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Não será com a bunda no sofá

Não será com a bunda no sofá

Ninguém disse que seria fácil.

Ninguém falou que não teria resistência, que não haveria uma oposição ferina, que não seria muito tumultuado. E como está tumultuado! Até o silêncio é usado para causar tumulto. Sabíamos, inclusive, que a justiça seria um oponente duro. Mas não havia previsão de que para essa dureza valeria jogar sujo, ou mais sujo ainda.

Como jogar com alguém que joga sujo se esse alguém tem poder suficiente para que o jogo sujo só seja eficaz a favor dele? Em outras palavras, como encarar os desmandos do Supremo Tribunal Federal sem a mínima chance de êxito já que o único poder – que tem poder – para enfrentar os senhores ministros é o Senado Federal, cuja metade dos senadores está devidamente acomodada nos escaninhos desses mesmos ministros.

Durante a pandemia, o STF, em nome da própria pandemia, soltou 32.500 bandidos para que os pobres coitados não fossem contaminados pelo flango flito. Para onde foram esses bandidos? Qual a chance remota de conseguir levar de volta para a cadeia pelo menos 5% desse contingente? Por que soltaram? Por que soltaram diversos líderes de facções? Qual o propósito de ter essas pessoas soltas?

Também em nome da pandemia, o mesmo STF proibiu operações policiais nas favelas e comunidades do Rio de Janeiro, inclusive sobrevoos de helicópteros da polícia sobre esses locais. E só podem subir ou sobrevoar morro com autorização judicial. Em nome de que? O que, de verdade, está sendo preservado nisso tudo? Ou o que está sendo omitido, quem sabe?

Eu gastaria milhares de caracteres para falar de ações ilegais, imorais, antiéticas, inadequadas, suspeitas, partidárias, e até criminosas praticadas no e pelo judiciário brasileiro. Mas não diria nada que muita gente já não saiba. Não levantaria uma dúvida que muitos já não tivessem levantado. Porém, não paro de procurar a combinação certa de palavras que podem motivar as pessoas a saírem da letargia que as impede de reagir em nome do próprio futuro.

Convivemos com escândalos inomináveis desde a redemocratização do país. A corrupção ocupou todos os espaços da máquina pública chegando ao ápice nos governos petistas. A palavra escândalo conseguiu perder o glamour e a força que tinha quando era usada para uma revelação bombástica. São décadas convivendo, passivamente, com escândalos todos os dias, momentos em que estavam envolvidos do mais alto ao mais baixo cargo no setor público. De propina em construções faraônicas á propinas em lanchonete da Câmara dos Deputados.

Nos últimos anos vimos de dinheiro escondido em apartamentos alugados apenas para esse fim até enfiado no fiofó de um senador da república. Vejam bem, um senador da república.

Temos ministros do STF que libertam amigos, outros que libertam ex-chefes, outros que libertam qualquer bandido, outros especializados em bandidos do PCC, outros em bandidos de colarinho branco, tudo isso regado à lagostas e vinhos com no mínimo quatro premiações internacionais. E gente há anos na fila do STF para conseguir autorização para aquisição de remédios, gente que morre sem o remédio, sem receber o precatório, ou um direito de herança, gente que simplesmente morre, sem foro privilegiado.

Somos uma panela de pressão de válvula frouxa. O calor é suficiente para gerar a pressão, mas ninguém tem a menor intenção de arrumar a válvula. Não há alguém que se habilite, ou que indique o caminho ou que aponte alguém minimamente habilitado para isso. E sem liderança não chegaremos aonde queremos e precisamos para sair desse limbo social no qual nos metemos.

Talvez as redes sociais sejam a válvula frouxa que nos impede de chegar à pressão necessária para gerar ação. A constante expressão de indignação funciona como a fumaça que escapa pela válvula frouxa. A gente vê a fumaça sair e se contenta com isso. E ação nenhum é gerada.

O julgamento da possibilidade de reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre foi uma vitória com gosto de derrota, quando 5 ministros, meia corte, fez vista grossa para uma reinterpretação grosseira de algo que não dá para ser reinterpretado. O voto de Gilmar Mendes foi uma das chicanas mais grosseiras que vi no STF nos últimos 10 anos, e olha que já vi coisas grosseiras. Fez do fatiamento do impeachment da Dilma erro de estagiário.

Os outros 6 ministros, de seus lados, não votaram apenas para guardar o texto constitucional, mas agiram em socorro da Constituição Federal, agiram para impedir um dos maiores vexames do STF e também para afrontar o que parece ser um grupo de amotinados contra a lei e a ordem, gente que flerta permanentemente com o autoritarismo, quando não o pratica deliberadamente.

A sociedade brasileira tem que, desde já, 2020 ainda, se organizar para enfrentar o que fará café pequeno desses poucos episódios que citei. O movimento não é apenas no Brasil, é no mundo inteiro. O conservadorismo está sob ataque cerrado em todos os cantos, ao mesmo tempo que os progressistas se aproveitam da pandemia de flango flito para estabelecer suas agendas.

Só um movimento coordenado e organizado será capaz de deter isso. O Brasil é um país de maioria conservadora, capaz de fazer o enfrentamento necessário. Falta coragem, organização, e tirar a bunda do sofá.

Publicado originalmente na Pingback em 7/12/2020 – Não será com a bunda no sofá

Brasileiro não é patriota por essência. É, sim, um eterno apaixonado.

Dizem que o brasileiro deveria ser estudado. E é difícil não concordar com essa frase, que já virou clichê, pois conseguimos ser únicos mesmo quando, necessariamente, deveríamos ser iguais a outros povos.

Mas, a despeito de todas as improbabilidades que nos unem, e de conseguirmos cumprir os preceitos básicos par nos considerarmos uma nação (Nação é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, que falam o mesmo idioma e tem os mesmos costumes, formando assim, um povo), ainda não atingimos o grau de patriotismo (Patriotismo é o sentimento de orgulho, amor, devolução e devoção à pátria, aos seus símbolos (bandeira, hino, brasão, riquezas naturais e patrimônios material e imaterial, dentre outros) e ao seu povo. É razão do amor dos que querem servir o seu país e ser solidários com os seus compatriotas), exceto quando a seleção brasileira entra em campo.

E por que isso?

Bem, eu não sou sociólogo ou antropólogo para que a minha opinião tenha validade científica ou assertividade comprovada. Sou um opinólogo e palpitólogo por natureza, ajudado pela formação em comunicação, administração, marketing e recursos humanos, e por um interesse natural pela observação da vida, das pessoas, do cotidiano. Tive a oportunidade de conhecer pouco mais de uma dezena de países, morar fora durante 4 anos, o que também colaborou muito para que eu conseguisse estabelecer comparativos diversos e criar minhas próprias teses sobre como funcionam outras sociedades. E penso que o próprio fato de ser brasileiro já me deu uma vantagem ao observar tudo o que vi. Mas é do povo brasileiro que quero falar.

Nunca tivemos, de fato, nada além da seleção brasileira e de Ayrton Senna para despertar o patriotismo na nossa sociedade. O Brasil sempre foi um país do futuro – que parece nunca chegar. Nunca tivemos que provar nosso patriotismo além de sentar em frente à TV para ver Senna ganhar uma corrida ou ver a seleção jogar.

Sem desmerecer os Pracinhas da Segunda Guerra, essa foi a tentativa mais próxima de despertar o orgulho pelo nosso país, mas que, mesmo assim, com a consciência do quão coadjuvante fomos numa guerra longa e de tantas consequências para a história da humanidade. E pior do que isso, uma guerra longe de nós. Não teve uma bomba sequer, nem um estalinho, que pudesse nos dar a sensação de que fazíamos parte do que acontecia na Europa. Enquanto os aliados tomavam a França, a Alemanha e soltavam bombas atômicas no Japão, nós tomávamos Monte Castelo na Itália. Nem uniformes adequados ao inverno europeu nossos pracinhas tinham.

O povo brasileiro nunca passou por uma guerra. Nunca fomos vítimas de tufões, furacões, terremotos, tsunamis, vulcões, nada de proporções avassaladoras que nos permitisse sentir a fundo a necessidade de nos unirmos em torno de algo muito maior que nós.

As poucas guerras que vivemos foram internas e, dado o tamanho continental do nosso país, quem não fosse vizinho só ficava sabendo. Conhecemos a história da Guerra Farroupilha, da Revolução de 30, do golpe que implantou o estado novo, do contragolpe militar de 1964, mas nada disso foi perto de todos, ou afetou a todos materialmente ou emocionalmente. Sempre ficamos distantes de todos esses acontecimentos, afinal o mais próximo aconteceu 55 anos atrás.

A própria fome, que é um mal que nos afeta desde sempre, e em especial no nordeste, nunca chegou nem perto do Holodomor, que vitimou mais de 8 milhões de pessoas de fome na Ucrânia.

O brasileiro não vota em presidentes por nacionalismo ou patriotismo. O brasileiro se apaixona por políticos, e, com isso, abre mão de toda noção de realidade e bom senso para defender sua paixão, esquecendo-se que esses políticos existem para representar o povo, a nação, e não apenas a si mesmos.

O povo era apaixonado por Getúlio Vargas, pai dos pobres, autor intelectual da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, que acabou dando um tiro no peito em 1954 pelas graves acusações de corrupção que seu governo sofria.

Com a morte de Getúlio assumiu seu vice, Café Filho, enquanto o povo já se apaixonava pelo mineiro Juscelino Kubitschek, que prometia desenvolver o Brasil 50 anos em apenas 5. Foi ele quem trouxe a indústria automobilística para o país, mas seu maior legado acabou sendo a construção de Brasília. Saiu do governo também acusado de corrupção, o que foi largamente usado pelo seu sucessor.

Usando uma vassoura como símbolo de quem prometia limpar a corrupção do pais, Jânio Quadros mal esquentou a cadeira e renunciou ao cargo 8 meses depois alegando a existência de forças ocultas. A renúncia de Jânio Quadros provocou até suicídios, tristeza coletiva, inconformismo generalizado.

João Goulart, ou Jango, como era conhecido, era vice-presidente de Jânio Quadros e assumiu o poder quando este renunciou. Com ele, a esquerda assumiu o poder, e outra ala apaixonada do povo brasileiro se manifestou. Acusado de comunista e acuado pelos militares, Jango abandonou o poder e fugiu para o Uruguai.

José Sarney assumiu em função da morte de Tancredo Neves, último presidente do Brasil eleito pelo Congresso Nacional. Mesmo considerado um dos piores presidentes da nossa história, Sarney teve seus dias de glória quando decretou o congelamento de preços. Mas seu governo foi um dos maiores fracassos de república, o que abriu a brecha necessária para que o povo brasileiro mais uma vez se apaixonasse.

Autodenominado “caçador de marajás”, Fernando Collor foi eleito numa disputa com Lula, despertando paixões em todos os cantos do país. Suas caminhadas aos domingos era acompanhada de centenas de pessoas. Porém, mais um governo recheado de corrupção. Sofreu impeachment 1 ano e 9 meses depois da posse. Deixou como legado a abertura econômica do país.

O sucessor de Collor foi Itamar Franco, que era seu vice-presidente. Um presidente que não despertou paixões, apesar de ser popular e ter deixado como legado o Plano Real, até hoje o grande responsável por tirar o Brasil de uma inflação de 80% ao mês e dar a estabilidade da moeda, antes impossível. Mas se Itamar não despertou paixões, foi de certa forma ele o responsável pela eleição de seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, então Ministro da Fazendo e principal ator da criação do Plano Real.

Se Fernando Henrique Cardoso não era o presidente mais popular dos populares, quem gostava dele era apaixonado. Não à toa ele derrotou Lula duas vezes, ambas no primeiro turno.

Chegamos então em Lula, que dispensa mais explicações. Um fenômeno eleitoral cuja paixão do povo só pode ser comparada aos tempos de Getúlio Vargas. Paixão cega que perdura até hoje, quase 10 anos depois de sair do governo.

A paixão do povo por Lula é tão ensandecida que graças a ela Dilma Rousseff, uma mera desconhecida, foi eleita e reeleita até sofrer impechment em 2015, após detonar a economia brasileira, fazendo o país retroceder mais de 10 anos em suas conquistas e estabilidade.

Dilma foi, então, sucedida por Michel Temer, seu vice-presidente nos 2 mandatos, que por mais que se esforçasse era incapaz de despertar paixões.

Chegamos então em Jair Bolsonaro, um deputado federal do chamado baixo clero da Câmara dos Deputados, que nunca tinha feito nada de significativo, exceto combater ferozmente a esquerda com discursos inflamados e acusações duras.

O povo brasileiro, porém, cansado de tanta corrupção promovida nos anos FHC, Lula e Dilma, se apaixonou por Jair Bolsonaro, e o elegeu presidente do Brasil com 57 milhões de votos, número que não foi conseguido nem por Lula no auge de sua popularidade.

Encampando um duro discurso anticorrupção, e se valendo da popularidade da Operação Lava Jato e do, então, juiz Sérgio Moro, Jair Bolsonaro, já no primeiro turno, deu mostras de que seu oponente, o fraquíssimo Fernando Haddad, representante do legado de corrução deixado pela esquerda em todos os cantos do país, não teria chance de virar o placar no segundo turno.

Outra questão importante foi o atentado sofrido por Bolsonaro ainda antes do primeiro turno, que fez aumentar sua popularidade e a consequente onda de paixão avassaladora por ele.

O que penso, de fato, é que ainda não escolhemos um presidente pela sua capacidade de realização. Os principais ocupantes do cargo mais importante da nação foram eleitos pela emoção, e não pela razão, mesmo quando esta permeia a escolha.

Nos dias de hoje, não se pode criticar Jair Bolsonaro. Como não se podia criticar Lula ou Fernando Henrique, Jango ou Jânio, JK ou Getúlio Vargas, pelo simples fato de que não se tratava de presidentes, mas das paixões que o povo brasileiro nutriu por eles, e que nutre agora por Jair Bolsonaro.

Enquanto o povo brasileiro não conseguir eleger um presidente com a razão acima da emoção, a guerra ideológica ou partidária não acabará nunca, a instituição presidência da república não terá na república o peso que deve, o Congresso Nacional não terá pelo povo o respeito que deveria ter, e o Supremo Tribunal Federal terá a cara daqueles que, ao longo de seus mandatos, tiveram a chance de colocá-los lá.

Patriotismo não tem nada a ver com paixão. Tem a ver com pátria. E ainda espero um dia, apesar dos meus 55 anos, poder ver um povo brasileiro eternamente patriota, pois só isso constrói uma nação.

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Adélio Bispo. As duas farsas de um criminoso e da justiça.

Hoje saiu o laudo dos psicólogos e psiquiatras definindo que Adélio Bispo é doente mental e sofre de Transtorno Delirante Permanente-Paranoia. Isso porque, entre outras coisas, ele insiste em dizer que não cumpriu sua missão e que vai matar Jair Bolsonaro quando (?) sair da cadeia. O laudo foi assinado por peritos (Quem são eles? Gostaria de saber seus nomes) indicados pela justiça federal. Como se pudéssemos confiar na justiça federal.

Essa tese poderia ser aceita se Adélio Bispo não tivesse tantas outras provas e evidências de ligações com o PSOL, com a esquerda. Mas não é o caso. Podem dar o laudo que quiserem, dado seja lá por quem for, porque o problema não estará no laudo, mas na farsa que responde pelo nome de Adélio Bispo.

Os caros advogados que imediatamente acorreram para defender Adélio Bispo não foram defender uma pessoa que tem transtorno mental, mas um assassino. E não foram contratados às pressas pela família ou por amigos, mas por gente que estava mais preocupada em se proteger do que ele poderia falar do que com os possíveis problemas mentais que ele teria.

Adélio Bispo de Oliveira definitivamente não estava sozinho! (vídeo)

A verdade uma hora virá à tona, e todos saberemos que Adélio Bispo pode até ser doido – afinal quem tenta matar um candidato à presidência com a popularidade de Jair Bolsonaro, no meio da multidão, tem que ser doido e suicida. Mas a doideira dele não foi motivada por transtornos mentais e sim por pagamento de um serviço, do qual esperavam que ele não saísse vivo.

Adélio Bispo foi rapidamente tirado de Juiz de Fora pela justiça e isolado num presídio federal com a desculpa de proteger sua integridade. Só que foi tirado de circulação para que ninguém mais tivesse acesso a ele e assim pudessem orientá-lo para que pudessem constatar sua loucura. Adélio foi treinado para ser ou parecer louco, mesmo que o leitor possa achar que o louco aqui sou eu.

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

Para quem não conhece, indico o filme As duas faces de um crime, protagonizado por Richard Gere e Edward Norton. Diz a sinopse do filme:

” Em Chicago, um arcebispo (Stanley Anderson) assassinado com 78 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino um jovem de 19 anos (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue da vítima. No entanto, um ex-promotor (Richard Gere) que se tornou um advogado bem-sucedido se propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer.”

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

A história do jovem Aaron (o assassino da história) apresenta um jovem de 19 anos que tem transtorno mental e que teria praticado o crime por ter sido abusado pelo arcebispo que era pedófilo (a resenha completa do filme você pode ler inteira clicando aqui). A seguir vou replicar apenas alguns trechos e volto ao assunto.

” Alegando que foi abandonado pelo seu pai, ter lapsos de memória e ser vítima de maus tratos, Aaron, desperta Roy, seu alter-ego, oposto a sua personalidade. Enquanto Aaron é tímido e inseguro, Roy tem voz firme, olhar ameaçador e postura corporal intimidadora. Após a descoberta do distúrbio pedofílico de Rushman, Vail fica receoso em divulgar a notícia e ter a reprovação do júri, envia o material à promotora para que a mesma tenha aborde o fato no tribunal, algo que facilitaria com que Vail convencesse o júri. A seu favor, Vail descobre que seu cliente é portador deTranstorno dissociativo de identidade, um distúrbio que faz com que o portador aflore múltiplas identidades (geralmente duas). Com essa prerrogativa, Vail pode requerer a internação de seu cliente perante os jurados, uma vez que o mesmo possui doença que tolhe o discernimento.”

” A estratégia dá certo e Aaron é livrado do corredor da morte. Porem ao visita-lo na prisão afim de dar a notícia, Vail tem uma surpresa desagradável. Aaron na verdade o manipulou o tempo inteiro e sua personalidade verdadeira era a que o mesmo chamava de Roy. Percebe-se pela atuação do Richard Gere que Vail fica sem chão com a descoberta e sente-se traído e assim termina a estória.”

Pois então. Será que só a mim parece que a história de Adélio Bispo se parece com a estória do personagem Aaron? Será que sou eu um alucinado inventando teorias da conspiração?

Adélio Bispo de Oliveira é um criminoso frio, que calculou meticulosamente cada passo até chegar à fracassada tentativa de assassinar Bolsonaro. E não planejou sozinho, não recebeu depósitos em suas contas de si mesmo, não tinha aquele arsenal de celulares e notebook comprados com dinheiro próprio, não viajava com dinheiro próprio e nem frequentou o Congresso Nacional e gabinetes de esquerda porque tinha Transtorno Delirante Permanente-Paranoia.

A tentativa de enquadrar Adélio Bispo como doente mental não é original e nem explica o trancamento das investigações a respeito do caso.

Era para Adélio Bispo deveria ter morrido e não morreu. E também não morreu na cadeia porque se morresse as teorias de conspiração deixariam de ser meras teorias.

Se inicialmente pensou-se na esquerda, PSOL, Jean Wyllys, PT e outros personagens secundários como possíveis mandantes, a conclusão que temos que chegar agora é que muita gente muito mais graúda está por trás da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro, e tenho até medo de dar chutes a esmo. Mas é gente de primeira grandeza, de primeiro escalão, e não se resume à esquerda. Pode ser até que vista roupa preta.

A classificação de Adélio Bispo como doente mental, atestada por uma justiça corrupta, talvez hoje, após a Lava Jato, o poder mais corrupto no Brasil, é uma tentativa de liquidar o assunto, acabar com as investigações e dar uma satisfação à sociedade, em especial aos 52 milhões de brasileiros que votaram em Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo é uma das maiores farsas da história recente do Brasil, e o desfecho que estão tentando dar ao caso é uma farsa ainda maior.

Insisto para que as pessoas assistam o filme As duas faces de um crime e cheguem às suas próprias conclusões sobre a similaridade entre Adélio Bispo e o personagem Aaron Stampler, brilhantemente interpretado por Edward Norton. Insisto porque tal qual Adélio, Aaron foi extremante brilhante ao convencer o júri de que era doente mental. E tiveram 6 meses para preparar Adélio para convencer psicólogos e psiquiatras a assinarem um laudo conferindo-lhe o status de inimputável.

A investigação da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro não pode terminar assim, da mesma maneira que Adélio Bispo não pode terminar essa história num manicômio judiciário. É preciso inclusive que o Desembargador Néviton Guedes explique porque mandou suspender as investigações. Que poder é esse que a OAB tem que interfere na investigação de um crime enquadrado na Lei de Segurança Nacional?

O povo brasileiro tem que pressionar a justiça para continuar a investigação e manter a quebra de sigilo bancário e telemático dos advogados que tão rapidamente abraçaram sua causa, contratados por “um pagador caridoso”.

Se há mesmo gente muito graúda nessa história nós precisamos saber, e essas pessoas precisam ser punidas, pois são as mesmas que vêm tornando o Brasil o paraíso da impunidade.

Mais do que revelar as duas faces de um criminoso, já passou da hora de revelar as duas faces da justiça brasileira, e daqueles que são responsáveis por fazer que ela seja feita.

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Alexandre Kalil, prefeito de BH, culpado pela tragédia do Vilarinho. Mas é?

Estava eu voltando da padaria, seis pãezinhos quentinhos, quando parei para tirar um dedo de prosa com o Djalma, porteiro do prédio. Disse ele que “o prefeito Alexandre Kalil assumiu a culpa pela morte da moça que foi engolida por um bueiro sem tampa”. Falávamos sobre o tempo feio, cara de que ainda chove um bocado esses dias, quando ele citou a tragédia da noite do último dia 15 no bairro Vilarinho, em Belo Horizonte.

E o Kalil está certo.

Quando uma pessoa assume a responsabilidade de administrar uma cidade ela se torna responsável por tudo o acontece nessa cidade, inclusive as tragédias, tal qual acontece quando um síndico assume a administração de um condomínio.

Quem assume cargo de comando é responsável pelo agora, e isso inclui os efeitos e defeitos das bobagens feitas anteriormente. Aliás, campanhas para prefeituras e condomínios costumam ser feitas com a promessa de consertar os erros anteriores.

Nesse sentido, Alexandre Kalil fez o que se espera que um executivo faça. Assumiu a responsabilidade não apenas pela tragédia, mas pela irresponsabilidade dos prefeitos anteriores, que não resolveram problemas como esse do Vilarinho, em locais nos quais essas tragédias se repetem há décadas.

Procure agora o síndico do seu prédio e pergunte a ele quando é que será reposta a tampa do ralo da garagem ou do jardim ou do banheiro da sauna ou o espelho do interruptor de um lugar desses. Sou capaz de apostar que 90% dos síndicos dirão que nem sabiam que estava faltando a tal tampa do ralo, e ainda agradecer a informação.

Lamentavelmente, tampas de bueiros são tampas de ralo numa cidade grande, e dificilmente um prefeito conseguirá saber quantas e quais estão faltando, porque são milhares, porque por muitos motivos elas somem, porque as pessoas demoram para informar, denunciar e porque a prefeitura demora a agir, ou apenas não age.

Essa informação unitária só chega ao prefeito quando o bueiro engole a moça. Antes disso ela, a informação, foi engolida pela burocracia, pela corrupção, pelo roubo, pelo descaso, pela imprudência, por improbidade administrativa de gente que, na estrutura de uma prefeitura, poderia ter resolvido o caso e não resolveu.

Ainda que a responsabilidade seja dele, a atitude de Alexandre Kalil chega a ser nobre. Mesmo não gostando de sua figura, de suas controvérsias, e da forma como sempre estimulou uma rivalidade irracional como torcedor e presidente do Atlético Mineiro (obviamente sou cruzeirense), reconheço que sua autenticidade vem de sua honestidade em falar o que pensa sobre o que quer que seja, o que ele fez agora como prefeito.

Não é comum um prefeito fazer isso. É muito mais simples – e o povo aceita – tirar o “seu da reta” alegando que está na prefeitura há apenas 2 anos e não teve tempo de resolver muitas coisas. E não teve mesmo. E nem ficou sabendo.

Tentei explicar isso tudo para o Djalma. Mas não sei se eu consegui fazer o Djalma entender que o prefeito Alexandre Kalil tem culpa, sem que o cidadão Alexandre Kalil seja propriamente o culpado.

Tentei também mostrar ao Djalma que as pessoas roubam as tampas de ferro dos bueiros da cidade, roubam os fios de cobre da iluminação pública, roubam placas de sinalização, roubam portas, janelas e peças sanitárias de órgãos públicos, e que não há prefeito capaz de dar notícia de tudo o que é roubado ou danificado em um único dia na cidade, mesmo sendo o responsável final por tudo isso.

A burocracia, a corrupção, os maus governantes, legisladores, funcionários públicos e a própria população tornam impossível que as tampas de bueiros sejam repostas tão imediatamente quanto somem.

Somos uma sociedade negligente, muitas vezes cúmplice do sistema quando estaciona em local proibido, avança sinal vermelho, estaciona em vaga de deficiente ou idoso, para em cima da faixa de pedestre, faz gato na luz, na água, na TV a Cabo, oferece propina para não levar uma multa no seu carro, negócio ou imóvel, gente que fura fila, que fica com troco a mais, mesmo sabendo que está prejudicando alguém com essas atitudes.

Finalmente, o Djalma disse que concordava comigo. Que eu estava certo. E eu fiquei feliz por ter conseguido passar um ponto de vista mais amplo para ele.

Meus pãezinhos, obviamente, já tinham esfriado, e eu me despedi, desejei um bom sábado de trabalho, me virei para entrar no prédio, e o Djalma falou:

“Mas como fica a família da moça que foi engolida pelo bueiro, porque não é justo, a família da moça está lá chorando. O Kalil falou que a culpa é dele, mas ele está lá no apartamento de luxo dele, não colocou a tampa do bueiro…”

Então eu parei, respirei fundo, me virei para o Djalma e disse: Djalma, o Alexandre Kalil é atleticano, Djalma. Dá para confiar num prefeito atleticano, Djalma?

Não, não dá – disse o Djalma. E agora ele estava satisfeito com o resultado do papo. Djalma também é cruzeirense.

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Urnas eletrônicas podem fraudar resultados. Mentiras fraudam mentes.

Muita gente se preocupa, com razão, sobre a possibilidade da manipulação dos resultados das urnas eletrônicas, quando, na verdade, a pior das manipulações está sendo feita agora.

A aceitação da possibilidade de Lula se registrar como candidato torna a justiça cúmplice de uma farsa criada para denegrir a ela mesma. E quem participa desse conluio, que afronta leis, juízes, instâncias e justiça, é cúmplice da manutenção de um curral eleitoral emburrecido, abastecido de distorções, inverdades e muitas mentiras.

Permitir que Lula continue frequentando pesquisas eleitorais não pode ter outra intenção, se não a de desestabilizar as eleições presidenciais e o Brasil de um modo geral. Urnas eletrônicas alteram resultados, mas para isso existem remédios corretivos. Para mentes deformadas através da adulteração da verdade não há remédio.

A ministra Rosa Weber herdou um TSE covarde e comprometido com a impunidade, capaz de absolver criminosos eleitorais (quem dera fosse apenas isso) por excesso de provas. E se o comprometimento já não existe explicitamente, a covardia permanece. Lula está enquadrado na Lei da Ficha limpa e é inelegível. E ponto. Tudo o que já aconteceu além disso faz parte da estratégia de manter seu nome em evidência e interferir como puder nas eleições.

É muito difícil encontrar um caminho eficiente para combater as mentiras que iludem, confundem, desinformam, informam propositalmente errado. Não são apenas as fake news, mas tudo o que é fake nesse processo, como candidatos fake, financiamentos fake, motivações fake, apoios fake, traições fake. Tudo é fake numa eleição, especialmente no momento ruim em que vivemos, esse sim, sem nada de fake.

Não adianta nada a gente se preocupar com a possibilidade de fraude em urnas eletrônicas, porque todos iremos votar nelas mesmas, reclamando, desconfiando, amaldiçoando, muitos indignados com a falta do voto impresso, que é lei, e que não foi cumprido pela justiça.

Vale repetir. O voto impresso é uma lei que foi deliberadamente descumprida e derrubada exatamente pelo STF, que deveria servir para fazer com que todas as leis fossem estritamente cumpridas, mesmo que, pessoalmente, eu ache que ele não faria a menor diferença. Quem frauda urna eletrônica frauda bobina de papel também.

Precisamos nos preocupar em esclarecer mais e mais pessoas ao nosso redor, tentar oferecer a elas uma visão mais ampla da situação. A esquerda atual estuprou mentes vulneráveis por mais de 20 anos, injetando nelas mentiras que falam ao estômago e não à razão. Usam a necessidade básica da subsistência humana para poderem subsistir no poder.

Com certeza, nesse exato momento as urnas eletrônicas são o menor problema que temos. Importante agora é combater a desinformação e garantir que no segundo turno estejam nelas as fotos do que o povo brasileiro considerar serem os merecedores de uma chance de promover a mudança que o Brasil precisa, por mais doloroso que ainda seja o caminho.

Tirando a velocidade da apuração, ninguém me explicou ainda quais são as vantagens das urnas eletrônicas em relação às urnas com cédulas de papel. E isso gera duas perguntas:

  • Que diferença faz saber o resultado em 10 horas ou em 5 dias?
  • Por que no mundo todo praticamente só nós e os bolivarianos usamos urnas eletrônicas?

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PM Juliane era pobre, negra e homossexual. Só não era militante do PSOL.

Quem matou a PM Juliane? Alguém ouvir Marcelo Freixo fazendo essa pergunta hoje? Ou Jean Wyllys? Caetano Veloso fez algum pronunciamento? Chico Buarque, quem sabe? Manuela D’Ávila? Guilherme Boulos? Ciro Gomes?

O que a mídia diz é um “dane-se quem matou Juliane. Ela era PM.” Não era esquerdista, não era sindicalista, e, segundo insinuado na matéria da Folha de São Paulo, uma homossexual um tanto quanto promíscua, em estado alcoólico, como se esses fatos justificassem sua morte ou a desimportância dela.

Juliane morreu porque era PM e não porque era pobre, negra ou homossexual, mas não deixará de ser lembrada quando essas condições forem tratadas estatisticamente, assim como a mídia nacional trata a morte de policiais militares.

Ninguém fala que Juliane, por condição socioeconômica, vivia em uma favela dominada pelo PCC. Ninguém trata devidamente as centenas ou milhares de policias que moram nas favelas, tendo criminosos como vizinhos, sendo obrigados a viver (ou tentar viver) em comunidades sob o comando de criminosos, temendo diariamente por suas vidas e, especialmente, pela vida de suas famílias que passam o dia num cotidiano de vida ou morte, bala perdida, ou achada, como no caso da PM Juliane.

A maneira cega e mesquinha com que a Folha de São Paulo retratou as últimas horas de Juliane evidencia os pesos e medidas diferenciados que são usados quando morre alguém “ligado à causa da esquerda”. Marielle era bissexual, Juliana homossexual. Marielle oriunda da favela, Juliane uma favelada. Marielle uma parlamentar. Juliane… ah! Juliane era só uma PM.

A mídia precisa de notícias, e precisa encaixar essas notícias na agenda progressista/esquerdista que defende. PM que morre não é notícia, ou só mais uma notícia sobre o mesmo assunto. E mesmo que pertença a alguma “minoria” ligada à raça, sexualidade ou classe social, o fato de ser PM justifica seu extermínio, cabendo artigos escrotos como esse da Folha de São Paulo.

Mas, fosse o contrário, e a PM Juliane tivesse exterminado 4 elementos armados num bar de uma favela, a mesma Folha de São Paulo, e seus associados ideológicos, estariam exigindo a punição da policial, expondo as vísceras da corporação policial e enaltecendo as estatísticas de mortes causadas por policiais. Mas não foi. Ela só morreu. E vai virar estatística, porque não veremos Marcelo Freixo ou Caetano Veloso perguntando quem matou Juliane. Para eles, dane-se a Juliane. Quem mandou ser PM?

Marielle era uma vereadora do PSOL, de esquerda, que combatia (?) as milícias, abatida friamente em seu carro com motorista, em questão de segundos, merecedora, portanto, da medalha da inconfidência dada por Fernando Pimentel e recebia por… sua viúva.

Juliane era PM, foi apenas tirada de combate pelos bandidos que combatia no seu cotidiano, após ser torturada dois dias e encontrada morta no porta-malas de um carro qualquer, com um tiro na cabeça. Se receber alguma medalha pós morte essa será dada pela corporação a que pertencia, sem nenhuma viúva para receber.

Morte no Brasil, para valer alguma coisa, tem que fazer parte da agenda. Se não fizer vira só estatística mesmo.

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Partido político ou só uma combinação de letrinhas na sopa?

Qual partido político está realmente preocupado com o Brasil? Todos dirão que estão. Mas tem algum partido realmente preocupado com o Brasil?

Temos o mais moderno sistema eleitoral do mundo e a pior representação política de toda nossa história. E quiçá ficasse apenas na representatividade política. Temos também a pior representatividade judiciária da história republicana, juízes e ministros que não deveriam ter ou tomar partido, mas que fazem política no judiciário.

Não importa nesse momento citar siglas, nem as antigas, nem as novas. Não há novidade na política atual. Os discursos estão cheios de utopias, ufanismos, propostas indecentes, e a mesma capacidade de sempre de se apresentar como novidade ou como a solução para todas as mazelas do país. Como disse Cazuza, “Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O que estará em disputa nessa eleição não é o futuro do Brasil, mas o futuro de políticos e juízes. E esmagadora maioria dos candidatos postos até o momento está comprometida com o futuro desses políticos e juízes, porque seus passados já estão há muito tempo. Não há partido ou viés ideológico. A briga, para ficar no poder ou retomar o poder, é vencer a todo custo, com o compromisso tácito entre eles de que uma megaoperação pós vitória vai livrar a cara de todo mundo.

Talvez até tenhamos candidatos interessados no futuro do Brasil, mas nenhum partido trabalhará para isso, basta ver a divisão do bolo do fundo partidário que privilegiou nitidamente aqueles que buscam a reeleição para poder continuar a influenciar quem pode protegê-los. Sem mandato isso fica muito mais difícil. E se ainda por cima estiver preso a influência só vai funcionar sendo transformada em chantagem.

O que vemos é um grotesco espetáculo de pré-campanha, recheado de atores de quinta categoria, que em países sérios não se elegeriam vereadores em suas cidades. Coronéis, religiosos, militares, mentirosos compulsivos, presidiários, falsos santos. Nenhum deles apresenta uma proposta séria para o Brasil, que nesse cenário não passa de pano de fundo para protagonismos bizarros numa guerra de facções.

A política em Brasília equivale ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. São gângsteres instalados nos três poderes, uma minoria de ladrões ditando as leis e as regras de uma sociedade de 200 milhões de habitantes. Genocidas que matam através dos mais de 60 mil homicídios ao ano, das centenas de milhares de pessoas que morrem por falta de assistência médica decente.

Não há partido de esquerda preocupado com o povo brasileiro. Estão preocupados apenas em fugir da polícia federal e da justiça. Querem o poder.

Nenhum partido de direita está preocupado com o Brasil. Estão preocupados em derrotar a esquerda acima de qualquer coisa. Querem o poder.

É zero o número de partidos de centro preocupados com o povo brasileiro e com o Brasil. Estão preocupados em escolher uma aliança que garanta a vitórias nas urnas, não importa quem, nem de onde. As pesquisas eleitorais são os rumos desse vento.

Não há partido comprometido com um plano para o país. No Brasil, partido tem dono e não presidente. Ex-presidiário é dono, presidiário é dono, bandido é dono, religioso é dono, banqueiro é dono. Aqui se aluga partido, se compra e se vende partido, assim como vaga para concorrer a um cargo eletivo.

Alguém explique, por favor, porque um candidato se dispõe a pagar R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais) do próprio bolso numa campanha presidencial se ele ganhará cerca de R$ 1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil reais) em um mandato de 4 anos? No máximo R$ 3.200.000,00 (três milhões e duzentos mil reais) se ficar dois mandatos seguidos, mas para isso terá que fazer uma outra campanha eleitoral onde precisará gastar no mínimo os mesmos R$ 70.000.000,00 (setenta milhões de reais).

Como essa conta fecha? Só com vontade cívica? Desejo de ajudar o Brasil?

De fato, não temos nenhum partido político no Brasil do qual devamos esperar alguma coisa. E poucos são os políticos que merecem alguma expectativa, até mesmo os que podem ser considerados bons, porque sozinhos eles não são nada.

Alguém precisa tomar partido do povo brasileiro e do Brasil. No mínimo o povo deveria fazer isso verdadeiramente.

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Pedofilia não começa na internet. É a sociedade que está doente.

A deflagração dessa megaoperação da PF contra redes de pedofilia trouxe o questionamento sobre o limite do que é possível ou não é possível se fazer pela internet. Qual deveria ser o limite? Como isso deveria ser monitorado? Por que não é monitorado ou retirado? Perguntas que colocam a internet como vilã da pedofilia, quando ela é nada mais nada menos que um meio.

Para chegar a um limite que permita um amplo monitoramento e intervenção nos conteúdos será preciso invadir a privacidade e a liberdade individual as pessoas. Não há outra forma de fazer isso pela internet, onde todo mundo é apenas um IP, e para saber quem está por trás de cada IP é preciso interceptar dados. E mesmo não sendo legítimo e nem legal, já fazem isso de alguma maneira, o que permitiu chegarem aos 251 presos da operação “Luz da Infância II”.

A internet é só uma amostra do que é a nossa sociedade, um reflexo digital. A pedofilia existe desde sempre porque esse é um comportamento inerente ao ser humano. A pedofilia é, de fato, uma doença. E não estou concordando com a esquerda quando fala isso. É uma doença cujos efeitos acabam em crimes hediondos, e assim tem que ser tratados e os responsáveis punidos.

Ao contrário do que prega a esquerda, a pedofilia não é uma doença social praticada por pessoas que são vítimas da sociedade. O rol de 251 presos pela PF nessa megaoperação revelou um grupo absolutamente heterogêneo, tanto nas camadas sociais a que pertencem, como nos níveis educacionais e profissionais.

Segundo o site O Antagonista, no seleto grupo de pedófilos presos em flagrante (agora chamados de “investigados”) havia médico, humorista, zelador, enfermeiro, policial, psicólogo, professor, agente socioeducativo, ajudante de pedreiro, metalúrgico, advogado, padeiro, editor de imagens, radialista e empresário. E então pergunto: o que a internet tem a ver com isso?

Estamos doentes. O mundo está doente. A pedofilia é só uma dessas doenças.

A política, a religião, o fracasso do atual sistema social mundial, a ineficiência dos sistemas educacionais, tudo contribui para que sejamos uma sociedade mais apta a produzir pedófilos, assassinos, criminosos, homens bomba, estupradores. E não dá para imaginar ao certo aonde isso vai chegar.

A internet pode ser limitada. Os seres humanos não, a menos que isso seja feito por opressão. E foi justamente para se contrapor a qualquer tipo de opressão que inúmeros valores foram flexibilizados e extintos das sociedades modernas, resultando no aumento da exposição dessas anomalias psicossociais, que sempre existiram. A internet é só um facilitador por garantir certo anonimato e uma pretensa impunidade.

Vários estudos mostram que na maior parte dos casos de pedofilia o molestador é alguém próximo da vítima, um tio ou tia, primo ou prima, vizinho ou vizinha, amigos da família, gente com acesso fácil às crianças. Mais uma vez, a internet não tem nada com isso.

As crianças de hoje em dia sofrem exposição pelos pais na internet. Google, Facebook e Instagram são vitrines da vida íntima das pessoas, e são as próprias pessoas que publicam fotos e vídeos de seu cotidiano, de sua intimidade, de sua privacidade, em especial a intimidade e privacidade das crianças, que não têm idade, liberdade, discernimento e possibilidade de proibir que isso aconteça.

Computadores, tablets e celulares hoje estão ao alcance de pequenos com 4, 5 anos, começando com joguinhos, e à medida que cresce, adquirem liberdade e habilidade precoce para transitar pela internet, a grande maioria sem monitoramento dos pais ou responsáveis, e também uma grande maioria sem ativar nas configurações os recursos que impedem acesso a determinados tipos de conteúdo.

A evolução tecnológica não tem fronteira, e a cura para nossos problemas sociais não passa pela restrição das liberdades individuais, mas pela permanente penalização das violações das regras sociais e legais praticadas por qualquer um, seja doente ou não.

É preciso que repensemos o que é opressão e o que são valores. Sociedades não precisam de opressão, mas precisam desesperadamente de valores que norteiem a convivência antes mesmo das leis. Uma sociedade que não entende o que são valores não consegue entender o que são leis, menos ainda para que elas existem.

Não podemos demonizar a tecnologia. No caso da foto que ilustra o artigo ela teve uma função positiva. Sem ela o pedófilo teria tido êxito e dificilmente saberíamos disso.

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Eleição sem candidato é golpe. O povo brasileiro merece mais respeito.

Estamos há 5 meses da eleição que vai definir o futuro imediato do Brasil, quiçá pelo menos os próximos 20 anos, e as apostas das pessoas ainda estão presas a critérios imprecisos sobre suas escolhas, inclusive os que já tem seus votos definidos. Muitos decidem pendendo pelo fanatismo, outros pelo desprezo, e uma imensa maioria pela incapacidade de compreender a realidade que a cerca.

Tudo o que a política nos oferece, no momento, está contaminado pelo radicalismo. A escolhas se dão por exclusão e não por preferências concretas. Vota-se naquilo que é oposto ao que não se quer, sem uma análise mais detalhada para decidir pela melhor decisão coletiva. E aqui a crítica vai ao processo e não apenas para as pessoas. O embate político não permite e tem exatamente essa função.

O que é melhor para o Brasil, afinal? Esta é a questão a ser respondida na eleição em outubro. E não vai adiantar apenas ficar choramingando que continuarão sendo as famosas urnas eletrônicas smartmatic, e que não terá voto impresso em todas elas, porque quando chegar a data, todo mundo vai lá e vai votar e sair xingando. O momento de protestar seriamente sobre isso já está até minguando.

Penso que, hoje, o TSE já seria capaz de alegar, inclusive, que não há tempo hábil para colocar o voto impresso em todas as urnas; uma deixa que nós mesmos demos, só reclamando sem praticidade e objetividade, só no choramingo. Não estou desconsiderando o imenso colóquio que se impõe nas redes sociais, mas em termos de resultado esperado esse movimento não é prático e nem objetivo. Faz barulho? Faz, muito. Mas não interfere objetivamente, tanto que os ministros do STF, execrados nas redes sociais por qualquer um independentemente da opção política, continuam pouco se lixando para o povo, para as leis e para a própria Constituição Federal.

A polarização das diferenças não está permitindo chegar em consenso nem nas coisas que são consensuais. Vivemos uma crise de “amigo do meu amigo é meu amigo” e de “amigo do meu inimigo é meu inimigo”. Parece briga de rua, das antigas gangues rivais de bairros vizinhos. Só que eleição não é isso.

A profusão de candidatos que se apresenta, já vi números que variam de 16 a 23, é uma imensa covardia com a democracia. A subdivisão de tendências, correntes e candidaturas tem a função de não permitir um cenário de escolha segura na próxima eleição. Em um debate com 10 candidatos, no qual todos perguntam e todos respondem ao menos uma pergunta, ninguém será capaz de dar uma resposta que seja profundamente convincente, nem os que eventualmente tenham boas propostas.

A ridícula reforma política manteve absurdos sem a menor serventia à democracia. O fim das coligações foi empurrado para 2020, favorecendo claramente dezenas, se não centenas, de políticos que não teriam sido eleitos na última eleição e que não seriam eleitos na próxima sem esse critério.

SÓ 35 DOS 513 DEPUTADOS APENAS 35 SE ELEGERAM COM OS PRÓPRIOS VOTOS, 6,8%.  OS OUTROS 478 FORAM ELEITOS POR COLIGAÇÕES.

O tempo proporcional de televisão para propaganda eleitoral é outro escracho. Cabe aqui perguntar a quem serve a propaganda eleitoral, aos partidos ou aos eleitores, que encontrar nesse espaço uma exposição de candidatos que facilitasse sua escolha e não que impusesse uma tendência ou candidato específico. Temos que nos perguntar se é justo que um partido tenha mais tempo que outro para apresentar suas propostas, independentemente do tamanho da sua bancada. Toda eleição projeta para o futuro e não para o presente ou passado.

Vejam que a coisa é tão ilógica que quando se vai para a propaganda no segundo turno os tempos de televisão ficam iguais. Mas antes não. Ou seja, a maneira com que o tempo de televisão é distribuído no primeiro turno serve exatamente para tornar invisíveis quem não tem poder na mão. Isso é um escracho.

Eleição com até 23 candidatos à presidência da república, recheada de pseudo-candidatos que só estão ali para dividir o eleitorado e depois se reunir novamente no segundo turno, com a manutenção das coligações partidárias, com tempo proporcional de televisão absurdamente mal dividido, é uma eleição sem candidatos. Como se diz no futebol, estão jogando com a regra debaixo do braço. E como diria Michel Temer, “tem que manter isso, viu?”.

Eleição sem candidato é golpe, e seremos golpeados mais uma vez por um processo eleitoral viciado, com regras malfeitas e mal-intencionadas, capazes de levar ao Palácio do Planalto o melhor ou o pior para o país, porque não dá para saber o que é melhor ou é pior porque é impossível descontaminar os candidatos do tipo de radicalismo que representam.

Infelizmente, o momento só nos oferece nomes, mas não nos oferece candidatos. São todos postulantes, uns melhores outros piores, mas sem dar para dizer quem é melhor em que ou quem é pior em que, todos representam algum extremo de pensamento ideológico, econômico ou social, mas nenhum consegue congregar uma “caixa de ferramentas” que represente um caminho no qual se possa apostar com segurança.

O povo brasileiro foi condicionado, como os macacos da experiência da jaula que no fim tem um tipo de comportamento reativo a uma coisa que eles não viveram. Se você não conhece essa experiência, pode ver clicando aqui, vídeo de 2 minutos e 12 segundos. A teoria é reveladora sobre condicionamento e comportamento, ajuda a entender como somos e como agimos enquanto eleitores. Não vai ser difícil perceber o quanto não somos respeitados. Há anos fazem isso conosco.

Um bom sábado!

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Petistas apostam na idiotice alheia, contam mentira e carimbam dinheiro

Essa imagem apareceu na minha timeline do Facebook, via uma amiga que mora em Londres (e que sequer colocou os pés do Brasil nos governos Lula ou Dilma, pois não vem aqui há quase 20 anos). A mentira foi postada por um terceiro, 20 horas atrás, o qual chamarei de SL para evitar que alguém possa ir lá e estimular a continuidade dessas barbaridades falando outras barbaridades. Mas, de fato, o cara é um fanático lulista. Ou seria lulista fanático?

Diz o texto de SL acompanhado da foto ao lado:

“Vejam aí a maior multidão de Todos os tempos, saí as ruas pela democracia, e pela liberdade de Lula, mais de 1 milhão de pessoas ! Mais nem um canal de TV vai mostrar isso, porquê todos esses golpistas estão contra o povo e contra Lula, O Povo quer Lula Presidente do Brasil. #LulaLivre ,#grevegeral. Parabéns a cuba, e todos os países quê apóiam, parabéns ao Brasil! É Vdd Vcs estão morrendo de medo do Brasil todo se levantar em defesa de Lula! Juntos somos mais fortes! #LulaPresidente.”

Após ler, então, outros tantos comentários, pró e contra a causa, mentira sustentando mentira, não me contive, como deveria, e para não ser menos idiota, respondi: “Como tem idiota nesse mundo, pqp. Quem posta e quem compartilha.”

Recebi em seguida de uma quarta pessoa, a qual chamarei de LIS a seguinte resposta, copiada e colada da forma que me chegou, tá na minha página do Facebook para não dizerem que é mentira minha: “Não e idiotice querer o melhor e destituir esse governo indevido e que vai nos destruir.Isso pq imagino que o senhor seja pobre. Como eu. Pq rico não comenta rede social… Rico fou passar feriado em Bankoque.”

Então, discorri a seguinte tréplica.

“LS essa discussão poderia prosseguir se você falasse algo com alguma profundidade que ultrapassasse a doença que permeia os fatos.

Eu fiz a cagada de votar em Aécio Neves e tomei no rabo com o ladrão que ele é, que vá preso, que morta na cadeia, ele e todos. E pela cagada de ter votado no Aécio, eu não votei no Temer, quem votou foi você e todos os petistas.

Se ele deu um golpe o golpe é mérito de todos vocês. E mais, ele faz um governo de merda porque depois da merda do governo de Dilma Rousseff, que vocês votaram juntamente com o Temer, que deixou 11 milhões de desempregados (não foi o Temer, foi a Dilma, pesquise, há dados em qualquer canto, inclusive no site do IBGE ou do CAGED), fica difícil fazer algo consistente em dois anos.

Mas o problema ainda não é esse. Temer é ladrão, e por isso era o vice da Dilma nos dois mandatos, nos quais você deve ter votado nele as duas vezes. E como é ladrão, tem que ser preso, como qualquer bandido. E aí chegamos ao apedeuta.”

E prossegui:

“LIS seu caríssimo Lula é ladrão, não importa o quanto demore pra que você e outros tantos cheguem a essa conclusão. E como tal merece ser preso como qualquer bandido.

Se Lula tivesse feito tudo o que vocês dizem e acham que ele fez, a vida dos nordestinos teria melhorado, e ficado melhor. Não ficou.

Metade das pessoas que vivem com até 130 reais por mês vivem no Nordeste. E esse número aumentou exatamente no governo Dilma, que foi escolhida por Lula para cuidar do Brasil. Ele mesmo percorreu cada capital do Nordeste pedindo que o povo votasse em Dilma, e em Temer. E o povo votou nela e no vice golpista. E se estamos na merda que estamos, a culpa é de Lula, Dilma e Temer.

Enquanto vocês quiserem ficar alucinados numa mentira, que já não se sustenta mais, existem provas de sobra contra Lula, e contra todos os políticos, que fiquem.

Lula foi preso porque o processo dele começou antes dos outros, porque ele não tem foro privilegiado, e porque foi condenado duas vezes e teve seus pedidos de habeas corpus negado até no STF e por 7 a 4.

Eu não posso fazer nada além de dizer a você essas palavras. Nem posso querer que você acredite e/ou entenda, abandone a paixão e olhe ao seu redor, seus amigos, parentes, conhecidos, sua rua, seu bairro, sua cidade, seu estado e constate de na verdade nada melhorou, só piorou. Duvido que você saia de casa ou circule tarde da noite pelas ruas sem medo, não importa o tamanho da cidade em que mora.

Duvido que você não saiba da qualidade ruim da saúde, dos transportes, do piso das ruas, da decadência as escolas públicas e da moralidade, não importa o tamanho da cidade que você mora. Só sua consciência poderá definir a verdade um dia, e vai acontecer.

Não tenho ódio das pessoas, tenho ódio é do que fizeram com as cabeças delas, que não conseguem se desprender de uma mentira que fica cada dia mais mentirosa para parecer verdade.”

Em resumo, entrei numa discussão na qual a chance de ter uma tese vencedora é mínima. Minha amiga de Londres acredita nas coisas que postam, acredita nas historietas que contam, inventam, mentem, acredita na inocência de Lula, no golpe, no socialismo, na grande melhora na vida das pessoas pobres no Brasil, sem ter colocado os pés aqui nos últimos 20 anos.

Já a moça que me respondeu, a quem chamei de LIS, mora aqui, vive aqui, se diz pobre e provavelmente já era pobre quando Lula assumiu em 1° de janeiro 2003, de modo que provavelmente a vida dela não mudou, exceto, talvez, a aquisição de um Smartphone, uma TV LED de tela grande, um carro comprado em 60 meses. Provavelmente não elevou seu nível educacional, basta ver o português da mensagem. E também acredita nas historietas que contam, inventam, mentem, acredita na inocência de Lula, no golpe, no socialismo, na grande melhora na vida das pessoas pobres no Brasil, como minha amiga que não pisa aqui há 20 anos.

Eu não sei dizer o que faz com que pessoas tão distantes, vivendo realidades tão distantes, pensem exatamente da mesma maneira sobre a mesma mentira. Mas consigo enxergar uma conexão que provoca o mesmo tipo de percepção equivocada sobre qualquer realidade, chama-se educação.

A falta de escolaridade de qualidade, de curiosidade, de vontade de saber, permite que as pessoas simplesmente consumam com mais facilidade aquilo para o qual seus cérebros estão prontos para digerir, sem que eles precisem pensar ou elaborar algum tipo de raciocínio, de preferência com imagens em foto ou vídeo, que falem tudo sozinhas, mesmo se falar mentira. É mais ou menos como a paixão por um clube de futebol quando todo torcedor fanático enxerga um pênalti porque naquele momento ele não está pensando em futebol ou regra, mas só torcendo pelo seu time, sem a menor lógica.

Essas pessoas dão até seu dinheiro para ser carimbado. Cometem um crime previsto no inciso III do artigo 163 do Código Penal. Dinheiro tão carimbado quanto o dinheiro que levou Lula aonde está nesse momento. E não se dignam a olhar que no alto da edificação que aparece na foto está escrito “UNIDAD COMPROMISSO Y VICTORIA”, mostrando que essa foto é só mais uma mentira que aposta na idiotice alheia.

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