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Política

Lula nunca foi candidato à presidência

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Lula faz chilique e se recusa a subir em tablado improvisado como palanque em assentamento do MST

Confesso que estou me divertindo muito ao ver “YouTubers” e jornalistas divulgando com ênfase suas opiniões de que Lula não será candidato depois de passarem mais de um ano ganhando views e likes alimentando a hipótese e o medo de que ele seria. Eu escrevi e afirmei isso sempre.

Não se trata de me colocar como visionário ou melhor do que ninguém, mas de não explorar a boa fé das pessoas. Mais do que isso, de sustentar minha opinião sem a pretensão de que ela fosse vista como a verdade absoluta, apesar das opiniões em contrário.

Apesar do Brasil ser um país onde os fatos nem sempre explicitam o óbvio, a minha leitura dos muitos sinais sempre indicou que não existiam condições de Lula sair candidato pelo simples fato de que sua derrota seria a derrocada final do PT, provado já na ausência de militância.

O vexame de uma derrota para qualquer candidato, mas em especial para Jair Bolsonaro, não acabaria só com Lula ou com o PT, mas com a própria esquerda que continua ao seu lado mesmo sabendo que é o lado perdedor, e preferindo que ele desista pra poder desistir também.

Lula faz chilique e se recusa a subir em tablado improvisado como palanque em assentamento do MST

A sobrevivência da esquerda depende da desistência de Lula, e todos eles sabem disso. E sabem também que mesmo sem ele sairão dessa eleição menores do que entraram, mas menores ainda se ele e o PT forem os expoentes que irão representá-la.

Lembro-me de um seriado americano no qual o protagonista era dono de um boliche, penso que o nome era Eddie’s. Em um dos episódios o dono chega ao boliche e vê dezenas de pessoas em volta da pista assistindo o gerente do boliche jogando sozinho e emplacando o oitavo Striker seguido. Todos impressionados. Então ele emplaca o nono Strike.

Para quem não é familiarizado com boliche, strike é a jogada em que todos os pinos são derrubados com uma única bola, algo possível de fazer até para iniciantes, mas muito difícil de ser feito em sequência como está da cena, ainda mais nove vezes seguidas, até para jogadores experientes.

O frisson e a expectativa dos atônitos espectadores está na que seria uma fabulosa e inacreditável sequência de 10 strikes seguidos, digno de registro. E então o gerente pega a bola, calcula a jogada, mira os pinos, se põe em posição de concentração extrema e, para espanto e decepção de todos, desiste. Põe a bola de volta no lugar e apesar do clamor da plateia ele vira as costas e sai da pista, indo em direção ao protagonista, dono do boliche.

No diálogo o protagonista o questiona do porquê da desistência. Ele responde que já havia acertado nove vezes, que já era espetacular. Se acertasse a décima seria mais espetacular ainda. Mas se errasse transformaria aquele feito em nada.

Só valorizariam que ele errou a décima, não que acertou as nove anteriores. Então preferia, ele mesmo, viver com a dúvida se acertaria ou erraria e com os créditos do que conseguiu fazer do que correr o risco do fracasso e da decepção própria e da plateia. E todos a partir dali se questionariam se ele acertaria o décimo strike e se tornaria uma lenda maior do que conseguiu ser ao fazer nove strikes seguidos. E sai de cena e o episódio toma outro rumo que, se não me engano, termina tendo essa fato como uma lição de moral.

Lula sabe que vai errar. Sabe que não é o protagonista e que a história tomará outro rumo cuja moral da história para a esquerda será mais apropriada com sua desistência do que com o seu erro.

E, sob alguma justificativa esdrúxula para a desistência, deixará como legado a possibilidade da militância, apoiada pela mídia comprada e pelas pesquisas fraudulentas, dizer que “Bolsonaro só ganhou porque Lula teve que desistir”, ao invés de ter que obrigá-la a assumir que Lula foi derrotado por Bolsonaro e não ter mais o que dizer.

Lula entrou politicamente morto nessa farsa, mas sai dela definitivamente eleito para o ostracismo.

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.

Política

Alexandre de Moraes X Daniel Silveira – Obsessão? Ou virou tesão?

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Alexandre de Moraes X Daniel Silveira - Obsessão? Ou virou tesão?

Depois de ultrapassar todos os limites da justiça, Alexandre de Moraes ultrapassou também os limites da racionalidade. Só está faltando matar Daniel Silveira. Nos filmes, geralmente é isso que acontece quando o objeto da obsessão se torna totalmente inatingível. Então, a eliminação, torna-se o último recurso, que mata não apenas o objeto, mas também o obsessor.

Ao contrário do que significa Daniel Silveira para Alexandre de Moraes, este nunca significou particularmente nada para Daniel Silveira. As críticas grosseiras que ensejaram toda a operação de guerra deflagrada por Moares contra Daniel nunca foram dirigidas especificamente a ele ou só a ele. Daniel meteu o pau no STF inteiro. Os nomes que citou, mesmo ditos individualmente em sua fala, se referiam ao todo do tribunal. A particularização do fato, que fez foi Moraes, não Daniel.

O fato é que Daniel Silveira foi indultado por Bolsonaro. O assunto tinha que ter se encerrado aí. E mesmo que provocado, o STF deveria ter desconhecido a solicitação, baseado no que defendeu e esclareceu, na época que ainda tinha a Constituição Federal norteando seu trabalho, o próprio Alexandre de Moraes:

“Aclaramento neste mesmo sentido agregou o Ministro Alexandre de Moraes, no julgamento da ADI n° 5.874: É o mesmo entendimento pacificado por esta SUPREMA CORTE, que prevê a possibilidade constitucional de o Presidente da República, discricionariamente, conceder clemência individual ou coletiva, seja de maneira total, seja de maneira parcial, conforme podemos conferir, a título exemplificativo, em diversos julgados analisando o texto atual da Constituição Federal de 1988, sempre em decisões unânimes”

Ou seja, não teria mais nada a ser discutido. Portanto, tudo o que o ministro fez contra Daniel Silveira após a clemência presidencial é contra mesmo, caracterizando claramente abuso de poder, perseguição e obsessão. Alexandre de Moraes é obcecado por Daniel Silveira, seja pela figura dele em si ou pelo o que Moraes entende que ele representa dentro de sua paranoia.

Muita gente se refere ao ministro como ex-advogado do PCC. Eu já questiono se é realmente ex. Seus comportamentos, ações, julgamentos, sentenças, me deixam em dúvida se essa relação teve um fim mesmo, e se não é ela que justifica desde sua nomeação para o cargo até seu comportamento usando uma toga. E quanto ao comportamento penso que não se restringe a ele. A corte como um todo tem comportamento muito suspeito quando trabalha 24 horas na contramão do que suas funções constitucionais a obrigaria a fazer. Tanto que nem a própria Constituição Federal, que os nomeia como seus guardiões, eles respeitam mais.

Há, contudo, um porém nessa história. Seria esse comportamento um compromisso com o crime organizado ou estaria a corte sendo obrigada a se comportar de tal maneira?

Imagine-se ministro do STF. Imagine que tem nas suas mãos o poder de, fazendo o que a lei manda, colocar atrás das grades os principais chefes do crime organizado do país, prender corruptos, desbaratar quadrilhas e facções. Então, em dado momento, recebe uma advertência, um bilhetinho, dizendo algo como “Sei quem é sua mulher/marido, seus filhos, seus netos, onde vivem, onde trabalham, onde estudam, os lugares que frequentam, quem são os amigos deles, as rotinas deles.” Precisaria dizer algo mais? O que será que qualquer um de nós faria diante de um hipotético aviso desses?

Ok. É uma teoria de conspiração, não há nada que comprove isso. Mas não podemos ignorar também que desde os “diálogos cabulosos” da esquerda com o crime organizado o Brasil é claramente um narco-estado. O tráfico de drogas, armas, pessoas, órgãos humanos – e principalmente o de influência – dominam a cena brasileira nos executivos municipais e estaduais, nos legislativos municipais, estaduais e federal, e porque não dizer logo no judiciário em todas as suas instâncias. Basta para isso ver a infinidade de leis e até emendas à constituição que preveem tratamento VIP aos bandidos, como redução de pena, audiência de custódia, maioridade penal, liberação das drogas, e por aí vai. Ninguém vai me convencer de que se trata de mero progressismo. Existe um buraco muito mais embaixo que a maioria da população não consegue sequer imaginar.

A perseguição de Alexandre de Moraes a Daniel Silveira tem mais cara de advertência ao legislativo todo do que uma ação de A contra B. E quando vemos a promiscuidade da interlocução do alto judiciário com as altas casas legislativas do país se converterem em ações de proteção do segundo para o primeiro, temos que parar para pensar. Nada é normal. Ministros que deveriam se pronunciar apenas nos autos adotaram a estratégia de se pronunciar nos microfone e, principalmente, nos bastidores, ao pé do ouvido de políticos que tem processos a serem julgados por esses ministros. Quando falam ao microfone, por mais que estejam ali dando suas versões distorcidas dos fatos, pelo menos sabemos o que estão falando. O problema está no que falam em jantares e companhias nas quais não deveriam estar.

Olhar sobre o ponto de vista de que, talvez, talvez (a repetição é proposital), a suprema corte possa estar acuada por um poder nada institucional ou republicano não é, de maneira alguma, querer criar um forte atenuante para o que ela tem feito nos últimos 5 anos, e mais fortemente depois que Jair Bolsonaro assumiu a presidência. Mas, quem sabe, um ângulo enviesado para tentar entender o porquê dessa desconexão com o ordenamento jurídico nacional e exatamente após a posse de Bolsonaro na presidência.

Perseguir Daniel Silveira não é apenas perseguir um deputado, mas manter uma espada sob a cabeça do legislativo. E em se tratando especificamente de Daniel Silveira, um modo baixo e abjeto de mandar recado a políticos que são ligados às forças de segurança e às forças armadas, e também aos militares dessas duas vertentes que pretendem se candidatar nas próximas eleições. E um exemplo tácito de quem é que manda nesse país.

Voltando então o foco na disputa do ministro com o deputado, tudo o que foi feito por Moraes conta Daniel Silveira foi na ilegalidade e na inconstitucionalidade, e o que ele faz agora ao aplicar multas ilegais, congelar ilegalmente dinheiro, bens móveis e imóveis, beira a insanidade, pessoal e jurídica. O que mais causa, espécie, no entanto, é ver que a corte como um todo não se pronuncia contra essa sequência de abusos e arbitrariedades, o que denota medo de se opor e ela, ou conivência, ainda que também possa ser fruto de medo.

Alexandre de Moraes estará no comando das eleições em dois meses. Resta saber se será ele mesmo que irá comandar ou se será ele o comandado. Suas ações e o resultado das urnas nos dirá.

E se absolutamente nada do que disse fizer sentido para tentar explicar ou entender os acontecimentos, só sobra o tesão mesmo. Aí, nem Freud explica.


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Uma narrativa das ações do STF que levaram a Lava Jato ao seu triste final. Uma coletânea de artigos, todos com base nos fatos, a maioria referenciada por notícias da imprensa sobre as ações do Supremo contra a operação durante a operação Lava Jato.

Uma maneira de entender como as conquistas da Lava Jato foram sendo revertidas, quais foram os principais artífices dessa conquista da sociedade brasileira e como eles foram se revezando nas ações que culminaram com a soltura dos maiores ladrões dos cofres públicos da história do Brasil.


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Política

Lula já está eleito presidente e a gente não sabe?

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Lula já está eleito presidente e a gente não sabe?

A presença de Lula na campanha eleitoral, sendo ele duas vezes condenado em três instâncias da justiça e descondenado por uma canetada sem vergonha de um ministro do STF dá muito o que pensar. Se já pressentíamos que essas eleições presidenciais não seriam normais, agora com uma série de evidências – aparentemente desconexas – já se pronunciam como, provavelmente, as mais anormais de todos os tempos. Se antes a suspeita de muitos brasileiros recaía sobre as urnas eletrônicas, hoje elas pairam todo o sistema da justiça, comum e eleitoral. Mas não fica nisso. Há muito mais coisas estranhas envolvendo as eleições de 2022.

Candidatos

Como protagonistas da corrida ao Palácio do Planalto, temos no páreo o presidente Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes, João Doria, Sérgio Moro e Simone Tebet. E ainda que tentem inflar nomes como de Pablo Marçal como algo sério, são os nomes citados na frase anterior que realmente fazem parte do jogo, alguns como chance real, outros para fingir que são alternativas à polarização óbvia. No entanto, coisas estranhas acontecem todos os dias nos partidos.

Começando por João Doria. Mesmo se considerarmos que sua chance de pelo menos chegar a um segundo turno fosse de baixa a inexpressiva, ele venceu as convenções do PSDB (legitimamente ou não, vai saber) e seria o candidato à presidência pela legenda. Não há, também, possibilidade de imaginar que Eduardo Leite ou Arthur Virgílio Neto fariam mais bonito do que Doria. O problema, nesse caso, não estaria apenas nos possíveis nomes ou no nome escolhido pelo partido, mas reside também no fato de que a sigla PSDB, desde que revelado o teatro das tesouras PT X PSDB, não inspira confiança na população brasileira. E tendo sido Doria o escolhido (se fosse Eduardo Leite não seria diferente), pesa contra ele a péssima gestão no governo do Estado, além da prática explicita de tirania e autoritarismo que ele exerceu muito à vontade enquanto esteve no Palácio dos Bandeirantes. Hoje, Doria é sabotado dentro do próprio partido em nome de um projeto da famigerada terceira via.

Sérgio Moro é outro exemplo do obscurantismo reinante no processo eleitoral. Recebido pelo Podemos como “O Cara”, o partido sequer cogitava outro nome para disputar a presidência que não fosse ele. A legenda investiu um bocado de dinheiro e sua imagem como sigla alternativa junto ao eleitorado para viabilizar Moro. Moro não decolou, mas em nenhum momento foi descartado pelo Podemos. Porém, ao contrário, quem descartou o Podemos foi Moro. Correu para os braços do União Brasil, partido muito mais endinheirado e capilarizado, por ser fruto da fusão do DEM com o PSL. O DEM já era um partido tradicional, o PSL ficou grande nas costas de Bolsonaro. Sérgio Moro foi recebido com pompas e circunstâncias e tão logo chegou o tapete lhe foi tirado debaixo dos pés. Em pouco tempo o União Brasil anunciou seu presidente, Luciano Bivar, como candidato à presidência e, ao que tudo indica, Moro deve ficar com uma vaga para se candidatar a deputado federal por São Paulo. Foi de candidato a presidente a puxador de votos. Mas tem ainda um porém. Denúncia de fraude na mudança de domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo pode inviabilizar até isso. O que fica dessa paneceia toda, porém, é que também Moro foi sabotado dentro do União Brasil.

Simone Tebet é a candidata do MDB só porque quer ser candidata mesmo. Não tem chance, muito menos apoio, de verdade, dentro da legenda. Ao contrário, caciques como Renan Calheiros, o campeão de inquéritos no STF sabotam sua candidatura desde o primeiro dia e defendem que o MDB apoie Lula já no primeiro turno. Contudo, Simone Tebet continua investindo no seu postulado, mas é mais maleável que Doria, e topa ser vice de qualquer um dentro do projeto da terceira via, se isso ajudar a viabilizar alguma coisa. De fato, para ela, é isso ou assumir que vai ficar sem cargo por pelo menos 4 anos, a menos que reconsidere sua decisão e decida disputar sua reeleição ao senado. Ao governo do Mato Grosso do Sul, seu estado e domicílio eleitoral, não tem a menor chance. E se quiser garantir um cargo pode até optar por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Ciro Gomes não emplaca. Ao invés de ter contratado João Santana para cuidar de seu marketing teria feito melhor a si mesmo se tivesse contratado uma junta de psicólogos e psiquiatras para cuidar da sua cabeça. Ciro é o pior divulgador de si mesmo. A diferença é que ele sabe que não tem chance, e utiliza sua candidatura para fazer bravatas. Em alguns momentos comete “sincericídios” tão realistas em relação à administração de Bolsonaro que até parece eleitor dele. Logo em seguida cai de pau utilizando temas genéricos usados pela esquerda e se perde no mesmismo. Mas, dentro desses “sincericídios”, o que é muito relevante é a quantidade de “pauladas” que ele dá em Lula, expondo como todas as letras a roubalheira da era PT e apontando Lula como comandante. Apesar de tudo isso, penso que Ciro seria o único candidato com chances de chegar a um segundo turno se a esquerda e os defensores da terceira via se aliassem a ele. É o único bravateiro que tem algo que se parece com um programa de governo, apesar de ser um programa estatizante e de viés socialista, mas isso já é muito mais do que tudo o que os outros, juntos, propõem.

Continuo acreditando que Lula na última hora não será candidato e colocará um poste em seu lugar. O candidato que faz ameaças ao invés de promessas, mesmo com sinais claros de que não tem saúde para o que pretende, até sua voz revela isso, diariamente engrossa o tom de sua rouquidão, prometendo um governo de esquerda radical, estatizante, socialista, e “mais Maduro, mais Maduro”, como disse ele em um de seus pronunciamentos para a militância mortadelística sindical. Lula continua sendo vaiado nas ruas e sendo humilhado pela própria esquerda que não consegue reunir mais de 500 pessoas quando se atreve a visitar alguma cidade para fazer comício – quando consegue. Lula não encanta mais nem asnos. Todo apoio explícito que recebe vem da lama, que se estende pela esquerda, pela imprensa e pelo judiciário, sendo esse último o mais perigoso e danoso dentro do processo eleitoral.

Chegando em Jair Bolsonaro, chegamos novamente à lama da imprensa e do judiciário, duas instituições determinadas a impedir sua candidatura, seja qual for o meio necessário para atingir esse fim. Ao contrário do que mostram as pesquisas (sabe Deus como), Bolsonaro é aclamado por multidões em qualquer lugar que vá, enquanto Lula, líder nessas pesquisas, não vai, e quando vai é escondido da multidão que, invariavelmente, lembram a ele da cadeia em Curitiba e da sua mãe, com adjetivos que não vale a pena repetir. Bolsonaro tem um legado, apesar da pandemia, construído, inclusive, concluindo obras que o PT não fez enquanto esteve no governo. Considerando eleições limpas, Bolsonaro ficar fora de um segundo turno não é imaginação, mas delírio. O problema é que muita gente tem delirado em relação a isso e em como fazer isso. E não é preciso forçar a memória para lembrar que o último que levou um delírio desses a sério foi Adélio Bispo. E quase deu certo. Portanto, é preciso que tais delírios sejam levados muito mais a sério do que são, tem muita gente delirando de várias maneiras sobre isso.

Judiciário

São muitas os atores e as ações, na justiça comum e na justiça eleitoral, que visam impedir Jair Bolsonaro de ser candidato, seja atingindo diretamente a ele ou ao seu entorno, como, por exemplo, seu filho Carlos Bolsonaro, responsável pelas atividades de defesa do pai, dos feitos do governo e da campanha eleitoral nas redes sociais. Os ataques vêm de todos os lados com a colaboração daninha da imprensa transformada em consórcio de notícias contra Bolsonaro e seu governo. E são nessas ações que temos que ficar de olho, pois algumas evidências sugerem que o que está sendo preparado nos subterrâneos é algo muito pesado, contra o qual a população precisará saber como reagir e na mesma proporção do estrago que pretendem fazer, que não se resume em tirar Bolsonaro da disputa, mas eleger Lula presidente do Brasil.

Então chego ao título deste artigo, e peço muita atenção ao fato, porque ele é revelador e determinante como evidência de que algo muito errado não está certo.

Lula já está eleito presidente e a gente não sabe?

Reunião na casa de Kátia Abreu

É muito, mas muito suspeito, que uma reunião na casa da senadora Kátia Abreu tenha reunido em volta da mesma mesa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Jaques Wagner (PT-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e a própria anfitriã, Kátia Abreu, e também participaram do jantar os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski e que o tema de fundo, pelo menos o que foi dito publicamente, tenha sido a criação de um grupo no senado para defender o STF. Estranho que dentre os assuntos tratados tenha tido relevância uma reclamação de Rodrigo Pacheco sobre o programa da Jovem Pan Os Pingos Nos Is e que o objetivo da reclamação seria calar os jornalistas. Muito suspeito também é que estavam ali Renan Calheiros, sabotador da candidatura de Simone Tebet pelo MDB e Tasso Jereissati, cujo partido sabota a candidatura de João Dória, além de ser adversário histórico de Ciro Gomes. E não menos estranho ou suspeito, muito pelo contrário, a presença dos três ministros do STF responsáveis diretos pelo combate ao governo Bolsonaro e principais artífices do fim da Lava Jato.

Para ficar ainda mais estranho – Jaques Wagner

O petista Jaques Wagner, também presente na casa de Kátia Abreu, segundo declarações de Jair Bolsonaro, teria ligado no dia de ontem para os embaixadores da França e dos Estados Unidos para tratar da transição de governo, de um governo Bolsonaro para um governo Lula. Então, repito a pergunta pela terceira vez e deixo você pensando a respeito: Lula já está eleito presidente e a gente não sabe?

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Política

O judiciário e Os Três Patetas

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O judiciário e Os Três Patetas

O poder judiciário não é mais judiciário. Tudo ali se resume apenas a poder; seja de quem ocupa os mais altos cargos ou de quem, nas sombras, escreve o roteiro que eles devem seguir. Vivenciamos diariamente um pastelão jurídico, gênero consagrado no cinema por Moe, Lary e Joe, os famosos Três Patetas, que, de acordo com o site Aventuras na História, apesar de todo o sucesso obtido na carreira, tiveram um trsite fim. Reproduzo literalmente o título e o subtítulo (e deixo aqui o link para quem se interessar pela história dos Três Patetas originais):

“DO SUCESSO A MELANCOLIA: O TRISTE FIM DOS TRÊS PATETAS”

“Apesar do enorme sucesso que fizeram durante décadas, os membros do grupo tiveram dias finais conturbados”

Mas, os Três Patetas de que trata esse artigo não são os comediantes de outrora, mas sim os que hoje fazem da justiça brasileira uma comédia pastelão sem graça, tal qual são seus protagonistas. Os atuais Moe, Larry e Joe, além de sem graça, tem muito mais propensão aos gêneros drama e policial, mesmo que sejam vistos como comédia.

Fazer comédia com a constituição brasileira não tem a menor graça. Transformar a mais alta corte do judiciário brasileiro em palco de encenações e exibições pouco risíveis muito menos. E é isso o que vemos na formação dos Três Patetas tupiniquins que, ao provocarem uma gigantesca onda de insegurança jurídica, são os únicos que se divertem com o que fazem. Mesmo com a quantidade de memes espalhados pela internet, ao invés de risos as pessoas sentem cada vez mais raiva e impotência diante de tantos desmandos.

Nem todo mundo sabe, mas os Três Patetas do cinema tinham um chefe, que foi quem os reuniu e comandava suas carreiras, o nome dele era Ted Healey. Mas e nossos Três Patetas, tem um chefe? Em tese deveriam obedecer tão somente e estritamente a Constituição Federal. Mas porque não fazem isso? O que há por trás de tantas decisões desconexas não apenas com a Constituição, mas inclusive com os livros de direito que esses mesmos Patetas escreveram sobre direito constitucional, sozinhos ou em parceria com outros juristas – que se espantam com a distorção do que está escrito na Constituição e nos livros que eles ajudaram a escrever, a ponto de vários deles virem a público contestar as ações que pervertem as leis, artigos e parágrafos que deveriam ser defendidos pelos patetas mandatários da justiça brasileira.

Chanchada no judiciário - Espetáculo teatral de baixa qualidade.

Os Três Patetas tupiniquins transformaram o ordenamento jurídico brasileiro em chanchada, na qual o significado mais exato é espetáculo de baixa qualidade. Transformaram o processo eleitoral em circo cujos palhaços são os eleitores. Fizeram dos julgamentos das causas mais caras aos brasileiros peças teatrais sem valor, mas tão sem valor que não dá nem para rir. E a pergunta que não quer calar volta à cena: quem comanda essa pornochanchada na qual a justiça é estuprada quase todos os dias? Não é possível que esse roteiro seguido pelos Três Patetas não tenha um diretor, que seja tudo feito de improviso por atores tão claramente desprovidos de inteligência ou que subestimem de modo tão venal a inteligência do público pagante, e é bom que lembremos sempre de que quem paga os salários, benesses, vinhos premiados e lagostas somos nós, no caso o desrespeitado público.

Enquanto o brasileiro comum briga por moradia, item básico à dignidade de qualquer ser humano, enquanto um apartamento de 60 metros quadrados custa entre 200 e 300 mil reais, os gabinetes dos Patetas tem cerca de 485 metros quadrados, decorados com granito. Eram 385 metros quadrados, mas era pouco para eles. Em 2010 foi feita a proposta de ampliação que incluía a criação de um gabinete extra para facilitar a transição entre o presidente que saía e o que entrava, o que acontece de 2 em 2 anos. E tem Pateta que mal ocupa seu gabinete, vive mais em Portugal do que no Brasil. Aliás, outra coisa que precisa ser questionada, como pode um Pateta com a responsabilidade que tem viver mais em outro país do que no Brasil? Como pode, de lá, no conforto de seus milhões de Euros, ter voz ativa (e imperativa) na vida de 215, milhões de brasileiros e ninguém questionar isso com a veemência necessária?

O final da vida dos Três Patetas originais foi melancólico. Câncer, derrames e AVCs foram destruindo carreiras e vidas, trazendo tristeza, dor e decadência a atores cuja finalidade era apenas fazer as pessoas rirem. Não creio, porém, muito menos desejo, que esse seja o fim dos Três Patetas tupiniquins, mesmo que a finalidade de seus atos traga tristeza e dor a todos nós brasileiros. Mas desejo a eles a decadência, vestida de verdadeira justiça, cobrando de cada um deles as responsabilidades individuais por estarem fazendo desse período da vida brasileira um momento cujas consequências ainda farão muito mal ao país.

O ordenamento jurídico brasileiro não é uma sequência de esquetes humorísticas, e quem coaduna com isso é tão criminoso quanto quem o perverte. Não haverá justiça no Brasil enquanto os Três Patetas forem representados por atores tão maus intérpretes, assim como são os outros oito Patetas com quem, eventualmente, dividem a cena no judiciário, uma vez que já há algum tempo o protagonismo é todos deles. Somente quando uma verdadeira renovação se der na cena jurídica brasileira é que, talvez, voltemos a ter pela justiça e pelo judiciário o respeito que essas instituições merecem.

Que venha, rápida, a decadência desse trio. A melancolia será problema deles, de preferência pagando caro por tudo o que fazem contra o Brasil e o povo brasileiro. Ou, se preferir, por tudo o que fazem a favor da bandidagem nesse país. Que os dias sejam bastante conturbados.

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