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Legislativo e judiciário estão inviabilizando o governo Bolsonaro e o país.

Legislativo e judiciário estão inviabilizando o governo Bolsonaro e o país.

Para começar, caro leitor, cara leitora, precisamos lembrar que quem coloca essas pessoas no legislativo é o povo, portanto, nós. Já nas altas esferas do judiciário, quem nomeia é o presidente da república, e não temos o que fazer com relação a isso. Mas no legislativo, além do coeficiente eleitoral e das coligações partidárias, a responsabilidade é nossa, mesmo que não tenhamos votado em nenhum corrupto.

A grande questão é como limpar o legislativo tendo o povo ignorante que temos? Não falo ignorância no sentido da truculência, mas do fato de ignorar verdades e apoiar mentirosos e mentiras. E temos que reconhecer o mérito da capacidade destrutiva da esquerda. O que fizeram em poucos anos para deseducar já é grave o suficiente para imaginar que a recuperação desse ativo cidadão levará pelo menos 3 vezes mais tempo.

 


“Você está Prestes a Descobrir: Como Alguns Empreendedores Saíram De Quase Falidos Para Atrair Milhares de Clientes, Fechar Vendas e Serem Reconhecidos Utilizando um Sistema de Marketing Digital Pouco Conhecido Pela Maioria dos Empreendedores…”


 

Cada vez mais o cidadão dá menos importância para o legislativo, seja ele municipal, estadual ou federal. Os bandidos que entram para a carreira política não começam de cima. Começam como vereadores, depois vão subindo para deputados estaduais, federais, prefeitos, governadores, senadores e nessa trajetória vão se aliando ao que há de pior na política. Nesse momento é que as coligações e coeficiente eleitoral entram em cena, facilitando a eleição de pessoas que não seriam eleitas se dependesse de seus próprios votos, como deveria ser.

As pessoas votam em um determinado candidato, que é até bem votado, mas que perde a vaga por causa do maldito coeficiente eleitoral e da coligação partidária, e no seu lugar entra alguém que não recebeu 10% dos votos de quem ficou de fora. Exemplo disso é o próprio presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. O atual ocupante da primeira cadeira na linha sucessória da presidência, depois do vice-presidente da república, recebeu meros 74.232 votos, ou apenas 0,96% dos votos válidos. Menos de 1% dos votos válidos.

Falei sobre a eleição de Rodrigo Maia no dia 7 de janeiro de 2019, no artigo “Rodrigo Maia, o patinho feio da Câmara. Merecemos coisa melhor”, que você pode ler clicando aqui.

O certo é que não adianta ficar apenas malhando o legislativo e não fazer nenhuma manifestação mais forte além de reclamar na internet. A responsabilidade de conduzir esses elementos aos cargos eletivos é 100% do cidadão brasileiro, a despeito das facilidades do coeficiente eleitoral e da coligação partidária. Os senadores, por exemplo, são eleitos por votos majoritários, ou seja, pelo total de votos recebidos.

O que vimos sair das urnas foi a reeleição de vários senadores, a eleição de ex-deputados encrencados para o senado e de ex-senadores encrencados para a Câmara dos Deputados, além de eleição de parentes ou pessoas ligadas umbilicalmente com gente que é encrencada ou gente que andou fora da política e resolveu tentar de novo, e entrou. De novo, mesmo, absolutamente nada. Ok. Alguns caciques ficaram de fora. Mas todos continuam fazendo política nos bastidores através de alguém. Não mudou nada.

O Congresso Nacional está trabalhando fortemente para reduzir os poderes e prerrogativas do poder executivo. Já tivemos o presidencialismo de coalisão, o presidencialismo de cooptação e agora estamos vivenciando o presidencialismo de esvaziamento. Deputados e senadores estão tentando transformar a presidência da república em um cargo quase figurativo e estão levando para o legislativo os tais poderes e prerrogativas que eram do chefe da nação. E estão fazendo isso na mão grande, inclusive de maneira inconstitucional, segundo nota da UNAJUF – União Nacional dos Juízes Federais do Brasil.

Acontece que senadores e deputados federais não teriam cara de pau de agir inconstitucionalmente se não contassem com o respaldo do judiciário, que aceita receber qualquer tipo de ação, mesmo nos casos onde se veem suprimidas as instâncias anteriores.

As decisões do judiciário também vem ajudando na inviabilidade do governo Bolsonaro, seja na criação de despesas ou no proferimento de decisões criminais e tributárias que impactam diretamente as contas do governo. Da mesma maneira que o poder legislativo federal vem atribuindo a si funções histórica e constitucionalmente do poder executivo, o poder judiciário vem legislando nos vácuos deixados pelos deputados federais e senadores. Pessoalmente, não creio que essas coisas estejam acontecendo sem a conivência e conveniência de ambos.

O fato é que Jair Bolsonaro está isolado. Não conta com o legislativo, não conta com o judiciário, é massacrado diariamente pela imprensa, atacado permanentemente pela oposição e não consegue governar. Tudo de bom que sai do executivo para o parlamento ou é sabotado ou caminha à base de chantagem.

O ponto é que está difícil de enxergar um caminho que coloque as coisas nos seus devidos lugares. O país não confia no Supremo Tribunal Federal, no Senado e na Câmara dos Deputados. O próprio Senado ainda nos deve explicações sobre a fraude na eleição para a presidência da casa, na qual a urna registrou 82 votos em cédula para um total de 81 senadores. Alguém tentou sabotar ou fraudar a eleição e a turma do deixa disso, com a anuência do Ministério Público Federal que poderia ter movido uma ação para apurar as irregularidades.

Mais uma vez volto minhas baterias para o povo brasileiro como responsável pela crise no legislativo federal, seja porque votou neles ou porque se abstém do necessário enfrentamento que a situação merece.

Nessa história não existem super-heróis, salvadores da pátria e pessoas com coração puro. A vida real não é como fim de novela onde tudo se ajeita, os maus são punidos e os bons são recompensados e vivem felizes para sempre. Ao contrário. Se nos anularmos e não enchermos as ruas de gente permanentemente, estaremos condenados a infelicidade eterna, porque este é o cenário com o qual o PT sonha para voltar ao poder. E como vimos e falamos, o povo é capaz de colocá-lo lá novamente.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.