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França deve rejeitar o acordo de livre-comércio UE-Mercosul – Tradução jornal Liberation

França deve rejeitar o acordo de livre-comércio UE-Mercosul - Tradução jornal Liberation

Estes são os brasileiros traidores do Brasil e da América do Sul que assinaram o documento.

O Ministro de Assuntos Exteriores começará, dia 27 de julho, sua visita no Brasil – principal parceiro comercial da França na América Latina. Na linha de fogo está o acordo comercial com Jair Bolsonaro, cujas consequências ambientais e sociais são consideradas inaceitáveis pelas partes signatárias. 

De 27 a 30 de julho, o Ministro de Assuntos Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, se desloca ao Brasil para encontrar-se com as autoridades e empresas. Essa viagem ocorre umas semanas após a visita ao Quai d’Orsay (sede do Ministério da Europa e dos Assuntos Estrangeiros) do seu homologo Ernesto Araújo, e à realização de um encontro internacional do MEDEF sobre as oportunidades comerciais com o Brasil, onde as vantagens de reforma da aposentadoria – que reduz os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros – foram evocadas. Os dos países não tinham uma atividade bilateral tão intensa há anos. 

O Brasil está longe de ser o principal parceiro comercial da França na América Latina, com trocas comerciais que ascendem aos 7,5 bilhões de euros, 900 empresas francesas implantadas e grandes perspectivas de expansão apesar da concorrência cada vez mais forte dos atores chineses. Assim, o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul é considerado estratégico pelo governo e o patronato. Além de favorecer a importação de matérias-primas para a Europa, deve reduzir consideravelmente as barreiras alfandegárias à exportação de produtos manufaturados. A indústria local, já bastante frágil, será dizimada. O acordo prejudicará altamente ao desenvolvimento econômico e social do Brasil e de outros países latino-americanos. 

Entretanto, Emmanuel Macron parece ter esquecido um detalhe que não tem valor comercial: os danos ambientais irreversíveis causados pelo tratado. Ainda assim, no G20 em Buenos Aires em novembro de 2018, pouco tempo depois da eleição do Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil, ele afirmou que condicionaria a assinatura do acordo à manutenção do Brasil no Acordo de Paris.

Bolsonaro anunciou várias vezes durante sua campanha eleitoral que queria sair dele.  Mas aparamente, saudações entre ministros e chefes de Estado na última Cimeira G20 em Tóquio foram suficientes para o presidente brasileiro convencer da sua vontade de preservar o ambiente. As palavras do Emmanuel Macron ficarão sem sentido se as trocas entre a França e o Brasil se multiplicam. Os volumes de dióxido de carbono emitidos para a atmosfera registrarão a mesma evolução. Nessas condições, a possibilidade dos critérios do Acordo de Paris serem respeitados é muito pequena. 

Esperamos que Jean-Yves Le Drian tenha previsto na sua agenda uma visita à floresta amazônica, onde o desmatamento acelerou de 88% desde 2018, bem como uma visita às tribos índias ameaçadas pelas milícias do agronegócio e aos túmulos das centenas de defensores do ambiente que foram assassinados nos últimos anos (uma cifra que não para de aumentar). Também esperamos que o ministro previu acompanhar durante umas horas os trabalhadores agrícolas empregados nas grandes explorações que dão de comer à Europa, num momento em que a escravidão volta a ser uma realidade e 239 pesticidas (muitos proibidos na Europa) acabam de ser autorizados no Brasil.

A entrada em vigor do acordo amplificará a destruição do ambiente e aumentará o número de mortes decorrentes das atividades do agronegócio. O Acordo de Paris não é uma varinha mágica, apesar do que acreditem alguns negociadores do Quai d’Orsay. Não inclui nenhuma cláusula vinculativa. Mesmo que o Brasil se mantenha no acordo, poderá prosseguir as suas atividades criminais que destroem o ambiente e as pessoas que dedicam a sua vida à proteção dele. 

Para conformar-se aos princípios do Acordo de Paris, é preciso vontade política e um forte compromisso com o combate ao aquecimento climático. Isso notoriamente falta no governo de Jair Bolsonaro. Lamentamos profundamente que o presidente Macron, que fervorosamente pretende ser o líder mundial da proteção ao ambiente, se recusa a reconhecer essas evidências. 

Consequentemente, pedimos à França que rejeite o tratado de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, e condicione a troca entre os nossos dois países à adoção de normas rigorosas em matéria de defesa do ambiente e dos trabalhadores brasileiros. 

Signatários: François Alfonsi, deputado (EELV); Manon Aubry, deputado e copresidente do Partido Europeu GUE / NGL (Esquerda da União Europeia) (FI); Clémentine Autain, MP (FI); Ugo Bernalicis, MP (FI); Benoît Biteau, deputado (EELV); Manuel Bompard, eurodeputado, chefe da delegação não assistida ao Parlamento Europeu (FI); Guilherme Boulos, representante nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Teto e ex-candidato (PSOL) nas eleições presidenciais (Brasil); Glauber Braga Membro do PSOL, membro suplente do Comitê de Relações Internacionais e Defesa Nacional (Brasil); Damien Carême, deputado (EELV); Leïla Chaibi, eurodeputada (FI); Fabien Cohen, Secretário Geral da França América Latina (França); Eric Coquerel, MP (FI); Alexis Corbière, MP (FI); David Cormand, MEP (EELV); Humberto Costa, senador do PT e presidente do Grupo do Senado (Brasil); Gwendoline Delbos-Corfield, deputada (EELV); Karima Delli, MEP (EELV); Caroline Fiat, MP (FI); Vagner Freitas, Presidente da Central do Trabalhador do Brasil (CUT) (Brasil); Raphaël Glucksmann, deputado (praça pública); Sylvie Guillaume, MEP (PS); Gleisi Hoffmann, deputado e presidente do PT (Brasil); Yannick Jadot, MEP (EELV); Aurélie Journée-Duez, presidente do Comitê de Solidariedade da Índia das Américas (CSIA-Nitassinan, França); Michel Larive, MP (FI); Marie-Noëlle Lienemann, senadora (GRS); Gilles Maréchal, Presidente da Associação AMAR-Brasil (atores no mundo agrícola e rural (França), David Miranda, membro do Comitê de Relações Internacionais e Defesa Nacional (Brasil), Emmanuel Maurel, MEP (FI); Jean-Luc Mélenchon, MP, Presidente do Grupo Parlamentar Insoluto da França, Danièle Obono, MP (FI), Younous Omarjee, MPE (FI), Mathilde Panot, MP (FI), Anne-Sophie Pelletier, MPE (FI); Taliria Petrone, MP do PSOL (Brasil), Paulo Pimenta, PT e Presidente do Grupo na Câmara dos Deputados (Brasil), Loïc Prud’homme, MP (FI) e Adrien Quatennens, MP (FI); Hugues Ratenon, MP (FI), Muriel Ressiguier, MP (FI), Michèle Rivasi, MPE (EELV), Caroline Roose, MPE (EELV), Sabine Rubin, MP (FI), François Ruffin, MP (FI); Mounir Satouri, deputado (EELV), João Pedro Stédile, Movimento de Trabalhadores Sem Terra (Brasil); Sophie Taillé-Polian, senadora (Génération.s); Bénédicte Taurine, MP (FI); Marie Toussaint, eurodeputada (EELV); Salima Yenbou, eurodeputada (EELV); Ivan Valente, PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade), presidente do grupo PSOL na Câmara dos Deputados (Brasil); Sindicato Estadual dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Brasil). Um coletivo de personalidades políticas e associativas francesas e brasileiras

Tradução feita pela amiga francesa Coraline Chalamel, de Ambérieu-En_Bugey, França – 23 anos (fico devendo a interessante biografia dessa jovem que fala e escreve em português muitíssimo bem, além de inglês e espanhol). Caso encontrem erros de ortografia e gramática, fiz questão de não fazer correção e deixar a tradução tal qual ela fez.

Segue abaixo o link para o artigo original.

https://www.liberation.fr/amphtml/debats/2019/07/27/la-france-doit-refuser-l-accord-de-libre-echange-ue-mercosur_1742315

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https://nopontodofato.com/politica/gilmar-mendes-lidera-ataque/

PYONGYANG FICA A APENAS 194 QUILÔMETROS DE SEUL. SE KIM JONG-UN EXPLODIR SEUL, SE EXPLODE JUNTO.

E SE OS ESTADOS UNIDOS REVIDAREM UM ATAQUE DE KIM JONG-UN, SEUL EXPLODE DO MESMO JEITO.

Quem tem medo de Kim Jong-Un? Penso que todos deveriam ter.

Do que conheço de história, a imprevisibilidade de Kim Jong-Un pode ser comparada a de Hitler e Stalin em seus primeiros anos de poder. Eles fizeram o impossível debaixo dos narizes de todas as nações, até ficarem previsíveis. Só que eles não tinham bomba atômica. Hitler estava até preparando a sua, mas, felizmente, não ficou pronta a tempo.

O risco da imprevisibilidade de Kim, difere dos outros dois porque Kim acha realmente que é um ser supremo e iluminado, porque ele foi criado assim, educado assim, numa país onde a imensa maioria, por ignorância, desinformação e medo, pensa da mesma maneira. Os outros dois sofriam de distúrbios mentais graves, Kim sofre de uma ignorância grave.

No filme de 1959, O Rato que ruge, com Peter Sellers interpretando diversos personagens, um pequeno país europeu falido decreta guerra aos EUA na esperança de ser vigorosamente derrotado e com isso receber dinheiro dos americanos para a reconstrução. Casualmente o pequeno exército do Ducado de Grande Fenwick invade Nova York exatamente num dia de alarme de bomba atômica.

Com a cidade vazia, os valentes cidadãos de Grande Fenwick acabam sequestrando um cientista que não deu bola para o alerta, e com ele uma bomba poderosa, que levam para seu país, como prova de que estiveram lá e para usá-los numa negociação de guerra.

Diante de tal fato, por medo da bomba em poder do pequeno Ducado de Grande Fenwick, os EUA se declaram derrotados, e com isso passam a ter o direito de pedir reparações de guerra ao pequeno país falido, de modo que o tirou saiu pela culatra.

Estaria Kim Jong-Un dando uma de rato que ruge?

O povo da Coreia do Norte passa fome, morre de inanição. As casas não têm calefação e depois das 6 da tarde só Pyongyang fica iluminada, mas nem todas as casas podem usufruir do luxo dessa energia elétrica a noite.

A questão de Kim Jong-Un não tem a ver com ideologia comunista ou socialista, mas apenas com aquilo que ele aprendeu com seu pai e avô, que lideraram o país antes dele. Se para o avô de Kim a separação das Coreias foi uma questão de poder e ideologia, para o pai de Kim já se tratou mais de poder do que ideologia. E para o próprio Kim é apenas uma questão de poder.

Ninguém sabe o que pode vir da cabeça de Kim Jong-Un. O Supremo líder é um menino mimado, acostumado a ter realizados todos os seus desejos, inclusive o de ter uma bomba atômica. E ele não e cansa de mostrar ao mundo seus brinquedos, e em especial a potência destrutiva dos mesmos.

Kim Jong-Un desafia a comunidade internacional como uma criança birrenta desafia seus pais numa desobediência constante. Mas Kim é uma criança grande que não foi repreendida a tempo ou apropriadamente. Pelo contrário, foi e é atendido em tudo que quer.

O fato é que não como prever do que Kim Jong-Un é capaz, e se teria mesmo coragem de atacar os EUA ou Seul, mesmo essa estando a menos de 200 quilômetros de distância. E é por isso que eu tenho medo de Kim Jong-Un. Talvez o Supremo Líder pense realmente ser uma divindade e se ache imune a uma explosão nuclear. Como sei que não sou, tenho muito medo.

SOBRE O ATENTADO EM BARCELONA – MATARAM 13, FERIRAM MILHÕES

O MUNDO LIVRE ESTÁ FICANDO CADA VEZ MENOS LIVRE. OS GOVERNOS PRECISAM REAGIR.

Antes eraM bombas, aviões jogados contra edifícios, até que descobriram uma maneira bem mais simples e mortal de matar pessoas, simplesmente matar, sem que nem porquê, exceto as justificativas de mentes doentias que, de verdade mesmo, não tem a menor noção do que estão fazendo.

Terroristas como os de hoje, e todos os outros independentemente do método, são pessoas que sofrem da doença da religião, assim como sofrem os esquerdistas da doença do socialismo/comunismo. São pessoas cuja doutrinação se iniciou cedo, explorando suas fraquezas sociais e intelectuais.

Hoje, mais 13 cidadãos do mundo livre foram mortos por pessoas que nem cidadania tem, e o que pensam que tem não é cidadania.

O segredo nefasto do Estado Islâmico é simples e nem é segredo. Eles exportam o islamismo.

Os conflitos na Síria e em outros tantos países são nada menos do que uma maneira de espantar e exportar pessoas fragilizadas pela violência, mas que mesmo fugindo da degola não abandonam o islamismo. E junto com essas pessoas, que até acredito que na maioria queiram viver em paz, exportam também seus soldados infiltrados, que causam as desgraças que vemos e vivenciamos.

O que fazer?

A pergunta é retórica, e certamente repetida por milhões de pessoas pelo mundo. E de verdade ninguém sabe o que fazer.

Existe uma falta de coragem travestida de democracia que impede os governos de tomar atitudes drásticas, como prender e enfiar islâmicos de volta aos seus país. Existe o medo da injustiça com quem nada tem a ver com isso, mesmo que seja também uma injustiça sem tamanho a produção de mortos em escala que também não tinham nada a ver com isso.

Quem não entendeu ou não aceitou o Brexit, não entendeu também o recado embutido nele.

O Reino Unido está com a contagem regressiva ligada para tomar as atitudes que, creio eu, pouco a pouco serão replicadas em outros países, entre elas um enorme ferrolho nas porteiras do país para pessoas vindas do mundo islâmico. E não deverá ficar nisso. Os residentes, especialmente os suspeitos (calcula-se que haja 3 mil lobos solitários no Reino Unido) passarão por um pente fino e, tal qual piolhos, serão retirados.

O fato é que mais 13 cidadãos do mundo livre pagaram com a vida por uma conta que não lhes pertence.

O ponto é: quantos mais terão que pagar para que o politicamente correto deixe de ser correto e se tomem atitudes politicamente produtivas para proteger quem preza a liberdade e a cidadania modo de vida?

 

FUNDO PARTIDÁRIO DE 3,6 BILHÕES SERÁ VOTADO AMANHÃ NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

E DIFICLIMENTE DEIXARÁ DE SER APROVADO. CUIDADO COM A EMENDA LULA. ELES ADORAM SURPRESINHAS.

A despeito do que pensa a sociedade – que na verdade só pensa e não age – o deputado Rodrigo Maia pautou a votação da PEC da Reforma Política para esta quarta-feira 16/08.

Além do fundo democrático que democratiza o dinheiro do povo na mão dos políticos, será votada também a emenda que introduz o Distritão, um modelo que mistura o que funciona mais ou menos com o que não funciona de jeito nenhum e que ainda inclui a tal lista fechada no meio. E isso se não surgirem surpresas de última hora, como ressuscitar a tal Emenda Lula. Nunca se sabe.

Caro leitor, cara leitora, os políticos não estão nem aí para o que eu ou você pensamos.

Para os políticos brasileiros, cargo sem mordomia não é cargo. Tem que ter gabinete com dezenas de assessores, carro oficial, residência oficial, gordas verbas de gabinete, altos salários e jetons, e muita impunidade para gastar aquele dinheiro que é retirado à força dos nossos salários e dos impostos que pagamos no preço de tudo que consumimos.

Vivemos ainda num mundo cheio de palácios oficiais que custam uma fortuna para serem mantidos, práticas que se repetem em todos os estados e em muitos municípios do Brasil, uma herança maldita da época do império que parece registrada no DNA dos políticos brasileiros.

Vamos pagar mais essa conta e deveríamos fazer calados, uma vez que não nos damos a ousadia de usar nossas vozes para evitar com a mesma contundência que usamos para reclamar depois que a coisa não tem mais retorno.

Insisto que as redes sociais são um palco maravilhoso para exposição de ideias e um magnífico palanque para discursos reclamatórios, mas não será elas não têm o poder de mudar o país sozinhas. O problema do Brasil é real e não virtual. Fosse virtual a gente poderia apenas deletar, excluir, bloquear ou dar mute nos políticos e problemas, mas não funciona assim.

A recusa do brasileiro em assumir para si a responsabilidade de se manifestar determinantemente contra as manobras dos políticos brasileiros só aumenta a conta que mais cedo o mais tarde – e parece que será cada vez mais cedo – chegará para ser paga.

Muitos de nós, pela idade, não chegarão a ver um Brasil rico e próspero, pelo tempo que se levará para atingir o país e a sociedade atingirem esse nível. Por outro lado, enquanto estivermos por aqui, pagaremos cada centavo das mordomias e do desperdício de dinheiro público que nos mantém amarrados no subdesenvolvimento.

Mesmo tendo lido e concordado com o que escrevi, todos levantarão amanhã e sairão normalmente para trabalhar, darão ao governo no mínimo 25% de todo real que gastarem, acompanharão as notícias do dia e se manifestarão como frases do tipo “esse governo é ladrão”, “políticos são todos ladrões”, “eles só sabem roubar”, falarão disso tudo nas redes socais, e irão dormir novamente para trabalhar no dia seguinte.

Amanhã é a reforma política, daqui a pouco a reforma da previdência, e é bom você se esquecer daquela reforma que queria fazer na sua casa, ela nunca estará na pauta do congresso, a menos que você more numa dessas suntuosas residências oficias.

Mas acho que isso tudo é cisma minha, bobagem. Afinal, brasileiro sempre dá um jeitinho, né?

OPOSIÇÃO NA VENEZUELA NÃO QUER INVASÃO MILITAR. DE NINGUÉM.

ANTES DE QUERER ALGUMA COISA PARA ALGUÉM É PRECISO SABER SE ESSE ALGUÉM QUER ESSA COISA

Lutar pela democracia através de canais democráticos é, além de justo, o caminho óbvio. Mas nem tudo que é óbvio é possível, e nem tudo que é possível é democrático.

Enquanto o povo brasileiro se nega ir às ruas contra governos e políticos corruptos e parte dele sonha com uma intervenção militar caseira, 125 civis venezuelanos já morreram pelas mãos dos militares e milicianos venezuelanos em pouco mais de quatro meses. E agora a oposição solta uma declaração na qual repudia qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira.

É bom que prestem atenção nisso os brasileiros que tem gasto seu tempo sendo solidários aos hermanos venezuelanos com o entendimento de que só uma ação militar vai ajudá-los. Acredito até que ajudaria, uma vez que eles estão sendo vítimas das suas próprias forças armadas e pelas milícias formadas por venezuelanos e cubanos. Mas não é o que eles querem.

Essa declaração do MUD, coalizão de 30 partidos de oposição à Nicolás Maduro, reafirma a contradição entre o comportamento de venezuelanos e brasileiros. Nós, brasileiros, não vamos às ruas e ansiamos por um salvador da pátria que resolva todos os nossos problemas sem que precisemos “sujar as mãos”. Os venezuelanos estão nas ruas, e rejeitam salvadores da pátria que pensem em defendê-los por caminhos que não sejam através da democracia exercida diretamente pelo povo, sujando suas mãos para que isso aconteça.

O povo brasileiro não entendeu ainda o poder que tem, principalmente levando-se em consideração que aqui não existem militares ou milicianos impedindo que nos manifestemos livre e democraticamente. Aliás, pelo contrário, talvez seja esse o comportamento que faça com que nossos militares possam vir a apoiar o povo.

Recentemente questionei sobre o que realmente pode ser feito para ajudar a Venezuela (leia aqui), tratando das limitações que essa ajuda teria. Mas nem eu mesmo me atentei que um dos limites é a própria vontade do povo venezuelano que se faz representar pela coalização opositora.

Quando se trata do país dos outros, podemos até entender o que eles querem, mas precisamos entender também como é que eles querem que aconteça.

Nem tudo que é bom para o Brasil é bom para a Venezuela. E vice-versa.

Penso que faz mais sentido dedicarmos tempo e ação para a encontrar uma solução para o nosso país; e deixar que eles resolvam do seu próprio jeito a bagunça na qual se enfiaram. Aliás, diante do caos que vivem os venezuelanos, eles nem conseguem enxergar que temos problemas, muito menos que podemos ter as soluções para os problemas dele.

VENEZUELA ÀS VOLTAS COM NICOLÁS MADURO. NÓS COM LULA PODRE.

AMBOS FRUTOS DO MESMO SOCIALISMO DECADENTE E DESTRUIDOR DE SOCIEDADES.

As bravatas de Lula são tão previsíveis que qualquer militante de esquerda seria capaz de pegar um microfone e “ser” Lula. Ele não fala novidades, não faz piadas novas e quando prevê o futuro só o faz ameaçando os adversários e opositores, como quem imagina que ainda pode meter medo em alguém.

A tal caravana por 25 cidades do interior é uma tentativa desesperada de criar factoides que possam sugerir que ele ainda é querido pelo povo, e que a justiça não quer é deixá-lo ser candidato porque ganharia de qualquer opositor. Mas, para que a tal caravana se realize com os filminhos pré-agendados com a militância, ele precisa da escolta dos movimentos sociais.

MST, MTST e outras gangues do gênero não apenas acompanharão Lula. Tal qual logística de guerra, os alcoviteiros lulistas chegarão antes em cada cidade para preparar terreno para a chegada do messias das trevas. A intenção é pura e simplesmente amedrontar qualquer opositor ou movimento nesse sentido, além de identificar almas penadas dispostas e interessadas em sair na foto. E nos filminhos.

Lula queria ter sido o que Maduro é hoje, declaradamente, um ditador. Mas aqui é o Brasil e, felizmente, mesmo com todo o apoio que recebeu durante seus governos, Lula jamais esteve perto disso, e apodreceu antes, sem conseguir deixar sementes capazes de germinar, porque sementes estragadas não brotam, e se ameaçam, não sobrevivem.

Para desconsolo de quem quer um Brasil melhor, talvez Lula não venha a ser preso, porque sua podridão contaminou todos os cantos e recantos institucionais da república. Entretanto, jamais conseguirá usufruir de tudo que roubou, e nem mesmo conseguirá andar pelas ruas novamente sem prescindir dos seguranças e das escoltas feitas pela corja que sobrevive dos fungos que tudo que é podre produz.

Lula não tem mais coragem de apoiar Maduro publicamente, e reza todos os dias para que Maduro pare de falar seu nome em público. E reza mais ainda para que a imprensa divulgue cada vez menos o que Maduro falar. Atrevo-me a dizer que nessa altura do campeonato Lula até torce para que Maduro caia logo. Nem que seja de maduro.

O ponto é que, seja como for, o fim de ambos está sacramentado, e mais dia ou menos dia, os dois serão apenas páginas manchadas nas histórias dos dois países.

E o fato é que todo fruto novo começa verde. Quem sabe oliva?

MICHEL TEMER POUPA O FIM DE SEMANA DOS BRASILEIROS. NOVO ROMBO DA META FISCAL SAÍ NA SEGUNDA.

E COM ISSO SE LIVRA DA REMOTA POSSIBILIDADE DE PROTESTOS PELAS RUAS DO PAÍS

Para quem não entende o que é a tal meta fiscal, é o seguinte: é a diferença entre o que o governo prevê que vai arrecadar e gastar. E ela está furada, ou seja, o governo vai gastar mais do que vai receber. E para que isso dê certo, ele vai emitir títulos do tesouro para captar dinheiro no mercado. É como se ele vendesse agora uma receita que vai receber no futuro, só que pagando muitos juros por isso. E, claro, no fim das contas quem paga somos nós, contribuintes.

O governo tem gastos que não tem como fugir (e o pior é que foge) como saúde, educação, infraestrutura, segurança e tem que ter dinheiro para pagar essas contas. Mas também tem inúmeras coisas que não precisa gastar (e disso ele não foge) ou poderia reduzir os gastos, como, por exemplo, a quantidade de funcionários públicos e os benefícios que eles recebem.

Auditoria do TCU em andamento aponta que o salário médio dos funcionários do BNDES (que são bancários) são, na média, 80 MIL REAIS POR MÊS. E na medida que essa auditoria avançar, certamente veremos mais absurdos como esses. São mordomias escandalosas como viagens em classe executiva e hospedagem em hotéis 5 estrelas, cursos no exterior, carros com motorista, biênios, triênios, quinquênios, férias prêmio…

Outros ralos por onde escorre o dinheiro do contribuinte são a corrupção, o desvio de dinheiro público, o superfaturamento de obras, município pobres com até 5 mil habitantes (que nem deveriam ser municípios) que precisam de recursos do governo para sobreviver, tudo sem o devido controle, sem a devida transparência e, geralmente, sem punição, pois se pune o município quem sofre é a população.

E o governo não corta gastos. Pelo contrário, aumenta. E nesse aspecto o governo Temer não é diferente dos outros.

Podemos e devemos comemorar os pequenos bons resultados da economia na gestão de Michel Temer, pois eles provam o quanto o Brasil é viável economicamente. Mas isso não pode, e não deve justificar que corrupção e corruptos continuem existindo livres, leves e soltos, muito menos às custas de mais dinheiro público, como compra de votos, aumento para determinadas categorias do funcionalismo público e cooptação e constrangimento do sistema judiciário.

Michel Temer poupou o fim de semana dos brasileiros. Não é bom dar notícias ruins às sextas-feiras. Mas não vai poupar os brasileiros de mais esse rombo astronômico nas contas públicas, muito menos de novo aumento de impostos, como a elevação do desconto do Imposto de Renda de 27,5% para 35% na faixa mais alta. E outros que ainda virão.

Portanto, caro leitor, cara leitora, se achar que pode, se tiver como, aproveite seu fim de semana, porque Michel Temer, sua equipe e todos os políticos o farão, nababescamente, com direito a usar jatinhos da FAB e tudo mais. E já que o povo brasileiro se mostra incapaz de reagir como poderia e deveria, que venha a segunda-feira! E o novo rombo.

 

 

 

O QUE PODEMOS FAZER PELA VENEZUELA?

E O QUE DEVEMOS APRENDER COM ISSO?

Em primeiro lugar, rezar. Rezem, orem, mandem energias, bons fluídos, pensamentos positivos, façam torcida, enviem mensagens de apoio, mostre que estão com eles. Depois pode-se sempre pegar um voo pra Caracas ou ir de carro até o norte do Brasil e entrar na Venezuela a pé disposto a atacar pedras no exército de maduro. E talvez as opções são essas.

É de improvável a impossível imaginar que algum país ou alguma coalizão de forças vá invadir a Venezuela. E mais improvável ou impossível que isso viesse a ser uma missão para os capacetes azuis da ONU. Nesse tipo de conflito capacete azul serve mais de alvo do que de segurança para alguém.

Expulsar a Venezuela do Mercosul é um mero ato diplomático. Primeiro porque o Mercosul não serve para nada. Segundo porque a Venezuela estar ou não estar numa entidade que não serve para nada não muda em nada o tamanho do que esse nada significa.

Sanções comerciais ou embargos “a la Cuba” também não servem para nada. Se servissem Fidel Castro não tinha apodrecido no poder e o doidinho do Kin Jon Un não ia ficar brincando de soltar míssil transcontinental e “dando banana” para o que pensa o ocidente.

De fato, mesmo, pouco ou quase nada além de expressar solidariedade pode ser feito.

Mas, se não podemos ajudar lá, podemos e devemos ajudar cá.

O aprendizado que o Brasil precisa tirar desse episódio da Venezuela é que só o povo consegue tirar ditadores bananescos e ladrões do poder, seja de maneira democrática, pelo voto, ou na porrada, como está sendo lá. Precisamos prestar muita atenção nisso.

Talvez tenhamos tido a sorte ou a lucidez de interromper o caminho que nos levaria a ser uma Venezuela. Mas o serviço ainda não está completo. O povo precisa ir para as ruas, e fazer da sua indignação as pedras, bombas e coquetéis molotov que, hoje, os venezuelanos jogam contra seu exército e contra as milícias bolivarianas.

Temos, também, ainda, a possibilidade de usar uma arma mortífera chamada voto. Mas não pode ser nas urnas eletrônicas com software bolivariano e Gilmar Mendes na presidência do TSE. Tem que ser no papel, no voto a voto, com fiscais dos partidos e da população conferindo de perto a apuração. E se possível até com observadores internacionais.

A esquerda perdeu no Brasil, como está perdendo na Venezuela e vai perder nos outros lugares, porque o regime não funciona, como não funcionou em lugar algum do mundo onde foi implantado. A esquerda é uma invenção daqueles que não se conformam em ter que produzir e querem ser sustentados da mesma maneira, nem que para isso a igualdade se dê tirando tudo de todo mundo.

Os brasileiros precisam tomar as ruas novamente, fugindo da ideia de que isso beneficia a esquerda ou prejudica a direita ou coisa parecida ou qualquer outra justificativa que se dê. Ruas vazias significam contentamento, comodismo, acomodação e, principalmente, cumplicidade.

Não se faz omelete sem quebrar os ovos. Mas precisamos fazer alguma coisa enquanto ainda tem ovos. Na Venezuela nem isso tem mais.

O que podemos fazer pela Venezuela de verdade é não ser uma. Por mais justas que sejam as preocupações e manifestações, temos que olhar para o nosso umbigo. Ainda não estamos cem por cento livres do destino que tiveram nossos hermanos. E, cá para nós, sejamos sinceros, o povo votava em massa em Hugo Chaves. Demoraram para acordar.

GLEISI HOFFMANN REAFIRMA APOIO À MADURO. E DAÍ?

GLEISI HOFFMANN REAFIRMA APOIO À MADURO. E DAÍ?

NÓS SOMOS BRASILEIROS. SOMOS PACÍFICOS. NENHUM PARTIDO POLÍTICO É CAPAZ DE DESPERTAR ESSE TIPO DE ÓDIO NO POVO BRASILEIRO. SÓ DESPERTAM O ÓDIO CONTRA SI MESMOS, INCLUSIVE DE SEUS SIMPATIZANTES

A mídia e as redes sociais ficam em polvorosa quando PT, PCdoB e seus fãs clubes apoiam abertamente o regime de Nicolás Maduro.

Isso só serve para gerar notícia, vender jornal e conquistar atenção diante de televisões, rádios, computadores e smartphones.

O que o PT, o PCdoB e asseclas pensam não faz nenhuma diferença no mundo, mesmo que esses partidos ainda pudessem, de verdade, representar 25% do eleitorado brasileiro.

Imaginar que o apoio desses partidos possa, de fato, influenciar o pensamento nacional a respeito do governo venezuelano é desprezar a evidência de quem nem os petistas ou pcdobistas mais inflamados das redes sociais tem coragem de declarar e demonstrar apoio ao que acontece na Venezuela, excetuando-se os fanáticos e idiotizados.

Talvez eu esteja enganado, e espero estar, e esse apoio incondicional ao absurdo sirva, sim, para ratificar ao povo brasileiro as quão incoerentes, arbitrários, corruptos e comunistas são os defensores desse pretenso ditador, que já não esconde mais do mundo suas práticas genocidas, pela fome ou pela violência.

Democracia para a esquerda é como a frase da Canção do Exílio, de Gonçalves Dias “As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”.

Para Gleise Hoffmann, PT, PCdoB e coadjuvantes, democracia no Brasil é eleições diretas já, rasgando mais uma vez a constituição para dar uma chance de um bandido voltar ao poder. Lá democracia é a dissolução arbitrária do parlamento, a convocação de uma constituinte falsa e o assassinato de dezenas de venezuelanos pelas forças do governo, muitas ao vivo e a cores para o mundo.

Que PT, PCdoB e restolhos que lhes acompanham continuem reafirmando seu apoio incondicional ao governo de Nicolás Maduro. E que o povo brasileiro, de todos os partidos, inclusive de esquerda, observe e se certifique que essas pessoas defendem a matança indiscriminada de pessoas pelo crime do pensamento.

Somos brasileiros. O que acontece na Venezuela não tem nada a ver com ideologia. Tem a ver com corrupção, que quebrou o país, assim como está quebrando o nosso.

Deixa a Gleisi apoiar quem ela quiser.

NÃO QUEREMOS SER UMA VENEZUELA

NÃO QUEREMOS SER UMA VENEZUELA

QUANDO REPRODUZIRMOS NO BRASIL O ATO DESSA FOTO DA VENEZUELA, NAO HAVERÁ GUARDAS BOLIVARIANOS PARA IMPEDIR, PROVAVELMENTE NEM GUARDAS. E SE APARECEREM É MAIS PROVÁVEL QUE SEJA PARA AJUDAR.

Antes de tudo, é preciso reconhecer que a esquerda venezuelana foi mais eficiente que a brasileira.

Ao contrário do PT que surrupiava clandestinamente a Petrobrás (até para financiar a própria esquerda venezuelana), Hugo Chaves tomou as chaves do caixa da PDVSA nas mãos e usou o dinheiro do petróleo como bem quis.

Enquanto o PT cooptava empresários e setores da sociedade, trocando favores e favorecimentos por propina, Hugo Chaves confrontava os setores produtivos, expropriava negócios e propriedades estrangeiras, e, simplesmente, eliminava seus opositores.

Se o PT buscava os holofotes e a admiração da mídia, convivia com ela em espúrias parcerias ideológicas e financeiras, Chaves ocupava militarmente cada veículo de comunicação que era contra o seu regime e incorporava seu sinal e editorial a uma cadeia de comunicação que só servia ao regime.

Em relação aos militares, Chaves efetivamente assumiu o comando das forças armadas, militar que era. Enquanto o PT deu-se por satisfeito em ser institucionalmente o comandante chefe dos militares brasileiros, e aproveitou sua autoridade para fazer uma guerrinha particular com seus comandados, com a tal Comissão da Verdade. Chaves não perdia tempo com isso.

Chaves era um verdadeiro líder de esquerda, da esquerda burra, que segue a mesma cartilha leninista, maoísta, hitleriana, castrista, de dizer o que o povo quer ouvir e fazer apenas o que quer fazer, pelo domínio pela força.

Lula nunca foi um líder de esquerda. Lula é e sempre foi um pilantra, oportunista. José Dirceu, o mentor intelectual de Lula é a mesma coisa, talvez pior por ser inteligente, coisa que o outro definitivamente não é. Dirceu sonhou ser Fidel, e se tivesse sucedido Lula o Brasil teria experimentado um governo de esquerda. O de Lula não foi. E o de Dilma, da esquerda burra ela só implantou o burra.

Hugo Chaves foi quase uma unanimidade na Venezuela. Lula nunca unanimidade no Brasil.

O que nos diferencia da situação venezuelana é que provavelmente despertamos antes, e Lula já recebia oposição desde a sua reeleição.

O mensalão foi o primeiro despertar de que havia algo errado. Mas insistimos no erro. E depois com Dilma. E com Dilma de novo. Mas, golpe ou não golpe, ou meio golpe, ou pretenso golpe, ela foi apeada da presidência usando a constituição – fatiada, é verdade, mas a favor dela e não do Brasil.

O povo venezuelano, demorou demais para se dar conta do tamanho do buraco em que tinha se enfiado, e agora está pagando o preço para sair dele. E por lá, Maduro não fatia nem rasga a constituição, ele elimina a velha e faz uma nova, a constituição do ex-trocador de ônibus.

Nós estamos espertos. E podemos e ficaremos ainda mais espertos. Por isso não seremos nunca o que a Venezuela é hoje. Mas, oremos, vigiemos e atentemos!