nação. Ele denuncia, investiga e julga, legisla e executa. O executivo e o legislativo se tornaram obsoletos no novo regime.

 


“Você está Prestes a Descobrir: Como Alguns Empreendedores Saíram De Quase Falidos Para Atrair Milhares de Clientes, Fechar Vendas e Serem Reconhecidos Utilizando um Sistema de Marketing Digital Pouco Conhecido Pela Maioria dos Empreendedores…”


 

Temos visto de tudo nos últimos anos, mas não deixa de ser surpreendente que estejamos assistindo ao Supremo Tribunal Federal, na pessoa de seu presidente, praticar censura a um órgão da imprensa e descambar numa caça às bruxas que chega na casa de um General da reserva na figura da Polícia Federal fazendo buscas e apreensões.

Um Supremo Tribunal Federal, guardião da tal Constituição Cidadã, usurpando de seus poderes e demolindo o conceito de cidadania daquilo que jurou defender.

O que está acontecendo é comparável ao que há anos já acontece na Venezuela, onde a Suprema Corte denuncia, investiga, censura e prende pessoas que criticam o regime. Tudo em questão de horas. O que nos leva a crer que nosso STF se considera o regime.

Estamos todos na mira. Não é falso dizer que qualquer um que se manifeste criticamente, contrário ou indignado com os acontecimentos pode ter a Polícia Federal batendo na sua porta às 6 horas da manhã. Não que as pessoas precisem ter o mesmo medo que tinha Lula ou tem José Dirceu, mas não é irreal. O STF tem promovido buscas e apreensões nas casas de pessoas comuns, como nós, apenas porque cometeram o crime de praticar seu direito de expressão.

O povo brasileiro não confia mais no Supremo Tribunal Federal, e a reação da casa a esse fato é a ação direta e inconstitucional de 2 ministros e o silêncio de outros 9, entre os quais sabemos que há mais 2 ou 3 que apoiam tudo o que está acontecendo. Mesmo assim é inviável que os que são contrários não se manifestem com veemência no plenário da casa, em uma sessão com a máxima urgência, que deveria acontecer ainda hoje.

O STF está flertando com o imponderável. A sociedade não está mais adormecida. São milhões de brasileiros indignados e atentos que já não suportam mais tantos desmandos, tanta criminalidade em todas as esferas de poder, tanto corporativismo e impunidade, que agora nem fazem mais questão de disfarçar.

O regime de Maduro só deu certo porque a Suprema Corte daquele país foi aparelhada para dar suporte ao novo regime. O que nos separa da Venezuela é que o regime que aparelhou nossa justiça, felizmente caiu. Mas não foi o suficiente para desaparelhar, e hoje ainda tem fortes focos de resistência exatamente no judiciário. Nem no legislativo a Orcrim tem mais esse respaldo.

Se não se pode acusar diretamente nenhum ministro do STF de envolvimento com corrupção, o fato de poder acusar alguns deles de favorecer corruptos não é nenhuma calúnia ou injúria. São diversos e flagrantes os exemplos de ações diretas de certos ministros em favor de empresários e políticos de seus convívios pessoais, e se alguém tem que explicar isso são eles e não o povo, que já não aceita e critica esse tipo de comportamento.

O efeito das urnas não chegou ao STF. Os ministros ainda não entenderam que a sociedade brasileira mudou e que quer mudar ainda muito mais, começando pela maneira como a justiça é praticada pelas mais altas instâncias do judiciário. As críticas, ácidas ou não, são manifestações legítimas de um povo cansado de corrupção e impunidade, e totalmente indisposto a tolerar esse festival de arbitrariedades.

Porém, se a sociedade brasileira não reagir à altura, corremos o risco de muito em breve revivermos Raul Seixas e seu Metro Linha 743.

Três outros chegaram com pistolas na mão
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos córneos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí
Eu quero é saber o que você estava pensando

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.