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Internacional

OPOSIÇÃO NA VENEZUELA NÃO QUER INVASÃO MILITAR. DE NINGUÉM.

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ANTES DE QUERER ALGUMA COISA PARA ALGUÉM É PRECISO SABER SE ESSE ALGUÉM QUER ESSA COISA

Lutar pela democracia através de canais democráticos é, além de justo, o caminho óbvio. Mas nem tudo que é óbvio é possível, e nem tudo que é possível é democrático.

Enquanto o povo brasileiro se nega ir às ruas contra governos e políticos corruptos e parte dele sonha com uma intervenção militar caseira, 125 civis venezuelanos já morreram pelas mãos dos militares e milicianos venezuelanos em pouco mais de quatro meses. E agora a oposição solta uma declaração na qual repudia qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira.

É bom que prestem atenção nisso os brasileiros que tem gasto seu tempo sendo solidários aos hermanos venezuelanos com o entendimento de que só uma ação militar vai ajudá-los. Acredito até que ajudaria, uma vez que eles estão sendo vítimas das suas próprias forças armadas e pelas milícias formadas por venezuelanos e cubanos. Mas não é o que eles querem.

Essa declaração do MUD, coalizão de 30 partidos de oposição à Nicolás Maduro, reafirma a contradição entre o comportamento de venezuelanos e brasileiros. Nós, brasileiros, não vamos às ruas e ansiamos por um salvador da pátria que resolva todos os nossos problemas sem que precisemos “sujar as mãos”. Os venezuelanos estão nas ruas, e rejeitam salvadores da pátria que pensem em defendê-los por caminhos que não sejam através da democracia exercida diretamente pelo povo, sujando suas mãos para que isso aconteça.

O povo brasileiro não entendeu ainda o poder que tem, principalmente levando-se em consideração que aqui não existem militares ou milicianos impedindo que nos manifestemos livre e democraticamente. Aliás, pelo contrário, talvez seja esse o comportamento que faça com que nossos militares possam vir a apoiar o povo.

Recentemente questionei sobre o que realmente pode ser feito para ajudar a Venezuela (leia aqui), tratando das limitações que essa ajuda teria. Mas nem eu mesmo me atentei que um dos limites é a própria vontade do povo venezuelano que se faz representar pela coalização opositora.

Quando se trata do país dos outros, podemos até entender o que eles querem, mas precisamos entender também como é que eles querem que aconteça.

Nem tudo que é bom para o Brasil é bom para a Venezuela. E vice-versa.

Penso que faz mais sentido dedicarmos tempo e ação para a encontrar uma solução para o nosso país; e deixar que eles resolvam do seu próprio jeito a bagunça na qual se enfiaram. Aliás, diante do caos que vivem os venezuelanos, eles nem conseguem enxergar que temos problemas, muito menos que podemos ter as soluções para os problemas dele.

Internacional

França deve rejeitar o acordo de livre-comércio UE-Mercosul – Tradução jornal Liberation

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França deve rejeitar o acordo de livre-comércio UE-Mercosul - Tradução jornal Liberation

Estes são os brasileiros traidores do Brasil e da América do Sul que assinaram o documento.

O Ministro de Assuntos Exteriores começará, dia 27 de julho, sua visita no Brasil – principal parceiro comercial da França na América Latina. Na linha de fogo está o acordo comercial com Jair Bolsonaro, cujas consequências ambientais e sociais são consideradas inaceitáveis pelas partes signatárias. 

De 27 a 30 de julho, o Ministro de Assuntos Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, se desloca ao Brasil para encontrar-se com as autoridades e empresas. Essa viagem ocorre umas semanas após a visita ao Quai d’Orsay (sede do Ministério da Europa e dos Assuntos Estrangeiros) do seu homologo Ernesto Araújo, e à realização de um encontro internacional do MEDEF sobre as oportunidades comerciais com o Brasil, onde as vantagens de reforma da aposentadoria – que reduz os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros – foram evocadas. Os dos países não tinham uma atividade bilateral tão intensa há anos. 

O Brasil está longe de ser o principal parceiro comercial da França na América Latina, com trocas comerciais que ascendem aos 7,5 bilhões de euros, 900 empresas francesas implantadas e grandes perspectivas de expansão apesar da concorrência cada vez mais forte dos atores chineses. Assim, o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul é considerado estratégico pelo governo e o patronato. Além de favorecer a importação de matérias-primas para a Europa, deve reduzir consideravelmente as barreiras alfandegárias à exportação de produtos manufaturados. A indústria local, já bastante frágil, será dizimada. O acordo prejudicará altamente ao desenvolvimento econômico e social do Brasil e de outros países latino-americanos. 

Entretanto, Emmanuel Macron parece ter esquecido um detalhe que não tem valor comercial: os danos ambientais irreversíveis causados pelo tratado. Ainda assim, no G20 em Buenos Aires em novembro de 2018, pouco tempo depois da eleição do Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil, ele afirmou que condicionaria a assinatura do acordo à manutenção do Brasil no Acordo de Paris.

Bolsonaro anunciou várias vezes durante sua campanha eleitoral que queria sair dele.  Mas aparamente, saudações entre ministros e chefes de Estado na última Cimeira G20 em Tóquio foram suficientes para o presidente brasileiro convencer da sua vontade de preservar o ambiente. As palavras do Emmanuel Macron ficarão sem sentido se as trocas entre a França e o Brasil se multiplicam. Os volumes de dióxido de carbono emitidos para a atmosfera registrarão a mesma evolução. Nessas condições, a possibilidade dos critérios do Acordo de Paris serem respeitados é muito pequena. 

Esperamos que Jean-Yves Le Drian tenha previsto na sua agenda uma visita à floresta amazônica, onde o desmatamento acelerou de 88% desde 2018, bem como uma visita às tribos índias ameaçadas pelas milícias do agronegócio e aos túmulos das centenas de defensores do ambiente que foram assassinados nos últimos anos (uma cifra que não para de aumentar). Também esperamos que o ministro previu acompanhar durante umas horas os trabalhadores agrícolas empregados nas grandes explorações que dão de comer à Europa, num momento em que a escravidão volta a ser uma realidade e 239 pesticidas (muitos proibidos na Europa) acabam de ser autorizados no Brasil.

A entrada em vigor do acordo amplificará a destruição do ambiente e aumentará o número de mortes decorrentes das atividades do agronegócio. O Acordo de Paris não é uma varinha mágica, apesar do que acreditem alguns negociadores do Quai d’Orsay. Não inclui nenhuma cláusula vinculativa. Mesmo que o Brasil se mantenha no acordo, poderá prosseguir as suas atividades criminais que destroem o ambiente e as pessoas que dedicam a sua vida à proteção dele. 

Para conformar-se aos princípios do Acordo de Paris, é preciso vontade política e um forte compromisso com o combate ao aquecimento climático. Isso notoriamente falta no governo de Jair Bolsonaro. Lamentamos profundamente que o presidente Macron, que fervorosamente pretende ser o líder mundial da proteção ao ambiente, se recusa a reconhecer essas evidências. 

Consequentemente, pedimos à França que rejeite o tratado de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, e condicione a troca entre os nossos dois países à adoção de normas rigorosas em matéria de defesa do ambiente e dos trabalhadores brasileiros. 

Signatários: François Alfonsi, deputado (EELV); Manon Aubry, deputado e copresidente do Partido Europeu GUE / NGL (Esquerda da União Europeia) (FI); Clémentine Autain, MP (FI); Ugo Bernalicis, MP (FI); Benoît Biteau, deputado (EELV); Manuel Bompard, eurodeputado, chefe da delegação não assistida ao Parlamento Europeu (FI); Guilherme Boulos, representante nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Teto e ex-candidato (PSOL) nas eleições presidenciais (Brasil); Glauber Braga Membro do PSOL, membro suplente do Comitê de Relações Internacionais e Defesa Nacional (Brasil); Damien Carême, deputado (EELV); Leïla Chaibi, eurodeputada (FI); Fabien Cohen, Secretário Geral da França América Latina (França); Eric Coquerel, MP (FI); Alexis Corbière, MP (FI); David Cormand, MEP (EELV); Humberto Costa, senador do PT e presidente do Grupo do Senado (Brasil); Gwendoline Delbos-Corfield, deputada (EELV); Karima Delli, MEP (EELV); Caroline Fiat, MP (FI); Vagner Freitas, Presidente da Central do Trabalhador do Brasil (CUT) (Brasil); Raphaël Glucksmann, deputado (praça pública); Sylvie Guillaume, MEP (PS); Gleisi Hoffmann, deputado e presidente do PT (Brasil); Yannick Jadot, MEP (EELV); Aurélie Journée-Duez, presidente do Comitê de Solidariedade da Índia das Américas (CSIA-Nitassinan, França); Michel Larive, MP (FI); Marie-Noëlle Lienemann, senadora (GRS); Gilles Maréchal, Presidente da Associação AMAR-Brasil (atores no mundo agrícola e rural (França), David Miranda, membro do Comitê de Relações Internacionais e Defesa Nacional (Brasil), Emmanuel Maurel, MEP (FI); Jean-Luc Mélenchon, MP, Presidente do Grupo Parlamentar Insoluto da França, Danièle Obono, MP (FI), Younous Omarjee, MPE (FI), Mathilde Panot, MP (FI), Anne-Sophie Pelletier, MPE (FI); Taliria Petrone, MP do PSOL (Brasil), Paulo Pimenta, PT e Presidente do Grupo na Câmara dos Deputados (Brasil), Loïc Prud’homme, MP (FI) e Adrien Quatennens, MP (FI); Hugues Ratenon, MP (FI), Muriel Ressiguier, MP (FI), Michèle Rivasi, MPE (EELV), Caroline Roose, MPE (EELV), Sabine Rubin, MP (FI), François Ruffin, MP (FI); Mounir Satouri, deputado (EELV), João Pedro Stédile, Movimento de Trabalhadores Sem Terra (Brasil); Sophie Taillé-Polian, senadora (Génération.s); Bénédicte Taurine, MP (FI); Marie Toussaint, eurodeputada (EELV); Salima Yenbou, eurodeputada (EELV); Ivan Valente, PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade), presidente do grupo PSOL na Câmara dos Deputados (Brasil); Sindicato Estadual dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Brasil). Um coletivo de personalidades políticas e associativas francesas e brasileiras

Tradução feita pela amiga francesa Coraline Chalamel, de Ambérieu-En_Bugey, França – 23 anos (fico devendo a interessante biografia dessa jovem que fala e escreve em português muitíssimo bem, além de inglês e espanhol). Caso encontrem erros de ortografia e gramática, fiz questão de não fazer correção e deixar a tradução tal qual ela fez.

Segue abaixo o link para o artigo original.

https://www.liberation.fr/amphtml/debats/2019/07/27/la-france-doit-refuser-l-accord-de-libre-echange-ue-mercosur_1742315

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https://nopontodofato.com/politica/gilmar-mendes-lidera-ataque/

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Internacional

PYONGYANG FICA A APENAS 194 QUILÔMETROS DE SEUL. SE KIM JONG-UN EXPLODIR SEUL, SE EXPLODE JUNTO.

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E SE OS ESTADOS UNIDOS REVIDAREM UM ATAQUE DE KIM JONG-UN, SEUL EXPLODE DO MESMO JEITO.

Quem tem medo de Kim Jong-Un? Penso que todos deveriam ter.

Do que conheço de história, a imprevisibilidade de Kim Jong-Un pode ser comparada a de Hitler e Stalin em seus primeiros anos de poder. Eles fizeram o impossível debaixo dos narizes de todas as nações, até ficarem previsíveis. Só que eles não tinham bomba atômica. Hitler estava até preparando a sua, mas, felizmente, não ficou pronta a tempo.

O risco da imprevisibilidade de Kim, difere dos outros dois porque Kim acha realmente que é um ser supremo e iluminado, porque ele foi criado assim, educado assim, numa país onde a imensa maioria, por ignorância, desinformação e medo, pensa da mesma maneira. Os outros dois sofriam de distúrbios mentais graves, Kim sofre de uma ignorância grave.

No filme de 1959, O Rato que ruge, com Peter Sellers interpretando diversos personagens, um pequeno país europeu falido decreta guerra aos EUA na esperança de ser vigorosamente derrotado e com isso receber dinheiro dos americanos para a reconstrução. Casualmente o pequeno exército do Ducado de Grande Fenwick invade Nova York exatamente num dia de alarme de bomba atômica.

Com a cidade vazia, os valentes cidadãos de Grande Fenwick acabam sequestrando um cientista que não deu bola para o alerta, e com ele uma bomba poderosa, que levam para seu país, como prova de que estiveram lá e para usá-los numa negociação de guerra.

Diante de tal fato, por medo da bomba em poder do pequeno Ducado de Grande Fenwick, os EUA se declaram derrotados, e com isso passam a ter o direito de pedir reparações de guerra ao pequeno país falido, de modo que o tirou saiu pela culatra.

Estaria Kim Jong-Un dando uma de rato que ruge?

O povo da Coreia do Norte passa fome, morre de inanição. As casas não têm calefação e depois das 6 da tarde só Pyongyang fica iluminada, mas nem todas as casas podem usufruir do luxo dessa energia elétrica a noite.

A questão de Kim Jong-Un não tem a ver com ideologia comunista ou socialista, mas apenas com aquilo que ele aprendeu com seu pai e avô, que lideraram o país antes dele. Se para o avô de Kim a separação das Coreias foi uma questão de poder e ideologia, para o pai de Kim já se tratou mais de poder do que ideologia. E para o próprio Kim é apenas uma questão de poder.

Ninguém sabe o que pode vir da cabeça de Kim Jong-Un. O Supremo líder é um menino mimado, acostumado a ter realizados todos os seus desejos, inclusive o de ter uma bomba atômica. E ele não e cansa de mostrar ao mundo seus brinquedos, e em especial a potência destrutiva dos mesmos.

Kim Jong-Un desafia a comunidade internacional como uma criança birrenta desafia seus pais numa desobediência constante. Mas Kim é uma criança grande que não foi repreendida a tempo ou apropriadamente. Pelo contrário, foi e é atendido em tudo que quer.

O fato é que não como prever do que Kim Jong-Un é capaz, e se teria mesmo coragem de atacar os EUA ou Seul, mesmo essa estando a menos de 200 quilômetros de distância. E é por isso que eu tenho medo de Kim Jong-Un. Talvez o Supremo Líder pense realmente ser uma divindade e se ache imune a uma explosão nuclear. Como sei que não sou, tenho muito medo.

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Internacional

SOBRE O ATENTADO EM BARCELONA – MATARAM 13, FERIRAM MILHÕES

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O MUNDO LIVRE ESTÁ FICANDO CADA VEZ MENOS LIVRE. OS GOVERNOS PRECISAM REAGIR.

Antes eraM bombas, aviões jogados contra edifícios, até que descobriram uma maneira bem mais simples e mortal de matar pessoas, simplesmente matar, sem que nem porquê, exceto as justificativas de mentes doentias que, de verdade mesmo, não tem a menor noção do que estão fazendo.

Terroristas como os de hoje, e todos os outros independentemente do método, são pessoas que sofrem da doença da religião, assim como sofrem os esquerdistas da doença do socialismo/comunismo. São pessoas cuja doutrinação se iniciou cedo, explorando suas fraquezas sociais e intelectuais.

Hoje, mais 13 cidadãos do mundo livre foram mortos por pessoas que nem cidadania tem, e o que pensam que tem não é cidadania.

O segredo nefasto do Estado Islâmico é simples e nem é segredo. Eles exportam o islamismo.

Os conflitos na Síria e em outros tantos países são nada menos do que uma maneira de espantar e exportar pessoas fragilizadas pela violência, mas que mesmo fugindo da degola não abandonam o islamismo. E junto com essas pessoas, que até acredito que na maioria queiram viver em paz, exportam também seus soldados infiltrados, que causam as desgraças que vemos e vivenciamos.

O que fazer?

A pergunta é retórica, e certamente repetida por milhões de pessoas pelo mundo. E de verdade ninguém sabe o que fazer.

Existe uma falta de coragem travestida de democracia que impede os governos de tomar atitudes drásticas, como prender e enfiar islâmicos de volta aos seus país. Existe o medo da injustiça com quem nada tem a ver com isso, mesmo que seja também uma injustiça sem tamanho a produção de mortos em escala que também não tinham nada a ver com isso.

Quem não entendeu ou não aceitou o Brexit, não entendeu também o recado embutido nele.

O Reino Unido está com a contagem regressiva ligada para tomar as atitudes que, creio eu, pouco a pouco serão replicadas em outros países, entre elas um enorme ferrolho nas porteiras do país para pessoas vindas do mundo islâmico. E não deverá ficar nisso. Os residentes, especialmente os suspeitos (calcula-se que haja 3 mil lobos solitários no Reino Unido) passarão por um pente fino e, tal qual piolhos, serão retirados.

O fato é que mais 13 cidadãos do mundo livre pagaram com a vida por uma conta que não lhes pertence.

O ponto é: quantos mais terão que pagar para que o politicamente correto deixe de ser correto e se tomem atitudes politicamente produtivas para proteger quem preza a liberdade e a cidadania modo de vida?

 

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